
Capítulo 217
Me Tornei um Mago de Fantasia Medieval
Tradutor/Editor: raei
Status: 5/semana, seg-sex
Ilustrações: nenhuma
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A aparição de Salvador trouxe Ian de volta a si.
— Se você fizer essa merda em qualquer outro lugar, vai se meter em grandes problemas. Entendido?
— Ah, eu entendo, Ian!
Ian sentiu um pouco de pena dos cavaleiros encolhidos, mas precisava falar com firmeza.
Imagine se esse boato se espalhasse e chegasse aos ouvidos de médicos medievais (leia-se: charlatães).
Eles diriam: "O quê? Água fervida com colher é bom para pacientes? Devo experimentar imediatamente!" e começariam alegremente seus exames.
Apresentando isso como o mais novo método de tratamento criado por um bruxo famoso~
É uma comédia de longe, mas uma tragédia de perto.
Se uma pessoa realmente doente recebesse o "tratamento com colher" e perdesse seu tempo precioso, quão frustrante seria isso?
Depois de avisar os cavaleiros várias vezes, Ian entrou no quarto de Salvador.
Para a paz do paciente, Ian foi o único visitante.
— Como está se sentindo?
— Meu corpo inteiro dói como o inferno. Definitivamente estou ficando velho.
Só está percebendo isso agora, velho?
Ian quase disse, mas se conteve~
Ele sorriu diante do nível descarado de franqueza de Salvador.
— Trouxe alguns livros caso você fique entediado enquanto descansa.
Ian entregou o Evangelho de Takarion que ele havia trazido com antecedência.
Era o livro mais divertido que Ian conhecia, uma light novel disfarçada de texto religioso.
— Oh! Volume 4! Eu estava precisando disso!
— ...
Aquele velho Salvador nem se preocupa mais em esconder que lê os livros de Takarion.
Ele devia estar lendo o Evangelho(?) até agora, já que um livro aberto estava sobre a cama.
— Obrigado por vir, meu rapaz Ian.
Salvador ofereceu-lhe um assento.
Ian sentou-se, observando Salvador um pouco.
Seus olhos ainda eram vivos, mas seu rosto e corpo abatidos eram particularmente notáveis.
As pessoas geralmente parecem mais velhas quando estão doentes.
Salvador, que já estava em uma idade em que poderia partir a qualquer dia, realmente parecia um velho da sua idade agora.
A caça a monstros pode ser demais para ele daqui para frente.
— Velho. O que você vai fazer agora?
— Você quer dizer meus planos?
Salvador fechou os olhos brevemente, depois os abriu.
— Não tenho certeza.
— O quê?
— Posso voltar para minha cidade natal e passar meus dias vendo meus netos brincarem. Ou posso me recuperar e continuar a guerra santa.
As palavras de Salvador sobre continuar a caçar monstros não surpreenderam Ian.
As pessoas não mudam facilmente, e os idosos menos ainda.
Pode alguém que passou a vida inteira balançando uma espada largá-la da noite para o dia?
Salvador provavelmente não soltará sua espada até morrer.
É improvável que ele morra confortavelmente na cama.
— Bem. Uma coisa é certa, não posso mais seguir os Cavaleiros de Santiago.
— Você discutiu isso com os cavaleiros?
Quando Ian perguntou, Salvador sorriu.
— Aqueles sujeitos me deixariam ir tão facilmente? Estou aproveitando esta chance para me separar.
Da perspectiva dos Cavaleiros de Santiago, eles não podiam simplesmente descartar Salvador, que os ajudou todo esse tempo, como um sapato velho.
Querendo ou não, eles tinham que esperar até que Salvador se recuperasse.
Salvador não queria ver isso.
Provavelmente era o último vestígio de orgulho do velho que já foi o pilar espiritual da ordem.
'Sair da ordem, hein...'
— O que você vai fazer daqui para frente?
Desta vez Salvador fez a pergunta.
Ian respondeu francamente.
— Estou pensando em ir para a universidade.
— Oh ho. Para se matricular?
Ian inclinou a cabeça. Não parecia grandioso o suficiente para chamar de matrícula, parecia?
— Quero interagir com outros bruxos e estudar mais profundamente.
Era algo que ele sentira várias vezes enquanto capturava Predius.
Ian precisava de mais magia.
Se ele fosse entrar em conflito com os bruxos negros da [Sociedade da Regra de Ouro], quanto mais magia, melhor.
