
Capítulo 231
Ator Magnata em Hollywood
No "Electric Lady Studio", Lucas estava absorto em uma conversa com o diretor e os engenheiros de som, ajustando meticulosamente as gravações de suas músicas. A atmosfera era densa com o burburinho da criatividade e o zumbido do equipamento de estúdio. De repente, seu empresário, Neil, aproximou-se dele com um passo animado.
"Lucas, posso ter um minuto?" Neil disse, sua voz transbordando de entusiasmo.
Lucas ergueu os olhos da mesa de mixagem, acenou para a equipe de gravação e se desculpou da mesa. "O que foi?" ele perguntou, a curiosidade atiçada pela energia de Neil.
Os olhos de Neil brilhavam enquanto ele falava: "Lucas, você está convidado para o programa de Ellen DeGeneres! Esta pode ser sua primeira entrevista e aparição em um grande programa de TV!"
Para a surpresa de Neil, a expressão de Lucas não espelhou seu próprio entusiasmo. Em vez disso, ele simplesmente respondeu com um "Ok?" despreocupado. Então, como se para minimizar ainda mais a notícia, ele acrescentou: "Pensei que algo tivesse acontecido. Então, é apenas um convite do programa de Ellen DeGeneres..."
As sobrancelhas de Neil se franziram, perplexo com a falta de entusiasmo de Lucas. "Por que você não está mais animado? É o programa de Ellen DeGeneres que estamos falando! Você não sabe quem ela é?"
Lucas riu: "Calma aí, Neil. Eu sei quem ela é—"
"É 'ele', Lucas", corrigiu Neil.
"Certo, certo. Eu sei quem ele é, mas não preciso fazer alarde por ele me convidar para o programa dele..." Lucas divagou, lembrando como em sua vida anterior, o programa havia sido cancelado devido ao ambiente de trabalho tóxico e às reclamações dos funcionários. Embora Ellen pudesse não ter sido a pior transgressora, os produtores eram muito mais tóxicos e, em última análise, levaram o programa à ruína.
As sobrancelhas de Neil se arquearam em surpresa. "Não esperava que você fosse tão indiferente a um programa tão popular, Lucas."
Lucas sorriu: "Bem, apenas diga a eles que estou ocupado e não posso aceitar o convite..."
Neil franziu a testa: "Você não está indo longe demais? Você sabe que é o programa de Ellen DeGeneres, certo?"
Lucas encolheu os ombros: "Não tínhamos videoclipes para filmar?"
"Sim, mas você ainda tem tempo para Ellen!" Neil insistiu.
"Vamos lá, não importa se eu perder este convite. Tenho certeza de que terei outra chance de participar do programa mais tarde", Lucas argumentou.
Neil não podia argumentar com isso, mas não pôde deixar de se perguntar: "Não me diga que Lucas é homofóbico?"
Na sala dos roteiristas, Ellen e sua equipe estavam em profunda discussão sobre o roteiro do dia quando um coordenador de talentos entrou correndo com algumas notícias.
"Desculpe interromper, mas tenho uma atualização sobre Lucas", disse o coordenador, chamando a atenção de todos.
Ellen ergueu os olhos de suas anotações, seu interesse aguçado. "O que é?"
"Acabei de falar com o empresário dele, Sr. Lamb, e temo que Lucas não poderá comparecer ao programa devido à agenda apertada", explicou o coordenador.
As sobrancelhas de Ellen se franziram. "Mas o Sr. Lamb não disse que Lucas tinha muito tempo livre para comparecer?"
O coordenador encolheu os ombros. "Foi o que pensei também, mas ele afirma que a agenda de Lucas é mais imprevisível do que eles inicialmente pensaram."
Ellen não conseguiu esconder sua decepção. "Imprevisível, hein? Parece uma grande besteira para mim." Ela suspirou, tentando mascarar sua decepção. "Bem, é a perda deles. Acho que teremos que encontrar outro convidado."
Quando o coordenador saiu da sala, Ellen não pôde deixar de sentir uma pontada de tristeza. Ela estava ansiosa para entrevistar Lucas, especialmente porque havia muito a ser conversado: seus vídeos virais, seu relacionamento com sua família, o início de sua carreira e a inspiração por trás de suas músicas. Havia tantos tópicos suculentos para explorar.
"É uma pena", ela murmurou baixinho. "Acho que nunca saberemos agora."
De volta ao estúdio de gravação, alguns dias se passaram, e Lucas havia gravado um total de cinco músicas: "Say You Won't Let Go", "Yellow", "Viva La Vida", "Train Wreck" e a mais recente adição, "Unwell". Enquanto a equipe ouvia a faixa final, seus olhos brilhavam com lágrimas não derramadas. As letras relacionáveis da música ressoaram com cada um deles.
"Não sou louco, estou apenas um pouco indisposto, hmm...", murmurou o engenheiro de som, balançando a cabeça.
Assim que a música terminou, Lucas se virou para a equipe, buscando sua aprovação. "Então, o que vocês acham? Bom o suficiente?"
O engenheiro de som enxugou uma lágrima. "É mais do que bom, Lucas. Eu nem consigo... é simplesmente... uau."
John McCain, um representante da "Big Machine Records", também ouviu e não pôde deixar de sentir um turbilhão de emoções. "Esta música vai vender como água", pensou consigo mesmo, impressionado e um pouco intimidado pelo talento puro à sua frente.
John McCain, intrigado, não pôde deixar de perguntar: "Lucas, estou curioso. Qual foi a inspiração por trás de 'Unwell'?"
