
Capítulo 157
Me Tornei um Mago de Fantasia Medieval
Tradutor/Editor: raei
Cronograma: 5/semana
Ilustrações: Nenhuma
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— Mas ela já faleceu.
Ian recordou as informações sobre a avó adotiva de Maria.
Um ano atrás, a avó adotiva de Maria havia morrido. Foi por isso que Maria estava trabalhando como empregada na casa de Robert.
Se ela ainda estivesse viva, Ian poderia, pelo menos, ter conversado com ela, mas agora não havia como descobrir.
— Se o meu jeito de falar o incomoda, posso falar normalmente.
— Você consegue falar normalmente?
— É claro. Eu estava apenas tentando ser respeitosa, considerando a sua posição como mago.
— Não, tudo bem.
Ian não se incomodava particularmente com o jeito de falar de Maria.
Caramba, ele aguentava o jeito de falar daquele desgraçado do Takarion, então isso não era nada.
Maria colocou sua tigela de ensopado de lado e se levantou.
Então, ela graciosamente dobrou os joelhos e fez uma reverência elegante para Ian.
— Mais uma vez. Expresso minha gratidão a você, mago.
— Ian está bem.
Maria lançou um sorriso doce para Ian.
— Sim. Ian.
Aquele sorriso... honestamente, tinha poder suficiente para fazer até mesmo Ian vacilar.
Espere, ela não é definitivamente mais nova que eu?
Maria era, de fato, mais nova que Ian.
Mas a beleza de Maria tinha algo que a diferenciava de outras mulheres.
Poderia-se dizer que era uma beleza encantadora em vez de apenas bonita. Havia uma sedução que não condizia com sua idade.
Ian imaginou Lucy de Talian dando o mesmo sorriso.
Seria pura inocência.
Lucy protestaria imediatamente, mas esse é um fato inegável.
Lucy podia ser mais velha, mas Maria era definitivamente mais atraente.
— Ian...
— Uh. Sim. O quê?
Ian sentiu algo inquietante no olhar de Maria.
Se Ian tinha notado, não havia como as outras mulheres não terem notado.
— Aquela garota...
— Ela realmente gosta do Ian.
Maria continuou com uma voz melodiosa e alegre.
— Hoje, eu contraí uma dívida grande demais com você, Ian.
Ele não podia exatamente negar isso.
Por algum motivo, Ian tinha inocentado Maria das falsas acusações e afugentado o verdadeiro culpado.
Se Ian não tivesse intervindo, Maria teria sido enforcada sem piedade.
— Eu estive pensando... quero pagar essa dívida de alguma forma.
— Agora que penso nisso, não há necessidade real de pagá-la...
— Não. Eu devo pagá-la.
Os olhos de Ian encontraram brevemente os de Maria.
E ele sentiu um leve calafrio...
Os olhos negros como azeviche de Maria pareciam pertencer a algum personagem de "olhar vazio"!
Não... Maria... por que você está me olhando assim...
Isso é meio assustador...
— Tudo o que tenho, por mais inútil que eu seja, é este corpo miserável.
Maria baixou a cabeça mais uma vez.
— Então desejo oferecer tudo a você, Ian, e servi-lo pelo resto da minha vida.
Ian engoliu em seco, nervoso.
Ele sabia que Maria sentia gratidão, mas...
Isso não é pesado demais?!
E oferecer tudo o que ela tem? Essas palavras deveriam sair da boca de uma jovem?!
— Ehem. Você tem um futuro brilhante pela frente, não há necessidade de seguir um mago errante como eu...
— Já que você viaja, naturalmente precisará de um servo.
Ian tentou recusar gentilmente.
É verdade que não ter um servo pode ser inconveniente.
Mas Ian viajava deliberadamente com o mínimo de companheiros, apesar de saber disso.
Pagar salários de servos é um incômodo. E se eles se envolverem em incidentes estranhos e morrerem, deixa um gosto ruim na boca dele.
Se Ian fosse um lorde ou governante, ele poderia ter levado Maria como empregada.
Mas Ian é um mago.
Qual é o sentido de um mago ter uma empregada a tiracolo?
Se ele precisasse de um trabalhador, teria comprado um escravo há muito tempo.
Mas Maria nem fingiu ouvir a recusa de Ian.
Ian falou com mais firmeza.
Ele era um mago, afinal, e Maria era apenas uma garota plebeia. Ele achou que poderia impor sua autoridade.
— Você está amaldiçoada pelos mortos. Como poderia cuidar de mais alguém?
— ...
— Você seria apenas um fardo se eu a levasse. Vou apresentá-la a um mago que pode resolver sua maldição, então esqueça de me dar qualquer coisa e viva sua própria vida.
