
Capítulo 423
A Protagonista Feminina Realmente Te Ama
Celeste também estava lá naquele dia.
Isso estava dentro das expectativas de Sam, mas, desde o momento em que ele entrou até se sentar à mesa de jantar, os olhos cativantes de Celeste nunca o deixaram.
Isso fez a pele de Sam arrepiar.
Parecia que ele era um agente disfarçado participando de uma reunião de um chefe da máfia, e o maior chefe já estava desconfiado dele.
"Feliz Ano Novo, Madrinha."
Sam sorriu casualmente enquanto se sentava.
Celeste sorriu de volta para ele. "Ainda não é Ano Novo."
Sam riu.
"Tenho planos com Angel hoje à noite, então talvez não tenha tempo para desejar um Feliz Ano Novo mais tarde. Pensei em dizer agora."
Celeste olhou para sua filha, que não mostrava expressão, mas estava claramente arrumada, e então sorriu para Sam.
"Como esperado de Sam, sempre tão atento aos pequenos detalhes. Não é à toa que Angel gosta tanto de você."
Angel semicerrou os olhos e olhou para cima. "Eu só acho que ele tem um rosto interessante."
Celeste não pôde deixar de rir.
"É realmente só por causa da aparência dele? Você costumava dizer que ver algo bonito demais faz você imaginar sua decadência, então é melhor não tê-lo desde o início. Não é isso que você costumava dizer?"
Celeste expôs impiedosamente a fachada da filha.
Angel semicerrou os olhos em sinal de desagrado.
Sam fingiu surpresa.
"Sério?"
Debaixo da mesa, Angel chutou a canela de Sam sem hesitar.
"Você tem algum problema com isso?"
Sam balançou a cabeça rapidamente.
"Eu só acho muito filosófico. Isso sugere que esta noite será significativa."
"Hmph."
Angel abaixou a cabeça e continuou comendo.
Celeste os observou com um suspiro.
"Ah, quando eu era jovem, também costumava participar dessas atividades de véspera de Ano Novo. Era tão animado naquela época. Não como agora, onde até a contagem regressiva é pulada. Mas ainda invejo vocês, jovens, por terem tanto tempo e energia."
"Madrinha, você ainda parece muito jovem. Pessoas que não conhecem podem pensar que você e Angel são irmãs. Se não interferisse em seus assuntos importantes, eu a convidaria para passar o Ano Novo conosco."
Sam disse isso com um sorriso, sem esperar que Celeste erguesse uma sobrancelha e olhasse para ele com um sorriso gentil.
"Sério? Na verdade, não tenho nada planejado para hoje à noite. Eu poderia me juntar a vocês..."
"Hã?"
Sam ficou surpreso.
Sem chance.
Você é a chefe desta grande família e não consegue perceber quando alguém está sendo educado?
Não, ela sabia. Ela estava fazendo isso de propósito.
A melhor estratégia agora seria fazer um convite genuíno, esperando que ela recusasse pelo desejo de provocá-lo.
Mas esta mulher era imprevisível.
E se ela realmente insistisse em participar da celebração de Ano Novo dos jovens?
Isso seria cavar sua própria cova.
Se fossem apenas ele e Angel, Sam não se importaria.
Mas com Isabella e Sophie lá, se ela as visse... seus planos para um harém seriam definitivamente prejudicados.
Celeste sorriu para Sam.
"O que houve? Você não acabou de dizer que queria me convidar? Ou isso foi uma mentira para lisonjear esta velha?"
"Ah... claro que não, eu só..."
Vendo o garoto subitamente confuso, Angel riu e pisou no pé de Sam debaixo da mesa.
Então ela olhou para cima.
"Pare de provocá-lo. Somos todos colegas de classe. O que você faria lá? Além disso, você não pode ficar acordada até tão tarde."
Será que Angel estava ajudando-o?
Parecia que o pé sobre o de Sam estava mais gentil agora.
Celeste suspirou.
"Você também acha que sou velha. O que há de errado com seus colegas de classe? Não é como se eu não os tivesse conhecido. Suspiro~~~"
Ela parecia bastante lamentável.
Qualquer outra pessoa teria caído nessa. Quem poderia resistir a tal mulher fingindo ser fraca e lamentável?
Angel viu através de sua mãe.
"Ainda há muito tempo para o Ano Novo. Você deveria descansar cedo. Além disso, você não está sem apoio conforme envelhece."
