
Capítulo 795
Assassino Atemporal
(Castelo de Soron, Ponto de Vista do Chaosbringer)
Assim que Soron deixou claro sua intenção de salvar Veyr, Chaosbringer finalmente expirou em alívio silencioso, o nó no peito se afrouxando após horas de tensão.
Ele havia entrado no castelo esperando resistência, talvez até indignação, mas para sua surpresa, a conversa tinha sido mais tranquila do que ousava esperar.
'Agora posso voltar e relatar ao Senhor com a cabeça erguida… no final, essa conversa não foi nem de longe tão ruim quanto poderia ter sido,' pensou, levantando-se lentamente da cadeira, indeciso se deveria fazer uma reverência ou simplesmente se retirar.
"Espere," soron disse de repente, com tom calmo, mas o suficiente para congelá-lo no lugar.
Chaosbringer parou imediatamente, virando-se de volta enquanto Soron mergulhava na cintura em seu anel de armazenamento e retirava uma pequena lasca retangular de metal prateado opaco.
'É isso…?'
Chaosbringer perguntou, enquanto Soron colocava o metal sobre a mesa com um som forte de *Clink*.
'É sim!'
Chaosbringer percebeu, com os olhos arregalados de choque.
Era exatamente a mesma lasca de Metal de Origem que Leo havia confiado a ele para proteger há décadas, e agora, depois de todos esses anos, ela estava diante dele novamente, nas mãos do Deus Soron.
"Quando você voltar para o Mundo que o Tempo Parou," começou Soron, com tom composto, mas carregado de significado, "encontre um ferreiro que possa trabalhar com esse metal. Me disseram que os melhores artesãos do Culto ainda se escondem lá, mas eu precisarei dos melhores aqui em Ixtal. Alguém capaz de moldar isso em uma lâmina."
Ele pausou brevemente antes de acrescentar, "Só fale sobre isso com homens em quem confia. E envie-os para mim o mais rápido possível."
Instruíu, enquanto Chaosbringer engolia em seco, com o olhar fixo na lasca enquanto uma energia tênue ondulava por sua superfície, o zumbido silencioso do poder divino vibrando no ar.
"Assim será, Grande Deus," ele disse finalmente, com a voz baixa, mas firme, enquanto Soron assentia levemente e fazia um gesto silencioso em direção à porta.
"Obrigado pelo seu tempo—"
Disse, antes de virar-se para sair, correndo direto para fora do castelo.
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(Enquanto isso, através de um canal de comunicação cristal criptografado, os Grandes Deuses do Clã)
*THRUM*
O cristal acendeu com um brilho, sua superfície reluzindo como vidro líquido enquanto cinco silhuetas ganhavam foco dentro da projeção flutuante.
O suave zumbido das frequências divinas preenchia o vazio entre eles, carregando as vozes de deuses que falavam em tons baixos e desconfiados.
"Foi confirmada," disse Mu Shen, com tom seco e frio, com os olhos brilhando sob o elmo prateado.
"Soron está tão forte quanto sempre! E tão implacável quanto lembramos.
Não gosto disso. Nada, absolutamente nada. Ele desaparecer por meses e de repente aparecer do nada só pode significar uma coisa…"
Previu enquanto "Metal de Origem," respondeu Du Trask antes que alguém pudesse comentar, com voz grave e áspera, franzindo a testa.
"Aquele filho da mãe deve ter encontrado material suficiente para forjar uma lâmina. E não sei de vocês, mas não pretendo lutar contra Soron se ele tiver uma arma de Origem na mão."
Anunciou, enquanto um breve silêncio seguiu, preenchido apenas pelo leve zumbido do cristal, até Ru Vassa se inclinar para a câmera, seu cabelo rubro refletindo o fraco brilho da transmissão.
"Você acha que tem escolha?" ela disse suavemente, com tom afiado como geada.
"Caso tenham esquecido… Desde que VOCÊ deu as mãos a Mauriss, Helmuth e Kaelith e traiu Su Ren, os Grandes Clãs perderam grande parte de sua autonomia para o Governo Universal.
Agora, nosso novo mestre exige que apareçamos e derrotemos Soron, e todos nós somos obrigados a seguir."