Isso foi muito duro?
Ian sentiu-se um pouco preocupado.
Mas isso foi um mal-entendido 100% do Ian.
Maria era uma mulher que havia trabalhado como empregada para Robert e sua esposa, suportando todo tipo de abuso vulgar.
Se as palavras de Robert e sua esposa eram abuso verbal, o aviso de Ian era mais como uma carícia(?).
De fato, Maria sentiu uma leve emoção(?).
Maria falou com o rosto corado.
— Ah... Uma pessoa tão gentil...
— ???
— Preocupar-se com a vida de uma mulher humilde como eu... E até mesmo se preocupar com minha maldição... Não sei como reagir.
À medida que as bochechas de Maria ficavam levemente avermelhadas, Ian sentiu tontura...
Isso está me deixando louco. Sério.
Eu também sou filho de fazendeiro, sabe. Quer ter uma batalha de origens humildes comigo?
— Então, por esse motivo, quero seguir você, Ian.
— Não, estou lhe dizendo que não preciso...
— Farei tudo o que pedir. O que quer que exija, eu obedecerei. Então, por favor.
Argh!
Ian sentiu-se esmagado sob o peso dos sentimentos intensos de Maria.
Ele estava com medo de dizer qualquer coisa.
Era sufocante!
— Ei. Isso não é demais?
Belenka, incapaz de ficar parada por mais tempo, interrompeu.
— O Ian não disse que não precisa de você? Se precisa de um mestre, procure outra pessoa.
— Mas se não for o Ian...
— Então encontre um homem adequado e case-se. Com esse rosto bonito, não deve ser difícil encontrar um marido.
Havia um tom cortante na voz de Belenka.
Ele já salvou a vida dela uma vez. Por que ela ainda está se agarrando ao Ian depois disso?
Ela sabia que Maria tinha tomado um gosto por Ian.
Mas quantas mulheres por aí gostam do Ian?
Basta olhar para Lucy, a lorde de Talian, que gosta do Ian...
A maioria das filhas de famílias baronais não hesitaria em ficar com o Ian.
Longe de hesitar, elas aceitariam entusiasticamente.
Em suma, Ian é um homem de alto valor.
Que nobre recusaria um genro mago com um futuro brilhante que poderia proteger seu domínio?
Belenka achava que Maria, uma garota do campo, estava mirando alto demais para alguém tão "premium"(?) quanto Ian.
Belenka achou que Maria entenderia depois de ouvir tudo isso.
Mas Maria era muito mais sincera em relação a Ian do que Belenka imaginava.
— Você está me dizendo para viver minha própria vida... Mas Sir Cavaleiro, estou cansada da vida.
— O quê?
— Uma vida cheia da dor das maldições... É um tormento que nunca quero provar novamente. Então não tenho nem coração nem vontade de continuar minha própria vida.
— ...
— Se eu não puder seguir o Ian... Sim. Eu deveria terminar adequadamente.
O "fim" de uma vida é... indubitavelmente a morte.
Ian ficou horrorizado com as palavras de Maria.
Isso ia além de pesado, estava afundando no chão!
Ela não estava dizendo que tomaria uma "grande decisão" se Ian não a aceitasse?
Ian, genuinamente irritado, retrucou para ela.
— Você está me ameaçando com sua vida patética?
Você se atreve? Ameaçar alguém com sua vida inútil?
Dizer que vai se matar se eu não a levar não é diferente de uma ameaça.
Esse nível de guerra psicológica beira a doença mental.
No entanto, a resposta seguinte de Maria deixou Ian momentaneamente sem palavras.
— Você é realmente uma pessoa gentil...
— ???
— Você perguntou se eu estava lhe ameaçando com minha vida. Mas Ian, ameaças só podem ser feitas com algo que a outra pessoa valoriza.
— ...
— Sim. Você considera minha vida "valiosa", por isso minhas palavras soaram como uma ameaça para você... Hehe. Sinto muito mesmo, mas... também estou feliz.
Uau...
Isso é verdadeiramente incrível.
Ian perdeu a capacidade de falar diante das habilidades de interpretação divinamente inspiradas de Maria.
A parte mais irritante era que ele não podia exatamente dizer que ela estava errada.
Ian, de fato, valorizava a vida de Maria.
Se não valorizasse, teria friamente continuado sua jornada, não se importando se Maria morresse miseravelmente em algum lugar.
Ele queria que Maria continuasse vivendo, e foi por isso que ele estava até pensando em apresentá-la a um mago.
— Você não está me afastando porque me odeia.
— ... Claro que não. Por que eu a odiaria?
Maria sorriu levemente.
