Assassino Atemporal

Capítulo 805

Assassino Atemporal

(O Terreno do Banquete Surpresa, ponto de vista do Chaosbringer)

O vento carregava o aroma sutil de vinho, carne assada e elixires de mana recém-preparados enquanto o ar da noite se acomodava suavemente no vale remoto entre a Cidade Skyshard e a mansão isolada de Leo.

Fileiras de tendas brancas se estendiam pelo campo aberto, seus toldos levemente iluminados sob as orbes de mana suspensas que flutuavam preguiçosamente acima, como pequenas luas prateadas, espalhando ondas de luz suave sobre as mesas de mármore dispostas sob elas.

Cozinheiros se moviam rapidamente atrás dos balcões, suas mãos borrifando de tanta rapidez enquanto preparavam pratos de salgados dourados, carnes cobertas por glacê de cristal e frutas que cintilavam de forma tênue sob as luzes de mana.

Garçons com uniformes elegantes transitavam silenciosos entre os convidados, reabastecendo taças que refletiam o brilho da noite, enquanto o murmúrio tranquilo de conversas preenchia o ambiente, suave e medido, como se todos presentes soubessem que aquela reunião era para celebrar algo monumental.

No centro de tudo estava Chaosbringer, com seus longos cabelos presos de forma relaxada na nuca, os olhos brilhando de satisfação enquanto observava a cena que se desenrolava diante dele.

"Perfeito", murmurou, com um tom meio orgulhoso, meio nervoso, ajustando a gola do casaco e contemplando a vista dos convidados que havia reunido com tanto cuidado.

Amanda Skyshard estava próxima de uma das grandes mesas, com uma expressão carinhosa e ansiosa enquanto alisava a bainha do vestido, tentando parecer o melhor possível para seu marido.

Ao lado dela, Alia e Luke trocavam risadas silenciosas, um tipo de risada que transparecia nostalgia e saudade ao mesmo tempo, com os rostos iluminados pela alegria simples da expectativa.

"Cara, faz tanto tempo que não vejo ele," disse Luke, levantando a taça levemente, um sorriso quase imperceptível surgindo lá pelos lábios. "Vai ser bom ver meu irmãozinho de novo."

Os olhos de Amanda suavizaram-se ao ouvir isso, enquanto Alia assentia empolgada, mal contendo a animação. "Ele treinou tanto tempo," falou com esperança na voz. "Finalmente, nossa família vai estar completa de novo."

Chaosbringer sorriu levemente diante dessas palavras, o peito apertando-se com uma mistura de orgulho e preocupação, pois embora tivesse organizado aquele banquete para celebrar a milésima vitória do Lorde, uma parte dele ainda se lembrava da expressão fria nos olhos do Lorde na última vez em que se falaram—uma expressão que dizia que ele já não se importava mais com nada mortal.

Pelo lado da tenda, os cinco Monarcas do Culto estavam juntos perto do balcão do bar, suas figuras imponentes um pouco deslocadas entre as risadas calorosas que enchiam o espaço.

Anderson Silva mexia distraidamente o líquido dourado na taça, enquanto Mickey James se inclinava mais perto, baixando a voz como se temesse que a própria noite pudesse ouvir.

"Cara, espero que o Lorde esteja calmo hoje," murmurou Mickey, coçando a nuca. "Quer dizer, ele acabou de fazer uma sessão de treinamento insana, né? Isso deve deixar qualquer um feliz."

Anderson fez um som de concordância silenciosa, embora seus olhos traíssem a ansiedade. "Feliz, até… mas o Lorde não é exatamente conhecido por reagir como a maioria das pessoas."

Darnell Nuna, que vinha ouvindo em silêncio, finalmente falou com seu tom descontraído habitual, mas com uma ponta de nervosismo otimista. "Acho que vai dar tudo certo. A família dele também está aqui. Ouvi dizer que ele é gentil com eles."

Ao ouvir isso, o copo de Dupravel congelou na metade do caminho aos lábios, enquanto ele olhava para o filho com uma expressão difícil de ler. "Se não...", começou ele, sua voz sumindo num silêncio que pareceu fazer um calafrio percorrer a espinha de todos ali.

Su Pei, que estava um pouco afastado do grupo, deu uma risada desconcertada, levantando o copo como se quisesse dissipar a tensão. "Bem, vamos dizer que—se ele não for gentil hoje à noite, a festa vai durar muito pouco."

A risada suave que seguiu soou fraca, tensa, e embora a música dos harpistas próximos tentasse preencher o vazio, uma quieta tensão permanecia no ar.

Chaosbringer, também percebendo isso, juntou as mãos e forçou um sorriso enquanto se voltava ao último grupo de convidados, que era composto por Dumpy, Leonardo e Ben.

O trio estava junto perto do balcão de sobremesas, onde o murmúrio suave das conversas se misturava ao tilintar silencioso de copos e talheres.

Leonardo parecia mais sério que o habitual, vestindo seu casaco preto formal, com o brasão mínimo do Culto bordado no peito, sentando-se com a disciplina de um soldado.

Apesar da rigidez, seu rosto jovem revelava a excitação inquieta que ele tentava esconder a todo custo.

"O Sétimo Elder realmente exagerou desta vez," murmurou, observando a decoração luxuosa—as travessas reluzentes, os cortinas douradas e o leve aroma de especiarias assadas que pairava no ar da noite.

"Só espero que o Tio não o mate por fazer tudo isso sem permissão," falou em voz alta, enquanto Ben, ao seu lado com um copo na mão, riu suavemente, com um tom relaxado e familiar.

"Acredito que o Chaosbringer conta com a presença da família para suavizar o golpe. Com a Amanda e você aqui, Leo, ele não vai ousar começar a gritar."

Leonardo deu uma risada silenciosa. "Você fala confiante... mas já vi meu tio gritar sem realmente abrir a boca. E, acredite, a conversa dele sobre 'fracasso' é muito pior do que sua raiva."

Leonardo apontou, e Dumpy, sentado ao lado com um grande prato de comida, imediatamente reagiu com uma expressão zangada.

"Aposto que você deve tomar cuidado com a língua, moleque. A única razão de estou deixando passar esse comentário é porque você é sobrinho do Senhor, então te vejo como um filho. Mas, se não fosse sangue, pode acreditar: já matei mais de um por menos."

Warning: fumaça saía das narinas bestiais de Dumpy, enquanto o rosto de Leonardo ficava pálido.

Já era de conhecimento geral no Culto que ninguém podia insultar o Lorde sequer de brincadeira na presença de Dumpy, pois piadas boas de coração nunca passavam sem consequências.

"Desculpe, Tio Dumpy. Vou me comportar melhor..." disse imediatamente Leonardo, enquanto Ben soltava uma forte risada.

"Olha só, como as coisas mudaram... nosso pequeno Dumpy cresceu de um sapinho que ninguém levava a sério, para o valentão dos grandões."

Ben brincou, mas antes que alguém pudesse responder, uma estranha pressão varreu o acampamento de repente, fazendo todos voltarem a cabeça para o Leste.

"Ele chegou..." disse Dumpy com um sorriso, enquanto todo o acampamento sentia a presença de Leo, mesmo antes dele aparecer.

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