
Capítulo 440
Ator Magnata em Hollywood
O projeto Elvis estava há anos acumulando poeira nas prateleiras da Warner Bros., intocado e aparentemente esquecido – até que finalmente recebeu o sinal verde para a produção.
Baz Luhrmann, o diretor visionário por trás de O Grande Gatsby, foi escolhido para dar vida ao filme.
Ele estava trabalhando no roteiro desde 2014, elaborando meticulosamente uma história que faria justiça ao Rei do Rock and Roll. Dada sua trajetória de sucesso, a Warner Bros. basicamente não interferiu, concedendo-lhe um controle criativo significativo sobre o projeto.
À medida que a produção avançava, os diretores de elenco Nikki Barrett e Denise Chamian iniciaram a difícil tarefa de encontrar o Elvis perfeito.
Eles tinham uma lista de promissores candidatos, incluindo Harry Styles, Ansel Elgort, Aaron Taylor-Johnson e Miles Teller — todos talentosos, todos capazes, mas nenhum capturando completamente a essência de Elvis Presley.
Então, apareceu Lucas Knight.
A princípio, Luhrmann não estava convencido. Lucas já era uma superestrela global, um nome conhecido por si só. Escalar alguém tão icônico poderia ser uma distração; o público poderia ver Lucas Knight em vez de Elvis Presley. Ele duvidava que Lucas pudesse se transformar completamente no papel.
Esse ceticismo, no entanto, foi quebrado no momento em que Luhrmann se deparou com a gravação da performance de Jailhouse Rock de Lucas em seu primeiro concerto.
O que ele viu o deixou sem palavras.
A maneira como Lucas se movia, a forma como ele dominava a plateia, o carisma bruto – tudo em sua performance parecia estranhamente autêntico.
O que o tornava ainda mais surpreendente era que Jailhouse Rock não era uma canção de Elvis — era uma das canções originais de Lucas. E, no entanto, parecia algo que o Rei teria cantado.
Naquele momento, todas as suas dúvidas desapareceram. Lucas era Elvis.
Sem hesitação, Baz Luhrmann tomou sua decisão. Lucas Knight assumiria o papel de uma vida.
Em casa, Lucas folheava uma pilha de roteiros, avaliando cuidadosamente os projetos que lhe haviam sido oferecidos. Alguns chamaram sua atenção, mas um se destacava — Era Uma Vez em Hollywood.
A ideia de trabalhar com Leonardo DiCaprio novamente o intrigava. Fazia anos desde A Origem, e ele estava curioso para ver como a dinâmica deles se desenvolveria em um cenário diferente. O nome de Tarantino ligado ao projeto apenas o tornava mais tentador.
No entanto, outro roteiro exigia sua atenção — Elvis, uma cinebiografia da Warner Bros. sobre o Rei do Rock 'n' Roll.
O relacionamento de Lucas com a Warner Bros. havia se tornado neutro depois que Barry renunciou.
O novo CEO, Kevin, não era alguém com quem ele tivesse uma forte conexão.
E havia outra complicação — Vince Knight ainda estava associado ao estúdio. A ideia de ir à Warner Bros. e potencialmente esbarrar com seu pai estava longe de ser atraente. Se Barry ainda estivesse lá, não importaria. Agora, era uma atmosfera completamente diferente.
Mas, em última análise, Lucas não era de deixar o desconforto pessoal ditar suas escolhas de carreira. Elvis era uma grande oportunidade, e ele não a deixaria escapar por causa de feridas antigas.
Decisão tomada, Lucas seguiu para a sede da Warner Bros.
Sua chegada não passou despercebida. Os paparazzi foram rápidos em tirar fotos dele entrando no prédio, e em poucas horas, a internet fervilhava de especulações.
Ele estava negociando um novo acordo? Entrando em uma grande franquia? Voltando a trabalhar com a Warner Bros. em uma capacidade significativa?
A excitação só se intensificou quando a Warner Bros. anunciou oficialmente que Lucas Knight havia sido escalado para "Taking Care of Business", o título provisório de sua próxima cinebiografia de Elvis.
O maior choque, no entanto, veio quando surgiram relatos de que a Warner Bros. havia oferecido a Lucas a impressionante quantia de 30 milhões de dólares pelo papel. O pagamento não foi divulgado no comunicado de imprensa oficial, mas as notícias rapidamente obtiveram informações privilegiadas, levando os fãs ao frenesi.
