
Capítulo 374
A Protagonista Feminina Realmente Te Ama
O local onde os dois concordaram em se encontrar não ficava longe.
Na verdade, eles não moravam longe um do outro, então, depois de uns dez minutos, se encontraram em um pequeno parque perto da Quinta Rua.
Louis, parado no vento frio, parecia um pouco hesitante.
Isso lembrou Sam de algo — como Louis estava durante todo o dia. Ele estava apático, não era ele mesmo, o de sempre, brincando com Sam.
Louis se aproximou e viu Sam sentado em um banco, esperando.
Sam, vestindo um sobretudo grande, parecia especialmente um assassino de algum filme com seu rosto bonito e severo.
"Uh... você não está esperando há muito tempo, não é?"
O sorriso brincalhão habitual de Louis foi substituído por um culpado, óbvio para qualquer um.
Sam olhou para ele e disse: "Senta, vamos conversar."
Louis hesitou, mas sentou-se, parecendo especialmente ansioso.
Homens são mais fáceis de ler, especialmente garotos dessa idade, que não conseguem esconder bem seus sentimentos.
"Conversar... sobre o quê?"
Ele perguntou.
Sam olhou para ele. "Você pediu para pegar dinheiro emprestado. Cinquenta mil não é uma quantia pequena. Você não acha que precisa explicar para que serve?"
Louis hesitou.
"Eu preciso? Prometo que é importante, e não é para nada ruim... Eu definitivamente vou te pagar de volta."
Sam olhou diretamente nos olhos dele.
"Você tem que me contar, ou não posso te emprestar o dinheiro. Pelo menos me deixe saber do que se trata. Você se meteu em algum problema?"
Louis desviou o olhar, sentindo-se culpado, e tentou se levantar.
"Esquece, não vou pegar emprestado de você. Vou dar um jeito de outra forma."
Mas, quando ele tentou levantar, Sam agarrou sua mão e o puxou de volta para baixo.
Louis entrou em pânico, tentando se soltar, mas não esperava que Sam fosse tão forte. Ele não conseguiu escapar e teve que olhar para Sam.
"Sam... sério, não é nada. Me solta, não vou pegar o dinheiro emprestado..."
Sam balançou a cabeça.
"Você parece preocupado demais para estar bem. Somos amigos, e te conheço bem o suficiente. Não quero descobrir que aconteceu algo com você depois. Se você não me contar, não posso ajudar. Se contar, talvez eu possa. Não quero que você faça alguma besteira."
Vendo Louis em silêncio e hesitante, sem ousar olhar para ele, Sam tirou um envelope grosso do bolso e mostrou a ele.
"Se você realmente não quer me contar, pode pegar o dinheiro."
"Por quê?"
Louis olhou para Sam, confuso.
Sam sorriu.
"Porque somos bons amigos. Prefiro me fazer de bobo uma vez. Mas quero que você fique bem, não que se meta em problemas."
Vendo o sorriso de Sam, Louis suspirou profundamente.
"Sam... eu posso te contar o que está acontecendo, mas... você tem que prometer não contar a ninguém."
"Ok."
"Nem mesmo a Angel..."
"O que poderia ser tão sério?"
Sam franziu a testa.
Louis encostou-se no banco, parecendo mais perturbado do que Sam jamais o vira, quase exausto.
Ele falou baixinho.
"Três dias atrás... Lily me procurou."
"Quem é Lily?"
"A garota de quem te falei... a que conheci no nono ano, com quem conversei por muito tempo."
"Ah, a garota por quem você tinha uma queda, né?"
Louis assentiu com um sorriso amargo.
Sam olhou para ele com curiosidade. "O que isso tem a ver com pegar dinheiro emprestado? Ela te pediu?"
Louis assentiu.
"Sim. Três dias atrás, ela me encontrou, me chamou para sair, parecendo muito hesitante e com dor. Ela pediu para pegar cinquenta mil dólares emprestados... eu não tinha, mas fiquei preocupado com ela, então perguntei por quê."
Ao ouvir isso, Sam não pôde deixar de pensar naqueles romances juvenis trágicos...
"Não me diga que ela engravidou e precisa fazer um aborto? Mesmo assim, não custaria tanto."
Louis balançou a cabeça.
Sam suspirou aliviado. "Isso é bom..."
"É pior."
"Hã?"
O que poderia ser pior?
Louis falou baixinho.
"Eu perguntei a ela por muito tempo, mas ela não queria me contar. Ela até chorou na minha frente. Ela disse... que foi filmada secretamente."
"Filmada secretamente? Qual é o problema... espera, você quer dizer..."
Quando Louis assentiu, Sam ficou chocado.
Louis fechou os punhos, rangendo os dentes.
"O namorado da Lily de fora da escola... um dia, ele a enganou, dizendo que era aniversário dele, a levou para um bar, a embebedou... quando ela acordou, ele disse que tinha tirado fotos íntimas dela. Se ela não trouxesse cinquenta mil dólares, ele espalharia as fotos por toda a escola, para seus professores, seus pais e todos os seus amigos..."
Sam sem saber por onde começar.
Que diabos!
"A Lily realmente não sabe como se proteger, sabe?"
Louis assentiu.
"Sim... ela disse que era muito ingênua, confiou nele fácil demais. Ela foi enganada, Sam, você tem que acreditar em mim, ela é uma vítima."
Sam sentiu uma dor de cabeça chegando.
Ele olhou para Louis desamparado.
