Re: Blood and Iron

Capítulo 845

Re: Blood and Iron

Roosevelt estava sentado dentro de seu complexo de bunkers. Não via a luz do dia desde que a guerra começou a piorar.

Ele tinha estado aqui o tempo todo: comendo, dormindo e recebendo tratamento médico para sua condição. Tudo enquanto tentava manter as coisas sob controle.

_para manter a América unida…

Mesmo após uma retirada estratégica para os estados do Nordeste e a construção de algo que poderia ser considerado uma fortaleza, Roosevelt sentia as últimas réstias de controle escapando de suas mãos a cada dia que passava.

Como areia em uma peneira, era inevitável que, tarde ou cedo, cada grão acabasse escapando. Mapas eram desenhados na mesa enquanto ele, sentado na cadeira de rodas, observava as fronteiras que mudavam constantemente do que havia sido os Estados Unidos.

Alasca tinha sido tomado pelos russos; o Sul tinha se declarado independente e soberano mais uma vez. O Midwest tinha se fragmentado de uma coalizão única em duas. E a oeste das Montanhas Rochosas, prevalecia a anarquia.

Nem mesmo a União do Pacífico conseguia manter tudo o que tinha conquistado.

Porém, isso não interessava a Roosevelt no momento. Seus olhos se fixaram na antiga capital dos Estados Unidos: Washington, D.C.

A cidade estava dividida em duas partes. Metade dela ocupada pelos ressurgentes Estados Confederados da América, conhecidos mais simplesmente como a Nova Confederação... e a outra metade pelos homens de Roosevelt.

As tensões haviam estagnado por um tempo. Mas agora… agora a guerra aberta estava em cima da mesa.

MacArthur estava à mesa, fumando um cigarro. Sua expressão era cansada e derrotada. Mesmo que suas palavras affirmassem que a vitória ainda era possível.

"SeMover a 2ª Divisão Blindada para cá antes que o Sul declare oficialmente guerra, podemos acabar com as forças que eles já têm dentro dos limites da cidade, impedindo que recebam mais ajuda. Em outras palavras, precisamos escolher: atacar preventivamente e cortar suas linhas de suprimento... ou ficar de braços cruzados, esperando que eles se antecipem?"

Antigamente, MacArthur teria sido muito mais audacioso e decisivo. Mas ao longo dos anos, viu os Estados Unidos perderem a guerra sem sequer chegarem às fronteiras do inimigo.

Viu seus colegas morrerem em campo uma e outra vez, e foi praticamente uma testemunha do colapso do país em conflitos civis e secessão.

O único motivo de ele estar ali, atuando como comandante do regime fracassado de Roosevelt, era porque era o último homem qualificado para isso.

Roosevelt estendeu a mão, tremendo, para pegar a peça que representava a 2ª Divisão Blindada.

Uma unidade que era uma casca vazia do que já fora. Chamar seu estado atual de divisão blindada era insultar sua antiga glória.

Ele olhou para a peça de madeira, esculpida em forma de um tanque Liberty. Ele tinha projetado o tanque pesado achando que concorreria com o blindado alemão. E, no entanto, tinha se provado mais inútil do que uma montanha de aço desperdiçada.

Foi só agora que ele percebeu o quanto sua arrogância tinha sido grande e o quanto ela tinha causado prejuízo a toda a sua nação.

Apesar de tentar firmar sua mão, ela não ficava mais forte; pelo contrário, ficava mais solta, enquanto sua respiração começava a ficar descontrolada.

"Eu só... só... só…"

A peça caiu da mão de Roosevelt enquanto ele recuava na sua cadeira, tendo uma crise no ato. Seus assistentes imediatamente saíram de suas cadeiras, tentando prestar primeiros socorros enquanto aguardavam a chegada do médico.

"Doutor! O presidente caiu! Ele precisa de um médico agora!"

Enquanto Roosevelt babava pela boca, MacArthur permanecia sentado, fumando e observando o último presidente dos Estados Unidos com olhar de total indiferença.

O médico chegou, mas foi tarde demais. Quando verificou o pulso, o presidente já não tinha mais sinais de vida.

E, enquanto tentavam reanimá-lo, levando-o ao setor de hospital do complexo de bunkers subterrâneos, nada poderia ser feito.

No dia 27 de julho de 1942, Franklin Delano Roosevelt foi declarado morto, e junto com ele desapareceu qualquer esperança de uma América Unidos.…

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Bruno quase não acreditou na notícia ao ler as informações. O presidente Franklin Roosevelt tinha morrido de ataque cardíaco dentro de um bunker subterrâneo, em algum lugar do Delaware.

A notícia de sua morte foi quase insignificante na mídia. Uma única página, se é que isso, do jornal matutino, mencionou o fato.

E Bruno ficou em silêncio, por toda a manhã, refletindo. Durante tempo demais, os Estados Unidos foram um obstáculo em seu caminho. Por tempo demais, ele tramou a sua queda. E agora, seu sonho finalmente se concretizava.

Não tinha dúvidas de que quem fosse substituir Roosevelt declararia seu pequeno estado separatista como uma entidade soberana, livre das bandeiras manchadas do antigo país.

E, ao fazer isso, aquele homem condenaria os Estados Unidos da América à história.

Não como um símbolo de virtude moral, ou prova de que uma república constitucional poderia chegar às maiores alturas.

Mas como mais uma experiência fracassada no registro da governança humana.

Bruno não serviu uma taça de vinho; não brindou à morte de um inimigo. Simplesmente virou a página e leu a próxima reportagem que chamou sua atenção.

Afinal, a morte de Roosevelt não era o fim da guerra. Não… a Guerra Civil nos Estados Unidos tinha acabado de entrar em sua fase culminante. E, se a guerra ainda tivesse em andamento, Bruno não tinha motivo de comemorar verdadeiramente.

Roosevelt estava morto, mas o dever de Bruno ainda não estava cumprido. Mesmo que o maior obstáculo à sua vitória total estivesse agora enterrado sob a terra.

A partir daquele momento, Bruno soube que a guerra havia entrado em sua fase final. Uma em que ele só precisava esperar sentado, pelo desfecho final.

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