A Protagonista Feminina Realmente Te Ama

Capítulo 318

A Protagonista Feminina Realmente Te Ama

Ao caminhar pela luz tremeluzente do pátio, os passos de Sam no assoalho de madeira o faziam sentir como se estivesse atravessando uma ponte. Em sua vida, ele não havia atravessado muitas pontes, a maioria delas ficava em Cedarwood.

Ele se lembrou de uma ponte feita de pedra; pisar nela não era diferente de pisar no chão, exceto pelo som do rio correndo por baixo, que aumentava à medida que se aproximava. Não era um riacho gentil, mas uma torrente rugidora.

Naquele momento, Sam percebeu que tudo na natureza tinha uma voz, não apenas seres com linguagem humana.

O que ela dizia — raiva ou paz — não cabia aos humanos saber.

Ele entendeu que precisava fazer tudo ao seu alcance para sobreviver, para superar cada desafio que a vida lhe impunha. Enquanto estivesse vivo, ele não poderia dizer que a vida era difícil demais; pelo menos ela não o havia matado.

Se o destino queria zombar dele ou brincar com ele, o propósito da vida era descobrir por que ele existia ou provar seu valor a um criador distante e indiferente.

Ele era responsável por cada escolha que fazia.

"Toc, toc, toc."

Sam parou e bateu na porta à sua frente.

"Entre."

A voz familiar e calma da garota lá dentro o chamou como um subordinado se apresentando para o serviço. Sam empurrou a porta suavemente.

Inesperadamente, Angel não estava fazendo nada bizarro. Ela não estava lendo, nem navegando no celular na cama. No calor do seu quarto, ela não precisava vestir muito.

Vestida apenas com uma regata preta com bordas de renda branca, os contornos de suas coxas eram destacados, como se as linhas tivessem vida própria, cada brilho vibrante de vitalidade. Seus ombros claros e a curva de suas clavículas não passavam uma impressão de fragilidade, apesar de sua nitidez.

Seus seios pareciam frutas maduras em um pomar, pesados e fartos, impressionantes entre seus pares não apenas pelo tamanho, mas por sua forma e tonalidade perfeitas. Eram inesquecíveis apenas de olhar, sem mencionar a sensação deles nas mãos.

Essa era a garota que podia deixar Sam, parado na porta, instantaneamente sedento e cheio de desejo.

Mas, em um momento, Sam se recompôs. Ele já havia estado com várias mulheres antes; não deixaria tentações tão básicas nublarem seu julgamento.

Angel estava apoiada em um cotovelo em sua mesa, esboçando algo em um pedaço de papel com uma caneta na outra mão.

"Desenhando?" Sam se aproximou, olhando por cima do ombro dela. Ele tentou não focar em seus seios, visíveis daquele ângulo.

O que Angel estava esboçando ficou claro para Sam logo de relance. Ela tinha um talento único para o desenho e a escultura, e foi por isso que Sam pôde notar imediatamente que ela estava desenhando sua irmã, Ava.

O esboço estava sem cor, apenas delineado e um tanto áspero, compreensível dado o pouco tempo. No entanto, até esses traços simples capturavam o sorriso jovem e radiante de Ava.

"Sim", Angel respondeu com indiferença, adicionando alguns traços na franja da garota em seu desenho.

"Por que você está desenhando a Ava?" Sam perguntou, curioso.

Angel não olhou para cima, focada nos detalhes finais. Fazer várias coisas ao mesmo tempo não era difícil para ela.

"No passado, quando não havia fotos, as pessoas não pintavam retratos para lembrar dos falecidos?"

"Isso é um pouco extremo, não acha?" Sam sentiu um calafrio.

Não fazia muito tempo, e ela já estava pensando em retratos memoriais? Isso não era um pouco mórbido?

Angel riu, sabendo o que ele estava pensando sem olhar para ele.

"Não se preocupe, eu estava apenas brincando."

"Algumas piadas não deveriam ser feitas, especialmente sobre a minha família", Sam disse, sério.

Angel assentiu, percebendo que sua piada talvez tivesse ido longe demais, mas ela não era de admitir seus erros facilmente.

Depois de terminar o sombreamento no cabelo da garota no desenho, Angel largou a caneta e girou a cadeira para encarar Sam, inclinando a cabeça levemente.

"O que você faria se eu realmente tivesse tais intenções?" ela perguntou, sem sorrir, sua pergunta soando sincera.

Sam balançou a cabeça.

"Você não faria isso."

Angel também balançou a cabeça.

"Não estou pedindo que você confie se eu faria ou não. Estou pedindo que considere se eu fizesse."

Sam não hesitou.

"Eu não a deixaria em perigo. Eu usaria tudo o que tenho para impedir, não importa quem seja."

"Mesmo que fosse eu?" Angel sorriu, seus olhos semicerrados não oferecendo a Sam qualquer sensação de segurança.

"Mesmo que fosse você."

Angel recostou-se na cadeira, sua figura impressionante ligeiramente arqueada.

"Parece que esse é o seu limite... Mas o seu limite não deveria envolver apenas a mim?"

"As pessoas são complexas; não existe regra dizendo que você só pode ter um limite", respondeu Sam.

Angel não pareceu irritada nem surpresa com sua resposta.

"Sua proteção por ela é realmente apenas amor e carinho fraternal?"

"Eu acredito que sim."

"E se isso mudar um dia?"

"Então lidaremos com isso quando acontecer, não sei."

"Homens indecisos são particularmente irritantes, Sam. Você gosta de ser indeciso em assuntos do coração? Sabe, pessoas assim geralmente não acabam bem. Elas morrem pelas mãos de uma mulher ou por causa de uma. Eu nunca pensei em tais personagens como heróis", comentou Angel, seu tom descartando tal sentimentalismo, vendo-o como uma fraqueza nos homens.

