Me Tornei um Mago de Fantasia Medieval

Capítulo 32

Me Tornei um Mago de Fantasia Medieval

Tradutor/Editor: Raei

Revisor:

Cronograma: 5/semana

Ilustrações: Nenhuma.

Ao ouvir a notícia da entrada de Ian, os Cavaleiros de Santiago explodiram em vivas.

"Não há nada a temer se os irmãos permanecerem unidos!"

"Vamos revelar plenamente a vontade dos céus!"

Da perspectiva dos Cavaleiros de Santiago, quanto mais magos, melhor.

Sempre era melhor ter o máximo de cartas na mão possível.

Quando o Ancião sorriu abertamente, Ian sentiu-se levemente irritado.

"Ancião, você sabia que isso aconteceria."

"Mais ou menos. Se você tinha conexões com Mani, achei que poderia entrar."

Incapaz de continuar zangado com uma expressão tão inocente, Ian deixou passar.

Na verdade, não era tão ruim.

Os cavaleiros lutariam.

Ian e Mani só precisariam usar magia algumas vezes na retaguarda.

Já que Mani concordou em supervisionar a magia de Ian, era como receber conselhos mágicos de graça.

Um mago não precisa de conselhos.

Estou me aproximando dos mistérios; por que eu seguiria o conselho de outra pessoa?

Se vocês se dão bem, tornam-se amigos.

No entanto, conselhos dentro da mesma escola de magia poderiam ser úteis.

Outro mistério da mesma escola pode ser bem semelhante.

É semelhante a como os gatos geralmente gostam de petiscos Churu.

Pode haver gatos que não gostam de Churu (será?), mas como quase todos os gatos gostam de Churu, o conselho "leve Churu para se aproximar de um gato" era realmente útil.

"Vamos descansar hoje e partir assim que o dia amanhecer amanhã."

Mani gentilmente declarou que forneceria toda a comida e bebida para os cavaleiros.

No entanto, ela não podia fornecer acomodações para dormir, então eles tiveram que acampar na frente da cabana.

"Já que o discípulo de um amigo veio, não posso simplesmente mandá-lo embora. Ian, discípulo de Eredith. Há algo que você gostaria de comer?"

Mani perguntou gentilmente.

Ian respondeu imediatamente.

"Sopa de frango com alho... Digo, sopa."

"???"

Mani relembrou a cena de Ian comendo vorazmente a sopa de frango com alho e ficou chocada.

"Você quer comer isso?"

"Sim. Estava delicioso, não estava?"

Os olhos de Ian eram puros e claros.

Um louco de olhos claros.

Mani ficou chocada mais uma vez.

Eu pensei que ele estava fingindo que gostava!

Aquilo não era atuação?!


No dia seguinte, os cavaleiros se armaram e seguiram para a floresta onde diziam que a manticora aparecia.

Eles não sabiam quanto tempo levaria; poderiam encontrar sua presa hoje ou amanhã, mas também poderia levar uma semana ou duas.

Portanto, os cavaleiros prepararam minuciosamente sua comida e equipamento de acampamento.

"... Lucy estará esperando."

Ao contrário das preocupações de Ian, Lucy também precisava de tempo.

Tempo para o Conde resolver as coisas e convocar mercenários.

Não havia motivo para ser repreendido por estar um pouco atrasado.

Bem, se ele estivesse atrasado, então bastava partir sem ele!

"É sinistro."

O Ancião resumiu a atmosfera da floresta em uma palavra.

De fato, era uma floresta tão sinistra que não tinha igual.

"Mani, você não conhece nenhuma magia de detecção?"

Ian perguntou a Mani apenas por precaução.

Sendo uma maga mais experiente, Mani poderia ter algumas habilidades únicas.

No entanto, Mani olhou para Ian com uma expressão incrédula.

"Como um mago das plantas deveria encontrar uma manticora? Não é como se ela comesse plantas."

