Extra da Webnovel: Reencarnado com uma Habilidade de Cópia

Capítulo 107

Extra da Webnovel: Reencarnado com uma Habilidade de Cópia

A convite chegou às 08:03.

Não via petição.

Nem pelo sistema de Caminho de Integridade.

Direto.

Selo administrativo.

Sem cabeçalho dramático.

Apenas:

Iniciativa de Ligação Procedimental Estudantil — Revisão de Participantes Fundadores

Candidato: Dreyden Stella

Presença Obrigatória: 12:30 — Sala do Conselho B

Obrigatória.

Não solicitada.

Dreyden leu uma vez, então fechou a interface.

Lucas olhou de um lado do corredor.

"É isso, não é."

"Sim."

"Estão formalizando você."

"Sim."

Lucas respirou fundo.

"Isso é bom?"

"Não."

Deixou aquilo no ar.

Depois acrescentou:

"Também não é ruim."

O oversight tinha escolhido a via da absorção.

Isso significava que acreditavam que a pressão podia ser redirecionada ao invés de resistida.

Era uma jogada mais inteligente do que usar força.

A força unia os estudantes.

A participação institucional os dividia.

Se Dreyden recusasse—

Ele se tornaria obstáculo.

Se aceitasse—

Corrias o risco de virar representante em vez de provocador.

De qualquer forma, a forma mudava.

12:27 — Sala do Conselho B

Menor que a Câmara de Observação.

Mais limpa.

Mesa redonda.

Nenhum painel de projeção ativo.

Sem assentos elevados.

Neutro psicologicamente.

O que tornava o ambiente mais intencional.

Três administradores presentes.

Não o homem de cabelo grisalho.

Nem o observador mais velho.

A mulher com o tablet sentada no centro.

Ao lado dela, dois professores.

Não era punição.

Era calibração.

"Obrigada por comparecerem", começou a mulher.

"Você marcou como obrigatório", respondeu Dreyden tranquilamente.

"Sim."

Ela não sorriu.

"Isso foi clareza, não coação."

"Escolha das palavras importa."

"Concordamos."

Esse foi o primeiro ponto de pivô.

Acordo.

Não rejeição.

Ela cruzou as mãos sobre o tablet.

"A Iniciativa de Ligação Procedimental Estudantil foi criada para melhorar a clareza entre a Supervisão e o corpo estudantil."

"Como?" perguntou Dreyden.

"Representação estruturada. Revisão de cláusulas. Transparência na supervisão."

Supervisão supervisionada.

Ele percebeu a expressão.

"E como são escolhidos os participantes?" perguntou.

"Candidatos iniciais são selecionados com base na demonstração de engajamento com as políticas."

Influência.

Cuidado, renomeado.

"E quantos candidatos?" perguntou.

"Quatro."

"De quais níveis?"

"De todos os níveis superiores."

Era isso.

Contenção vertical.

"Por que não por rank?" perguntou.

O homem ao lado dela respondeu desta vez.

"Níveis inferiores não têm experiência de exposição às políticas."

O olhar de Dreyden se deslocou para ele.

"Faltam experiência porque a exposição é limitada."

Silêncio.

Não era confronto.

Era correção.

A mulher interveio com suavidade.

"A exposição aumentará com o tempo."

"Para quem?" perguntou.

"Para os participantes."

Ele inclinou levemente a cabeça.

"Então isso não é ligação," disse. "É inclusão seletiva."

Uma pausa.

Depois:

"É inclusão por fases."

Palavras melhores.

Menos agressivas.

Mesmo conceito.

Dreyden recostou-se na cadeira.

"E qual autoridade essa iniciativa tem?"

"Consultiva."

"Vinculante?"

"Não."

"Então muda o olhar."

"O que parece influencia como percebemos", ela disse.

"Percepção molda o cumprimento."

"E o cumprimento molda a ordem."

"E a ordem", disse Dreyden em voz baixa, "molda a liberdade."

A mulher não respondeu imediatamente.

"A ordem a protege", disse por fim.

"Às vezes."

Foi uma pausa maior desta vez.

Ela mudou a abordagem.

"Sabemos que você influenciou os engajamentos recentes do procedimento."

"Eu fiz perguntas."

"E outros seguiram."

"A curiosidade se espalha."

"Sim", ela disse. "E as instituições funcionam melhor quando a curiosidade é estruturada."

Era isso.

O objetivo verdadeiro.

Estruturar a curiosidade.

Se não consegue suprimir—

Organize.

Se não consegue eliminar—

Padronize.

"Se eu entrar", disse Dreyden calmamente, "o que muda?"

"Você ganha acesso antecipado aos rascunhos procedimentais. Entrada de contribuições. Canais de negociação transparentes."

"E se eu recusar?"

"Nada muda."

Ele inclinou ligeiramente a cabeça.

"Isso é improvável."

Ela ficou observando.

"Recusar é transmitir preferência."

"Por quê?"

"Pressão externa ao invés de engajamento interno."

Justo.

Calculado.

Ele respeitou o movimento.

"O que você quer de mim?" perguntou.

O homem ao lado dela respondeu de novo.

"Estabilidade."

"Por meio de?"

"Participação."

Ele estudou-os.

"Querem que eu legitime a estrutura."

E eles não negaram.

Isso era interessante.

"Queremos que você a molde," corrigiu a mulher.

"Dentro de limites."

"Todo sistema tem limites."

"Sim."

Ele se levantou lentamente.

Não para sair.

Para mudar de postura.

"Se eu aceitar", disse, "as condições de participação permanecem as mesmas."

"Com?"