Sam apenas sorriu.

Ele observou enquanto Angel levantava casualmente suas longas pernas nuas, o movimento fazendo sua saia deslizar ligeiramente ao longo de sua pele lisa. A visão sob sua saia estava clara para ele e, embora ela usasse calcinha, para Sam, poderia muito bem ser transparente.

Ele conhecia cada contorno do corpo dela intimamente.

No entanto, naquele momento, Sam simplesmente estendeu a mão e segurou gentilmente seu pé, que parecia levemente frio apesar do calor do quarto.

"Este mundo não obriga ninguém a ser um herói, não é? Eu não quero ser um herói. Eu só quero viver bem, viver feliz. É só isso", disse Sam, seus dedos massageando gentilmente o pé dela, aquecendo-o levemente com seu toque, como se tentasse aquecer as partes mais frias de Angel.

Mas seriam os pés dela os mais frios, ou seu coração?

Angel examinou Sam com os olhos semicerrados, sentindo um conforto inegável enquanto suas mãos grandes cobriam seu pé, o calor se espalhando por seu corpo. Ele sempre conseguia lhe proporcionar uma experiência inigualável, mas ela sabia que o que ela oferecia a ele era igualmente único e sem paralelo.

"Se esse é realmente o seu sonho... então você deveria se comportar melhor. Me trate melhor, passe mais tempo comigo."

Sam ponderou por um momento.

"Então, posso ser um pouco ganancioso?"

A outra perna de Angel se esticou, movendo-se de forma brincalhona em direção à virilha de Sam. Não foi um movimento agressivo; ela simplesmente cutucou a área com os dedos dos pés, provocando-o.

"Isso é um pouco ganancioso? Você deveria ter visto o que aconteceu na mesa de jantar", ela riu.

"Você está se referindo à minha madrinha?"

"Ela quer tornar sua irmã sua afilhada pelas mesmas razões que eu — para ganhar mais influência sobre você. Por minha causa, ela agora tem que te levar a sério, percebendo que eu posso realmente te manter ao meu lado. Se ela não quer destruir você, ela tentará controlá-lo. É assim que essas figuras ditas poderosas pensam. Elas são como eu; nunca confiam em ninguém.

O primeiro passo delas para qualquer coisa valiosa é o controle."

Sam entendia isso muito bem. Ele também sabia que só podia apreciar externamente o gesto de Celeste. Se ele realmente comprometesse tudo com ela, poderia perder tudo, até seus próprios ossos.

Os dedos e os pés de Angel se sentiam confortáveis sob a massagem de Sam, então ela não o impediu, recostando-se na cadeira e deixando o olhar dele vagar por baixo de sua saia. Afinal, Sam já tinha visto cada parte do corpo dela, até mesmo sido íntimo dela muitas vezes, então não havia mais nada sobre o que ser tímida.

Os homens são criaturas tão interessantes. Será que eles nunca se cansam do corpo de uma mulher, ou é algo com o qual eles nunca se cansam de brincar?

Sam apenas sorriu.

"Isso é problema seu, não meu. Eu só preciso saber o que estou fazendo."

"Sério? Você não acha que deveria lidar com minha mãe primeiro? Ela não tem tanta compaixão por você. Eu posso considerar sua família, mas ela usaria qualquer pessoa ao seu redor como peões. Quanto mais ela sorri gentilmente todos os dias, mais fácil é esquecer como ela chegou onde está hoje."

"É a primeira vez que ouço alguém falar de sua mãe desse jeito na frente de seu namorado", disse Sam, piscando enquanto sua mão acariciava gentilmente a panturrilha dela, movendo-se lentamente em direção à sua coxa, espalhando-se como um vírus.

Esse toque sedoso, apenas ficando em um lugar, como poderia satisfazer alguém?

"E daí? É assim que eu a vejo, independentemente do seu status. Além disso... o que você está fazendo?" Angel estendeu a mão e pressionou a mão de Sam, que havia subido pela sua coxa. Seu tom era calmo, mas suas bochechas levemente coradas a traíam.

Sam sorriu.

"Isso te incomoda? Flertar enquanto discute assuntos, não foi essa a sua inovação?"

"Quando foi que percebi que você era tão ousado?"

Quando Sam se levantou, ele soltou as pernas dela, mas não lhe deu chance de fechá-las. Ele colocou as mãos nos braços da cadeira, inclinando-se para olhar a garota nobre e estonteantemente bonita de cima.

Angel ficou levemente irritada com sua postura.

Ela colocou uma mão no queixo de Sam, aparentemente para impedi-lo de olhar para baixo.

Sam abaixou a cabeça para beijar a palma da mão dela, depois olhou em seus olhos com um sorriso.

"Porque eu percebi uma coisa. Apenas conversar não resolverá nada."

"Você está planejando resolver problemas com seu pau?" Angel perguntou, com um toque de desafio no tom.

Sam já tinha se aproximado, seus braços envolvendo as pernas esguias dela, levantando-as gentilmente. A posição era um tanto estranha, adicionando uma emoção peculiar para Angel.

Sam sussurrou em seu ouvido: "Não importa o que aconteça, eu quero conquistar você agora mesmo."

Sua mão deslizou pela base da coxa de Angel, entrando em sua calcinha, acariciando sua vulva. À medida que os movimentos de Sam continuavam, as bochechas de Angel ficavam mais quentes, seu olhar tornando-se turvo.

Completamente perdida no momento, Angel ouviu apenas as palavras dele: "Prepare-se para a tempestade!"

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