
Capítulo 239
Ator Magnata em Hollywood
A extravagante festa de aniversário de Tom Cruise estava a todo vapor, com os figurões de Hollywood se misturando e conversando. Lucas e Neil não eram exceção, integrando-se sem esforço à multidão glamorosa. Lucas se viu envolvido em uma conversa cativante com ninguém menos que Ryan Reynolds e, mais tarde, até Johnny Depp se juntou a eles. Tom Cruise, o aniversariante, foi visto em um canto, cercado por homens que, embora menos conhecidos no brilho e glamour da indústria, exalavam uma aura de poder que só poderia vir de suas posições no governo.
À medida que a noite avançava, Lucas educadamente recusou uma oferta de drogas de um grupo de pessoas, incluindo alguns rostos conhecidos da indústria. "Desculpe, eu não uso drogas...", disse ele, com a voz firme, mas educada.
A mulher que lhe ofereceu a substância pareceu genuinamente surpresa.
"Sério? Você não usa drogas?", ela perguntou, como se tivesse acabado de ver um unicórnio. Os outros ao redor dela compartilhavam sua expressão incrédula, como se não pudessem conceber uma estrela em ascensão em Hollywood que não participasse de tais atividades.
"Não, infelizmente não", Lucas balançou a cabeça, mantendo contato visual para transmitir sua resolução.
"Vamos lá, divirta-se um pouco. Não contaremos a ninguém, prometemos", insistiu um deles, cutucando-o de brincadeira.
"É, será nosso segredinho", acrescentou outro, como se para tranquilizá-lo.
"Agradeço a oferta, mas vou passar", Lucas disse, seu tom amigável, mas inabalável.
Neil, que observava a troca, interveio, sua voz firme, mas educada. "Meu cliente está dizendo a verdade. Ele não usa drogas."
O grupo de celebridades e homens poderosos pareceu surpreso, como se não pudessem acreditar no que ouviam.
"É sério, parceiro?", perguntou um deles, levantando uma sobrancelha cética.
"É, cara, o que você faz quando se sente para baixo ou estressado? Você não recorre à coisa boa?", pressionou outro.
"Bem, eu prefiro conversar com um psiquiatra profissional", Lucas disse, com um toque de diversão na voz.
"Quer dizer, tipo, um psicólogo?" O grupo explodiu em gargalhadas, achando hilária a ideia de uma estrela em ascensão em Hollywood procurando ajuda de um psiquiatra.
"Vamos, só uma vez não vai doer", eles o persuadiram, ainda tentando convencê-lo.
"Ei, se o homem disse não, então não é não", uma voz grave trovejou por trás deles. Todos se viraram para ver Sean, também conhecido como Puff Daddy, caminhando com uma taça de champanhe na mão.
"E aí, Piddy", um dos homens o cumprimentou. "Quer um pouco disso?", ele perguntou, oferecendo a Sean a mesma substância que estavam tentando empurrar para Lucas.
Sean recusou com uma risada. "Nah, cara, nem tudo precisa ser sobre isso. Além disso, estou bem."
O grupo recuou depois disso, sentindo a mudança de dinâmica. Sean se virou para Lucas, dando-lhe um aceno de aprovação.
Lucas não estava exatamente animado para ver Sean Diddy Combs, mas não deixou transparecer. Sean se aproximou e estendeu a mão para um aperto de mão. Lucas hesitou por um momento antes de apertá-la, tentando esconder seu desconforto.
"Finalmente conheci a superestrela, Lucas", Sean disse com um sorriso.
"Superestrela? Ainda não estou nesse nível", Lucas respondeu com uma risada forçada, tentando desviar o elogio.
Sean estudou o rosto de Lucas por um tempo longo demais, deixando-o desconfortável.
"Hmm... Não é uma superestrela? Talvez. Mas para mim, você é."
Lucas secretamente cutucou Neil, que rapidamente interveio: "Olá, Sr. Combs. Sou um grande fã de suas músicas de rap."
"Ah, é mesmo? Que bom saber", Sean disse, apertando a mão de Neil com entusiasmo. "Sou Sean, a propósito."
"Prazer em conhecê-lo, Sean. Sou Neil Lamb, gerente de Lucas", Neil se apresentou.
Os dois engataram uma conversa, deixando Lucas respirar aliviado.
No entanto, o alívio durou pouco, pois Sean se voltou para Lucas com um convite.
"Sabe, vou dar uma festa do branco na minha casa em setembro. Faltam apenas alguns meses. Vocês deveriam vir", Sean disse, seus olhos demorando-se em Lucas.
Lucas entrou em pânico por um momento antes de disparar: "Me desculpe, Sr. Combs. Não poderei ir. Tenho compromissos anteriores naquele mês."
A expressão de Sean caiu ligeiramente, mas ele rapidamente se recuperou. "Que pena. Bem, espero que nossos caminhos se cruzem novamente." Com isso, ele se misturou novamente à multidão.
Depois que Sean Diddy Combs saiu, Lucas se inclinou e sussurrou para Neil: "Aquele cara é estranho, né?"
"Sem dúvida", Neil concordou, um arrepio percorrendo sua espinha. "Bem, o que você acha? Esta festa é diferente do Globo de Ouro ou do Oscar, hein?"
Lucas assentiu, lembrando-se do encontro desconfortável com as ofertas de drogas e maconha. "É... diferente aqui."
Enquanto observavam os convidados da festa, o comediante Eddie Deezen subiu ao palco, coçando a nuca enquanto começava seu ato. "Uau, é como se eu já tivesse visto esses rostos antes... mas onde? TV? Não, filmes! Isso mesmo!" A multidão explodiu em gargalhadas, apreciando seu humor autodepreciativo.
