A Protagonista Feminina Realmente Te Ama

Capítulo 373

A Protagonista Feminina Realmente Te Ama

Hoje parecia ser um dia sem planos especiais.

Sam estava trabalhando na loja de conveniência, o que, comparado a estar na escola, era um raro momento de paz.

Pelo menos os clientes que entravam para comprar coisas não lhe causariam muitos problemas.

Depois de trabalhar por um tempo, Mia saiu do vestiário, carregando sua bolsa, parecendo pronta para ir embora.

Após alguns dias de adaptação, Mia parecia menos tímida.

Mas, em comparação com antes, houve algumas mudanças significativas.

Como dizer... parecia que seus papéis e status estavam mais iguais agora, mais como amigos.

Mia naturalmente se aproximou de Sam.

"Eu já te falei sobre aquela coisa... Quando você tem tempo?"

Sam pensou por um momento. Em poucos dias seria dia quinze, que era logo antes do fim de semana.

Esse era o dia que ele tinha prometido a Alice, então ele disse diretamente.

"Este fim de semana funciona."

"Sério?"

Mia olhou para Sam com surpresa, como se tudo já tivesse dado certo, embora nada tivesse começado ainda.

Sam olhou para ela, não tão feliz.

"Primeiro, você precisa entender uma coisa. Nosso tempo de visita não pode ser muito longo. O hospital tem regras, e ficar tempo demais definitivamente causará problemas. Além disso, você não pode garantir por quanto tempo estaremos no sonho. Se uma enfermeira ou um médico nos encontrar dormindo juntos na ala, será muito estranho."

Sam queria lhe dizer essas coisas com antecedência para evitar problemas inesperados devido ao seu descuido.

Sam odiava problemas inesperados, especialmente aqueles que poderiam ter sido evitados.

Mia sentiu um calor no coração. Ela não sabia por que se sentiu assim de repente.

Talvez fosse porque ela percebeu que ele realmente se importava com esse assunto e não estava apenas fazendo isso para apaziguá-la.

Então, Mia sorriu.

"Claro, eu sei disso. Eu já pensei nisso. Vamos juntos ao hospital, eu entro na ala para alimentá-la, e você pode esperar no banheiro. Quando eu voltar, começaremos no banheiro. Dessa forma, não haverá acidentes, e ninguém virá nos procurar no banheiro."

Sam olhou para ela sem jeito.

"Tem que ser no banheiro? E no mesmo banheiro... não é estranho demais?"

As bochechas de Mia ficaram vermelhas.

"Não há lugar mais normal do que o banheiro! Não podemos simplesmente encontrar um canto aleatório no hospital, certo? Não somos pacientes, e não é um hotel. Para onde mais iríamos? E se não estivermos no mesmo banheiro... eu ficaria com medo."

As bochechas de Mia coraram, e ela não conseguia olhar Sam nos olhos.

Ela sabia que soava estranho, e o método era peculiar, mas era a melhor solução.

Ela explicou rapidamente.

"Você sabe, embora demore mais para três pessoas entrarem no sonho, é tempo suficiente apenas para eu correr até o banheiro. Não podemos ir a nenhum outro lugar... a menos que você não entre no sonho e apenas cuide de mim."

Sam suspirou.

Então ele olhou para ela impotente.

"Se desse para confiar em você para ir sozinha, não teríamos esses problemas. Tudo bem, faremos do seu jeito."

"Obrigada... Sam."

Mia estava tímida e sem jeito, mas ainda assim agradeceu a Sam. Afinal, se fosse apenas ela, não teria confiança.

Honestamente, quando Sam estava ao seu lado, Mia se sentia mais segura.

Como dizer?

Até agora, nenhum homem lhe dera mais segurança do que ele, nem mesmo seu padrasto.

"Não precisa me agradecer. A propósito, você não parece que vai beber, vai?"

Mia ficou confusa, olhando para ele.

Sam disse, irritado.

"Você tem certeza que quer beber antes de fazer algo tão importante? Não consegue ficar sóbria por alguns dias?"

Mia fez bico, sentindo-se injustiçada.

"Estou nervosa! Só de pensar nisso fico... não consigo dormir. Talvez um drinque ajude..."

Sam balançou a cabeça.

"Nada de beber até que isso termine."

"Por que não!"

Mia não pôde deixar de argumentar. Ela não era como aquelas garotas de boate que bebiam com qualquer um e ficavam selvagens quando bêbadas.

Ela nunca bebia demais, nunca causava problemas e sempre chegava em casa em segurança.

Ela sempre recusava convites de homens que a paqueravam.

Por que aquele garoto estava tentando controlá-la?

Mas Sam não lhe deu nenhum raciocínio grandioso ou palavras especiais.

Ele apenas olhou para Mia calmamente.

"Beba se quiser. Se sua autodisciplina é tão fraca, não tenho nada a dizer. Se algo der errado porque você bebeu, e a visita ao hospital for adiada, o problema não é meu."

Mia ficou atordoada.

Ela sentiu um pânico estranho e um pouco de ressentimento inexplicável.

"Eu..."

"Vá em frente e beba. Não faça os outros esperarem."

