Extra da Webnovel: Reencarnado com uma Habilidade de Cópia

Capítulo 37

Extra da Webnovel: Reencarnado com uma Habilidade de Cópia

A Triangular tinha uma regra que nunca anotou por escrito.

Quando algo não podia ser controlado, era estudado.

Quando não podia ser estudado, isolado.

Quando não podia ser isolado—

Era testado.

O teste não era um desafio.

Era uma gentileza.

Dreyden recebeu a notificação durante o café da manhã.

Não enviada. Entregue.

Uma tábua selada foi colocada na ponta da mesa por um membro da equipe que não fez contato visual nem esperou confirmação. A bandeja tremeu levemente ao ser colocada.

Só isso já dizia algo para ele.

Ele terminou de mastigar antes de tocar na mensagem.

Sem pressa. Sem hesitar.

Aumentou a pressão contra o selo com o polegar até ouvir o estalido limpo do plástico rachando.

DISPENSAÇÃO ESPECIAL

AVALIAÇÃO AVANÇADA – SESSÃO AOCULTA

LOCALIZAÇÃO: SUBESTRUTURA C-7 DO TRIÂNGULO

FREQUÊNCIA: OBRIGATÓRIA

Sem tempo.

Sem explicação.

Sem recurso.

Então, era um teste, à força.

Lucas sentou-se de frente para ele, olhando para sua própria comida sem tocar nela. O garfo pairava meio centímetro acima do prato, imóvel.

"Eles não me deram um," Lucas falou baixo.

Dreyden fechou a tábua. "Bom."

"Isso não é reconfortante."

"Não foi feito para ser."

Lucas finalmente ergueu o rosto. Seus olhos estavam cansados—not physically, but the look people have when too many unseen variables pile up inside without resolution.

"Você está sendo puxado para algum lugar que não mostram aos outros," disse.

"Sim."

Lucas respirou fundo. "É por isso que tudo começa."

Dreyden se levantou, com a bandeja intacta. "E é por isso que também termina. O meio é só… desagradável."

A subestrutura C-7 não aparecia nos mapas dos estudantes.

Ela ficava abaixo das fundações antigas da academia, escavada durante a primeira expansão do Triângulo—antes que a burocracia soubesse esconder suas garras atrás de vidros e políticas.

A ascensora o levou oito andares abaixo.

Sem música.

Sem ruído ambiente.

Apenas o zumbido de máquinas mais antigas que a maioria dos instrutores lá em cima.

Quando as portas se abriram, o ar parecia diferente.

Não mais frio.

Mais pesado.

Como se lembrasse de coisas.

Uma mulher esperava no final do corredor, com postura ereta, traje neutro. Ela segurava um tablet perto do peito.

"Dreyden Stella," ela disse.

Ele assentiu.

"Sou a examinadora Vale," ela continuou. "Siga-me."

Sem título.

Sem patente.

Isso importava.

Passaram por portas reforçadas marcadas com runas de contenção e placas numeradas. Atrás de algumas, ele sentiu pressão—dormindo, contida, paciente.

Experimentos fracassados?

Ameaças armazenadas?

Armas que ninguém queria admitir que ainda existiam?

Ele não perguntou.

Pararam diante de uma câmara marcada apenas com um símbolo: um triângulo cortado ao meio—igual ao que vira antes.

A porta deslizou para o lado.

Dentro, a sala era circular, as paredes revestidas por painéis de observação atualmente opacos. O piso era de pedra composta reforçada, com marcas de danos antigos que nunca foram totalmente reparados.

Cinco pessoas aguardavam lá dentro.

Dois instrutores.

Um analista.

Um observador silencioso.

E um homem sentado sozinho, mãos cruzadas, olhar focado—

em Dreyden.

Ele o reconheceu imediatamente.

Supervisão.

Não o administrador de antes.

Este era mais velho.

Mais afiado.

Mais honesto.

"Bem-vindo," disse o homem. "Isso não vai demorar se você cooperar."

Dreyden entrou na sala.

"O que está sendo avaliado?" perguntou.

O homem sorriu lentamente. "Sua margem de falha."

Em outro lugar do Triângulo, Lucas estava sozinho na sala de treinamento, a espada repousando ponta no chão.

Seu mana insistia em coçar.

Estava fazendo isso com mais frequência ultimamente—como se algo sob a pele dele estivesse despertando mais rápido do que seus pensamentos conseguiam acompanhar.

"Você está distraído," Zagan observou suavemente.

Lucas não respondeu.

Focou no reflexo da lâmina. Ela brilhava levemente—não dourada, não azul, não vermelha.

Branca.

De novo.

"Isso não é ele," disse Lucas baixinho. "Não mais."

Nenhuma resposta veio de imediato.

Até que—

Você percebeu tarde demais.

Lucas cerrando a mandíbula. "O que isso quer dizer?"

Quer dizer que o quadro sob seus pés está mudando.

Lucas fechou os olhos.

Pela primeira vez desde que assinou com Zagan, sentiu algo próximo à ressentimento.

"Você me disse que o poder iria estabilizar tudo," disse. "Que ver a probabilidade daria clareza."

E dava.

Até o sistema começar a reescrever os resultados por conta própria.

A respiração de Lucas ficou presa.

"Você não gosta dele," falou.

A diversão de Zagan sumiu.

Não é que eu goste dele.

