Ator Magnata em Hollywood

Capítulo 232

Ator Magnata em Hollywood

(Let Her Go - Passenger)


Lucas chegou cedo ao Electric Lady Studios. As luzes bruxuleavam contra as paredes à prova de som, lançando um brilho acolhedor sobre as cabines de gravação vintage. Cumprimentando a equipe com um aceno de cabeça, ele seguiu para a cabine onde passaria horas derramando seu coração através da música.

Esta seria sua última música para este álbum, e a velocidade com que ele havia gravado seis faixas em apenas uma semana e alguns dias deixou todos admirados.

Lucas sentou-se com os engenheiros de gravação, discutindo meticulosamente cada nuance da música. A simplicidade da faixa, em comparação com as cinco anteriores, significava que os instrumentais já estavam quase completos. Com apenas algumas horas de ajustes finos, os retoques finais foram adicionados, e o palco estava pronto para Lucas.

Enquanto Lucas estava prestes a entrar na cabine à prova de som, as portas do estúdio se abriram, revelando John e um rosto familiar: Taylor Swift. Lucas sorriu e cumprimentou ambos, sentindo uma onda de antecipação percorrer suas veias.

"Eu estava morrendo de vontade de ouvir o que você andou trabalhando", Taylor exclamou, com os olhos brilhando de emoção.

"Bem, você está com sorte", Lucas sorriu, "Estou prestes a gravar agora mesmo."

John deu um tapinha no ombro de Lucas, "Boa sorte, cara. Mal posso esperar para ouvir."

Lucas assentiu, entrando na cabine. A luz vermelha de gravação acendeu, e o guitarrista dedilhou os acordes iniciais. Naquele momento, o mundo desapareceu, deixando apenas a música e a emoção pura transbordando dos lábios de Lucas.

"Bem, você só precisa da luz quando ela está fraca", Lucas cantarolou no microfone, sua voz rouca de emoção. O violão dedilhava suavemente ao fundo, acentuando a melancolia em suas palavras. "Só sente falta do sol quando começa a nevar, só sabe que a ama quando a deixa ir."

O diretor de som e outros membros da equipe na cabine ouviam atentamente, seus rostos marcados pela concentração enquanto monitoravam os níveis. John e Taylor, sentados do lado de fora, estavam igualmente cativados, seus olhos fixos na janela de vidro que os separava da cabine de gravação.

"Só sabe que esteve no auge quando está se sentindo mal", Lucas continuou, pausando para dar efeito antes de adicionar, "Só odeia a estrada quando sente falta de casa." A bateria entrou, uma batida constante ecoando a mágoa que ressoava em cada palavra. "Só sabe que a ama quando a deixa ir."

A voz de Lucas falhou ligeiramente enquanto ele cantava o próximo verso, "Olhando para o fundo do seu copo, esperando que um dia você faça um sonho durar, mas os sonhos vêm devagar e se vão tão rápido." O quarto parecia prender a respiração, pendurado em cada uma de suas palavras. "Você a vê quando fecha os olhos, talvez um dia você entenda por que, tudo o que você toca certamente morre."

O refrão se repetiu, os instrumentos aumentando ao fundo, "Mas você só precisa da luz quando ela está fraca, só sente falta do sol quando começa a nevar, só sabe que a ama quando a deixa ir."

Na sala de controle, os engenheiros de som trocaram olhares de cumplicidade, bem cientes de que estavam testemunhando algo especial.

John e Taylor, por outro lado, não conseguiam desviar os olhos da janela de vidro da cabine, transfixados pela emoção crua que transbordava de cada palavra de Lucas.

"Só sabe que esteve no auge quando está se sentindo mal, só odeia a estrada quando sente falta de casa", Lucas cantou a plenos pulmões, sua voz falhando de emoção. A bateria martelava ao fundo, espelhando a mágoa em suas palavras. "Só sabe que a ama quando a deixa ir."

Os membros da banda atrás de Lucas não puderam deixar de fechar os olhos enquanto se perdiam na melodia assombrosa e nas letras pungentes da música. A bateria marcava suavemente um ritmo que espelhava um coração partido, enquanto a guitarra dedilhava cada acorde com a precisão de um cirurgião, cortando fundo nas almas dos ouvintes.

"Olhando para o teto no escuro, o mesmo velho sentimento vazio em seu coração", Lucas cantarolou, sua voz embargada pela emoção. "Porque o amor vem devagar e se vai tão rápido."

Taylor, ouvindo pelos fones de ouvido fora da cabine, não pôde deixar de sentir o peso das palavras. Uma única lágrima escapou de seu olho.

"Bem, você a vê quando adormece, mas nunca para tocar e nunca para manter", Lucas continuou, sua voz falhando um pouco. "Porque você a amou demais e mergulhou muito fundo."

A dor em sua voz era palpável, ressoando com Taylor em um nível visceral. Ela sabia, sem dúvida, que essa música tocaria qualquer um que já tivesse experimentado a picada agridoce do amor e da perda.

Enquanto a última nota da música se esvaecia, Lucas permaneceu na cabine à prova de som, com os olhos fechados enquanto ouvia a reprodução. John, observando-o através do vidro, não pôde deixar de se maravilhar com a transformação que tomava conta do jovem quando ele se perdia em sua música. Naquele momento, ficou claro para ele que Lucas havia nascido para ser músico, não ator.