— Há muitos motivos. Uma mulher humilde sem pais, possuída pelos mortos. Uma garota de cabelos pretos agourentos.
— Você pode parar com essa conversa de cabelos pretos agourentos? Eu já disse antes. Isso é por causa da nossa linhagem. Nem você nem eu somos agourentos em nada.
Maria sorriu e deu um passo à frente.
Aquele sorriso, como sempre, continha uma sensualidade inadequada para sua idade.
— Sim. Parece que você e eu somos almas gêmeas, Ian.
Almas gêmeas? Nós não somos monstros nem nada.
Ian suspirou, pensando nisso.
Ele poderia deixar Maria para trás e partir assim, mas.
Se ele fizesse isso, ela poderia realmente tomar essa "grande decisão" e voltar como um fantasma virgem.
Havia uma certa loucura nos olhos de Maria...
— Ugh. Tudo bem. Venha então. Venha!
— Muito obrigada!
Ao ouvir o agradecimento de Maria, Ian sentiu uma dissonância cognitiva.
Espere, por que estou recebendo agradecimentos por aceitar uma serva???
Seus sentimentos estavam misturados, mas.
De qualquer forma, Maria estava pronta para se juntar a Ian em sua jornada.
Na manhã seguinte.
A aldeia estava surpreendentemente normal, como se nada tivesse acontecido.
Significando que nada tinha ocorrido.
— Parece que ele fugiu.
Sir Leshach patrulhou os arredores da aldeia assim que o dia amanheceu.
Não havia vestígios de mortos-vivos ou necromantes.
O Mago Celestial Bertholdt havia escapado durante a noite.
— Ele não tem coragem.
Quando Ian murmurou isso, Sir Leshach deu uma risadinha.
Um Mago Celestial não deveria ser de escalão bastante alto na Sociedade da Regra de Ouro?
Mesmo que sua identidade tivesse sido exposta a Ian, recuar tão mansamente...
— Vamos apenas dizer que ele é cauteloso. Sem esse nível de cautela, ele teria sido executado há muito tempo.
— Bem, suponho que sim.
Ao contrário dos magos, os magos negros são evitados pelos nobres.
Como poderiam ser amigáveis quando se associar a eles poderia trazer o raio da excomunhão do Papa?
Bertholdt decidiu que era melhor simplesmente se esconder em vez de colidir inutilmente com Sir Leshach.
— Colocar as mãos naquela garota era... provavelmente apenas uma maneira de passar o tempo.
— De jeito nenhum. Ele causou todo esse caos apenas para passar o tempo?
Enquanto Ian resmungava, Sir Leshach riu.
— Cuidado com as palavras. Aquele que transformou a situação em caos foi você, não foi?
Se Ian não estivesse lá, Bertholdt teria colocado as mãos em Maria e desaparecido silenciosamente.
Honestamente, Bertholdt deve ter ficado pasmo também.
Quem diria que algum mago de passagem apareceria de repente e derrubaria o julgamento?
Ian sabia que Bertholdt não tinha se esforçado muito.
Bertholdt não sabia que tipo de mistério de morte tinha se apegado a Maria.
Se Pael ainda estivesse vivo, ele poderia ter sido capaz de adivinhar. Pael tinha visto Maria tentando avançar e comer o cadáver podre de lobo.
Bertholdt foi simplesmente encantado pela aparência de Maria, e assim que sentiu vagamente o poder da morte, colocou seu plano em ação.
Era um plano com falhas se você pesquisasse mais fundo, mas era bom o suficiente.
Ele pensou que ninguém checaria.
Mas, como em um conto de fadas, o "mago de passagem" Ian viu através do plano de Bertholdt.
— Você ganhou a inimizade de Bertholdt, Ian.
Sir Leshach disse maliciosamente.
Ele esperava que Ian, preocupado com um possível ataque, pudesse segui-lo.
Mas Ian era um mago ainda mais excêntrico do que Sir Leshach tinha imaginado.
— Isso não importa.
— Sério?
— Sim. O que ele pode fazer só porque me odeia? Ele tem coragem de vir atrás de mim?
Ei. Você tem confiança?
Sir Leshach admirava internamente a excentricidade... ou a ousadia de Ian.
Permanecer completamente imperturbável, mesmo que um mago negro guardasse rancor dele!
Mas tudo era baseado em uma confiança bem fundamentada.
Ian tinha seu trunfo - a magia de carta de habilidade.
Se Bertholdt tentasse qualquer ataque pela metade, o crânio dele seria o que racharia.
E Ian já tinha decidido seu próximo destino.
— Depois de visitar o domínio do Barão Vincent. Vou seguir direto de volta para o norte.
— O norte?
— Para a Universidade Imperial de Dranheim.