
Capítulo 329
Assassino Atemporal
(Ponto de vista de Leo, Mundo Parado no Tempo)
Leo saiu do Conclave com uma mentalidade totalmente diferente daquela que tinha ao entrar.
Ele tinha atravessado o túnel como um homem hesitante e destruído, mas saiu dele como um guerreiro confiante.
Com uma compreensão clara da geografia ao redor e seu corpo restaurado ao auge, Leo começou a buscar ativamente bestas para caçar, aproveitando cada encontro como uma oportunidade de levar seu coração de mana ao limite.
Ele não agia de forma imprudente nem atacava qualquer besta aleatória que encontrava, mas permanecia atento a cada passo, nunca entrando em um túnel sem primeiro verificar cuidadosamente se havia perigo.
Mas, assim que uma criatura abaixo do nível Transcendente apareceu à vista, ele imediatamente a marcou para a morte, rastreando, perseguindo e executando cada uma com precisão fria e clínica—refinando tanto seus instintos quanto seu poder a cada abate.
Quando o horror psicológico do mundo Parado no Tempo começou a diminuir para ele, Leo passou a realmente apreciar esse mundo por todas as experiências únicas que oferecia, particularmente as oportunidades de caça que surgiam.
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'Essa é a segunda Tatura de Escaravelho de Pedra que vejo hoje…' pensou Leo, enquanto silenciosamente perseguia um Tatura de Escaravelho de Pedra que avançava pelo sistema de túneis, tentando encontrar sua própria presa.
Se ele ainda tivesse a antiga mentalidade, em que via cada monstro neste mundo como algo grotesco e extremamente perigoso, provavelmente teria mil razões para evitar lutar contra esse escaravelho de pedra, mas, com sua mudança de mentalidade, só viu nele um desafio tentador, mais do que um monstro repulsivo.
A armadura preta como breu no corpo do Escaravelho de Pedra era tão resistente que ele quebrou duas adagas tentando matar o primeiro que encontrou hoje—e esse tinha metade do tamanho deste.
Era uma criatura monstruosa, coberta por placas grossas de uma concha dura como pedra, com pus verde monstruoso escorrendo entre as juntas e um odor forte impregnando cada movimento seu.
Suas mandíbulas podiam esmagar ossos facilmente, e seu grito era alto o suficiente para fazer as bestas mais fracas fugirem sem lutar.
No mundo parado no tempo, ela evoluiu—ou melhor, se torceu—para algo muito mais repulsivo do que aquilo que as bestiárias antigamente descreviam.
E, no entanto, Leo não se sentia repulsivo, mas sim animado com a oportunidade de matá-la ao encontrá-la.
*Tremor*
*Tremor*
Seu coração pulsava em ritmo constante—não por medo, mas por foco—enquanto o perseguia como um predador pelos túneis, observando seu movimento lento e a falta de alerta.
A pele grossa do escaravelho parecia dar confiança para caçar presa, no entanto, seus sentidos certamente não eram os mais aguçados, pois ele não percebeu Leo rastejando a poucos passos atrás, nem a maneira como seu olhar avaliava seus movimentos para saber qual túnel ele escolheria.
E então, ele cometeu um erro.
Entrou em um túnel estreito, quase apertado demais para seu corpo passar.
E foi ali, com suas mandíbulas apontadas para frente e incapaz de virar ou torcer o corpo, que Leo viu sua oportunidade de atacar.
Ele avançou silenciosamente pelo túnel, deslizando por trás do escaravelho, e lançou-se para frente com um impulso de mana atrás das pernas.
*CHOC*
Sua primeira investida foi limpa, mas inútil.
A adaga bateu contra a concha com um som de terno clang e ricocheteou. Uma riscadinha fina marcou a área do impacto, mas só isso.
*Grito estridente!*
O monstro berrou de pânico, aumentando seu ritmo e começando a correr em alta velocidade, no entanto, Leo não permitiu que escapasse sem ferimentos.
*RING!*
*RING!*
Continuou atingindo o mesmo lugar várias vezes, segurando as costas da criatura que tentava se desvencilhar, seus membros jogando detritos de pedra e poeira por toda parte enquanto pedaços de rocha explodiam ao redor.
"Vamos... Vamos..." murmurou Leo, cerrando os dentes, enquanto fincava outra estocada nas costas do monstro, depois outra, e mais outra.
Então, com sua mana concentrada na lâmina e toda a pressão focada em uma única fratura, ativou [Golpe Mortal].
Uma pulsação baixa de força percorreu a adaga enquanto ela se aprofundava—por fim, rompendo a armadura.
O escaravelho soltou um grito agudo e sufocante enquanto seu corpo se contorcia sob ele, mas já era tarde demais.
Leo torceu a lâmina e detonou a carga de mana em seu interior, e, com um estouro abafado, destruiu as entranhas do monstro com um único golpe.
*PLOP*
O escaravelho caiu à sua frente, suas mandíbulas ainda tremendo na frente, enquanto escorria ácido da boca—mas tudo em vão.
Com as entranhas destruídas e as pernas traseiras arruinadas, a criatura não conseguia mais se mover. Só podia ficar ali, esperando a morte chegar, lenta e dolorosa, enquanto Leo permanecia ao seu lado com um sorriso silencioso de quem venceu.
"Morre, besta… morre," murmurou baixinho, observando-a se contorcer sob seus pés.
E foi nesse momento—apenas por um segundo—que ele viu.
Uma aura tênue começando a envolver seu corpo.
Durou apenas um instante, e sob o suave brilho dos cristais de mana azul ao redor, ele não conseguiu ter certeza exata da tonalidade, mas para ele parecia… vermelho-sangue.
'Vermelho-sangue… será que isso é minha intenção de matar?' pensou, ao observar suas mãos.
A aura havia desaparecido, mas ele continuava a olhar para as palmas, procurando respostas na calmaria que restava.
E quanto mais pensava, mais convicto ficava.
Ele tinha percebido uma emoção naquele momento—crua, sem filtros, uma vontade de matar incomparável.
O desejo de eliminar.
E, se suas convicções estavam certas, então ele havia acabado de testemunhar a manifestação de sua própria 'Intenção de Matar'—a segunda cor de aura que despertou.
'O que será que o [Códice da Revelação Sete Vezes] diz sobre isso?' pensou Leo, imediatamente puxando seu manual de meditação e uma lanterna para ler o que o livro tinha a dizer sobre essa situação.