John sabia que não podia controlar as escolhas de vida de Lucas, porém. Ele era apenas um representante da gravadora, não seu empresário. Cabia a Lucas decidir onde seu coração realmente estava: na tela grande ou na cabine de gravação.

John olhou para Taylor, que enxugava os olhos com um lenço. Estava claro que ela estava tão emocionada com a música quanto ele. A equipe, percebendo a determinação de Lucas em aperfeiçoar sua arte, preparou-se para outra tomada.

A banda começou a tocar a música novamente, e mesmo sendo uma performance repetida, a melancolia nas letras e a emoção crua na voz de Lucas não perderam seu impacto. Pelo contrário, parecia afetá-los ainda mais profundamente desta vez.

Após várias tomadas, Lucas finalmente emergiu da cabine, com um sorriso satisfeito no rosto.

"Acho que terminamos, pessoal."

John e Taylor aplaudiram, acompanhados pelo resto da equipe do estúdio.

Lucas sorriu, uma mistura de alívio e orgulho em seu rosto enquanto aceitava os cumprimentos e despedidas da equipe. John e Taylor ficaram para trás, entendendo que essas eram pessoas com quem Lucas havia trabalhado de perto na última semana, e despedidas eram necessárias.

Ao saírem da sala de gravação, Taylor virou-se para John, com os olhos brilhando de emoção. "Decidi. Eu realmente, realmente quero colaborar com ele."

John riu, "Eu imaginei. Aquela música era algo mais, não era?"

"Você está subestimando", disse Taylor, balançando a cabeça. "Depois de ouvir isso, como eu poderia não querer trabalhar com ele? Já tenho tantas ideias!"

John sorriu, "Bem, uma colaboração entre vocês dois seria ótima para a gravadora, mas você sabe que não temos controle total sobre Lucas. A decisão final é dele."

Taylor assentiu, sua determinação evidente. "Eu sei, mas farei o meu melhor para convencê-lo."

John riu, "Confiante, não é?"

"Claro", Taylor retrucou, "Vou precisar da sua ajuda também, no entanto. A gravadora deveria me apoiar nisso."

"Sem dúvida", disse John, dando um tapinha nas costas dela, "nós faremos acontecer."


Lucas se despediu da equipe do estúdio, suas risadas ecoando pelos corredores enquanto relembravam o tempo que passaram juntos. Ficou claro que trabalhar com ele havia deixado uma impressão duradoura em ambos os lados.

Quando Lucas saiu do prédio, os membros da equipe não puderam deixar de sentir uma pontada de tristeza. Eles haviam testemunhado algo especial, e sabiam disso.

Um por um, eles começaram a postar selfies com Lucas no Twitter, marcando sua conta @LucasXKnight, mas sem revelar sua localização. Mal sabiam eles, os detetives da internet já estavam no caso.

Em questão de minutos, as postagens ganharam força, e a hashtag #LucasRecordingInSecret começou a crescer em número. Fãs e veículos de mídia especularam sobre o significado por trás dessas fotos enigmáticas, e não demorou muito para que a notícia se espalhasse: Lucas estava de fato gravando novas músicas.


Lucas saiu da cabine de gravação, piscando na luz fluorescente forte. John e Taylor estavam esperando por ele, em uma conversa profunda. Eles o cumprimentaram com sorrisos, e os três conversaram animadamente por um tempo.

Finalmente, eles se despediram, e Lucas entrou no banco de trás de seu carro que o esperava, com Shawn ao volante. Enquanto se afastavam do estúdio, Lucas não pôde deixar de rir para si mesmo, lembrando o entusiasmo de Taylor.

"Por favor, colabore comigo!" ela praticamente implorou, os olhos brilhando de determinação. Ele sabia que ela seria uma superestrela no futuro, e ainda assim, aqui estava ela, disputando uma chance de trabalhar com ele. Era surreal, para dizer o mínimo.

Lucas recostou-se no encosto de cabeça, um pequeno sorriso brincando em seus lábios.

O carro parou no elegante complexo de apartamentos, e Lucas e Shawn desceram, seguindo para a suíte penthouse. Ao entrarem, o aroma delicioso de comida caseira os cumprimentou.

"Hmm, cheira delicioso", Shawn comentou, "Alguém estava cozinhando um banquete."

Lucas sorriu, "Deve ser o Neil."

Eles encontraram o próprio homem na cozinha, de avental e mexendo uma panela de algo que cheirava divinamente. "Ei, pessoal", ele disse, sem se virar, "Espero que estejam com fome."

Lucas riu, "Eu não sabia que, além de ser meu empresário, você também tinha talento para chef."

Shawn e Neil compartilharam uma risada enquanto se sentavam à mesa de jantar. "Bem, você tem que ter alguns talentos escondidos, certo?" Neil gracejou, colocando pratos de massa fumegante na frente deles.

Lucas deu uma mordida, saboreando a mistura de sabores. A massa estava al dente, do jeito que ele gostava, e o molho tinha um equilíbrio perfeito de acidez e doçura. O frango estava macio e suculento, mas ele percebeu que faltava uma certa qualidade que apenas um chef experiente poderia alcançar, a mesma que Lucas encontrava no restaurante de Liza. Não querendo ferir os sentimentos de Neil, ele fez sua melhor cara de pôquer.

"Está delicioso, Neil", Lucas disse, com um elogio genuíno na voz. "Você se superou."

Neil sorriu orgulhoso, alheio à sutileza. "Que bom que gostou! Tenho praticado."

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