"Ah, é mesmo?"

"Detecção seria algo em que você é muito melhor do que eu. Você não é um invocador?"

Ian deu de ombros.

Graças a um certo drake, a invocação realmente se tornou a melhor magia de Ian.

"Caw! Caw!"

Nesse momento, Oberon bateu as asas e gritou.

"Droga. Você está soltando penas. Pássaro maluco."

[Desculpe! Mestre! Mas este lugar é seriamente assustador!]

"...?"

Ian olhou fixamente para Oberon.

Mas este sujeito.

Suas asas cicatrizaram, então por que ele não está voltando para a natureza?

"Por que eu sou seu mestre?"

[Ah, por que ser assim! Somos eu e você, Mestre!]

"O que é isso."

Ian olhou para Oberon com reprovação, mas Oberon ignorou descaradamente o olhar de Ian.

Enquanto empoleirado em seu ombro, Oberon tinha aprendido quase perfeitamente a língua humana, não porque Oberon fosse um corvo gênio, mas devido à magia de invocação de Ian.

Como um invocador de nível 3, Ian podia projetar inconscientemente sua vontade nos animais ao seu redor.

Oberon agora entendia facilmente a língua humana.

Uma vez que ele entendeu o significado, compreender naturalmente os sons veio a seguir.

Oberon grasnou.

[Você sabe quanta comida eu recebi de você, Mestre? Não posso ir embora até ter pago minha dívida de comida!]

"Você está cheio de si."

Em essência, as refeições gratuitas de Ian significavam que Oberon não queria ir embora.

É como se voluntariar para ser servo de Ian porque ele gosta daqui.

De repente, Ian sentiu olhares caindo sobre ele.

Virando a cabeça, ele viu toda a ordem de cavaleiros, incluindo Mani, observando-o com respiração suspensa.

O Ancião falou em nome deles.

"E então, Ian? Você descobriu alguma coisa?"

"Ah."

Acontece que eles estavam esperando para ver que magia Ian usaria.

Ian sentiu-se estranho.

Ele tinha acabado de conversar com um corvo.

Mas ele não podia simplesmente dizer isso diretamente, então ele adoçou um pouco.

"Este sujeito diz que quer ganhar seu sustento."

"Oh. O corvo fala?"

Embora tivessem visto a magia várias vezes, os cavaleiros ainda estavam maravilhados com a magia de Ian.

"Um humano conversando com um corvo?"

A única pessoa que não estava fascinada por Ian aqui era Mani.

Observando Ian comandar o corvo, Mani acenou com aprovação.

'De fato, um mago competente.'

Ser capaz de se comunicar com animais sem usar a língua Maronius significava que a compreensão de Ian sobre os mistérios era bastante avançada.

Mani achou que era adequado para um discípulo escolhido por Eredith.

"Oberon. Suas asas estão totalmente cicatrizadas? Você consegue voar sozinho?"

[Claro! Devo dar uma olhada por aí e voltar?]

Oberon bateu as asas com confiança.

Ian enviou Oberon para explorar os arredores, pensando que ele voltaria logo, mas surpreendentemente, Oberon só voltou quando o sol estava se pondo.

"Por que você demorou tanto?"

[Bem, veja só! Levou algum tempo para fazer novos amigos!]

A ordem de cavaleiros, tendo terminado sua busca do dia e começado a acampar, observava silenciosamente Ian conversando com o corvo.

[Eu fiz alguns amigos. Devo apresentá-los a você?]

"Eles estão aqui agora? Traga-os."

Após o grito alto de Oberon, mais de dez pássaros desceram voando das árvores.

Pardais, codornas, orióis, tordos, etc.

Era como se membros de um clube de pássaros estivessem tendo um encontro.

"Hm. Eles são de fato 'novos' amigos."

Felizmente, nenhum pássaro entendeu o humor sofisticado de Ian.