Ela lembrou, enquanto Du Trask olhava sem jeito para o lado.
"Isso é um luxo vindo de você," Lu Han debochou, seus olhos poderosos se estreitando.
"Você foi o segundo a pular do barco depois que Du Trask se rendeu, e você tem tanto de culpa quanto ele pela nossa situação atual."
Lu Han apontou, enquanto Yu Kiro, o mais silencioso entre eles, finalmente falou, com voz calma, mas carregada de cansaço.
"Independente do que aconteceu no passado, nossa situação atual não muda.
A execução será no quinto do próximo mês, e nós cinco devemos comparecer junto dos guerreiros mais fortes do nosso Clã.
Mauriss acredita que Soron virá para salvar o Dragão, e quando ele vier, devemos estar lá para ajudar na emboscada."
"Emboscada?" Du Trask repetiu, uma risada amarga escapando.
"Emboscada funciona com homens que não veem vindo. Não com Soron. Se você acha que esse monstro vai entrar de cabeça numa armadilha às cegas, está mais delirante do que os bárbaros enlouquecidos lutando pela glória de Helmuth."
Falou, enquanto os olhos de Ru Vassa se estreitavam.
"Você fala como se tivéssemos uma alternativa…"
Ela zombou, e Du Trask imediatamente debochou.
"Falo como alguém que lutou com O ASSASSINO SEM TEMPO!
Você acha que teríamos matado o Assassino Sem Tempo se Kaelith não o tivesse traído? Não se iludam. Sem aquela traição, nenhum de nós estaria aqui para falar sobre isso. O homem teria nos cortado como papel."
Ele apontou, enquanto o silêncio que seguiu era sufocante, e a verdade não dita pesava mais do que qualquer acusação.
"Soron não é o pai dele," disse finalmente Lu Han, embora suas palavras soassem incertas mesmo ao saírem da boca dele.
"Ele é próximo o suficiente," retrucou Du Trask. "Lutarei contra qualquer um de vocês, até mesmo contra Mauriss ou Helmuth, se for preciso. Mas Soron? É um deus que prefiro não encontrar no campo de batalha, nem mesmo nos meus piores pesadelos."
*Suspiro*
Ru Vassa suspirou, coçando a têmpora.
"Basta de falar da força do Soron. Quer gostemos ou não, a armadilha será armada, e teremos que estar lá. O que precisamos discutir é como sobreviver até lá."
"Quer dizer?" perguntou Yu Kiro.
"Quer dizer," ela continuou, "que a fúria de Soron não vai esperar pelo dia cinco. Já ouvi boatos de que ele planeja destruir várias dezenas de sistemas planetários… Tenho medo que o Bravaria controlado pelo Du seja só o começo."
Ela afirmou, enquanto todas as cabeças se voltaram para Du Trask, cujo rosto se torceu de raiva, sua mandíbula travada.
"Sim," ele murmurou. "Bravaria foi um caos. Ele não matou só os soldados; ele sufocou todos os seres vivos do planeta até a morte. Homens, mulheres, crianças. Todos."
"Caramba," murmurou Lu Han, a voz vacilando. "Isso é frio até para ele."
"Frio?" Du Trask exclamou, batendo com força a mão na cadeira. "Você acha que isso é questão de ser frio? Ele está enviando uma mensagem! Está mostrando o que acontece quando a gente pisa na bola demais."
"Nós destruímos o Culto! É claro que ele vai contra-atacar. Ele não tem mais nada a perder."
Du Trask apontou, enquanto Mu Shen, que estivera em silêncio na maior parte da conversa, finalmente interveio.
"Nunca vimos um Soron com nada a perder."
"Ele vai ser uma ameaça na batalha… especialmente se ficar mentalmente instável,"
disse em tom baixo, sem resposta imediata.Por um tempo, todos temeram a ideia de enfrentar um Soron instável, até que finalmente Yu Kiro falou novamente, quase em sussurro.
"Empurramos ele demais, e a única saída é reforçar nossa postura.
Só teremos paz se Soron morrer."
"Pois se ele viver… vai ser o fim de nós."
disse, e todos os deuses assentiram relutantemente.
No final, o universo nunca foi um lugar vasto o suficiente para que Soron e seus inimigos respirassem sob as mesmas estrelas.