Sam até a incentivou!

A mulher bateu o pé.

"Tudo bem, eu não vou beber!"

Sam finalmente sorriu um pouco.

"Então vá para casa e descanse cedo."

"...Eu vou comer! Vou fazer compras! Quem se importa com o que você diz!"

Mia se virou irritada.

Sam a lembrou.

"Se você mudar de ideia e beber, não posso te impedir. Depende de você."

"Eu disse que não vou beber, você é tão irritante!!"

A mulher saiu impetuosa.

Sam balançou a cabeça, divertido.

Não era que ele estivesse se intrometendo, mas ele não queria que ela desenvolvesse o hábito de usar álcool para fugir dos problemas. Quando o problema surgisse, ela ainda poderia beber? Era preciso encarar.

Além disso, ele não queria que ela causasse acidentes por causa da bebida nos próximos dias.

E... o que tem de tão bom em beber?

A mulher, que saíra da loja de conveniência, não estava realmente com raiva. Ela só não queria que ele a visse corada.

Depois de um tempo, ela pegou seu telefone e discou um número.

"De repente, tenho algo para fazer, não posso sair para beber. Desculpe, talvez na próxima. Hã? Amanhã... também não dá, estou ocupada estes dias. Te ligo quando estiver livre, desculpe, desculpe..."

Quando Mia desligou o telefone.

Ela respirou fundo, olhando para cima, seu belo rosto mostrando confusão.

Ela hesitou, olhando para seus pés.

"Por que estou deixando ele me controlar... só porque ele diz?"

"...Mas por que não estou nada irritada?"

"...Será que eu gosto de ser controlada por ele?"

Mia entrou em pânico.

Pensar nessa possibilidade fez seu coração disparar incontrolavelmente.

Ela rapidamente cobriu o rosto.

"Não, não... estou apenas sendo disciplinada, não controlada por ele. É autodisciplina, autodisciplina!!"

Sam, é claro, não sabia o que se passava na cabeça dela.

Ele não era bom em adivinhar essas coisas e não se importava. Apenas quando entediado, ele tentaria adivinhar os pensamentos de uma mulher.

Agora, como um homem trabalhador, ele tinha apenas um objetivo. Aguardar o fim do expediente.

Parecia que o tempo entediante passava rápido, e finalmente, era hora de bater o ponto.

Trocando de roupa, trocando de turno e se preparando para ir para casa feliz.

Para melhorar ainda mais, ele trouxe uma garrafa de cola da loja de conveniência.

Sim, estava gelada.

Sam estava prestes a se aninhar confortavelmente no sofá e ler um romance no celular.

Mas assim que pegou o celular, uma ligação chegou.

Um pouco inesperado.

A ligação... era de Louis.

Sam achou estranho. A esta hora, por que Louis estaria ligando?

Ele hesitou por um momento, então atendeu.

"Alô? E aí, ligando a esta hora?"

Sam pensou que talvez Louis quisesse jogar videogame ou algo assim.

Mas Louis gaguejou.

"Eu... é só que... Sam..."

Sam achou estranho.

Isso não era do feitio de Louis. Ele geralmente era direto, e o relacionamento deles era próximo o suficiente para ele falar o que pensava.

Não precisava gaguejar.

"Fala logo... você não vai se declarar para mim, vai?"

"Que droga! Não, não!"

"Então o que é? Você não deve estar pedindo dinheiro emprestado, né?"

Sam riu, dando um gole na cola.

"Eu... na verdade, preciso pegar algum dinheiro emprestado."

Sam quase cuspiu a cola.

"Dinheiro emprestado? Para quê?"

"Eu... tenho um assunto urgente, muito urgente, então queria perguntar se poderia pegar algum dinheiro emprestado. Posso?"

Sam franziu a testa.

"Quanto você precisa?"

"Uh... cinquenta mil dólares..."

"Cinquenta mil? Para que você precisa de cinquenta mil? Louis... você é um estudante do ensino médio, de repente precisando de cinquenta mil, para quê?"

Sam sentiu que algo estava errado.

Essa não era uma quantia normal para um estudante do ensino médio pedir emprestado.

Mesmo se ele estivesse gastando com jogos, não seria tanto assim.

Mesmo se houvesse problemas familiares, ele não precisaria pedir dinheiro emprestado. Então Sam concluiu rapidamente.

"Tem algo errado."

Louis hesitou.

"Nada, se você não puder emprestar, eu dou um jeito..."

"Espere, eu não disse que não emprestaria."

"Então..."

"Você precisa disso com urgência?"

"...Sim, muito urgentemente."

"Você pode sair agora? Tenho dinheiro comigo, vou levar para você."

"Ok."

Eles combinaram um lugar e desligaram.

Sam guardou o celular e se levantou, terminando sua cola em um gole, pegando sua jaqueta e sapatos, pronto para sair.

Sem hesitação.

Para ele, se Louis estava pedindo dinheiro emprestado, especialmente cinquenta mil dólares... devia ser algo sério.

Sam não gostava de problemas e não queria se intrometer.

Mas ele não podia simplesmente assistir Louis cair em algum abismo potencial.

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