
Capítulo 319
A Protagonista Feminina Realmente Te Ama
Sam não pôde deixar de se maravilhar com a diferença gritante entre a realidade e o mundo dos videogames.
Nos jogos, você pode realizar muitas fantasias e satisfazer necessidades espirituais porque pode fazer coisas que são impossíveis no mundo real — como andar pelas paredes, empunhar espadas e usar magia, ou outras ações mais extremas que é melhor nem mencionar.
Mas a experiência que Sam estava tendo naquele momento era algo que jamais poderia ser replicado em nenhum jogo. Não se tratava apenas de atingir um clímax físico, mas de uma experiência profunda que permanecia no corpo, expurgando todas as emoções negativas em uma liberação suprema.
Diferente de um jogo, do qual você pode se cansar depois de completar, certos sentimentos, como os que Sam estava vivenciando agora, apenas se intensificavam a cada encontro.
As pressões e os perigos criados por essas protagonistas femininas eram extremos. Mas também eram as recompensas pela coragem — as experiências requintadas que essas protagonistas femininas proporcionavam também eram extremas.
Era difícil imaginar como era a sensação durante a intimidade com Angel, onde cada sensação visual e tátil era levada ao máximo. Era semelhante à emoção de adquirir um equipamento de jogo de primeira linha, do hardware aos periféricos.
As mãos de Sam, quer estivessem em suas pernas longas, em seus seios fartos ou em sua intimidade, achavam cada toque incomparável e irresistível. Sem mencionar a sensação única de seu pênis entrando e saindo de sua vagina durante o ato.
"Umm... Sam, você pode ser um pouco mais cavalheiro, um pouco mais gentil comigo?" Angel ofegou enquanto Sam continuava seus movimentos vigorosos, quase a deixando sem fôlego na posição travada na cadeira.
Esse idiota...
A cadeira parecia que ia se desmanchar com o balanço, e Sam continuava, até se inclinando ocasionalmente para beijar seus mamilos, pescoço e orelhas.
Finalmente, Angel sentiu que não conseguia mais aguentar. Ao contrário desse idiota, ela não tinha energia infinita. Ela levantou fracamente as mãos e segurou o rosto de Sam, forçando-o a olhar para cima e parar temporariamente suas ações.
O suor havia se formado na testa de Sam, com o cabelo grudado nela, mas ele não parecia desleixado, pelo contrário, parecia intensamente bonito.
Parecia que os hormônios exalados por ele se intensificavam com o suor, sobrecarregando Angel a ponto de ela mal conseguir falar, completamente imersa naquele oceano de sensações.
"Acabamos de começar e você não aguenta? Por que não me implora?" disse Sam com um sorriso malicioso, sentindo um orgulho masculino, especialmente diante daquela garota geralmente forte.
Isso não era autoconsolo. Como diz o velho ditado, o caminho mais rápido para o coração de uma mulher é através da intimidade apaixonada. Conquiste-a com o seu membro, e o coração dela certamente seguirá.
"Você está brincando, certo? Pedindo para eu te implorar?" Angel retrucou.
"Então eu vou continuar. Você vê esse pênis longo e grosso... Será que você aguenta tudo?" Sam provocou.
"Espere!!" Angel disparou, beliscando o braço de Sam, mas ela estava fraca demais para que ele sentisse.
"Você está me implorando agora?"
"...Você sabe o quão exaustivo isso é?" Angel cerrou os dentes, lançando um olhar furioso para Sam.
A verdade seja dita, a intimidade física com Sam era incrível, e Angel aproveitava a experiência, mas eles precisavam mudar de posição. Essa era a mensagem clara em seus olhos, mas, como todos sabem, ela nunca diria tal súplica em voz alta.
Sam piscou, compreendendo seu pedido silencioso. Ele recomeçou, preenchendo-a completamente mais uma vez, mas desta vez diminuiu o ritmo. Ele não estava tão feroz quanto antes, mas gradualmente a trouxe de volta ao ápice do prazer.
"Mas eu me sinto tão bem, e se eu não conseguir parar?" Sam sussurrou, com a voz baixa.
"...Eu não estou confortável!" Angel protestou.
"Não está? Parece que você está gostando. Devemos parar então?" Após dizer isso, Sam retirou-se completamente, deixando o corpo dela, mas não se afastando, mantendo a posição intensa.
Angel olhou para ele irritada.
"Você tem certeza de que quer usar esses truques comigo? Não tem medo das consequências?"
Sam estendeu a mão suavemente para acariciar seu cabelo, como se para limpar um pouco do suor.
"Eu só espero um pouco de honestidade sua, mesmo que seja apenas durante nossos momentos íntimos."
Angel franziu a testa.
"Idiota..."
"Então, vamos falar direito sobre o que você quer?" Sam permaneceu perto, provocando-a com a ponta do membro, estimulando sem penetrar.
Sob tais condições, o desejo de Angel foi reacendido. Ela não conseguia manter a calma, mas também não conseguia aproveitar totalmente o momento.
Ela mordeu o lábio.
"Podemos mudar de posição, por favor?"
"Viu, foi tão difícil dizer? Eu entendo agora."
Sam insistia na honestidade, mesmo que o tom dela não fosse de súplica. Sempre dizer o oposto do que ela queria e esperar que ele adivinhasse era torturante, então mudar essa dinâmica era essencial.