Ah, se ao menos Daesung Faker[1] estivesse aqui. Ele teria rido, pois seu gosto pelo humor era tão refinado quanto seu caráter.

[Todos esses amigos viram a manticora pelo menos uma vez!]

Enquanto Oberon falava, os pássaros piaram cada um por sua vez.

Ian entendeu o essencial, mas nenhum dos pássaros conseguia se comunicar tão livremente quanto Oberon.

No entanto, uma comunicação simples era suficiente.

Ian aprendeu que a manticora estava se escondendo profundamente dentro da borda norte.

"Hm. Bom trabalho, Oberon."

[Hehe. Fico feliz que você esteja satisfeito!]

Oberon grasnou timidamente.

Não vamos perguntar como um corvo poderia parecer tímido.

[Ah, mas Mestre. Meus amigos não comeram nada hoje porque eles estavam passando o tempo comigo...]

"É mesmo?"

Era claro como o dia.

Ele estava pedindo pagamento pela informação.

Sem reclamar, Ian revirou sua bolsa de comida e trouxe comida de pássaro.

A informação fornecida pelos pássaros valia mais do que o custo da ração.

Depois de desfrutarem de sua refeição, os pássaros foram embora.

Os pássaros que partiram eram principalmente espécies carnívoras.

Os pássaros menores como pardais e codornas não queriam sair do lado de Ian.

Eles não queriam se tornar o café da manhã de amanhã para as aves de rapina.

"Esses caras não vão para casa?"

[Devo me livrar deles?]

Fiel ao temperamento notório dos corvos, Oberon disse casualmente tais palavras.

Verdadeiramente um membro do cartel dos corvos.

"Não, Oberon. Já que você trouxe esses amigos, você é responsável por cuidar deles. Você entende o que quero dizer?"

[Claro! Deixe comigo! Mestre!]

Ian compartilhou a informação coletada através dos pássaros com a ordem de cavaleiros.

Todos na ordem de cavaleiros, incluindo o Ancião, olharam para Ian com espanto.

Até Mani olhou para Ian como se ele fosse um animal estranho.

"O quê."

"Não entenda mal, mas este velho ficou apenas surpreso com sua competência."

"Não diga coisas que você não quer dizer, Ancião. Competência, uma ova."

Para Ian, conversar com pássaros era apenas um truque menor.

Mas para outros, não era visto dessa maneira.

Como uma pessoa poderia conversar com pássaros?

No entanto, Ian fez exatamente isso.

Era o poder da magia.

'Realmente um jovem incrível.'

O Ancião olhou para Ian e sorriu satisfeito.

Em sua juventude, quase todos os magos que ele encontrou no campo de batalha eram detestáveis.

Se fossem inimigos, seus truques estranhos eram irritantes, e se fossem aliados, seu desrespeito pela cooperação era frustrante.

Magos eram seres peculiares.

Enquanto alguns apenas fingem ser excêntricos, na verdade, muitos que são genuinamente excêntricos se tornam magos.

Passando mais tempo com os mistérios do que com humanos, eles muitas vezes esquecem as normas sociais humanas.

Mas este jovem mago, Ian Eredith Raven, era diferente de qualquer mago que o Ancião conhecera.

Ele era capaz, mas modesto, um mago que conhecia humildade e boas maneiras.

Magos sabem que são especiais.

É por isso que eles tendem a se exibir.

O fato de serem genuinamente talentosos, não apenas fingindo, era o que os tornava tão irritantes.

Magos como Ian, que dizem 'minha magia não é nada especial~' eram extremamente raros.

Ele disse que seu mestre era Eredith?

O Ancião nunca tinha conhecido Eredith, mas pensou que devia ser um bom mago com bom caráter.

"Suas realizações são verdadeiramente surpreendentes. Levei mais de dez anos estudando os mistérios das plantas antes que pudesse ouvir os sussurros das mudas no meu jardim. No entanto, você conseguiu se comunicar com pássaros em menos de um ano depois de se tornar um mago."