As redes sociais explodiram com discussões, a internet foi inundada com especulações e teorias malucas.
"Lucas está realmente operando em um nível totalmente diferente agora... 30 milhões de dólares?! Não vou ganhar isso em dez vidas."
"Putz, a Warner Bros. realmente adora esse cara. Primeiro, eles deram a ele um salário enorme para Coringa — agora isso? Será que é Coringa 2?"
"Taking Care of Business? Isso soa vago demais. Aposto que é apenas uma fachada para a sequência de Coringa."
Os fãs ficaram chocados com o salário astronômico, mas mais do que isso, a curiosidade estava em alta. Que tipo de projeto a Warner Bros. estaria disposta a investir uma quantia tão massiva?
A especulação correu solta.
"Lucas finalmente está entrando no Universo DC? Talvez ele seja o Superman depois de ser o Coringa!"
"Esqueça o Superman. E se ele for o próximo Batman?"
"Lucas como Batman? Superman? Nah, tenho 99% de certeza de que é Coringa 2. Aquele filme foi um sucesso enorme, e a Warner Bros. seria louca de não trazê-lo de volta."
As teorias inundaram fóruns e redes sociais, cada uma mais extravagante que a outra. No entanto, ninguém adivinhou a verdade — Lucas não estava vestindo uma capa, nem estava pintando o rosto de branco novamente.
A realidade?
Ele estava prestes a entrar na pele de Elvis Presley.
Dias haviam se passado desde que Lucas aceitara oficialmente o papel de Elvis, com a Warner Bros. finalizando o acordo em 32 milhões de dólares — um valor que até o TMZ havia subestimado inicialmente em 2 milhões.
Dada a quantia exorbitante, não era de se admirar que as pessoas presumissem que tinha que ser um projeto do Universo DC. Historicamente, apenas blockbusters de super-heróis conseguiam pagamentos tão massivos.
No entanto, a Warner Bros. não hesitou em oferecer a quantia depois que Lucas interpretou Unchained Melody na frente de Bahz Luhrmann e dos produtores. No momento em que ele acertou a nota final, quaisquer dúvidas remanescentes sobre ele incorporar Elvis desapareceram. Aquela performance por si só selou o acordo.
A partir daquele momento, Bahz estava totalmente convencido — Lucas era Elvis.
Dia após dia, Lucas ia à sede da Warner Bros., encontrando-se em particular com Bahz e a equipe para discutir o papel. Ao mesmo tempo, os diretores de elenco trabalharam incansavelmente para completar o resto do elenco.
Semanas se passaram, e o elenco foi se formando lentamente. Olivia DeJonge, uma jovem atriz em ascensão, havia acabado de completar 19 anos em abril, quando foi escalada como Priscilla Presley, assumindo o papel da icônica parceira de Elvis.
Richard Roxburgh e Helen Thomson foram escolhidos para interpretar os pais de Elvis, adicionando profundidade à dinâmica familiar no coração da história.
Então veio o maior nome ligado ao projeto — Tom Hanks. Sua participação em Taking Care of Business causou um burburinho na indústria, embora a Warner Bros. permanecesse discreta sobre seu papel exato.
A especulação correu solta, com muitos convencidos de que o envolvimento de Tom Hanks significava que Taking Care of Business era um projeto secreto da DC — possivelmente até Coringa 2. Os fãs teorizavam avidamente, convencidos de que a Warner Bros. estava apenas tentando manter uma grande revelação em segredo. No entanto, suas esperanças foram frustradas quando o estúdio anunciou oficialmente que o filme não tinha conexão com Coringa ou o Universo DC.
Fãs desapontados não estavam totalmente convencidos. Alguns insistiam que a Warner Bros. estava mentindo para manter o sigilo, enquanto outros começaram a procurar pistas sobre a verdadeira natureza do filme. O mistério em torno de Taking Care of Business só se aprofundou.
Enquanto isso, Lucas chegou a um encontro agendado com o resto do elenco. Uma das primeiras pessoas que ele conheceu foi Olivia DeJonge, a jovem atriz escalada para interpretar Priscilla Presley.
"Olá, é um prazer conhecê-lo", disse Olivia, oferecendo um sorriso brilhante e profissional. "Sou Olivia DeJonge."