"Então você decidiu ajudá-la com os cinquenta mil?"
Louis assentiu, olhando para Sam com sinceridade.
"Escuta, Sam, você provavelmente acha que sou estúpido, disposto a ajudá-la com qualquer coisa. Mas ela chorou, dizendo que não podia ir à polícia, ou ele espalharia as fotos. Ela disse que se mataria, Sam... Tentei convencê-la a ir à polícia, mas ela estava desesperada. Não tive escolha..."
Sam olhou para ele.
"Ela te contou tudo isso?"
"Sim..."
"Você já considerou e se ela estiver mentindo? E se ela não estivesse bêbada, dormiu com ele de livre e espontânea vontade, e só não esperava ser filmada?"
Louis hesitou.
"Mesmo se ela quisesse, ela ainda é uma vítima."
"Mesmo que ela tenha caído nisso de propósito, você ainda quer ajudá-la?"
Sam achava difícil persuadir esse garoto. Ele era ingênuo demais.
Embora ele sempre dissesse que a ingenuidade não era algo ruim, também não era grande coisa. O problema era que havia muitas pessoas más, e as ingênuas eram enganadas facilmente demais.
Sam achava que não era tão simples, mas Louis parecia completamente imerso, pensando que a garota não fez nada de errado, apenas uma vítima inocente.
Claro, da perspectiva de um estranho, ela era uma vítima. Ela não iria querer que isso acontecesse.
Mas se ela mentiu, chamou especificamente o Louis, agiu de forma fraca e piedosa, até disse que morreria... e então?
Pode ser visto como um instinto de autopreservação. Ninguém quer que fotos assim sejam expostas.
Mas Sam achava difícil simpatizar com ela como Louis simpatizava.
Louis parecia perturbado.
"Eu sei que parece... tolo. Mas Sam... não posso simplesmente vê-la fazer alguma besteira. Você entende, certo? Mesmo que eu não goste dela, mesmo que ela seja apenas uma velha colega de classe, eu quero ajudar."
"Então você vai dar um jeito de conseguir cinquenta mil para ela?"
"...Você está questionando meu caráter?"
Sam disse, irritado, "Esquece isso... só me diz por que pensou em pedir emprestado para mim."
Louis riu. "Sua namorada não é a Angel?"
"Você acha que gasto o dinheiro dela? Isso são minhas próprias economias."
"...Mas com ela, você não vai passar fome."
"Isso é verdade... mas por que você parece tão justificado?"
Louis agarrou a mão de Sam.
"Não, não, me ajuda com isso, e você é meu irmão, meu irmão de verdade!"
"Se eu não te emprestar o dinheiro, o que você vai fazer?"
Louis balançou a cabeça.
"Eu não sei... eu disse que daria um jeito, mas não sei. Não existem muitas empresas de empréstimo?"
"Você está louco? Pensando em estourar os limites dos cartões de crédito? Você consegue pagar a dívida?"
Louis sorriu amargamente.
"Não tenho escolha... mas tudo o que te disse é verdade. Só estou tentando salvar alguém..."
Sam estreitou os olhos para ele.
"Seja honesto comigo."
"O quê?"
"Se eu ajudar, e o problema dela for resolvido, o que você fará em seguida? Se ela disser que está tocada por você, você fará dela sua namorada?"
Sam franziu a testa.
Louis balançou a cabeça imediatamente.
"Não, absolutamente não."
"Por quê?"
"Se ela realmente dissesse isso, eu acharia que ela não vale a pena gostar."
Sam olhou para Louis surpreso.
"Eu não esperava... que você dissesse isso."
Louis sorriu amargamente.
"Eu sei que sou tolo, ingênuo, facilmente enganado. Mas se você estivesse no meu lugar, entenderia. Você não pode simplesmente assistir alguém de quem você gostou cair em tal inferno, certo?"
Sam se levantou, apoiando os joelhos.
"Tudo bem, eu entendi."
"Você vai me emprestar o dinheiro?"
Sam olhou para ele.
"Você sabe onde esse cara está?"
"O que você quer dizer..."
"Eu vou com você para entregar o dinheiro a ele."
Sam disse.
Louis hesitou.
"Eu vou sozinho, você não precisa."
Sam franziu a testa. "Por quê? Você não confia em mim?"
Louis balançou a cabeça. "Não... eu o vi. Ele é um bandido, provavelmente já fez isso com muitas garotas ingênuas, tirando fotos íntimas para chantageá-las... ele é um delinquente. Da última vez que fui, ele estava com muitas pessoas... Estou com medo de que você se machuque."
Sam riu. "Você não tem medo de se machucar?"
Louis sorriu de forma boba. "Melhor eu do que você. A dívida é minha..."
"Idiota..." Sam disse, irritado. "Tudo bem, chega de bobagem. Me leva. Você não dá conta disso sozinho. Você acha que ele vai parar depois de pegar o dinheiro? Se você for sozinho, ele só vai te chantagear mais. Preciso garantir que ele não leve isso adiante."
Louis hesitou. "Tudo bem... quando vamos?"
"Você consegue encontrá-lo agora?"
"Agora... ele costuma ficar em um bar na Quinta Rua. Devemos encontrá-lo lá. Mas... aquele bar, ele tem muitos amigos... você..."
Sam puxou Louis para se levantar.
"Chega de conversa, vamos. Confia em mim, não vou deixar você se machucar."
Observando Sam caminhar à frente.
Louis ficou confuso.
Ele realmente consegue resolver isso?