A Protagonista Feminina Realmente Te Ama

Capítulo 426

A Protagonista Feminina Realmente Te Ama

"Tudo bem, você consegue chegar até ali?"

Sam apontou para a entrada do prédio.

Hoje era claramente especial, já que a multidão só aumentava com o tempo. Era evidente que muitas pessoas estavam ali para se despedir do ano velho e receber o novo. Se eles não conseguissem aguentar até lá, quem iria querer se espremer em um lugar tão lotado?

De repente, o espaço ao redor deles parecia muito menor, sem deixar espaço para manobrar.

Sophie não queria tocar em mais ninguém, então teve que se aproximar de Sam.

Felizmente, ela não resistia mais tanto. Depois de ver as coisas claramente, ela não se apegava mais a uma persistência autoenganosa.

Ela genuinamente sentia que estar ao lado desse rapaz lhe dava a segurança de que precisava.

"Sim... estou bem."

Sophie assentiu, não querendo ser a pessoa a atrasá-los.

Sam caminhou um pouco à frente, abrindo caminho através da multidão agitada.

Ela pensou que poderia apenas seguir os passos dele através da multidão.

Mas havia pessoas demais. Sam conseguiu encontrar um 'caminho', intervindo para segurar um lugar para Sophie.

Ele queria que Sophie viesse, mas assim que ela deu um passo, alguém imediatamente tentou se espremer pelo caminho que Sam tinha encontrado.

De repente, Sophie mal conseguia vê-lo.

Justo quando ela começou a entrar em pânico, ela viu Sam recuar, recuperando o lugar e estendendo a mão para ela.

"Rápido."

Sophie hesitou, olhando para a mão estendida dele.

Embora ela tivesse se convencido de muitas coisas, até mesmo mudando visivelmente seu temperamento, ela realmente iria segurar a mão dele?

Segurar a mão de um rapaz, atravessando o mar de pessoas, parecia que não importava a jornada, ela não perderia o caminho, sempre seguindo atrás dele.

Só o pensamento disso fazia seu coração disparar com uma emoção romântica.

Ela olhou para o rosto de Sam.

Ele estava apenas olhando para ela, sua expressão ilegível, mas agora...

Sophie estendeu a mão, agarrando gentilmente a dele. No momento em que ela fez isso, os dedos de Sam se fecharam ao redor dos dela, segurando sua mão pequena com firmeza.

"Não olhe para mim, olhe para o caminho."

As bochechas de Sophie ficaram vermelhas intensas.

Mas a força do aperto dele a fazia sentir-se tão segura.

Com a orientação firme de Sam, ela foi conduzida através da multidão, navegando pelas complexas paredes humanas.

"Tudo bem... ufa."

Finalmente dentro do prédio, os sons barulhentos e agitados pareciam ter ficado do lado de fora. O elevador apareceu diante de Sophie.

"Tão rápido..."

Ela disse instintivamente.

Sam olhou para ela, divertido.

"Rápido demais para você?"

O rosto de Sophie ficou vermelho enquanto ela argumentava.

"Não!"

"Você estava apenas gostando de segurar minha mão e perdeu a noção do tempo?"

"Cala a boca, seu idiota! Eu não estava..."

O rosto de Sophie ficou carmesim enquanto ela negava veementemente, sentindo-se mais agitada do que nunca.

"Então sua mão..."

As palavras de Sam fizeram Sophie perceber algo. Ela olhou para baixo e viu que ainda estava segurando firmemente a mão de Sam.

Ela nunca tinha soltado?

"...Ah!"

Sophie soltou rapidamente, agarrando sua bolsa com força.

Sam não pôde deixar de rir.

Sophie lançou um olhar fulminante para ele, com o rosto vermelho.

"Pare de rir!"

Sam acenou com a mão, ainda sorrindo. "Desculpe, desculpe. Você estava tão fofa antes, que eu não consegui evitar..."

Isso deixou Sophie ainda mais agitada.

Ela não conseguia dizer se ele estava genuinamente elogiando-a ou apenas tentando envergonhá-la.

"Ding~"

As portas do elevador finalmente se abriram.

