Extra da Webnovel: Reencarnado com uma Habilidade de Cópia

Capítulo 108

Extra da Webnovel: Reencarnado com uma Habilidade de Cópia

A primeira sessão de reunião foi marcada para as 09:00.

Começou às 09:07.

Não por acaso.

Pequenos atrasos eram parte da coreografia.

Justamente o suficiente para lembrar a todos quem controlava a porta.

A Sala do Conselho B havia mudado.

Não drasticamente.

Um nó adicional de câmera no teto.

Um painel de indicadores de registro público ao longo da parede.

A luz vermelha acesa. Gravação ativada.

Eles queriam que ele visse isso.

Transparência, como prometido.

Dentro dos limites.

Quatro cadeiras de um lado de uma mesa circular.

Três já ocupadas.

Raisel.

Um estrategista de Classe A de B1 chamado Calder.

E um estudante silencioso do ramo de engenharia, de A3, que Dreyden reconheceu vagamente.

Representação multidisciplinar.

Não de níveis hierárquicos diferentes.

Ele também percebeu isso.

A mulher com o tablet entrou por último.

"Sessão Um. Iniciativa de Ligação Procedimental."

A voz dela era firme.

Profissional.

"O objetivo de hoje é definir o escopo."

Escopo.

Limites.

Sempre limites primeiro.

Dreyden sentou-se.

Mãos descansando frouxas na mesa.

Neutro.

Raisel não olhou para ele.

Calder o fez.

Avaliando.

"Escopo", disse Dreyden, "exige esclarecimento de autoridade."

A mulher inclinou levemente a cabeça.

"Autoridade consultiva com resumo documentado de impacto."

"Impacto medido como?" perguntou Dreyden.

"Taxa de integração de políticas."

Ele assentiu com um movimento de cabeça.

"Então, se sugestões forem ignoradas, fica visível?"

"Sim."

Calder se inclinou um pouco para frente.

"E quem determina se uma sugestão é viável?" perguntou.

"Avaliação administrativa."

Raisel falou pela primeira vez.

"Sob quais critérios?"

A mulher não hesitou.

"Limites de recursos. Integridade estratégica. Impacto na estabilidade."

"Aquela palavra de novo", disse Dreyden calmamente. "Estabilidade."

Sem acusação.

Apenas reconhecimento.

"Nós valorizamos isso", ela respondeu.

"Defina o que é", pediu Dreyden.

Um breve silêncio.

A luz vermelha de gravação vibrou suavemente acima.

O estudante de engenharia mexeu-se levemente na cadeira.

A mulher respondeu:

"Continuidade operacional sem fratura estrutural."

Dreyden concordou.

"E defina fratura."

"Desestabilização rápida da hierarquia."

Estava ali.

Claro.

Desvendado.

Ele olhou para o nó da câmera.

Depois de volta para ela.

"Desestabilização de hierarquia não é, em si, colapso", disse. "Pode ser evolução."

A tablet bippou uma vez.

Anotação registrada.

"Evolução", ela respondeu, "deve ser medida."

"Por?"

"Resultados."

O tom de Raisel interrompeu de forma clara.

"Então, talvez a primeira avaliação de escopo da ligação deva abordar modelos de medição."

Os administradores trocaram um olhar breve.

Isso foi mais incisivo do que o esperado.

Ótimo.

Calder recostou-se.

"Se a estabilidade é medida pela consistência hierárquica", disse, "então a coordenação distribuída sempre será avaliada negativamente."

Ninguém o interrompeu.

"O que significa", continuou calmamente, "que o viés de política está embutido estruturalmente."

Dreyden não olhou para ele.

Mas anotou mentalmente.

Calder compreendia o peso sistêmico.

Interessante.

A mulher expirou lentamente.

"Modelos de medição são ajustáveis."

"Sob revisão de ligação?" perguntou Raisel.

"Com proposta."

"Limite de ligação?" acrescentou Dreyden.

"Aceitação consultiva."

Então, não vinculativo.

Mas com recusa visível.

Ainda uma alavanca.

Finalmente, o estudante de engenharia falou, voz baixa mas firme.

"As notas de ligação refletirão a dissidência explicitamente?"

A mulher virou-se para ele.

"Sim."

"Sem edição?"

"Dentro do cumprimento de privacidade."

O olhar de Dreyden piscou brevemente.

Mais uma vez essa frase.

Conformidade de privacidade.

A brecha para edições aceitáveis.

Decidiu não atacá-la agora.

Não ainda.

