Me Tornei um Mago de Fantasia Medieval

Capítulo 42

Me Tornei um Mago de Fantasia Medieval

Tradutor/Editor: Raei

Revisor:

Frequência: 5/semana

Ilustrações: Nenhuma.

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O cavaleiro Serg era um tremendo vândalo.

Ele era extraordinário desde o nascimento.

Nascido um super peso-pesado com 4,8kg, ele rapidamente se tornou um colosso, enfiando tudo o que se movia em sua boca.

Se existe algo como nascer com a faca e o queijo na mão no que diz respeito a ganhar peso apenas bebendo água, Serg definitivamente nasceu com essa faca e queijo na boca.

Um porco humano que engorda só de beber água.

O Presunto Humano, Serg, era simplesmente gordo e enorme.

Desde a infância, Serg não tinha paciência.

Quando sentia fome, comia; quando estava com sono, dormia.

E se ele queria algo, ele tinha que ter.

— Senhora! O Serg roubou o pão do nosso filho de novo!

Para o pirralho peso-pesado, Serg, não havia nada na vizinhança que ele não pudesse pegar.

Arrancar lanches dos colegas era como subjugar um bebê.

Torcendo os pulsos das criancinhas.

Enfrentando as reclamações das mães da vizinhança, os pais de Serg, em vez de repreendê-lo severamente… apenas ignoravam, porque estavam irritados demais para lidar com isso adequadamente.

— E daí? O seu filho é fraco e perdeu as coisas dele, por que culpar o nosso Serg?

— O quê?

Como uma verdadeira mãe de um vândalo, a mãe de Serg já havia demonstrado a lei da selva para ele.

Ela teria sido muito bem-sucedida se tivesse nascido em uma seita demoníaca, em vez de em uma fantasia medieval.

Serg ficou profundamente comovido com o princípio da sobrevivência do mais apto de sua mãe, que ele mais tarde usou eficientemente para surrá-la.

— Ah, meu Deus! Serg! Se você levar todo o pão, o que vamos fazer?

— Os fortes possuem tudo... Você não me ensinou isso, mãe?

— Que tipo de merda é essa!

Grande, corpulento e gordo, Serg exibiu um tremendo talento marcial desde tenra idade.

Embora soe grandioso, talento marcial aqui não é algum presente divino como retratado em fantasias ou histórias de artes marciais.

É apenas... se você é fisicamente monstruoso, isso é talento marcial.

Se um super colosso de 100kg empurra com sua categoria de peso, como alguém pode resistir a isso?

As coisas podem mudar um pouco no reino da luta profissional.

E mudam novamente quando você empunha espadas e lanças.

Mas mesmo armado e blindado, a força inata não diminui.

Aos 15 anos, Serg havia se tornado um homem que conseguia surrar todos os adultos da vizinhança.

Assim, seguindo a lógica da sobrevivência do mais apto, ele trilhou seu próprio destino.

— Eu vou me tornar um cavaleiro.

Ele começou como mercenário.

Ele empunhou armas e matou pessoas.

As lâminas inimigas não conseguiam perfurar a espessa gordura abdominal de Serg.

Lanças e martelos eram a mesma coisa.

Naturalmente, ele se tornou um mercenário famoso.

E em algum momento, Serg começou a se autodenominar cavaleiro, e ninguém o contestou.

Impaciente, deleitando-se com sangue e pilhagem, entregando-se à gula e à embriaguez, um louco...

Aos olhos de qualquer um, ele era o cavaleiro perfeito!

— Uau! Olhe para aquele porte! Quão forte deve ser alguém para ter um corpo tão volumoso!

Serg era arrogante.

Na maioria das situações, ele não conhecia a derrota, e nas raras ocasiões em que experimentou a derrota, ele desconsiderava essas experiências.

Como agora.

— Quase vencemos... Que desperdício.

Serg estalou a língua.

A vitória estava ao alcance, mas tudo foi arruinado por causa de um estranho Cavaleiro Negro.

Embora possa ser de pouco consolo, Serg era o último bastião das forças do Conde.

Independentemente de sua personalidade, ele era verdadeiramente um cavaleiro habilidoso em combate.

Conforme Serg recuava, a linha de frente colapsou incontrolavelmente.

Inúmeros soldados morreram por causa do recuo de Serg... mas isso era irrelevante para ele.

Porque para Serg, as vidas dos soldados eram tão triviais que não podiam ser contadas como 'vida' pelos seus padrões!

Nobres, sacerdotes, magos, cavaleiros... eles eram humanos.