"Minha exigência de transparência."

O olhar da mulher se afinou um pouco.

"Nem toda revisão procedimental pode ser pública."

"Sei disso."

"Então defina sua transparência."

"Logs completos de reuniões de ligação, sem edição, dentro dos limites de privacidade. Acessíveis ao público em vinte e quatro horas."

Os administradores trocaram olhares.

"Isso reduz a liberdade de negociação", murmurou o homem.

"Aumenta a confiança", respondeu Dreyden.

Confiança.

A palavra tinha peso.

Nem rebelião.

Nem desobediência.

Confiança.

A mulher tocou seu tablet uma vez.

"Revisão condicional", disse ela. "Responderemos até as 18h."

"Aguardarei sua resposta."

Ele saiu antes que oferecessem dispensa.

Não por desrespeito.

Apenas intencionalmente.

14:12 — Pátio

Lucas o interceptou novamente.

"E aí?"

"Querem integrar."

"E você?"

"Fixei condições."

A expressão de Lucas oscilou entre descrença e admiração.

"Eles não têm mais medo de você."

"Não."

"Isso é pior."

"Sim."

Começou a caminhar.

Lucas entrou no ritmo.

"Se aceitarem suas condições?"

"Então o jogo muda."

"E se recusarem?"

"Então a absorção nunca foi a intenção."

Lucas engoliu em seco.

"Você é exaustivo."

"Eficiência raramente parece relaxada."

Lucas riu silenciosamente, apesar de si mesmo.

Sala Administrativa — 17:43

"Estão pressionando por logs completos."

"Ele está protegendo a narrativa."

"Se admitirmos isso, ele ganha credibilidade pública."

"Se recusarmos, ele recusa e a narrativa se inclina."

Silêncio.

Finalmente o observador mais velho falou.

"Você não pode integrar um ponto de pressão sem dar peso a ele."

O homem de cabelos grisalhos olhou fixamente para a mesa.

"E se o peso exceder a tolerância?"

"Então você o remove depois", respondeu o observador com suavidade.

Os olhos da mulher se estreitaram ligeiramente.

"Ou", ela disse cuidadosamente, "ele redistribui o sistema."

O homem grisalho exalou.

"Aprovado", disse em voz baixa.

"Edições limitadas para privacidade apenas."

"Essa é a condição dele", confirmou a mulher.

"Sim", respondeu. "Vamos testá-lo."

18:02

A interface de Dreyden apitou.

Condição aceita.

Logs públicos resumidos, dentro das conformidades de privacidade.

Primeira sessão agendada para amanhã.

Ele não sorriu.

Lucas viu mesmo assim.

"Eles aceitaram?"

"Sim."

"Isso é grande."

"É preciso."

"Mesma coisa."

"Não."

Lucas esperou.

"Quer dizer que acham que podem me controlar," disse Dreyden calmamente.

"E eles podem?"

"Não tenho certeza."

Lucas franziu o cenho.

"Isso é inquietante."

"Deveria ser."

Nessa noite, Maya revisou as projeções de divergência.

O ramo da integração abriu novas possibilidades.

A direção da falha virou noventa graus.

Não uma ruptura vertical.

Negociação horizontal.

Ela ajustou levemente um parâmetro—

Resiliência da percepção pública sob transparência consultiva.

Nada sério.

Apenas garantindo que as edições internas do oversight fossem visíveis se tentassem.

Não sabotagem.

Segurança.

Arquivo mandarim pulsou suavemente.

A integração é mais perigosa que repressão.

Dreyden digitou de volta:

Sei.

Resposta:

Sistemas internos corroem-se lentamente.

Ele hesitou.

Depois escreveu:

Ou os reforme.

Um breve descanso.

Depois:

Vamos observar.

Ele fechou o arquivo.

Não gostava daquele tom.

Parecia menos curioso.

Mais investido.

O que significava que o espectador tinha interesse direto na jogada agora.

Isso era novo.

Noite tardia — Terraço

Lucas se apoiou na grade novamente.

"Você confia neles?"

"Não."

"E confia em si mesmo?"

"Sim."

Lucas estudou-o com atenção.

"Isso não é arrogância."

"Não."

"O que é então?"

"Calibração."

Lucas assentiu lentamente.

"Se isso funcionar", disse Lucas, "o sistema muda."

"Se falhar", respondeu Dreyden, "a fratura fica visível."

"E você está bem com isso?"

"Prefiro clareza."

O vento passou entre eles.

Abaixo, estudantes caminhavam livremente por linhas de rank.

Sem barulho.

Sem rebeldia.

Somente de forma normal.

O oversight tinha parado de tentar impedí-los.

Pelo menos por enquanto.

A fase de absorção tinha começado.

Mas a absorção requer equilíbrio.

E Dreyden entrou sob seus próprios termos.

A instituição acreditava que podia regular a pressão.

Os estudantes acreditavam que a pressão tinha peso.

Ambos estavam certos.

O que significava—

A próxima fase não seria uma ruptura.

Seria negociação sob os holofotes.

E a negociação expõe valores de formas que a força nunca consegue.

Lucas respirou fundo de leve.

"Bem-vindo à política", murmurou.

O olhar de Dreyden permaneceu nas luzes do torre.

"Eu nunca saí."

O Volume Dois não tratava mais de resistir à estrutura.

Era sobre reescrevê-la sem ser reescrito.

E isso—

Era uma guerra mais lenta.

Mais sutil.

Mais perigosa.

Porque na integração—

A linha entre influência e corrupção ficava mais tênue.

E Dreyden Stella acabou de pisar nessa linha voluntariamente.

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