
Capítulo 317
A Protagonista Feminina Realmente Te Ama
"Ei, o Sam está aqui! Ah... e a garota nova!"
O surgimento repentino de Selena aliviou efetivamente a situação levemente estranha em que Sam se encontrava.
A aluna da oitava série, vestida com um suéter branco, tinha bochechas rosadas e um aspecto bastante fresco e vívido. Embora fosse apenas um ano mais nova que Ava, a diferença entre elas era bastante notável devido à altura e às suas formações. Ava, parecendo mais madura e equilibrada, assemelhava-se mais a uma estudante do ensino médio. Apesar de sua aparência jovem, ela não parecia ingenuamente inocente.
Selena, por outro lado, parecia naturalmente alheia e infantil, ainda perdendo sua ingenuidade juvenil. Garotas da sua idade pareciam não ter consciência da competição instintiva que muitas vezes existe entre pessoas do mesmo gênero.
Esse tipo de emoção é normal e não precisa da orientação de ninguém; acontece naturalmente na natureza, embora seja mais comum entre os machos.
"Esta é a irmã do Sam, Ava. Ela está uma série à sua frente."
"Uau, apenas uma série? Mas ela parece tão alta!"
Selena expressou seu espanto, olhando com inveja para Ava, que estava sentada com uma postura equilibrada, parecendo ainda mais alta que sua irmã.
Ava olhou curiosa para a garota mais nova e sussurrou para Sam ao seu lado.
"Ela tem uma irmã?"
"Prima. O nome dela é Selena, uma garota muito inocente."
"Entendo... Bem, ela é definitivamente mais agradável de olhar do que a irmã dela."
Sam suspeitava que Ava acharia até Biscuit mais agradável do que olhar para Angel.
A chegada de Selena certamente animou a atmosfera, pois ela não tinha consciência das tensões subjacentes e simplesmente tagarelava, permitindo que todos os outros apenas observassem e ouvissem sem precisar falar. Isso deu a Sam um raro momento de relaxamento.
Nada de inesperado aconteceu até a hora do jantar.
Observando os criados limparem a mesa, Celeste sorriu para Ava.
"Como foi, Ava? A comida estava boa, não estava?"
Apesar de se sentir um pouco estranha em relação a essa mulher madura, Ava não conseguiu encontrar falhas e respondeu educadamente.
"Sim, estava muito boa. Obrigada pela hospitalidade, Sra. Celeste."
Celeste olhou para a garota.
"Seu irmão me chama de Madrinha, e você me chama de Sra. Celeste. Isso não é um pouco estranho?"
Ficou claro que ela queria que Ava a considerasse uma madrinha também.
Sam ficou perplexo. Se tê-lo como afilhado tinha algum motivo pessoal, por que estender o mesmo à irmã dele? Ele não conseguia acreditar que Celeste nunca tivesse conhecido outras garotas bonitas e talentosas antes. Ela queria torná-las todas suas afilhadas? Isso não fazia sentido.
"Como devo chamá-la então?"
Ava parecia um pouco confusa.
Sam sentiu um pressentimento ao ouvir a pergunta dela.
Como ele suspeitava, Celeste sorriu e disse.
"Você poderia me chamar de Madrinha também."
Exatamente como ele suspeitava.
Ainda abrigando aquele motivo, embora Sam não soubesse exatamente o porquê, ele não achava que fosse para nada bom.
Talvez essa fosse a maneira de Celeste criar um vínculo natural para usar Ava contra ele.
Como um refém, amarrando toda a sua vida a essa família sem liberdade ou dignidade, possivelmente sacrificando a vida de ambos.
Mas, novamente, quantos poderiam recusar tal oferta da atual chefe da família Angel, uma posição com a qual muitos só poderiam sonhar?
E com a personalidade e a idade de Ava, ela talvez não fosse capaz de recusar.
De jeito nenhum.
Não importa o quê, Sam tinha que recusar por Ava.
Ele estava prestes a falar quando Ava o interrompeu.
"Ah... talvez não, desculpe."
Para sua surpresa, e não apenas a dele, Celeste e Angel também pareciam atônitas, não esperando que essa garota recusasse.
Celeste piscou, então se virou para Sam.
"Seu irmão lhe disse para dizer isso?"
Me culpando? Então você acha que estou sempre tramando, hein?
Ava balançou a cabeça.
"Foi minha própria decisão."
"Posso perguntar por quê?"
Celeste estava genuinamente curiosa.
Os pensamentos de crianças jovens são difíceis de prever, cheios de fantasias ingênuas. No entanto, a maioria não consegue resistir ao fascínio do dinheiro. A recusa rápida de Ava era intrigante.
Ava olhou para Celeste naturalmente.
"Porque então eu teria que chamá-la de irmã mais velha, certo? Eu não quero isso."
Todos foram pegos de surpresa pela resposta dela.