Lucas retribuiu o sorriso enquanto apertava a mão dela. "Prazer em conhecê-la, Olivia. Ansioso para trabalharmos juntos."
Ela o olhou, tentando avaliar sua personalidade. Tendo conhecido sua cota de atores, Olivia sabia que alguns poderiam ser frios e arrogantes a portas fechadas, especialmente os famosos como Lucas. Ela meio que esperava que ele fosse distante ou indiferente, mas para sua surpresa, ele era acessível — charmoso, até.
"Igualmente", respondeu Olivia, colocando uma mecha de cabelo atrás da orelha. Havia uma ponta de timidez em sua voz, embora ela mantivesse a compostura.
Depois de Olivia, Lucas conheceu os outros membros do elenco, incluindo os veteranos Richard Roxburgh e Helen Thomson, ambos exalando experiência e calor. Mas a maior presença na sala era, sem dúvida, Tom Hanks.
Como um dos atores mais respeitados de Hollywood, Tom tinha um jeito de fazer todos se sentirem instantaneamente confortáveis. Olivia, como muitos outros, sentia-se tanto animada quanto nervosa perto dele. No entanto, ela rapidamente percebeu que, assim como Lucas, Tom era pé no chão e fácil de conversar.
Tom apertou a mão de Lucas com firmeza, um sorriso conhecedor em seu rosto. "Ouvi dizer que você é conhecido por seu método de atuação", disse ele com uma risada. "Eu esperava que você me chamasse pelo nome do meu personagem no momento em que nos conhecêssemos."
A sala riu, e Olivia lançou um olhar para Lucas, lembrando-se das histórias infames sobre atores de método — como alguns permaneceriam no personagem durante toda a filmagem, recusando-se a sair mesmo fora das câmeras, muitas vezes às custas da paciência de seus colegas de elenco.
Lucas sorriu maliciosamente. "Você percebe que o nome do seu personagem é Tom, certo?", ele gracejou. "Eu poderia ter ido no método completo e você nem saberia."
Tom soltou uma risada sonora, balançando a cabeça. "Touché."
Lucas sorriu para Tom. "Na verdade, eu esperava que o Tom Hanks também estivesse profundamente no método de atuação. Pensei que você poderia me chamar de Elvis no momento em que nos encontrássemos."
Tom riu, balançando a cabeça. "Eu não sou esse tipo de ator. Você não vai me pegar me preparando por meses apenas para viver e respirar um papel 24 horas por dia, 7 dias por semana. Isso é departamento de Daniel Day-Lewis." Ele fez uma pausa, seu tom se tornando pensativo. "Eu respeito a dedicação, mas acho que há uma linha tênue entre imersão e autodestruição. Atuar não deveria vir às custas da sua saúde mental."
A sala ficou em silêncio por um instante.
Todos instintivamente olharam para Lucas, meio esperando que ele se ofendesse. Afinal, sua atuação em Coringa era lendária, mas também havia sido o resultado de uma atuação de método intensa e exaustiva que o deixou visivelmente esgotado.
Mas Lucas apenas assentiu, completamente inabalável. "Concordo. Existem maneiras mais saudáveis de abordar a atuação sem se perder no processo."
Tom ergueu uma sobrancelha, claramente surpreso. Ele havia se preparado para um debate — talvez até um choque de ideologias entre um jovem e comprometido ator de método e um veterano experiente.
Ele estava preparado para defender sua posição, confiante de que o estúdio o apoiaria. Afinal, ele não suportava atores que levavam seus papéis para fora das câmeras, tornando a vida no set insuportável.
Mas Lucas não era o que ele esperava. Ele não estava na defensiva. Ele não era teimoso. Ele era de mente aberta.
Tom o estudou por um momento antes de abrir um sorriso. "Bem", disse ele, "parece que não preciso preparar um longo discurso sobre por que não vou chamá-lo de Elvis na lanchonete."
A tensão na sala se dissolveu em risadas. O que poderia ter sido um tenso confronto se transformou em uma discussão honesta sobre a arte.
Lucas sorriu. "Isso é um alívio. Eu odiaria começar uma guerra sobre se devo ou não deixar as costeletas crescerem no personagem."
A conversa que se seguiu foi menos um debate e mais uma troca — dois atores de diferentes gerações compartilhando suas perspectivas sobre a arte da performance. E naquele momento, quaisquer dúvidas que Tom tivesse sobre trabalhar com Lucas desapareceram.