"Obrigado por dizer isso."

Mani sorriu com a resposta humilde de Ian.

Entre magos, não havia necessidade de exibir excentricidade.

Esse era um princípio que só funcionava com a nobreza.

Entre magos colegas, cortesia e respeito eram muito mais importantes.

E a modéstia de Ian era exatamente do agrado de Mani.

Mani expressou seus sentimentos com o maior elogio que pôde oferecer.

"Eredith ficaria orgulhosa disso."

Ian sorriu sem jeito.

Foi apenas uma conversa com os pássaros. Por que todo mundo está fazendo tanto barulho?

"De qualquer forma... a manticora se escondeu em direção à borda norte. Não sei a localização exata ainda, mas quando a luz do dia chegar, meus novos amigos pássaros aqui voarão e encontrarão a manticora para nós."

Os novos amigos pássaros de Ian (?) piaram em resposta.

"Ter um mago conosco é realmente reconfortante."

"Se tivéssemos vindo aqui por conta própria, imagine o problema que teríamos tido..."

"No dia seguinte."

Depois de pagar aos pássaros seu salário diário em comida, Ian os mobilizou para procurar a manticora.

Oberon, supervisor de trabalho autoproclamado, liderou os pássaros para rastrear os passos da manticora.

"O resultado veio rapidamente."

[Mestre! Encontrei! É a manticora!]

"Oberon encontrou a manticora. Vamos nos mover."

Os cavaleiros, conservando sua energia no acampamento, começaram a se mover, seguindo Ian como seu guia.

À medida que se aproximavam do esconderijo da manticora, Ian sentiu uma intenção assassina arrepiante.

Tal era a intensidade que, mesmo sem a ajuda dos pássaros, essa intenção assassina por si só certamente os teria levado à manticora.

"Ian."

O Ancião falou, sua expressão muito mais séria do que o habitual.

"De agora em diante, não se afaste do meu lado. O mesmo vale para você, Mani."

"Entendido."

Magos eram fracos em combate próximo.

Isso é conhecimento comum para qualquer um que já jogou um JRPG.

Esse peculiar 'conhecimento comum' que se originou no Japão também se aplicava aos magos deste mundo de fantasia medieval porque eles não treinavam em combate.

Mas isso era natural.

Seria mais estranho se alguém que obteve um doutorado em Literatura Coreana e se tornou professor universitário soubesse lutar.

Claro, havia o pequeno benefício de ser capaz de disciplinar fisicamente os alunos que contestassem suas notas se alguém praticasse artes marciais.

Geralmente, era mais vantajoso gastar esse tempo estudando para alcançar níveis mais altos de maestria.

"Mas Ancião,"

Ian disse.

"Se a manticora é um monstro... talvez eu pudesse persuadi-la de alguma forma?"

O Ancião parecia incerto, enquanto Mani achava que era impossível.

"Ian, eu entendo que você é um excelente invocador, mas uma manticora não é algo que possa ser persuadido com palavras."

"Mas Mani não sabe muito sobre magia de invocação."

"... Eu posso não saber magia de invocação, mas eu sei o que são os mistérios! Seu pirralho! Você está me tratando como uma velha tola?"

Mani pode ter se especializado em um campo diferente, mas ela era proficiente em magia de plantas.

A magia se manifesta essencialmente através do diálogo com os mistérios.

E neste mundo... há muitos seres que falam a mesma língua humana, mas não conseguem se comunicar de forma alguma.

A manticora era um desses seres.

"Se por acaso você conseguir persuadir a manticora, eu relatarei imediatamente a Eredith."

"...?"

Ian não entendeu do que Mani estava falando.

No entanto, sua pergunta foi respondida depois que eles a conheceram.

[1] - Bem, eu só conheço um Faker e não sei nada sobre LoL... Então, não sei nada sobre essa referência, desculpe!

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