Plebeus? Fazendeiros? Soldados?

Pontos de experiência.

Sacos de dinheiro.

Mobs de farm que cospem dinheiro e EXP quando atingidos.

A propósito, EXP significa Pontos de Execução.

Acumular EXP significa se tornar um monstro sem coração que pode desbloquear a rota do massacre.

Então, apesar da morte de muitos soldados, Serg não se importou nem um pouco.

Ele estava pensando apenas em como salvar o Conde e escapar.

— Contanto que tenhamos o Conde, podemos recomeçar.

Aos olhos de Serg, o Conde, Lucy, todos eram apenas um transporte de dinheiro, um transporte de soldados.

— Por aqui!

— Por aqui! O Conde está por aqui!

Embora tentassem escapar, o grupo do Conde foi eventualmente capturado pelas tropas perseguidoras.

Bem.

Quão rápido os nobres podem correr, afinal?

— Conde, Vossa Excelência. Não se preocupe. Eu protegerei este lugar!

— Oh! Sir Serg!

Em meio aos inimigos que chegavam, Serg estava valentemente na frente deles.

— Eu sou Serg de Gus! Enquanto eu viver, vocês não tocarão um dedo em Vossa Excelência!

Os soldados recuaram com o rugido de Serg.

Um cavaleiro de estatura tremenda bloqueava o caminho deles.

— Serg de Gus?

— Quem é esse?

Um soldado perseguidor sussurrou.

Era prova de que o nome de Serg ainda não era conhecido.

Mas se ele continuar a tornar seu nome conhecido, ele pode um dia se tornar um cavaleiro estelar reconhecido por alguém.

— Pare de falar bobagem e entregue o Conde!

Um soldado atacou Serg.

Serg calmamente balançou sua maça e atingiu a cabeça do soldado.

— Fique quieto!

BUM!

O soldado colapsou, tremendo, seu cérebro embaralhado pela concussão.

O olhar nos olhos dos soldados inimigos mudou.

Este cavaleiro, assim como seu porte, tem uma força incrível!

— Aqueles que querem morrer, venham até mim!

Serg gritou animadamente.

Ele percebeu que agora era sua hora de reinar como rei.

Mas os inimigos não perseguiram sem um plano.

— Tragam as bestas!

— Sim!

Os perseguidores pegaram as bestas que haviam preparado com antecedência.

Alguns autores os chamam de arbaletes, mas embora arbalete tenha um bom som, na verdade é um arco que dispara pedras.

A besta, ou o arco mecânico conhecido como arbalete, é exatamente esta besta.

A tez de Serg empalideceu ao ver as bestas.

E ele gritou a plenos pulmões.

— Seus bastardos covardes! Como ousam apontar um arco de caçar feras para um cavaleiro honrado! Se vocês são homens, lutem comigo de forma justa!

No combate medieval, um cavaleiro é um monstro.

Armadura resistente! Armamento pesado!

Um cavaleiro armado com cota de malha densa e um escudo é uma máquina de matar imparável.

No entanto...

Historicamente, monstros eram fracos contra arcos.

Cavaleiros não eram exceção.

— Atirem!

As bestas dispararam simultaneamente seus virotes.

— Espere, espere! Eu me rendo! Eu me ren...!

Serg ergueu apressadamente seu escudo e gritou, mas era tarde demais.

Ao trazer as bestas, os inimigos já haviam declarado que não tinham intenção de levar Serg vivo.

Eles pretendiam matá-lo.

Teria sido diferente se ele fosse um cavaleiro de uma família famosa...

Mas o nome de um açougueiro que virou assassino de origem humana ainda era insignificante.

Serg caiu sob a barragem de virotes.

— Você ousou matar nossos irmãos.

Um cuspiu no chão.

Ao contrário das forças do Conde, reunidas às pressas, o exército de Graham tinha muitos membros unidos.

Eles não gostavam de Serg desde que ele os cultivou alegremente por pontos de experiência.

— Agora! Conde! É hora de se render...

Deixando Serg, que estava ajoelhado, para trás, os soldados tentaram se aproximar do Conde.

Eles pensaram que Serg estava pelo menos incapacitado, se não morto.

...Mas isso foi uma grande subestimação da gordura corporal de Serg.

— Uau, uau!

Serg, com virotes por todo o corpo, parecendo um cacto gigante, levantou-se repentinamente!

— Insano!

— Isso é humano!

Os soldados inimigos xingaram e apontaram suas bestas para ele novamente.

