
Capítulo 240
Ator Magnata em Hollywood
O filme que se aproximava, "As Vantagens de Ser Invisível", estava prestes a iniciar a produção, e Lucas estava mais do que pronto para seu papel. Ele havia passado incontáveis horas em sua "Oficina Mental", imergindo-se completamente nos sapatos do personagem, revivendo sua história dentro da segurança de seu espaço mental. Enquanto isso, outro projeto, "O Lado Bom da Vida", também lhe havia sido oferecido, mas ele recusou após saber que estava sendo produzido pela empresa "The Weinstein".
Lucas não pôde deixar de sentir um pressentimento de pavor ao pensar na produtora, liderada por ninguém menos que Harvey Weinstein. Seu conhecimento de sua vida anterior o havia alertado sobre as atrocidades de que o homem era capaz. Jennifer, também havia recebido uma oferta de papel no filme, durante um telefonema recente. Felizmente, ela também recusou.
Lucas sabia que os Weinstein ainda eram influentes em Hollywood, mas estava determinado a derrubar Harvey antes da hora, embora com cautela. Ele precisava de tempo para construir sua própria influência, poder e recursos antes de fazer qualquer movimento contra um inimigo tão formidável. Por enquanto, ele se concentrou no próximo projeto "As Vantagens de Ser Invisível", sabendo que o sucesso neste filme o levaria um passo mais perto de seu objetivo.
Como resultado da recusa de Lucas e Jennifer, Neil, o empresário de Lucas, informou-o de que o projeto "O Lado Bom da Vida" havia sido adiado devido a dificuldades na escolha do protagonista masculino e feminino. Lucas sabia que, em sua vida anterior, Jennifer Lawrence havia usado suas conexões com Harvey Weinstein para garantir o papel, e ela realmente havia feito um trabalho excelente. No entanto, seguindo os passos de Lucas, parecia improvável que ela recebesse um Oscar por este papel em particular.
Neil não conseguiu esconder sua decepção ao ouvir a notícia. "Tem certeza de que não quer reconsiderar? Ouvi dizer que grandes nomes estão ligados a este projeto, como Robert De Niro."
Lucas balançou a cabeça com firmeza. "Não me importo se o próprio Daniel Day-Lewis estiver nele. Não vou trabalhar com Weinstein."
Neil ergueu uma sobrancelha, curioso. "Eu não sabia que você tinha alguma queixa com os Weinstein."
"Harvey e eu não estamos exatamente em bons termos", disse Lucas, bebendo seu leite com nonchalance.
"Ele tem tentado me cortejar com sua influência, mas não quero fazer parte dos jogos daquele sujeito estranho."
Neil ficou surpreso, mas acabou dando de ombros. "Sua decisão, cara." Ele não pôde deixar de se perguntar que tipo de história Lucas tinha com Harvey Weinstein.
Enquanto Lucas se preparava para seu papel em "As Vantagens de Ser Invisível", ele não pôde deixar de sentir uma pontada de culpa. Jennifer havia recusado um papel digno de Oscar por causa dele, e ele lhe devia por isso. Ele se perguntou se ela soubesse a magnitude de seu sacrifício, ela o ressentiria? Ele afastou o pensamento e se concentrou no futuro.
Lucas começou a vasculhar roteiros, procurando um projeto que pudesse dar a Jennifer uma chance ao Oscar. Seus pensamentos se voltaram para "Blue Jasmine", um filme que ainda não havia sido feito nesta realidade, mas que fora um sucesso em sua vida anterior. Ele contatou Woody Allen, que estava mais do que disposto a colaborar no projeto.
A habilidade de Lucas, "Oficina Mental", provou ser inestimável, pois ele se lembrava de cada detalhe do filme original, conseguindo até mesmo escrever um rascunho do roteiro. Esta versão, no entanto, seria adaptada aos pontos fortes de Jennifer, dando-lhe a oportunidade de brilhar.
Lucas sabia que, acontecesse o que acontecesse, ele lhe devia recompensar a oportunidade perdida. Com sorte, "Blue Jasmine" seria o veículo perfeito para mostrar seu talento e lhe render o reconhecimento que ela merecia.
A habilidade trapaceira de Lucas, "Oficina Mental", havia melhorado a passos largos, permitindo-lhe reviver sua vida passada com detalhes vívidos. Foi através disso que ele pôde trazer músicas, roteiros e até filmes de sua realidade anterior para seu novo mundo. No entanto, havia um porém: quanto mais ele a usava, mais ele questionava a qual realidade ele pertencia.
Ele frequentemente se sentia desorientado, incerto de onde ou quando estava. Para combater isso, Lucas só se imergia em sua vida passada quando absolutamente necessário, como ao escrever o filme "Coringa" ou planejar negócios para a "Uber", uma empresa que co-fundou com Vincent, seu agente.
Lucas sabia que, embora seu poder fosse uma faca de dois gumes, ele não podia deixar que o consumisse. Ele respirou fundo, focando no aqui e agora, e continuou trabalhando no roteiro de "Blue Jasmine", determinado a torná-lo perfeito para Jennifer.
Enquanto isso, a Uber, empresa que Lucas co-fundou com Vincent, estava lenta mas seguramente abrindo caminho no mercado. Embora já tivesse gerado centenas de milhares de dólares em lucros, Lucas sabia que o potencial da empresa estava longe de ser esgotado. Ele decidiu adiar a conversão de sua participação em dinheiro até que a infraestrutura do aplicativo estivesse mais estável e fácil de usar.
