A Protagonista Feminina Realmente Te Ama

Capítulo 425

A Protagonista Feminina Realmente Te Ama

Observando Sam sair às pressas, incapaz de esconder seus passos ansiosos, Isabella demorou a desviar o olhar.

Angel, no entanto, virou-se para olhá-la.

"Sênior, o que gostaria de beber?"

Isabella sorriu. "Um Long Island Iced Tea servirá."

"Long Island Iced Tea não é apenas uma bebida; tem um alto teor alcoólico."

Isabella sorriu com indiferença.

"Para mim está tudo bem... mas para você está tudo bem?"

"Por que não estaria?"

Angel olhou nos olhos dela.

Isabella não se importou em deixar as coisas claras.

"Você está apenas deixando ele ir atrás da Sophie?"

Angel zombou.

"Se eu não permitisse, ele não iria? Além disso, por que você parece tão indiferente?"

Angel estava um pouco desconfiada. Se algo tivesse realmente acontecido com Sophie, fazia sentido ela sentar ali calmamente, dada a animosidade habitual entre elas.

Mas essa sênior não deveria se dar bem com todo mundo? No entanto, ela estava sentada ali, conversando e rindo com Angel?

Isabella sorriu.

"O que poderia acontecer? E eu não tenho a proeza física do Sam. Mas Angel, seu comportamento parece mais... dar a eles uma chance de ficarem sozinhos."

Angel apenas sorriu levemente, como uma rainha sentada em seu trono, encostada na janela do chão ao teto na iluminação fraca e íntima.

"Como você disse, eu me importo com essas coisas. Mas... emoções são diferentes de outras coisas. Não me importo com justiça em outros assuntos, mas nisso, eu quero ele por inteiro, então devo dar a ele um pouco de justiça."

Isabella pensou por um momento, fingindo estar intrigada.

"Então, se ele lutasse nem que fosse um pouco entre você e a Sophie, você não seria capaz de tolerar."

Angel virou a cabeça, tomando um gole de sua bebida.

"Se eu posso tolerar ou não, é problema meu. O que eu faço depende do resultado que quero ver... Você não usou leitura mental em mim, usou?"

Angel olhou desconfiada para Isabella.

Isabella riu e balançou a cabeça.

"Apenas conversando. Não vou usar leitura mental em nenhuma de vocês hoje, então não se preocupe. Diga o que quiser. Sou apenas uma espectadora leal."


Sam desceu rapidamente do prédio, tentando continuamente ligar, mas, inexplicavelmente, seu celular estava sem sinal. Nem uma simples chamada conseguia completar.

Sam se acalmou, olhando em volta.

Ele refez rapidamente seus passos antes de entrar no prédio, pensando na rota que Sophie poderia ter feito se tivesse vindo de metrô ou ônibus, o que a levaria da saída da estação.

Ele de repente se lembrou de algo. Sua excelente memória permitia que ele se lembrasse de qualquer coisa que tivesse visto, mesmo que não tivesse prestado atenção na época. Pensando com cuidado, ele conseguia recordar os detalhes.

Então, ele imediatamente olhou em uma certa direção.

"Com licença, passando."

A multidão à sua frente era como uma onda que ele precisava atravessar, e Sam teve que se tornar um surfista navegando no mar agitado de pessoas.

Logo ele viu uma loja de sushi, não uma grande vitrine, mas localizada em uma esquina. Se Sophie viesse da estação, ela definitivamente passaria por ali, e este lugar era muito perceptível.

Sam observou a multidão, usando sua vantagem de altura para escanear a área.

Droga.

Por que Sophie não podia ser mais alta, como sua irmã Ava?

Pelo menos assim ele poderia localizá-la facilmente.

Mas agora, neste mar de gente, mesmo com boa visão, era difícil encontrá-la porque havia pessoas demais.

Assim que Sam olhava em volta, sentindo-se um pouco perdido, seu celular tocou de repente.

Sam ficou surpreso ao ver que era Sophie ligando.

Ele atendeu rapidamente, lutando para ouvi-la por cima da multidão barulhenta.

"Alô? Onde você está?!"

A voz dela ainda estava um pouco confusa, meio intermitente.

"Estou... na praça... onde fica a entrada? Você..."

"Qual entrada? Estou aqui embaixo procurando por você! Consegue me ver? Estou na loja de sushi por onde você passou."

Sam virou-se em todas as direções, tentando não perder nenhum ângulo.