Os outros na sala compartilhavam sua curiosidade, mas Lucas riu nervosamente. Afinal, ele não havia composto a música original nesta linha do tempo; era de sua vida anterior.
"Bem, um amigo meu tem passado por momentos difíceis ultimamente, e a história dele apenas... me inspirou", disse Lucas, não mentindo totalmente. Era verdade que seu amigo Paul o havia lembrado da música original, embora ele mesmo não a tivesse escrito.
Neil riu. "Então, os problemas do seu amigo são a fonte de sua inspiração para essas duas músicas tristes, hein?"
Ambas "Train Wreck" e "Unwell" eram faixas tocantes que pareciam ressoar com qualquer um que já tivesse passado por um momento difícil. A equipe não pôde deixar de se maravilhar com o talento de Lucas em criar músicas que falavam diretamente aos corações daqueles que mais precisavam.
"Bem, Lucas, já que a última faixa está finalmente pronta, acho que por hoje é isso", anunciou o diretor de som.
Lucas sorriu, expressando sua gratidão a toda a equipe do estúdio de gravação. "Muito obrigado a todos pelo trabalho duro e paciência. Eu não teria conseguido sem vocês."
A equipe não pôde deixar de sorrir com a humildade e simplicidade de Lucas, considerando seu talento e crescente fama.
Enquanto Lucas e Neil saíam da cabine de gravação com John, este último abordou o tópico que haviam discutido uma semana antes. "Lucas, sobre aquela colaboração que mencionamos com Taylor Swift..."
Lucas se virou para ele, já sentindo onde isso ia dar. "E daí?"
John assentiu: "Bem, ela está aqui agora mesmo... em uma das outras cabines."
Lucas hesitou. "Não sei, não quero interrompê-la enquanto ela está gravando."
"Não, não, ela e a equipe dela estão bem com isso", John insistiu, levando-os para outra cabine à prova de som.
Ao entrarem, Lucas avistou Taylor Swift através do vidro transparente, cantando uma melodia com sua banda a tiracolo.
John aproximou-se de um homem na casa dos 40 anos, que se revelou ser o empresário de Taylor, Robert Allen. Ele estendeu a mão para Lucas. "Prazer em conhecê-lo, Lucas. Sou Robert Allen, empresário de Taylor."
"Prazer em conhecê-lo também", disse Lucas, apertando sua mão firmemente antes que todos se sentassem no sofá.
Robert não conseguiu conter sua empolgação. "Não consigo acreditar que finalmente estou conhecendo um ator e músico talentoso como você, Lucas Knight!" Ele deu um tapinha nas costas de Lucas, sorrindo de orelha a orelha.
Lucas corou: "Você é muito gentil, senhor. Estou apenas fazendo o que amo."
Nesse instante, a porta da cabine de gravação se abriu, e Taylor Swift saiu, seu sorriso contagiante iluminando o ambiente. "Oi, Lucas! Ouvi muito sobre você", ela disse, estendendo a mão para um aperto de mão caloroso. "Sou a Taylor."
"Prazer em finalmente conhecê-la também, Taylor", Lucas respondeu, encantado com a maneira genuína dela.
"Sua música está incrível aí dentro. Você é um verdadeiro talento."
"Ah, obrigada!" Taylor corou, visivelmente lisonjeada. "Sou fã de sua atuação e agora de sua música também. 'Someone you loved' me fez chorar, cara. De um jeito bom, claro", ela acrescentou rapidamente com uma risada.
John não pôde deixar de sorrir enquanto falava: "Lucas acabou de gravar outra música de partir o coração. É imperdível."
Os olhos de Taylor se arregalaram de empolgação. "Não acredito! Eu tenho que ouvir!"
Lucas riu. "Bem, você terá sua chance assim que for lançada. Amanhã, estarei gravando minha última música aqui."
"Posso vir e ouvir?" Taylor perguntou, seu entusiasmo palpável enquanto apertava gentilmente a mão dele.
Lucas sorriu com o entusiasmo dela; ela o lembrava de uma garota de fala mansa, mas mimada, que ainda ansiava por causar um impacto significativo no mundo através de sua música.
"Claro, amanhã é meu último dia aqui de qualquer maneira", ele disse, assentindo em concordância.
Em vez de mergulhar direto na discussão de sua possível colaboração, Lucas e Taylor decidiram se conhecer melhor primeiro. Eles passaram os vinte minutos seguintes conversando sobre suas respectivas carreiras, experiências compartilhadas na indústria e suas influências musicais. A conversa fluiu sem esforço, e eles descobriram que tinham mais em comum do que pensavam.
Depois de um tempo, Lucas, Neil e John saíram da cabine.
"Então, o que você achou dele?" Robert perguntou a Taylor enquanto eles voltavam para o próprio espaço de gravação.
Taylor não pôde deixar de sorrir. "Ele é uma pessoa interessante. Mal posso esperar para ouvir as músicas dele amanhã."
Robert riu, balançando a cabeça com o foco singular de sua cliente na música.
Ao saírem do estúdio, Lucas e Neil entraram no carro que os aguardava. Neil não pôde deixar de perguntar: "Então, o que você acha? Você vai colaborar com ela?"
Lucas sorriu ao afivelar o cinto de segurança. "Provavelmente." Ele ficou honestamente surpreso com sua conversa com Taylor. Com base em suas músicas movidas a desgosto, ele esperava que ela fosse uma ex-amante amargurada, mas pessoalmente, ela era uma pessoa genuína e de bom coração.