Re: Blood and Iron

Capítulo 608

Re: Blood and Iron

A arquipélago filipino prendeu a respiração quando a delegação americana chegou sob forte escolta, com a estrela e faixa tremulando ao lado do azul e vermelho da Frente Cívica.

Pela primeira vez em anos, havia algo próximo à esperança, algo semelhante à paz.

Ao redor, assessores e intérpretes sussurravam, digitavam e registravam.

"Vamos concordar com um cessar-fogo", disse o secretário Jaime Bautista, chefe da Frente Cívica. "Mas somente se o plano de transição garantir um voto completo sobre a independência constitucional dentro de doze meses."

Roosevelt apertou o maxilar. "Vamos garantir o voto. Mas também reservamos o direito de manter uma pequena força de assessoria em Luzon, estritamente não combatente. Não estamos saindo às cegas."

Silêncio tenso seguiu-se.

Então, inesperadamente, Roosevelt se inclinou para frente. "Olhem, meu povo está cansado de guerra. Mas não aceitará humilhação. Isso precisa parecer um compromisso, não uma rendição. Vocês querem uma Filipinas soberana? Tudo bem. Me ajudem a realizar isso sem dar aos meus opositores lá em casa uma razão para me queimar na fogueira."

Eram quase lá. A uma assinatura de distância da paz.

Até que....

Atiraram.

O caos explodiu na entrada dos fundos. Gritos ecoaram pelo complexo.

Roosevelt estava levantando-se, então tropeçou. Seus suportes nas pernas cederam, não por escolha, mas pelo choque do instinto.

Ele se desdobrou em um monte de membros entrelaçados, justo quando a bala rasgou o ar onde seu coração havia estado.

A bala atravessou a cadeira onde ele estivera sentado um segundo antes.

O Serviço Secreto o derrubou, puxando-o para trás do palanque enquanto mais disparos soavam.

Forças de segurança invadiram o local, e a ala paramilitar da Frente Cívica respondeu instantaneamente, armas em punho.

"Atirador, galeria norte!"

"A Katipunan", gritou alguém. "É o Dugo at Laya!"

Bandeiras vermelhas marcadas com sóis ensanguentados surgiram nas janelas superiores enquanto radicais mascarados abriam fogo.

Mas aquilo não foi um massacre; foi uma tentativa malsucedida de assassinato.

O caos não durou muito. A ordem foi restabelecida em minutos.

E Roosevelt viveu.

Por um milagre.

General MacNeill, posicionado logo atrás do cortinado, sussurrou: "Jesus Cristo... isso teria acabado com tudo." Outro assessor murmurou: "Ou começou algo pior."

Seus palavras ficaram presas, como a espada de Dâmocles. E, ainda assim, nada mais aconteceu naquele dia.

Mais tarde, naquela noite, enquanto a fumaça se dispersava e uma calma tensa se estabelecia na capital castigada, o líder da Frente Cívica, Bautista, estava ao lado do presidente americano, sangue na manga e suor na testa.

"Eles tentaram impedir este momento", disse. "Mas agora o mundo inteiro vê do que estamos lutando contra."

Roosevelt, ainda tremendo, assentiu. "Então vamos mostrar que estamos unidos."

No dia seguinte, o cessar-fogo foi assinado.

E começou a busca pela Katipunan.

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