"O quê? Por que você está aí embaixo? Estou procurando o caminho..."

"Você não gritou de repente? Achei que algo tivesse acontecido com você. Onde você está agora? Não se mova. O que tem em volta de você que é perceptível? Vou te buscar!"

"Por que você está tão bravo...?"

"Onde você está!"

Sam repetiu a pergunta.

Ele geralmente era uma pessoa paciente, mas agora sentia uma mudança perceptível em seu humor. Era impaciência? Ou seria a preocupação que ele não conseguia esconder?

Logo, uma voz fraca chegou até ele. "Estou na frente de um letreiro neon rosa."

Sam olhou em volta e rapidamente avistou o letreiro neon rosa.

Ao lado do letreiro rosa estava uma garota segurando um celular, sua figura idêntica à de Sophie.

Ela usava um moletom de cor clara e uma saia plissada, com meias pretas até o joelho. Ela estava sozinha, parecendo isolada.

Sam suspirou suavemente. "Desculpe, fui um pouco duro agora há pouco. Estou indo te buscar. Espere por mim."

Sophie ficou surpresa.

Ela não esperava que ele dissesse aquilo.

Mas pensando em como ele correu lá embaixo para encontrá-la por causa de seu grito, Sophie sentiu uma emoção estranha.

Era como mel escondido em um armário, finalmente começando a derreter.

Ela segurava seu celular, as mãos um pouco frias, as bochechas levemente coradas.

"Onde você está agora?"

"Estou indo em sua direção."

A voz do rapaz era firme, acompanhada pelos sons barulhentos das pessoas, fosse do lado dele ou do dela.

"Onde?"

Sophie tentou ficar na ponta dos pés para ver, mas sua altura era mediana. Embora não fosse tão pequena quanto uma garotinha, a multidão era como um muro impenetrável, dificultando a visão.

Era difícil demais.

Ela parecia não ter escolha a não ser ficar parada, como Sam havia dito, e esperar por ele.

Mas por que, com a respiração urgente dele do outro lado da linha, seu coração começou a acelerar?

Parecia que ele estava atravessando o mar de pessoas para encontrá-la, chegando cada vez mais perto.

Esse sentimento era estranho.

Suas bochechas aqueceram.

De repente, ela ouviu a voz dele no celular.

"Sophie."

"Sim?"

"Você consegue me ver?"

Sophie ficou confusa. Ela ainda via a multidão se movendo lentamente, nenhum sinal do rapaz familiar.

"Não, você foi para o lugar errado? Estou bem aqui..."

"Não fui para o lugar errado. Você está bem aqui."

Isso fez Sophie querer instintivamente responder, mas ela logo percebeu que a voz não vinha do celular, mas de trás dela.

Sophie virou-se.

Lá estava ele, segurando seu celular, parado atrás dela.

Ele havia atravessado a multidão para chegar até ela, iluminado pelo letreiro neon rosa.

Apenas por estar ali, ele era diferente de todos os outros.

Diferente das milhares de pessoas ali.

Aquelas pessoas pareciam desaparecer no fundo, sem importância comparadas a ele.

Ao vê-lo, Sophie não sabia o que dizer.

Até que Sam desligou o celular e caminhou até ela.

Ele olhou para ela, sem sorrir, sua expressão fazendo Sophie se sentir inexplicavelmente nervosa.

"Por que você gritou mais cedo?"

Sophie evitou o olhar dele e respondeu baixinho.

"Alguém esbarrou no meu ombro e a ligação caiu. Não sabia que você ficaria tão preocupado."

Sam olhou para ela.

"Você realmente não sabia que eu ficaria preocupado com você?"

"Eu..."

"Eu te disse para vir cedo. Tem muita gente aqui e é fácil se perder. Além disso, você nunca esteve aqui antes. Por que você veio tão tarde?"

Ao ouvir seu tom aparentemente acusatório, Sophie sentiu uma profunda sensação de mágoa.

Ao vê-la em silêncio, Sam deu um passo à frente. Sophie olhou para cima.

Ela não esperava que ele se agachasse na frente dela e amarrasse seus cadarços, que ela não tinha notado estarem soltos.

Ao observar aquilo, ela sentiu como se estivesse sob um feitiço, incapaz de falar ou se mover.

Mas ela o ouviu suspirar suavemente.

"Mais do que tudo... eu me importo que nada aconteça com você. Estou apenas feliz que você esteja bem."

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