Celeste bufou, olhando para sua filha desafiadoramente.
"Posso ser mais velha, mas pareço jovem. Você pode não parecer tão jovem quanto eu na minha idade."
Angel sorriu levemente. "Eu tenho um namorado."
"E daí?"
"Ter um namorado evita o envelhecimento. Você não sabia?"
Sam ponderou essa afirmação. De onde veio essa lógica?
Celeste pareceu entender instantaneamente, corando pela primeira vez em público. "Dizer tais coisas na frente da sua mãe, isso não é demais?"
Angel riu. "Você já não nos provocou o suficiente?"
"Oh, agora você está ficando do lado do seu namorado. O que vai acontecer no futuro?"
"Vamos lidar com o futuro quando ele chegar... Sam, você está satisfeito?"
Sam sabiamente colocou seus talheres de lado e se levantou com Angel, dizendo educadamente para a Celeste levemente corada.
"Madrinha, já vamos indo. Feliz Ano Novo antecipado. Descanse bem."
Observando o jovem casal sair lado a lado, Celeste não estava realmente irritada. Em vez disso, ela sorriu levemente e suspirou.
"Fazê-la discutir comigo por sua causa... Sam, eu não te julguei mal."
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Angel e Sam entraram no carro, o olhar dele não apenas nas pernas longas e esguias dela envoltas em meias-calças pretas, mas também em seus saltos altos pretos.
Essa garota não usava saltos altos com frequência, preferindo o conforto à estética.
Mas hoje, ela os usou, não apenas pelo visual.
Como dizer isso?
Sam sentiu-se como um general colocando sua espada.
Ela estava pronta para a batalha.
No carro, Angel olhou para o telefone e disse.
"O que Isabella está fazendo? Ela não disse onde nos encontrar. Será que ela está ocupada com alguma coisa?"
Sam pensou por um momento.
"Não sei o que ela quer dizer, mas podemos ir primeiro, encontrar um lugar adequado e dizer para elas virem."
Angel franziu a testa.
"Por que eu deveria considerar essas coisas para elas? Sou assistente delas?"
Sam sorriu ironicamente. "Eu sou o assistente. Sou o assistente de todos."
Angel olhou para Sam, desagradada. "Você ainda é meu namorado? Se você não quer ser, não precisa."
Sam segurou sua mão macia. "Eu só quero que todos nós aproveitemos este dia especial. Então, por minha causa, não fique chateada com pequenos detalhes, ok?"
A mão de Angel apertou, suas unhas quase cravando na carne dele.
Mas Sam não vacilou, sua expressão inalterada.
Se ele estava fingindo ou genuinamente não sentia dor, não estava claro.
Ela lentamente soltou sua mão.
"Aos seus olhos, sou apenas alguém que gosta de fazer confusão, certo?"
Sam piscou.
"Não é verdade?"
"Eu gosto de ser assim. E daí? Você acha que pode me mudar?"
Angel, como uma égua desafiadora, desafiou o cavaleiro tentando conquistá-la.
Mas Sam não disse nada contundente. Ele apenas sorriu.
"Está tudo bem. Eu gosto de você quando você é irracional e quando faz birra. Mas hoje, eu só quero que você seja feliz."
Isso suavizou rapidamente a expressão de Angel.
Sua arrogância fingida derreteu visivelmente.
Ela olhou para frente, através do para-brisa, para a noite que se aprofundava.
Então ela falou suavemente.
"Vou te dar uma folga hoje."
Sam sabia quando parar.
Ele apertou a mão macia dela.
"Obrigado, Princesa."
Angel olhou para Sam, divertida e irritada.
"Princesa? Isso soa estranho."
Sam piscou.
"Está na moda na internet."
"Se eu sou uma princesa, o que você é? Um cavaleiro não pode combinar com uma princesa. Isso não é um conto de fadas."
Sam pensou por um momento.
"Que tal um rei?"
"Você quer ser meu pai?!"
"Então um príncipe?"
"Você é um idiota? Isso é incesto..."
Angel de repente se lembrou de algo, seu rosto ficando vermelho.
Naquele momento, Sam inclinou-se perto do ouvido dela e sussurrou.
"Por que não terminar sua frase, minha querida Irmã Angel?"
Se existissem íncubos.
O nome dele seria Sam.