Foi uma ação que eles não deveriam ter tomado.

— Espere! O Conde está atrás dele...!

Diferente da primeira salva calma, a segunda foi caótica.

Especialmente porque Serg estava atacando-os.

— Não! Não atirem! O Conde será atingido!

Embora alguém tenha gritado, seguir essa ordem era impossível.

Com um guerreiro meio-orc, um híbrido de humano-porco, atacando-os, como poderiam abandonar seu único meio de resistência, a besta?

Assim que as bestas apareceram, a tez do Conde também empalideceu.

— Sir Serg! Proteja-me!

Embora estivesse fugindo, o Conde acreditava que não morreria.

Ele era quem havia começado a guerra, mas ele não morreria?

Era estranho, mas para a nobreza, era a ordem natural das coisas.

Eles tinham que capturar o Conde primeiro, para negociar ou roubar Lucy, certo?

Então, naturalmente, o Conde tinha que viver.

No entanto... se bestas aparecessem, era uma história diferente.

Esses claramente não eram equipamentos de 'captura'.

Eles eram destinados a matar.

Virotes de madeira não reconheceriam a nobreza do status de alguém e poupariam o Conde!

— Ooooooh!

O melhor cenário teria sido Serg cair em si e proteger o Conde.

No entanto, Serg, que já era irracional, havia sofrido ferimentos e estava meio fora de si, tornando impossível para ele tomar uma decisão racional.

Enlouquecido pela dor, Serg atacou os inimigos.

E naquele exato momento, enquanto o Conde xingava e tentava sair da linha de fogo da besta.

Pim!

A besta de um soldado disparou.

Serg abaixou-se para desviar do virote.

A flecha, tendo perdido seu alvo pretendido...

Enfiou-se profundamente no pescoço do Conde.

…!

…!

…!

— Tio!

Lucy gritou.

Como se o tempo tivesse parado, todos estavam em choque.

— O... o quê?

— Droga!

A escolta do Conde ficou confusa e fugiu.

Serg, já em fúria, estava ocupado massacrando os soldados.

Apenas Lucy correu em direção ao Conde caído.

Os soldados, lutando contra um monstro em pele humana, não tiveram tempo de verificar a condição do Conde.

— Tio... Tio!

Lucy logo estava chorando lágrimas quentes.

Não importa quantas vezes ela falasse com o Conde, ele só conseguia gorgolejar, incapaz de dizer qualquer coisa.

Ele não podia nem deixar um testamento final.

— Tio...

Lucy sentiu uma profunda tristeza ao olhar para o Conde caído.

O Conde, que liderara seu exército com a única intenção de ajudá-la...

Pensar que ele morreria assim.

— Sinto muito...

Lucy soluçou.

A morte do Conde parecia culpa dela.

Se ela não tivesse pedido ajuda, o Conde não teria precisado morrer...

Enquanto isso, a batalha entre os perseguidores e Serg continuava.

Baque!

Aquele que caiu foi Serg.

Era inevitável.

Era notável que ele conseguisse se mover depois de ter sido atingido por tantos virotes.

Os soldados que mal tinham subjugado Serg descobriram que o Conde já estava morto e suspiraram.

— Isso é ruim!

As coisas tinham dado terrivelmente errado.

O Conde deveria ter sido capturado vivo, mas era tarde demais para arrependimentos.

Era inevitável.

Se eles não tivessem disparado as bestas, eles teriam sido os mortos.

Os perseguidores moveram-se para garantir Lucy também.

Mas então...

[Escuridão!]

Os olhos de Lucy se abriram de repente.

Esta voz. E este idioma desconhecido...!

— Ian!

Era o mago Ian.

A floresta já sombria foi envolvida na escuridão invocada por Ian, tornando impossível ver qualquer coisa.

O som de cascos ecoou.

E alguém levantou Lucy para um cavalo.

Naquele momento...

Embora seu rosto não fosse visível.

O toque das mãos segurando-a fez o coração de Lucy disparar como louco.

Era uma sensação estranha que ela nunca tinha sentido antes.

— Lucy! E quanto ao Conde!

— ...Ele se foi!

— Eu odeio isso pra caralho! Merda!

O cavalo emergiu rapidamente da escuridão.

Só então Lucy pôde ver o rosto de Ian, que a segurava e guiava o cavalo para frente.

— Temos um Cavaleiro Negro em nossa cola agora mesmo!

— Um Cavaleiro Negro?

— Sim! Precisamos despistá-lo, então vamos em direção ao rio!

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