Sam não sabia se ria ou limpava o suor da testa. Que mal-entendido! Ele achou que sua irmã tinha de repente se tornado consciente de algo sério, mas foi por um motivo tão trivial?
Celeste não pôde deixar de rir.
"Então é isso... Angel, parece que sua popularidade não é tão grande."
Ela até provocou a própria filha.
Angel estreitou os olhos e deu um sorriso irônico.
"Sem problemas, tenho maneiras de fazê-la me chamar de irmã mais velha."
"Pense de novo, isso nunca vai acontecer, hmph!"
Com seu objetivo não alcançado, Celeste se levantou.
"Ava, sinta-se à vontade para ficar aqui por alguns dias até retornar. Sinta-se em casa, não seja uma estranha. Alguém já está preparando seu quarto, você pode ir para lá mais tarde."
"Ah... obrigada."
Ava tinha acabado de recusá-la, mas desta vez, a gentileza parecia difícil demais de rejeitar, então ela apenas assentiu.
Quando Celeste saiu, Sam respirou aliviado. Apesar da multidão, a situação ainda era administrável.
Angel também se levantou, e Sam rapidamente a seguiu, tendo algo importante a dizer antes que fosse tarde demais.
"Vou ajudá-la a se acomodar no quarto dela, te encontro mais tarde."
Angel franziu a testa, claramente descontente.
"Vocês dois irmãos gostam de me irritar?"
"O que há de errado? Você pediu para ela ficar aqui, e ela não se sente confortável em lugares novos, então devo ficar com ela um pouco."
"Então é minha culpa?"
"Poderíamos voltar agora se você preferir."
"Não volte... apenas lembre-se de vir me encontrar depois que terminar."
"Entendido."
Observando Angel partir, Sam finalmente relaxou.
Ava, parecendo preocupada, perguntou: "Irmão, você está bem? Eu disse algo errado?"
Ela estava claramente mais preocupada com a situação de Sam, mesmo que demorasse a perceber as dificuldades que seu irmão enfrentava nesta família.
Sam balançou a cabeça, sorrindo enquanto bagunçava o cabelo da irmã.
"Não, você foi ótima. Algumas coisas discutiremos mais tarde, vamos para o seu quarto primeiro."
"Ok..."
Ava ainda estava intrigada enquanto entravam no quarto de hóspedes bem preparado. Sentada na beira da cama, que era surpreendentemente confortável para um quarto de hóspedes, ela olhou curiosa para o irmão.
"Eu não lhe causei problemas, causei? Quando Celeste me perguntou sobre me tornar sua afilhada... as expressões de todos eram tão estranhas."
Sam sorriu, segurando a mão dela na sua.
"Você não precisa se preocupar com nossas expressões. Apenas faça o que acha que é certo. Eu também não consigo realmente lhe dizer o que é correto, já que ninguém pode realmente controlar sua própria vida ou a de outra pessoa. Mas o que podemos fazer é viver sem arrependimentos por cada escolha que fazemos, então mesmo que seu motivo fosse esse, ainda é bom porque é o que você queria."
Sam pensou de repente, e se ela quisesse se tornar afilhada de Celeste? Como ele a impediria?
Parecia agora que ele não precisava interferir muito, exceto por perigos óbvios. Qualquer escolha era a vida dela, e sua superproteção apenas a restringiria, o que não era o papel de um irmão.
"E você, irmão?"
Ela ainda estava preocupada.
Sam piscou.
"O que tem eu?"
Ava disse sem jeito: "É que parece... que você é tão cauteloso aqui, é antinatural... estou preocupada com você."
Parecia para Ava que Sam era como um pássaro preso em uma gaiola, enredado pela riqueza, perdendo sua liberdade.
Embora parecesse assim, e quase fosse, Sam apertou a mão delicada dela.
"Não se preocupe comigo. Acredite em mim, seu irmão viverá bem e com dignidade. O que você vê agora não é nada; é apenas o começo."
"Sério?"
"Você confia em mim?"
"Claro que confio!"
Ava sempre alegava não acreditar em suas histórias fantásticas, mas quando se tratava dos grandes problemas, ele era sua pessoa mais confiável.
Pense desta forma. Mesmo que Sam a esfaqueasse no coração, ela acreditaria que era para o seu próprio bem e nunca questionaria o porquê.
Sam assentiu.
"Isso é tudo o que importa."
Mas Ava ainda parecia preocupada.
"Se... se realmente ficar difícil demais para você, poderíamos voltar para Cedarwood, não poderíamos? Viver lá pacificamente... mesmo que não seja tão glamoroso quanto Kuhang, estarei sempre com você."
Sam sorriu.
"Mesmo que voltemos, não será por um bom tempo. Não se preocupe, minha situação não é tão perigosa quanto você pensa. Apenas foque na sua competição amanhã, e eu prometo a você, estarei seguro e digno aqui em Kuhang."
"Ok... eu confio em você."