Sam então levantou Angel em seus braços.
Angel se assustou, e quando percebeu que ele estava apenas a levando para um local mais macio — a cama — ela olhou para ele enquanto ele se deitava na posição familiar.
Naquele momento, Angel teve uma ideia maliciosa repentina — não era algo ruim, apenas uma pequena vingança para fazê-lo perceber que mudá-la não era tão fácil.
Quando Sam se inclinou, ela chutou o peito dele.
Infelizmente, fosse antecipação ou apenas seus reflexos rápidos, ele agarrou o tornozelo dela com firmeza.
Angel pausou, vendo o sorriso presunçoso de Sam.
"O que é isso? Uma nova preferência?"
Talvez Angel o tivesse subestimado devido à sua habitual representação de fraqueza, caindo em um tipo de autoengano.
Ela mordeu o lábio, decidindo não recuar, embora estivesse em uma situação muito passiva.
"Me solta!"
Em vez de soltá-la, Sam levantou a perna dela ainda mais alto, expondo-a completamente ao seu olhar e, sem hesitação, ele entrou nela novamente. Essa posição única permitiu que ele alcançasse mais fundo do que nunca.
Angel quase gritou, não de dor, mas de uma mistura indescritível de emoções, como assistir a um filme emocionante e finalmente chorar livremente no final satisfatório.
E Sam satisfez suas necessidades dessa maneira pouco convencional.
A 'batalha' continuou, com Sam movendo-se dentro dela implacavelmente, sem parar. Ele se inclinou para sussurrar em seu ouvido.
"Até que você me implore... eu não vou parar."
"Argh... você é louco, você... eu não vou te implorar... vá para o inferno, idiota...!!"
Infelizmente, não havia truques inteligentes ou táticas estranhas. Mesmo uma herdeira de alto status como Angel não conseguia mudar a situação. A proeza de Sam era inquestionável; ele era forte.
Então Angel nem tinha certeza de quão altos eram seus gemidos durante o ato, nem do que ela poderia ter dito.
Tudo o que ela sabia era que tudo era intenso.
Era como estar em uma tempestade no mar, perdida e sem direção.
Ela não sabia quanto tempo havia passado até que—
"Não teria sido mais fácil apenas me implorar?" disse Sam, com a voz carinhosa enquanto acariciava sua bochecha.
Angel piscou, lutando para abrir os olhos.
"Eu te implorei?"
Sam estava ao lado dela, também coberto de suor.
Ele assentiu.
"Caso contrário, eu não teria parado. Você sabe que eu poderia continuar por três dias e três noites sem nenhum problema."
"Eu não me lembro, eu não disse isso."
"Você é incrível mesmo, esquecendo algo de cinco segundos atrás? Sua memória é pior que a de um peixe."
"Não houve nada disso!! Vá tomar um banho, você está todo suado e sujo!!"
Angel de alguma forma encontrou forças para empurrar Sam para fora da cama.
Observando-a fazer bico, Sam riu alegremente.
Então ele esticou seu corpo abertamente na frente da jovem e a pegou no colo.
Angel ficou atordoada, a sensação pegajosa a deixando desconfortável.
"O que você está fazendo! Me solta!"
"Que tal tomarmos banho juntos? Economiza tempo, você não quer ir para a cama cedo?"
"...Sam, você está ficando mais ousado."
Angel foi colocada na banheira com o jovem.
E Sam olhou para ela, ainda irritada, mas parecendo ainda mais bonita, até fofa.
"Estou me apaixonando cada vez mais por você."
Angel zombou com desdém.
"Porque você gosta de mim, você age tão livremente durante o sexo? Acho que você só acha que eu não vou te matar. Na história, isso é chamado de 'mimado pelo favor', e geralmente não acaba bem."
Sam piscou.
"Por que não posso ser mimado pelo favor se eu gosto de você? Existe um ditado que se encaixa, estou apenas contando com o seu amor."
"...Eu não disse que te amo."
"Não importa, eu realmente não consigo mais ficar sem você."
"Por que você não pode simplesmente dizer honestamente que se apaixonou por mim primeiro?" Angel franziu a testa em insatisfação.
Sam sorriu para ela.
"Você também não está sendo honesta?"
"Eu não sou como você."
Sam balançou a cabeça.
Ele se virou para pegar o gel de banho, dizendo: "Não há diferença, a coisa mais injusta sobre o amor é que ele torna as duas pessoas envolvidas muito iguais."
Ao ouvir isso, Angel viu as costas do jovem.
Ela pensou por um momento.
Sem muita deliberação, ela sentiu que, na frente daquele jovem, ela poderia fazer algumas coisas sem pensar.
Então ela pulou e se lançou nas costas de Sam.
"Ei! O que você está fazendo?"
Sam virou a cabeça para ver o rosto de Angel espreitando por trás de suas costas.
E a expressão que ela mostrou foi uma que ele nunca tinha visto antes.
Ela mostrou os dentes. "Eu vou te morder até a morte!"
Angel, como uma garotinha blefando, mostrou uma ingenuidade e fofura que Sam nunca tinha visto antes, até um pouco infantil.
Mas essa cena, inesperadamente bela, era algo que Sam nunca tinha imaginado.
Simplesmente assim, apareceu tão de repente, mas, infelizmente, não pôde ser capturado em filme.