"Bem, pelo menos o entretenimento é bom", Neil disse, tentando aliviar o clima.
"É, nisso eles acertaram", Lucas concordou, forçando um sorriso.
Depois de um tempo, Lucas conseguiu conversar com Tom Cruise, que se mostrou mais acessível e simples do que ele esperava. Para seu alívio, Tom não mencionou sua religião; em vez disso, estava genuinamente interessado em conhecer Lucas melhor como pessoa.
"Eu vi seu trabalho, cara. Você tem talento", Tom disse, dando um tapinha nas costas dele. "Deveríamos colaborar algum dia."
"Obrigado, adoraria", Lucas disse, ainda um pouco cauteloso.
Enquanto a festa continuava, Lucas e Neil também se misturaram com outros figurões da indústria. Eles trocaram gentilezas e cartões de visita, plantando sementes para futuras colaborações.
No entanto, à medida que a noite avançava, a atmosfera da festa começou a mudar.
Os convidados restantes, principalmente atores e atrizes menos conhecidos ou aqueles desesperados por uma chance, começaram a se envolver em atividades mais arriscadas. Até mesmo rostos famosos como Brad Pitt e outros já haviam saído muito antes, conscientes de sua imagem. Lucas e Neil, sentindo que era hora de ir embora, deram suas desculpas e deixaram a festa o mais discretamente possível.
"Ufa, foi... uma experiência", Lucas disse assim que estavam do lado de fora, respirando o ar fresco.
"Pode apostar", Neil concordou, balançando a cabeça em descrença. "Mas ei, pelo menos conhecemos algumas pessoas importantes, certo?"
"É, tem isso", Lucas disse, acrescentando. "Só espero que isso não nos traga problemas depois."
Lucas e Neil entraram no carro que os esperava com Jack e Shawn, que aguardavam ansiosamente para saber sobre a festa. Enquanto Shawn ligava o motor, ele não pôde deixar de perguntar: "Então, Lucas, como foi? Parece surreal estar na festa do Tom Cruise, hein?"
Lucas afivelou o cinto de segurança, com um olhar distante nos olhos. "Foi... uma experiência", ele disse cautelosamente. "Quer dizer, conheci algumas pessoas importantes, mas não acho que gostaria de ir a outra festa assim tão cedo."
"Por que não?", Shawn perguntou, genuinamente curioso.
"É que... não é o meu tipo de ambiente, eu acho", Lucas disse diplomaticamente.
Jack, que estava em silêncio no banco do passageiro da frente, virou-se para encará-los. "Acredite, esses tipos de festas dadas por celebridades ou figurões da indústria podem ficar bem selvagens. Já fui a muitas como guarda-costas."
Lucas levantou uma sobrancelha. "Sério? Quer compartilhar?"
Jack riu. "Bem, digamos que o que acontece em Vegas, fica em Vegas, mas sim, já vi minha cota de devassidão."
"Entendi", Lucas disse, processando a informação.
Ao chegarem ao hotel, Shawn estacionou o carro e virou-se no banco. "Agora entendo por que você não quer voltar a esse tipo de festa, Lucas."
Lucas assentiu, pensando nos acontecimentos da noite. "Fiz conexões suficientes esta noite. Não preciso passar por isso novamente tão cedo." Ele olhou para Neil. "Por falar nisso, você pode entrar em contato com Todd Phillips e Scott Silver?"
Neil levantou uma sobrancelha. "Hum, claro, mas por quê? Você quer colaborar com eles?"
"Sim, tenho uma ideia para um roteiro", Lucas disse, com uma centelha nos olhos. "Quero escrever um filme dedicado a um vilão."
Os olhos de Neil se arregalaram um pouco. "Você está falando sério?"
"Seríssimo", Lucas disse, com um sorriso no rosto. "Acho que é hora de virar o jogo, trocadilho intencional, e dar ao vilão a chance de brilhar. Você não viu como Barry estava interessado em nossa conversa? Acho que ele vai gostar."
Neil riu. "Lucas, ele estava sendo apenas educado."
"Não me importa, ainda quero escrever", Lucas insistiu. "E quem melhor para me ajudar do que Todd Phillips e Scott Silver?"
Neil suspirou, mas havia um sorriso em seu rosto. "Tudo bem, tudo bem, entrarei em contato com a equipe deles logo pela manhã. Mas por enquanto, vamos descansar um pouco."
Na manhã seguinte, bem cedo, Neil estava ao telefone com os respectivos agentes, tentando marcar uma reunião com Todd e Scott.
Depois de algumas horas de tentativas, Neil finalmente voltou a Lucas com algumas notícias. "Sinto muito, cara. Todd e Scott estão atolados com outros projetos. Eles desejam sorte, mas não podem se comprometer com nada agora."
Lucas suspirou, mas não deixou que isso o desanimasse. "Tudo bem, tentaremos novamente da próxima vez."
Todd e Scott eram os aclamados roteiristas de "Coringa 2019", e seu estilo era evidente em cada projeto que tocavam. Eles tinham a capacidade de tecer narrativas sombrias e cruas, muito parecidas com o mundo do Coringa.
Lucas sabia que, se conseguisse terminar o roteiro, teria uma chance de apresentá-lo a Barry Meyer, CEO da Warner Bros. Se Barry demonstrasse algum interesse, eles poderiam discutir a possibilidade de adaptar a história do "Coringa". E se isso corresse bem, Lucas teria a chance de colaborar com o diretor do filme Coringa 2019.