Isso foi pior.

Eu não o entendo.

Lucas abriu os olhos.

O medo entrou—não escrosso, não histérico.

Devagar.

Frio.

"Ative sua habilidade."

O pedido veio sem cerimônia.

Dreyden não se mexeu.

"Qual?" perguntou calmamente.

O analista franziu a testa. "A sua primária."

"Defina primária."

O membro mais velho da Supervisão levantou ligeiramente a mão, interrompendo o analista. Ele estudou Dreyden mais de perto agora, como se comparasse notas que não estavam escritas.

"Você reage," disse o homem. "Isso é óbvio. Adaptação sem ativação declarada sugere respostas em camadas."

Dreyden sorriu levemente. "Você quer que eu exponha isso."

"Sim."

"Não."

Uma pausa.

A pressão aumentou—não mágica, mas social. Expectativas se apertando.

"Isso não é um pedido," disse a examinadora Vale com frieza.

Dreyden cruzou o olhar com ela. "Nem recusa."

Silêncio.

Até que o homem riu.

Um risada baixa, sincera.

"Bom," afirmou. "Vamos seguir pelo caminho mais difícil."

Fez um gesto para a parede.

Os painéis de observação tornaram-se transparentes.

Por trás—

Figuras.

Quatro delas.

Estudantes.

Cada um com patente superior à de Dreyden.

Todos já de equipamento de combate.

Seu pulso não mudou.

"Trouxeram companheiros de treino," observou.

"Trouxemos pontos de referência," respondeu o homem. "Você pode enfrentá-los um de cada vez. Ou todos ao mesmo tempo. A escolha é sua."

"E se eu recusar?"

"Então o teste termina," disse o homem. "E as conclusões serão feitas de qualquer jeito."

Dreyden respirou fundo lentamente.

Esse foi o erro.

Eles não estavam testando poder.

Estavam testando autocontrole.

E o autocontrole sempre revela mais do que força.

Ele deu um passo à frente.

"Todos de uma vez," disse.

Maya sentiu isso.

Não pelos sistemas.

Não pelos fios de probabilidade.

Pela tensão.

O Triângulo apertou rápido demais.

Isso nunca terminava limpo.

Ela puxou a projeção instintivamente, observando o campo de influência ao redor da Subestrutura C-7 se distorcer.

"Eles não deveriam ter feito isso," ela murmurou.

A memória de Wendy surgiu fraquamente—não como medo, mas como reconhecimento de padrão.

Este era o capítulo em que antagonistas forçavam a mão do protagonista.

Exceto—

Dreyden não foi feito para responder corretamente.

Ele respondia de forma eficiente.

Ela hesitou por apenas um segundo.

Depois, iniciou o contrapeso.

Não intervenção.

Compensação.

Se quisessem pressão—

Ela a remanejaria.

A luta começou sem aviso.

Mana jorrou de todos os lados ao mesmo tempo.

Dreyden se moveu.

Sem hesitação.

Sem ativação.

O primeiro atacante—especialista em velocidade—avançou rápido.

Dreyden desviou meio passo, segurou o pulso, redirecionou o impulso e usou a colisão do segundo adversário como aumento de força.

Um corpo caiu no chão.

Limpo.

O terceiro ativou uma barreira.

Dreyden não a atingiu.

Ele entrou na formação antes que ela se estabilizasse.

Um joelho. Um golpe. Uma perturbação na concentração.

A barreira desabou.

O quarto esperou.

Sábio.

A magia se enrolou.

Dreyden sentiu a mudança.

E escolheu.

Deu as costas ao Olho da Verdade—apenas o suficiente.

Trajetórias de energia alinharam-se.

Ele se moveu entre eles.

Sem movimentos desperdiçados.

Sem dano desnecessário.

Quando terminou, três estavam no chão.

Um ficou de pé.

Lambendo as mãos, tremendo.

Não ferido.

Apenas atento.

Dreyden parou.

Não perseguiu.

Não terminou.

O ambiente ficou silencioso.

A Supervisão não falou.

Porque a conclusão já tinha se formado.

Não era um monstro.

Não era uma arma.

Algo pior.

Uma ameaça racional.

Lucas sentiu a mudança como uma enxaqueca.

Branco explodiu.

Depois—

Pela primeira vez—

Arestas negras se formaram ao redor.

Não vermelho.

Nem azar.

Obscuridade.

Incalculabilidade.

"Isso não deveria acontecer," Lucas sussurrou.

Zagan não respondeu.

Ele agora observava de perto demais.

O teste terminou sem resumo.

Os estudantes foram dispensados.

Dreyden foi escoltado para fora.

Sem louvores.

Sem condenações.

Apenas uma frase do homem mais velho ao passar:

"Você não luta por domínio," ele disse. "Você luta para eliminar a necessidade."

Dreyden não olhou para trás.

"Luto para acabar com variáveis."

Nessa noite, deitado na cama, as notificações inundaram o sistema—mudanças de patente, mudanças na monitoria, movimentos de facções.

O Triângulo fez outro ajuste.

E, em algum núcleo, a decisão se cristalizou.

Dreyden Stella não seria mais avaliado como estudante.

Ele seria tratado como um desfecho.

E Maya—

Observando das margens—

Sorriu sutilmente.

"Agora eles te veem," ela sussurrou.

"E agora…"

O quadro tremeu.

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