Extra da Webnovel: Reencarnado com uma Habilidade de Cópia

Capítulo 106

Extra da Webnovel: Reencarnado com uma Habilidade de Cópia

A primeira solicitação chegou às 08:12.

Não foi algo dramático.

Sem anúncio.

Sem esforço coordenado.

Apenas um pedido silencioso de governança enviado pelo canal oficial de estudantes.

Solicitação: acesso completo ao arquivo das atas da sessão do Integrity Pathway sob a cláusula de revisão 4.3.

Propósito: análise acadêmica.

Acadêmica.

Não política.

Não oposicionista.

Acadêmico.

O setor de fiscalização identificou em menos de trinta segundos.

"Origem do registro."

"Classe B."

"Vínculo?"

"Nenhum direto."

O homem de cabelos grisalhos leu a frase duas vezes.

"A linguagem reflete Stella."

"Sim."

"Ele orientou isso?"

"Não verificado."

Ele não gostou de "não verificado".

Aquela palavra significava que a intenção não podia ser comprovada—o que indicava que a influência talvez não fosse controlável.

Até 09:00, havia cinco solicitações.

Às 10:17, eram quatorze.

Sem duplicação.

Sem inundação de cópias e colagens.

Cada uma formulada de forma ligeiramente diferente.

Cada uma citando uma cláusula corretamente.

Sem linguagem emocional.

Sem acusações.

Apenas envolvimento procedural.

A ala administrativa passou de vigilância para processamento.

E processar demandava trabalho.

O que requeria explicação.

Que, por sua vez, exigia exposição.


09:48 — Corredor Leste

Lucas o interceptou novamente.

"Estão protocolando petições", disse Lucas.

"Sim."

"Você não pediu para fazerem isso."

"Não."

"Sabia que iriam."

"Sim."

Lucas expirou fundo.

"Isso é ridículo."

"Na verdade, nem tanto."

"Estão usando o seu padrão."

"Fiz uma pergunta. Eles estão fazendo perguntas similares."

Lucas parou de caminhar.

"Isso é influência."

"Não," respondeu Dreyden com firmeza. "Isso é curiosidade."

Lucas o encarou.

"Você é inacreditável."

Provavelmente.

Dreyden continuou andando.

Ele não estava sorrindo.

Não era algo que satisfizesse.

Era um teste.

Peticionamentos eram estresse de banda larga.

A fiscalização responderia de uma de três formas:

Processar abertamente.

Critérios de aceitação restritos.

Suspender o canal.

Cada ramificação revelava prioridade.

11:22 — Conselho de Revisão da Fiscalização

"Volume de petições subiu 340% em relação à linha de base."

"Estão coordenando?"

"Não de forma evidente."

O homem de cabelos grisalhos recostou-se levemente.

"Ele não está acionando diretamente."

"Não."

"Ele criou permissão."

"Sim."

Isto era pior.

A permissão era duradoura.

"Priorize os dez primeiros", sugeriu a mulher. "Espere os demais."

"Isso demonstra discriminação", murmurou o observador mais velho.

"Mostra triagem."

"Demonstra medo."

Ela não respondeu.

"Liberação total?" ela perguntou.

"Não", respondeu imediatamente o homem de cabelos grisalhos.

"Então, ampliação do resumo?" ela insistiu.

O observador mais velho olhou para ele.

"Você não pode fingir que isso não é fiscalização", falou em tom tranquilo.

O homem de cabelos grisalhos não desviou o olhar.

"Sei disso."

"Então, comporte-se como se estivesse."

Aquele foi o momento em que a linha de falha se alargou.

Não por parte de Dreyden.

Mas por discordância interna à fiscalização.

13:07 — Varanda do Salão de Treinamento

Raisel se juntou a ele sem formalidades.

"Estão divididos", disse ela.

"Sim."

"Como?"

"Variação no tempo de resposta às mensagens," respondeu Dreyden.

Os olhos de Raisel esfumaçaram levemente.

"Você está monitorando a latência de atualização."

"Sim."

Ela refletiu sobre isso.

"Eles não ensaiaram isso."

"Não."

"Você não esperava que a força hesitasse."

"Não."

"Não imaginava que a consulta fosse se espalhar."

"Não."

Ela ficou surpresa.

"Você está improvisando."

"Sim."

Ela o estudou cuidadosamente.

"Você parece calmo."

"Estou."

"Por quê?"

"Porque isso não é colapso."

"O que é então?"

"Estresse elástico."

A cabeça de Raisel se inclinou levemente.

"E se a elasticidade se mantiver?"

"Então eles se adaptam."

"E você?"

"Ajusto novamente."

Raisel não sorriu.

Porém, sua aprovação piscou em seus olhos.

"Você não está procurando controle."

"Não."

"Você está mapeando capacidade."

"Sim."

Ela recuou um passo.

"Tenha cuidado", avisou.

Ele não respondeu.

15:33 — Atualização Pública de Esclarecimento

A fiscalização respondeu.

Ampliação do Resumo Procedimental:

Notas de rodapé adicionais foram acrescentadas ao arquivo do Integrity Pathway.

Aprovações de petições de revisão estudantil sob modelo de seleção estruturada.

Limite de acesso ao arquivo permanece controlado sob protocolos de garantia de privacidade.

Modelo de seleção estruturada.

Controlado.

Garantia.

Idioma reforçado.

Eles estavam admitindo aparência, não substância.

Lucas leu.

"Eles não abriram."