— De fato. Será bom para você.
Salvador assentiu.
Ian olhou atentamente para o velho Mestre Espadachim.
Aquele cara está basicamente desempregado agora, de qualquer jeito, não é?
Ele é praticamente um paciente, mas ainda está desempregado.
Se ele vai se recuperar de qualquer jeito, por que não descansar em uma cidade universitária?
— Sir Salvador. Se você não tem para onde ir, gostaria de vir para Dranheim comigo?
— Para Dranheim? Com você?
Ter Salvador ao seu lado tinha várias vantagens.
Assim que sua condição melhorasse, ele se tornaria imediatamente uma força utilizável.
Graças à sua fama como Mestre Espadachim, ele poderia ter prioridade sobre mercenários e cavaleiros.
E, por acaso, ele poderia ser um parceiro de treinamento para Belenka.
Salvador mergulhou em pensamentos sérios.
— Não é uma má ideia.
— Sério?
— Haha. Sim. Eu precisava de um lugar tranquilo para descansar. Dranheim seria perfeito para a recuperação.
Ian disse com um sorriso.
— Então venha comigo. Cobrirei todas as despesas de viagem.
— Que dinheiro um bruxo errante tem para dizer isso?
— Dinheiro? Sem preocupações. Posso simplesmente conseguir com Lucy.
— ...
Salvador não pôde deixar de rir.
— Você realmente encontrou uma boa mulher. Minha esposa sempre me importunava para dar-lhe dinheiro sempre que me via.
Ian tirou um momento muito breve para autorreflexão.
Sou um pedaço de merda por conseguir dinheiro de bolso de uma amiga?
Mas Ian, cujo rosto havia engrossado enquanto rodava como bruxo, não sentiu pena de Lucy de jeito nenhum.
Ele salvara Lucy tantas vezes até agora.
Tudo bem conseguir um pouco de dinheiro de bolso, certo! (Sem vergonha)
— Bem, estou indo agora. Descanse bem, Sir.
— Tudo bem. Avise-me antes de partirmos!
[Bam bam ba bam! Sir Salvador tornou-se um companheiro!]
Ian rapidamente partiu pelo bem do paciente.
O domínio de Talian estava em desordem com a limpeza pós-guerra.
Embora tivessem obtido uma vitória completa graças aos esforços de Ian, as pessoas ainda haviam morrido ou se ferido.
Mas Ian, que não queria fazer mais nenhum trabalho, escapou dos deveres de limpeza.
— Ah, Ian!
— Huh?
Ian estava vagando por aí, mastigando carne seca com as mãos enfiadas nos bolsos.
De longe, ele parecia exatamente um bandido desempregado.
Mas... Ian queria descansar!
Ele vinha correndo sem parar para pegar o dragão.
Sua cabeça já estava complicada por causa da profecia de Gerard, e ele não queria lutar com os assuntos do domínio.
Lucy veio correndo de longe, mas Ian estava indiferente.
Ian estava em um estado semelhante a um funcionário de escritório que tirou uma folga mental.
Não importa que tarefa lhe fosse dada, ele absolutamente não a faria...!
Mas a expressão de Lucy não parecia boa.
— O Barão Damon acabou de informar que há mercenários suspeitos vagando lá fora!
— Mercenários?
Ian não pôde deixar de zombar.
Ah~ Acabei de derrubar um dragão~
Qual é o problema de alguns mercenários aleatórios?
— Lucy. Quantos cavaleiros e bruxos temos aqui? Por que você está fazendo barulho?
— O Barão Damon diz que pode haver bruxos misturados com eles!
— Oh, pelo amor de Deus.
Se os oponentes fossem bruxos, isso era outra história. Valia a pena Ian verificar pessoalmente.
Especialmente agora que a profecia de Gerard pesava em sua mente, ele precisava ter certeza.
— Apenas vá dar uma olhada rápida! Por favor?!
— Hmm...
Mas ainda era um incômodo.
Ian rapidamente pensou.
Qual bruxo ele poderia enviar para fazer corpo mole agora?
Eredith e Mani estavam fora de questão. Eram pessoas que Ian nunca poderia mandar.
Então restavam Kira e Maria...
Ian franziu a testa com força.
Eles são novatos!
Era como um quartel de bruxos com apenas um sargento e novos recrutas!
Então quem deveria ir?
O Cabo Ian tinha que ser destacado, é claro.
— É melhor eles não serem bruxos negros.