Ava assentiu firmemente, talvez sentindo a força da mão dele.
Ou talvez fosse o olhar dele que sempre a tranquilizava.
Ela não sabia que, para Sam, Ava era uma das poucas garotas em quem ele podia confiar.
Compartilhar seus pensamentos com ela não apenas aliviou sua carga; genuinamente lhe deu confiança.
De onde vinha essa confiança, ele não tinha certeza.
Mas desde a chegada dela em Kuhang, ele percebeu que precisava acelerar seus planos para conquistar as protagonistas femininas.
Hmm... começando pela mais difícil, a Herdeira!
Sam se levantou.
"Tudo bem, descanse cedo. Vá bem na competição amanhã e não se preocupe com mais nada, ok?"
"Eu entendo. Espere..."
Quando Sam se levantou, Ava corou de repente e o chamou.
"O que foi?"
Sam olhou para ela enquanto ela também se levantava, suas pernas longas a fazendo parecer ainda mais alta. Ela colocou as mãos atrás das costas, olhando para baixo timidamente.
"Você poderia... me abraçar?"
"Ah?"
"Eu... é um pouco estranho aqui... você não pode ficar comigo hoje à noite, então podemos apenas nos abraçar?"
Sam sentiu que não havia nada de estranho em um irmão abraçar sua irmã, mas a atmosfera parecia estranhamente carregada, quase como uma cena entre duas pessoas apaixonadas pela primeira vez.
Sam até fez algo que raramente faz, coçando a bochecha em confusão.
"Uh... claro, sem problemas, mas..."
"Então se apresse... eu... você sabe que sou tímida, você... se apresse, não seja tão mau..."
Ava não pôde deixar de bater o pé levemente, seu rosto corado e adorável enquanto ela evitava olhar diretamente para o irmão.
Sam respirou fundo.
"Tudo bem."
Com o coração estranhamente cheio de nervosismo, ele abriu os braços e a abraçou.
O batimento cardíaco parecia alto em seus ouvidos.
Enquanto segurava Ava, as palavras lhe faltavam.
Tudo o que ele podia sentir era a fragrância doce dela, e tudo o que ele podia ver quando abria os olhos era a parede branca.
Mas o batimento cardíaco em seu abraço parecia tão real, tão intenso, que era difícil dizer se era o dele ou o dela.
As mãos de Ava, anteriormente mantidas atrás das costas, relaxaram, e seu corpo pareceu derreter no peito de Sam.
É assim que um abraço de irmão parece...
Era mais sólido, mais encantador do que ela havia imaginado.
Ela não pôde deixar de envolver seus braços na cintura de Sam.
Parecia que eles estavam perdidos no abraço, como se o tempo e o mundo inteiro não tivessem nada a ver com eles.
Mesmo que fosse o fim do mundo, tudo o que ouviriam seria a respiração um do outro.
Até que Sam, pego nessa atmosfera e sentimento estranhos, recuperou os sentidos e a afastou gentilmente.
"Isso é... o suficiente por enquanto, está ficando tarde..."
"Muah!"
De repente.
Os olhos de Sam se arregalaram. Ele não esperava que a garota olhando para cima para ele subitamente ficasse na ponta dos pés e desse um beijinho em seus lábios.
O que foi aquele sentimento?
Foi... um beijinho?
Os olhos de Ava também se arregalaram em choque.
Ela não tinha percebido o que estava fazendo.
Assim que foi afastada, sentiu uma forte relutância.
Então, vendo seu irmão falando, observando seus lábios se moverem e percebendo que eles ainda estavam próximos...
Ela simplesmente... ficou na ponta dos pés.
"O que... você está fazendo?" Sam perguntou, um tanto atordoado.
As bochechas de Ava estavam tão vermelhas quanto o pôr do sol.
"Isso... isso é minha coragem para você!"
"Coragem?"
Sam instintivamente estendeu a mão para tocar seus lábios, mal acreditando na leve sensação úmida.
Ava rapidamente segurou a mão de Sam.
"Não toque! Não vai funcionar se você tocar!"
"A coragem tem prazo de validade?"
Ava assentiu vigorosamente.
"Claro! Tem, essa é minha bênção para você... hum... você não vai vê-la agora? Vá em frente! Boa sorte!
Eu acredito em você!"
Ela não sabia realmente o que Angel estava planejando, mas agora... ela queria ficar sozinha, não para se acalmar, mas para saborear cuidadosamente tudo o que acabara de acontecer.
"Ei, ei, ei, você acredita no quê exatamente? Não empurre, eu sei andar!"
"Bang."
Sam foi empurrado para fora da porta, então assistiu enquanto ela se fechava atrás dele.
Ele ficou ali, atordoado, então respirou fundo e se virou para encarar o corredor escuro.
Sam fechou o punho.
É isso aí, com a coragem dada por sua irmã, com um apoio tão sólido.
O que há para temer!
Angel, aqui vou eu!