Lucas não pôde deixar de sentir uma sensação de realização cada vez que verificava o balanço da empresa, mas sabia que era apenas o começo. O verdadeiro poder estava na influência, e isso vinha com ainda mais dinheiro. Ele fez uma anotação mental para promover a Uber em seu Twitter assim que os servidores do aplicativo estivessem mais estáveis.
Lucas entendia o valor do dinheiro nesta indústria. Por mais que odiasse admitir, carteiras mais gordas exigiam mais respeito.
Com riqueza suficiente, ele poderia comprar influência sobre políticos e aqueles em posições de autoridade, abrindo caminho para seu objetivo final: derrubar predadores como Harvey Weinstein.
Por enquanto, Lucas voltou seu foco para a preparação de seu próximo papel no cinema e "Blue Jasmine", sabendo que o sucesso na indústria cinematográfica apenas o levaria um passo mais perto de acumular o poder de que precisava para fazer justiça.
Lucas e Neil estavam no processo de arrumar suas coisas no quarto de hotel, em preparação para a viagem à Pensilvânia, local de filmagem de "As Vantagens de Ser Invisível". Lucas não pôde deixar de sentir uma sensação de antecipação borbulhando em seu estômago.
Jack, seu guarda-costas sempre vigilante, estava na porta, com uma arma escondida, por precaução. Enquanto eles passavam pelas ruas movimentadas em direção ao carro alugado, era apenas uma questão de tempo até que alguém o reconhecesse.
"Lucas! Lucas! Finalmente te vi!" Um jovem de jaqueta correu em direção a eles, com o telefone na mão. Outros logo se juntaram a ele, todos clamando por autógrafos e selfies.
Jack se colocou na frente de Lucas, com uma expressão cautelosa. "Pessoal, por favor, estamos com pressa", disse ele, tentando afastá-los.
Lucas colocou a mão em seu ombro. "Está tudo bem, Jack. Apenas algumas fotos e autógrafos, e então seguiremos nosso caminho."
Relutantemente, Jack recuou, permitindo que os fãs se aproximassem. Lucas sorriu para a câmera, autografando e posando para selfies com o grupo animado. Ele sabia que esses momentos importavam, que seus fãs eram a razão de seu sucesso.
Enquanto conversava com seus fãs adoradores, Lucas não pôde deixar de notar os telefones dos transeuntes gravando cada movimento seu, capturando o quão gracioso ele era. Era um pequeno preço a pagar pelo estrelato, pensou ele.
Em questão de minutos, a comoção atraiu ainda mais atenção. Pessoas que nem eram fãs de Lucas antes pararam para ver qual era a confusão e, em breve, também queriam um pedaço da ação.
"Uau, é o Lucas!"
"Ele é tão bonito!"
"Posso tirar uma foto?"
"Por favor, um autógrafo!"
Lucas sentiu a atenção se intensificar, então fez um sinal para Jack intervir. No entanto, mesmo com Neil e o motorista deles, Shawn, ajudando, ainda era difícil navegar pela multidão crescente.
Finalmente, conseguiram levar Lucas para a van alugada, com Jack fechando a porta atrás dele. Os fãs continuaram a implorar por apenas uma foto ou autógrafo, mas o trio não teve escolha senão negá-los.
"Desculpe, pessoal, mas o Sr. Knight tem coisas importantes para resolver", disse Jack, pedindo desculpas.
Enquanto a van se afastava, a multidão desapontada se dispersou, alguns suspirando com melancolia. "Perdi minha chance."
"Achei que poderia tê-lo tocado", lamentou uma jovem.
Lucas os observou pela janela fumê, sentindo uma mistura de gratidão e culpa. Ele sabia que sua fama recém-descoberta tinha um preço, mas nunca esperou que fosse tão avassaladora.
Dentro do carro, Neil não pôde deixar de rir. "Bem, olha você, Sr. Popular. Agora nem um passeio pela rua é mais seguro."
Lucas suspirou, ainda se recuperando da comoção. "Eu não esperava tanta atenção."
"Parece que um guarda-costas não é mais suficiente", disse Neil, acenando para Jack.
"Concordo. Você deveria contratar outro", acrescentou Jack, sem perder o ritmo.
Lucas suspirou. "Certo, Neil, você cuida do processo de recrutamento."
"Feito", disse Neil com um sorriso.
Para evitar uma repetição da situação anterior, Lucas vestiu seu disfarce usual: um boné e óculos escuros. Ele esperava que fosse o suficiente para passar despercebido no aeroporto, embora duvidasse que funcionasse por muito tempo.
Ao se aproximarem do aeroporto, os fãs realmente começaram a reconhecê-lo, mas o disfarce funcionou bem o suficiente para dissuadi-los de cercá-lo. Lucas, Neil, Shawn e Jack embarcaram no avião sem maiores incidentes e logo partiram para a Pensilvânia.
Quando Lucas se acomodou em seu assento na classe econômica, ele podia sentir o peso de incontáveis olhares cravados nele. Ele olhou ao redor, captando alguns olhares discretos e o brilho inconfundível das telas de telefones segurados em ângulos estranhos. Já estive aqui, já fiz isso, pensou, mas não pôde deixar de notar que a intensidade havia aumentado desde a última vez. Felizmente, a maioria dos passageiros era respeitosa, limitando suas interações a cumprimentos educados ou breves conversas. Horas se passaram tranquilamente enquanto o avião voava pelo céu, e Lucas passava o tempo conversando com fãs genuínos e outros viajantes que o reconheciam, mas não faziam alarde.