A sessão um não tratava de ruptura.

Era sobre estabelecer precedentes.

"Então, proponho", Dreyden disse calmamente, "que cada sessão termine com declarações de maioria e minoria registradas."

A luz vermelha piscou.

Os olhos de Calder se aguçaram.

Raisel não se moveu — mas sua postura sutilmente se alinhou.

A mulher considerou.

"Isso introduz sinalização de facções."

"Introduz clareza", respondeu Dreyden.

"Clareza", ela replicou, "pode polarizar."

"Sim."

Silêncio.

"E opacidade se difunde", acrescentou.

O estudante de engenharia quase sorriu.

Quase.

Os administradores não.

"Vamos considerar", disse cuidadosamente a mulher.

"Não", afirmou Raisel de forma firme.

Ela raramente interrompia.

Então, quando o fez —

teve peso.

"Você concordou com a transparência condicionalmente", ela continuou. "Resumos de maioria e minoria não são destabilizadores. São informativos."

Calder assentiu uma vez.

O estudante de engenharia acrescentou:

"Sem visibilidade de dissidência, a consultoria vira endosso."

A luz vermelha de gravação vibrou mais alto, apenas por causa da tensão que a intensificava.

A tablet da mulher tocou suavemente.

Ela digitou algo.

"Vamos testar a notação de posições", finalmente disse.

Sessão um.

Influência de políticas registrada.

Sem tom editorial.

Sem manipulação.

Limpo.

Os estudantes leram com atenção.

Silenciosamente.

Não comemorando.

Nem revoltados.

Apenas processando.

Lucas olhava para o resumo publicado na sua interface.

"Eles realmente publicaram."

"Sim."

"Estão se adaptando."

"Sim."

Lucas engoliu em seco.

"Isso torna mais difícil de empurrar."

"Sim."

"E agora?"

Dreyden olhou para o pátio.

"Agora vamos testar a implementação."

Dois dias depois, a agenda da segunda sessão caiu publicamente antes de os administradores anunciarem internamente.

Primeira vez que isso aconteceu.

A sala percebeu.

Raisel percebeu primeiro.

"A temporização da publicação foi invertida", disse baixinho.

Calder sorriu levemente.

"Pressão funciona."

O estudante de engenharia assentiu uma vez.

"Atraso na percepção se apertou."

Dreyden não sorriu.

A divulgação antecipada da agenda não foi uma concessão.

Foi uma resposta.

Uma ajusta de supervisão para evitar acusações de ocultação.

Bom.

Sistemas bons evoluíram.

Mas a evolução sob pressão às vezes deixava escapar algo importante.

O homem de cabelos grisalhos assistia, dessa vez, por uma fonte privada.

Silencioso.

Observando.

Aguardando.

Arquivo mandarim pulsou naquela noite.

Integração se estabilizando.

Dreyden digitou:

Por agora.

Resposta:

Você está dentro.

Ele fez uma pausa.

Depois respondeu:

Sim.

Mais longo que o habitual.

Depois:

Sistemas internos mudam aqueles que entram.

Ele olhou para a tela por um momento.

Digitou de volta:

Apenas se pararem de notar.

Sem resposta por trinta segundos.

Depois:

Vamos ver.


No meio da semana — Salão de Treinamento

Presença de força de fiscalização reduzida.

Não inexistente.

Apenas mais enxuta.

Estudantes ainda cruzando ranks.

Agora de forma mais fluida.

Menos cautelosos.

Confiança distribuída.

Lucas chegou no meio da sessão.

"Você está mudando o tom", disse baixinho.

"Não sozinho."

Lucas olhou em direção ao treinamento de Raisel do outro lado do salão.

"E se eles revertessem?"

"Então expõem a inconsistência."

Lucas respirou fundo lentamente.

"Quase parece normal de novo."

"Cuidado."

Lucas piscou.

"Por quê?"

"Normal é quando as pessoas deixam de observar."

A expressão de Lucas se endureceu.

"E isso é ruim?"

"Para eles", respondeu Dreyden.

A terceira sessão.

Discussão sobre modelos de medição.

Proposta de ponderação de variância apresentada por Calder.

Estudante de engenharia propôs painel de transparência.

Raisel destrinchou respostas de atraso de políticas como uma pinça.

Dreyden guiou sem dominar.

Isso foi intencional.

Se ele segurasse cada mudança —

Supervisão poderia isolar o vetor.

Espalhar o momentum.

Deixar outros falarem.

Deixar outros proporem.

Autoridade difusa horizontalmente.