"Eles limitaram."

"Fazem seleção."

"Sim."

"E daí?"

O olhar de Dreyden se voltou para a torre central.

"Agora, a transparência na seleção vira problema."

Lucas piscou.

"Você está brincando."

"Não."

Lucas deu uma risada curta, aguda.

"Você os está despendo camada por camada."

"Ineficiente."

"Mas é eficaz."

Dreyden não negou.

16:02 — Ala do Coro C

O primeiro estudante publicou publicamente seu resumo aprovado.

Análise anexada.

Frases destacadas com marcações de ambiguidade.

Não hostil.

Annotado.

Dois horas depois, também foi publicado um petição rejeitada.

Linguagem censurada por "sigilo institucional".

Os estudantes não reagiram com gritaria.

Reagiram com precisão.

Capturas de tela se espalharam.

Análise comparativa.

Quais cláusulas permitiram a negativa.

Qual linguagem foi aprovada.

A fiscalização tentou restringir o postagem cruzada.

Mas já era tarde.

Não virou viral.

Era estrutural.

Informação se difundiu silenciosamente por redes de confiança.

18:44 — Terraço do Telhado

Lucas se inclinou contra o corrimão.

"É essa a fissura?" perguntou.

"Não."

"Parece uma."

"É preparação."

Lucas balançou a cabeça.

"Eles não podem continuar estreitando."

"Não vão."

"Vão escalar."

"Eventualmente."

Lucas engoliu em seco.

"Estamos prontos?"

Dreyden não respondeu de imediato.

O vento passou entre eles.

"Sim", disse enfim.

"Para quê?"

"Quando escolherem a clareza."

Lucas franziu o cenho.

"O que isso quer dizer?"

"Significa que a indecisão termina."

"Como?"

"Em uma de duas direções."

Lucas conhecia as opções.

Força.

Ou reforma.

Zagan emergiu suavemente atrás de seus pensamentos.

Instituições raramente reformam sem coerção.

Lucas não disse isso em voz alta.

21:18 — Arquivo Mandarim

Ele pulsou.

Dreyden o abriu.

Você está reduzindo o espaço de reação deles.

Ele digitou:

Ainda há espaço.

Resposta:

O espaço está diminuindo.

Ele refletiu.

Essa é a escolha deles.

Resposta:

Você acredita que eles escolhem livremente?

Ele fez uma pausa.

Digitou:

Suficiente para revelar preferência.

Silêncio prolongado.

Depois:

Fissuras se aprofundam sob pressão educada.

Ele fixou o olhar naquela frase.

Digitou:

E quando eles se dividirem?

Nenhuma resposta imediata.

Trinta segundos.

Depois:

Divisões criam surgimento.

Ele fechou o arquivo.

Não gostou de como soou.

23:07 — Ala Administrativa

Sessão de emergência interna.

"Estão comparando as negativas."

"Sim."

"Estão mapeando o comportamento das cláusulas."

"Sim."

"Feche o canal de petições."

O observador mais velho falou imediatamente.

"Não."

O homem de cabelos grisalhos olhou de forma aguda para ele.

"Isso admite instabilidade."

"Também a negação seletiva", respondeu calmamente o observador.

"Não podemos ceder acessos que comprometam confidencialidade central."

"Ninguém pediu confidencialidade central."

"Ainda."

Silêncio.

A mulher mais jovem falou cuidadosamente.

"E se formalizarmos uma comissão de ligação procedural estudantil?"

O homem de cabelos grisalhos franziu a testa.

"Isso lhe dá poder."

"Não", ela disse. "Isso institucionaliza a dissidência."

O olhar do observador mais velho se aguçou.

"Cooptar a investigação na estrutura de governança."

"Sim."

O homem de cabelos grisalhos recostou-se lentamente.

"Isso transfere a pressão do informal para o formal."

"Sim."

"E uma vez formalizado—"

"Controle possível", ela falou.

Era isso.

O próximo movimento.

Nem força.

Nem recuo.

Incorporação.

Meia-noite

Dreyden voltou a ficar na janela.

As luzes do campus suavemente sussurravam.

Nada parecia caótico.

Nada parecia instável.

O que tornava tudo mais perigoso.

Ele sentia.

Não pela tensão.

Pela textura.

A fiscalização já não reagia.

Estava planejando.

Lucas enviou uma mensagem uma vez:

Sente também?

Dreyden respondeu:

Sim.

Depois de alguns segundos, Lucas enviou:

E agora?

Ele olhou para as luzes da cidade.

Depois digitou:

Agora tentam me fazer oficial.

Pausa.

Depois Lucas respondeu:

E se fizerem?

A expressão de Dreyden não mudou.

Ele digitou:

Então, decido se serei resistência de dentro.

A linha de falha já não era mais vertical.

Não era força versus estudantes.

Era legitimidade versus adaptabilidade.

A fiscalização estava prestes a oferecer assento na mesa.

Não por boa vontade.

Por necessidade.

E a necessidade negocia de forma diferente do medo.

A tempestade que Lucas sentira como estática branca—

Não viria como explosão.

Virá como integração.

Mais silenciosa.

Mais difícil.

Mais perigosa.

Porque quando a influência é absorvida—

Ela deve ou remodelar a estrutura.

Ou ser remodelada por ela.

E Stella Dreyden nunca soube interesse em ser remodelada.

Nem quebrada.

Nem resolvida.

Apenas alinhada ao longo de uma linha de falha mais profunda—

Esperando.

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