Assassino Atemporal

Capítulo 566

Assassino Atemporal

(7 dias depois, Ponto de vista de Leo)

Em apenas sete dias, Leo elevou [Fortalecer] ao nível avançado, integrando-o de forma tão natural aos seus movimentos que parecia uma extensão do próprio corpo.

*Bloqueio*

*Bloqueio*

[Fortalecer] — Contragolpe

*BOOOM*

A onda de choque sacudiu a plataforma enquanto o corpo do Quarto Ancião se chocava contra a parede ao longe, a pedra rachando sob o impacto.

Um tosse úmida e metálica escapou dos lábios do velho, quando ele cuspiu uma gouta de sangue no chão.

*Tosse*

*Tosse*

"Quarto Ancião, está bem?" perguntou Leo, com um tom mais curioso do que preocupado, enquanto observava o idoso cambalear para ficar de pé.

"Estou bem… Estou bem," apagou o Ancião, limpando a boca enquanto seus olhos se fixavam em Leo com uma mistura estranha de medo e descrença. "Acho que… você já domina bem mais minha técnica agora—"

Leo assentiu levemente, satisfeito. Uma semana de treinos intensos havia lhe dado resultados que a maioria dos guerreiros só sonharia, e, com isso, ele havia dominado a terceira habilidade proibida do Culto.

"Você… Pode voltar para Vorthas ou Juxta por enquanto. Veyr deve estar voltando para Tithia em cerca de três dias, e depois disso, vocês dois devem treinar juntos sob o comando do Décimo Primeiro Ancião."

*Tosse*

"Foi uma honra poder ensiná-lo." Disse o Quarto Ancião, enquanto Leo lhe fazia uma reverência sutil, por respeito.

Nunca na vida o Quarto Ancião imaginaria que Leo Skyshard dominaria a técnica que levou anos para aperfeiçoar, tudo em menos de uma semana.

E embora desejasse tirar algum mérito pela velocidade de Leo, fingindo que tudo se devia às suas excelentes habilidades de ensino, de alguma forma não podia negar o talento do jovem também.

A partir deste momento, ele prometeu Vigiar mais de perto esse jovem, pois, embora Leo tivesse começado como uma peça no campo do Primeiro e do Décimo Segundo Anciãos, agora o Quarto Ancião queria recrutá-lo como um dos seus.

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(Algumas horas depois, Planeta Vorthas)

Leo decidiu voltar primeiro para o Planeta Vorthas, ao invés de seguir direto para Juxta, pois queria encontrar Amanda e o resto da família antes de procurar Charles.

Nesse momento, ele não tinha ideia das descobertas que Su Pei havia feito na semana passada, e foi para casa com o humor mais alegre possível.

"Adivinhem quem voltou? De volta… o dragão… conta pra Amanda…."

Leo cantava alegremente, pulando e dançando ao entrar na casa, logo chamando a atenção de Elena e Jacob, que estavam sentados na sala.

*Pulo*

Elena imediatamente se levantou do sofá, com os olhos brilhando de alegria, enquanto Jacob se levantava ao seu lado, ambos sorrindo amplamente, capazes de iluminar toda a casa.

Sem pensar duas vezes, eles se juntaram a ele na dança boba, batendo palmas no ritmo dos passos, suas risadas enchendo o ambiente com uma sensação de calor que Leo não sentia há meses.

Por um breve, feliz instante, a guerra passada, os treinamentos, as intrigas dos anciãos, tudo se dissipou, deixando apenas o conforto simples de estar em família.

"Olha só vocês dois, ainda têm uns passos de sobra," Leo riu, girando sua mãe de brincadeira, enquanto Jacob aplaudia mais forte, marcando o ritmo do filho.

O som da sua voz, cheio de vida e travessura, ecoou no andar de cima, provocando o barulho rápido de passos descendo a escada.

No instante seguinte, Amanda apareceu no topo da escada, com o cabelo solto e um pouco despenteado, seu rosto iluminado assim que seus olhos encontraram Leo.

"Sabia que ouvia sua voz!" ela exclamou, com a voz trêmula de emoção, antes de praticamente correr escada abaixo.

Leo mal teve tempo de abrir os braços antes que ela se jogasse nele, sua força a levantando do chão. Ele a segurou com facilidade, girando um pouco antes de seus lábios se encontrarem.

O beijo foi urgente, mas delicado, daquele tipo de reencontro carregado de preocupações não ditas.

Do canto do seu olhar, Leo viu Su Pei de pé perto da porta, encostado casualmente no batente, observando tudo com um sorriso tranquilo.

Seus olhares se cruzaram por um instante, e Leo deu um piscar rápido, sinal de que tinha visto, e que logo conversariam.

Su Pei, apesar do peso das notícias urgentes que carregava, não tentou se intrometer.

Em vez disso, cruzou as mãos atrás das costas, esperando o momento certo para fazer Leo sair do abraço, deixando a energia da alegria se transformar em algo mais silencioso.

Por ora, era tempo de família, e até os assuntos mais urgentes podiam esperar alguns minutos.

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Por fim, após a animação se acalmar e Luke e Alia, que tinham perdido sua entrada triunfal, chegarem e trocarem cumprimentos calorosos, Su Pei decidiu puxar Leo para conversar a sós, sabendo que era hora de falar sobre os assuntos que vinha guardando.

"E aí? Por que essa expressão de preocupação?" perguntou Leo, enquanto Su Pei soltava uma risada carregada de nervosismo, como se não soubesse bem por onde começar seu relatório.

"Não precisa ficar enrolando, Monarca Pei, manda ver. Pode confiar que aguento o tranco." assegurou Leo, enquanto Su Pei relutantemente assentia.

"É sobre seu irmão… Mestre…" começou ele, com um tom sério e grave.

"Tenho cuidado da recuperação dele, exatamente como você pediu, mas enquanto conversava com ele, descobri que as lembranças dele sobre o que aconteceu não batiam…

Suspeito que suas memórias possam ter sido adulteradas…" explicou Su Pei, quando de repente percebeu a mudança na expressão de Leo.

Seu mestre, normalmente calmo, que nem mostrava tanta fúria implacável sequer ao duelá-lo, agora parecia uma fera implacável, como se tivesse se transformado no predador mais implacável do universo. Algo na luz de seus olhos cinza provocou até Cos Pei a tremer de medo.

"Continue…." Leo falou, sua voz gélida, fazendo Su Pei engolir em seco, com esforço.

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