Ian saiu imediatamente a cavalo, seguindo o mensageiro.
O Barão Damon estava envolvido em um estranho impasse com uma pequena força.
— Ah! Ian!
O Barão Damon iluminou-se assim que Ian chegou.
— Aquele bruxo afirma ser amigo de Ian! Ele está realmente aqui em nome da amizade?
Com isso, um bruxo de vestes brancas saiu de entre os mercenários.
Ele gritou alegremente com um sorriso largo.
— Hahaha! Esperou muito, Ian? Estou aqui! Eu, Inglan da Radiância, cheguei!
— ...
O bruxo que viera com um bando de mercenários era... Professor Inglan.
Ian ficou pasmo, mas perguntou mesmo assim.
— Por que você está aqui?
— Oh ho! Que tipo de pergunta é essa! É claro que vim enfrentar o malvado dragão negro!
Inglan gritou com tanta confiança.
Ian quase se sentiu tocado por um momento.
Se ao menos Predius já não tivesse batido as botas.
— O dragão negro.
— Sim, o dragão negro!
— Ele está morto.
— ???
Inglan perguntou de volta com uma expressão em branco.
— ... Já?
Já, o caralho.
Ian olhou para Inglan com olhos frios.
— Meu mestre já veio e ajudou. Predius está morto. Deve haver um cadáver naquela floresta lá longe.
— Ah! A floresta!
Inglan gritou como se tivesse acabado de lembrar de algo.
— Isso é ruim, Ian! Há um monstro na floresta próxima!
— Um monstro?
— Sim! Um draco terrível! Você disse que o dragão negro está morto, certo? Devem ser seus subordinados vindo em busca de vingança!
— ...
— Mas não se preocupe! Eu, Inglan Kate! Em nome do professor da Universidade Imperial! Ficarei ao seu lado até o fim!
Uau~ Isso é realmente tranquilizador~
Não há ninguém como o Professor~
Se fosse Lucy em vez de Inglan, Ian já teria lhe dado um cascudo na cabeça.
Suspiro. Só estou me contendo porque ele é um professor, sério.
— Não se preocupe com o draco. Está tudo bem.
Quando Ian disse isso, o capitão mercenário deu um passo à frente.
— Você está sendo descuidado demais. Estamos relatando o que pessoalmente exploramos.
— Isso mesmo. Eu até paguei a vocês pelo trabalho!
— ... Devolva o dinheiro.
Diante da exigência de desembolsar o dinheiro, o capitão mercenário reagiu sensivelmente.
— Não, realmente há um draco!
— Eu também sei disso!
— E você vai simplesmente deixá-lo em paz?
— Pelo amor de Deus, esse draco é meu amigo!
— ???
A explicação foi tão chocante que o cérebro do capitão mercenário congelou.
O quê... Um draco de estimação? Criado no quintal da vizinhança?!
Mas logo ele ficou pasmo.
Como se um draco fosse amigo de um humano!
Mesmo que a outra parte fosse um bruxo, diga algo que faça sentido...
— Ah, entendi!
— ?
Quando Inglan interveio, o capitão mercenário olhou para ele como se fosse louco.
E logo ele ficou com raiva.
Este bruxo deve estar ficando do lado do outro bruxo porque quer seu dinheiro de volta! (Ele não quer)
— Amigo de um draco! É melhor dizer que você o domou com magia...!
— Domar? Eu, domar Longtail? Não, você vem comigo por um segundo.
Ian, que já estava bastante irritado, levou o capitão mercenário para a floresta.
— N-Não... Espere um minuto!
— [Longtail!]
Quando Ian gritou na língua mágica, logo o chão tremeu e uma enorme besta apareceu.
[Oh. Amigo. É hora da alimentação?]
— [Este humano não é comida. Vamos beber algo mais tarde. Mais importante, esses caras estão duvidando da nossa amizade.]
Inglan maravilhava-se com Ian conversando habilmente com o draco.
Aquele sujeito, ele é realmente bom em invocação!
Ao mesmo tempo, os mercenários ficaram maravilhados em um sentido diferente.
Puta merda... O que diabos é aquilo?!
Aquele bruxo realmente invocou um draco!
— Grrrr...!
Enquanto o enorme draco rosnava, o capitão mercenário gritou de terror.
— P-Poupe-me! Eu estava errado! Por favor, apenas minha vida!!!
Depois de fugir do draco, o capitão mercenário devolveu imediatamente a taxa para Inglan.