Registrado.

Público.

Lento.

Pode ser perigoso.

Para ambos os lados.

No meio da sessão, o homem grisalho entrou pessoalmente na sala.

Isso não tinha sido agendado.

O clima ficou mais tenso imediatamente.

"Continuem", disse calmamente.

Mas a presença dele mudou a pressão do ar.

O tom de Calder ficou mais afiado.

O de Raisel, mais frio.

O estudante de engenharia, mais cauteloso.

Dreyden percebeu a mudança.

Ele permitiu uma batida de silêncio.

Depois, continuou exatamente como antes.

Sem postura defensiva.

Sem pico de deferência.

Apenas continuidade.

Isso era importante.

Quando a hierarquia se injeta —

A maioria das pessoas se ajusta instintivamente.

Ele não.

Nem de forma desafiadora.

Apenas de forma equilibrada.

O homem de cabelos grisalhos observava.

Não falou nada.

Mas observou tudo.

Depois que a sessão terminou, ele se aproximou de Dreyden sozinho.

"Caminhe", disse.

Não como comando.

Convite.

Dreyden caminhou com ele até a varanda interna.

"Você é cuidadoso", disse o homem de cabelos grisalhos.

"Sim."

"Você não escalate quando poderia."

"Não."

"Por quê?"

"Porque agressão visível reduz opções."

O homem refletiu sobre ele.

"Você fala como alguém que antecipa ciclos longos."

"Eu falo."

"Você não confia na integração."

"Não."

"Então por que participar?"

Dreyden encostou levemente na grade.

"Porque a exclusão acelera o colapso."

O homem o estudou.

"E a inclusão?"

"Redistribui risco."

Um leve suspiro passou entre eles.

"Você acha que somos frágeis", disse o homem calmamente.

"Acho que todos os sistemas são", respondeu Dreyden.

"Especialmente quando fingem que não são."

Silêncio.

O vento movia-se entre as torres.

"Você é difícil", disse o homem.

"Sim."

"Mas não irracional."

"Não."

O homem de cabelos grisalhos fez um aceno de cabeça uma vez.

"Não confunda inclusão com fraqueza", disse ele.

"Eu não confundo."

"Ótimo."

Ele virou-se para partir.

Parou.

"A autoridade consultiva permanece como conselho."

"Sei."

"E caso ocorra uma fratura estrutural —"

"Você escalate", concluiu Dreyden calmamente.

Um leve sorriso fantasiou o rosto do administrador.

"Correto."

Ele saiu sem falar mais nada.

Lucas aguardava na curva do corredor.

"Foi ameaçador?" perguntou.

"Nem um pouco."

"Isso é pior", Machucou Lucas em voz baixa.

"Sim."

Nessa noite, o protótipo do painel de ligação foi ativado.

Métricas transparentes.

Status da proposta de revisão.

Proporção de aceitação de aconselhamento.

Estudantes atualizavam como se fosse previsão do tempo.

Curiosidade estruturada.

Mas não controlada.

A pulso mandarim voltou a pulsar.

Isto está se tornando arquitetura.

Dreyden respondeu:

Sempre foi assim.

Pausa longa.

Depois:

A academia não é mais a única a moldar a estrutura.

Ele fechou o arquivo sem responder.

O Volume Dois começou como guerra através da integração.

Mas algo mais sutil estava acontecendo.

A transparência deixou de ser uma exigência.

Passou a ser uma expectativa.

E as expectativas, uma vez normalizadas, mudam a gravidade.

A supervisão ainda tinha autoridade.

Ainda controlava a escalada.

Ainda continha a fiscalização.

Mas agora—

Cada ajuste era monitorado.

Cada palavra, registrada.

Cada limite, suavemente testado.

Sem ruptura.

Ainda não.

Dreyden voltou a ficar no telhado, Lucas ao seu lado.

"Você está satisfeito?" perguntou Lucas.

"Não."

"Então, o que é você?"

"Envolvido."

Lucas riu baixinho.

"Que palavra mais estranha."

"É precisa."

Lucas olhou para as luzes da torre.

"Eles não parecem mais assustados."

"Não estão."

"Então, o que mudou?"

Dreyden observou a luz vermelha de gravação piscar suavemente na sala do conselho abaixo.

"Eles perceberam que ficaremos."

E isso —

Era mais destabilizador que rebelião.

Porque a rebelião atinge o pico.

A participação permanece.

E a pressão persistente redesenha as paredes em silêncio.

Uma cláusula de cada vez.

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