"Vamos subir. Eles estão esperando por você."

Sophie seguiu Sam para dentro do elevador. Quando as portas se fecharam, ela de repente percebeu algo.

"Você desceu para me procurar na frente da Angel?"

Sam assentiu.

"Claro. Você achou que poderia esconder algo assim dela?"

De fato, aquela garota possessiva, tão obcecada por esse rapaz, nunca deixaria algo assim passar.

"Mas você está bem com isso?"

"Sophie, veja bem, eu corri um risco enorme por você."

O rosto de Sophie ficou vermelho.

"Não havia nada de errado. Mesmo que você não tivesse descido, eu teria conseguido subir."

Esse era o único argumento que ela conseguia reunir.

Mas, ao dizer isso, ela não pôde evitar sentir um tremor em seu coração.

Sam ouviu o tom familiar, que lembrava seu antigo eu, mas ele não se importou. As pessoas precisavam dar um pouco de margem umas às outras.

A viagem de elevador foi silenciosa, e logo chegaram ao andar.

Enquanto Sam conduzia Sophie para o bar, ela hesitou.

Sam olhou para ela.

"O que há de errado?"

Sophie parecia desconfortável, olhando para dentro.

"Eu nunca estive em um lugar como este."

Sam apertou a mão dela gentilmente.

Então ele olhou nos olhos dela.

"Não se preocupe, eu estou aqui."

"..."

As pessoas são criaturas complexas. Quando a sobrevivência está em jogo, parece que nada mais importa.

Mas, uma vez que as necessidades básicas são atendidas, a insatisfação cresce.

Elas precisam de valor emocional, segurança, calor e muito mais...

Sem isso, a vida pode parecer vazia, sem sentido.

Mas, estando ao lado desse rapaz, nada disso parecia ser um problema.

Quando Sophie e Sam chegaram ao lugar anterior deles, os quatro membros do Departamento Humano Supremo estavam finalmente todos presentes.

Angel olhou para Sam, parecendo um pouco fria.

"Você demorou."

Sam sorriu e explicou casualmente.

"Havia pessoas demais lá embaixo, então demorou um pouco."

Assim que ele terminou, ele sentiu um salto alto pisar em seu pé.

Isabella olhou para Sophie, que parecia a mesma de sempre.

"Você está bem?"

Sophie balançou a cabeça.

"Nada demais, só esbarraram no meu ombro... Estou bem."

"Ah, que bom. Você deveria ter visto o Sam, ele estava tão preocupado..."

Antes que Sophie pudesse corar, Angel estreitou os olhos para Isabella.

"Não consegue nem beber sem abrir a boca?"

Isabella olhou inocentemente para Angel.

"Por que eu deveria ficar quieta? As manias do seu casalzinho devem se aplicar a mim também?"

Angel estreitou os olhos para Sophie.

"O que você gostaria de beber?"

Sophie respirou fundo, não querendo demonstrar fraqueza.

Não apenas por si mesma.

Mas também pelo rapaz sentado ao lado de Angel.

"Água com limão está bem."

"Estamos todos bebendo, e você quer água?"

Angel riu.

Sophie lançou um olhar fulminante para ela.

"Isso é um problema?"

"Na verdade não, só faz você parecer extra delicada e pura, diferente do resto de nós."

"Angel!"

"Por que chamar meu nome? Se você gosta tanto, por que não muda o seu para combinar?"

Sophie respirou fundo.

Ela sabia o objetivo de Angel.

Ela queria que ela bebesse e se fizesse de tola.

Ela achava que ela ainda era a velha Sophie que colapsaria após um gole?

"Tudo bem, vou beber o que vocês estiverem bebendo."

Sam queria aconselhá-la a não fazer isso.

Mas... ele decidiu deixá-las em paz.

À medida que a noite avançava, o tempo voava, aproximando-se do Ano Novo.

Isabella não perdeu tempo. Ela colocou sua bolsa preparada em seu colo.

"Tudo bem, quer todos tenham seus presentes prontos ou não, eu tenho. Vou começar."

Lá fora, a noite estava animada e agitada, mas aqui, nesta cabine para quatro pessoas, o show estava apenas começando.

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