Extra da Webnovel: Reencarnado com uma Habilidade de Cópia

Capítulo 36

Extra da Webnovel: Reencarnado com uma Habilidade de Cópia

A pressão nunca se anuncia.

Essa foi a primeira lição que Dreyden Stella aprendeu neste lugar—bem antes de seu nome importar, antes de seu posto subir rápido demais para o seu conforto, antes de a Supervisão aprender a dizer seu nome sem precisar verificar uma tela.

A pressão sussurrava primeiro.

Ela empurrava. Ela cercava. Alterava o espaço ao redor até que permanecer parado fosse uma decisão.

Dreyden sentia isso ao despertar.

Não por instinto. Não por magia.

Por rotina.

Sua interface o cumprimentou com um atraso de uma fração de segundo.

Não o suficiente para a maioria perceber. Mas suficiente para ele.

Ele permaneceu imóvel na cama, olhos abertos, fixando-se no teto enquanto o sistema finalizava a renderização. O atraso era quase imperceptível, mas existia—e não tinha sido assim ontem.

Alguém havia mexido no fluxo.

Não quebrado. Não interrompido.

Ajustado.

Ele se sentou lentamente, deixando a respiração se acalmar antes de se mover. Se o Triângulo estivesse observando para ver como ele reagia ao desconforto, ele não lhes daria essa satisfação.

O dia desenrolou-se de forma limpa.

Demasiado limpo.

Os estudantes se movimentavam com uma normalidade exagerada. As aulas aconteciam no horário. Sem alertas, sem interrupções, sem distúrbios visíveis.

E ainda—

Os instrutores observavam mais de perto.

Os corredores pareciam mais estreitos.

E os convites continuavam chegando.

SESSÃO PRIVADA DE TEORIA – OPCIONAL

EXERCÍCIO TÁTICO ENTRE TURMAS

ACESSO AO ARQUIVO: LIBERAÇÃO CONDICIONADA

Cada convite era educado.

Cada um apresentado como uma oportunidade.

Nenhum deles urgentes.

Esse era o sinal.

A urgência era uma arma. A oportunidade, uma coleira.

Ele os ignorou todos e foi treinar.

A sala de treinos vibrava com ruídos familiares—ativação de mana, calibração de armas, conversas baixas. Dreyden escolheu um círculo vazio e começou a aquecer sem ativar nenhuma habilidade.

Movimento primeiro.

Respiração segundo.

O restante vinha depois.

Ele não percebeu Lucas de início.

Lucas notou-o imediatamente.

Branco.

Não um sinal de alerta. Não um pico de energia.

Um brilho constante, persistente.

Lucas diminuiu o passo enquanto atravessava o espaço, estreitando os olhos de uma forma que raramente fazia. Sua percepção sempre foi instável ao redor de Dreyden—mas hoje parecia… confusa.

Como se alguém tivesse derramado probabilidade e não se incomodado em limpar depois.

"Você sente isso?" Lucas perguntou baixinho enquanto se aproximava.

Dreyden continuou alongando-se. "Sente o quê?"

Lucas hesitou. "Isso… não é tranquilizador."

Dreyden lançou um olhar para ele também. Lucas parecia fora de eixo—não fisicamente, mas internamente. Como as pessoas ficam quando seus instintos discordam de seus pensamentos.

"Você está tenso desde ontem," disse Dreyden. "Por quê?"

Lucas exalou. "A sorte faz barulho."

Isso fez Dreyden pausar.

"Não deveria fazer isso," Lucas continuou. "As cores se sobrepõem, piscam. Como se alguma coisa estivesse interrompendo."

"Algo ou alguém?"

Lucas olhou nos olhos dele. "Esse é o problema. Eu não consigo mais distinguir."

Por um momento, nenhum dos dois falou. Ao redor, os estudantes treinavam, riam, trocavam golpes—alheios às sutis recalibrações que aconteciam acima de suas cabeças.

Lucas abaixou a voz. "A Supervisão conversou com meu instrutor."

Dreyden não se mostrou surpreso.

"Eles não perguntaram sobre suas habilidades," Lucas acrescentou. "Eles perguntaram sobre você."

"E?"

"Queriam saber o que você queria."

Isso era mais perigoso do que parecia.

"O que você disse a eles?" Dreyden perguntou.

Lucas encolheu os ombros. "Que eu não sabia."

Dreyden endireitou-se, mexendo os ombros uma vez. "Essa foi a resposta certa."

Lucas franziu o cenho. "Você diz isso como se só houvesse uma."

"Costuma haver."


A reunião aconteceu naquela tarde.

Não foi convocação—essas tinham peso.

Foi um convite entregue com cortesia profissional.

Dreyden chegou exatamente na hora.

A sala era austera e deliberadamente sem graça. Sem emblemas. Sem obras de arte. Sem símbolos de autoridade—apenas superfícies lisas e iluminação suave, desenhada para eliminar a resposta emocional da equação.

O homem que aguardava lá dentro era desconhecido.

De meia-idade. Calmo. Comum a ponto de ser esquecível.

O que significava que ele não era.

"Dreyden Stella," disse o homem, levantando-se. "Obrigado por aceitar falar conosco."

"Com você," corrigiu Dreyden levemente. "Singular."

Um sorriso pequeno. "Perceptivo."

Sentaram-se frente a frente.

Sem barreira.

Sem luz de gravação.

O que significava que tudo estava sendo gravado em outro lugar.

"Observamos seu progresso com interesse," disse o homem. "Não pela velocidade—mas pela forma."

"Forma?" repetiu Dreyden.

"Você não cresce para cima," explicou o homem. "Cresce para os lados. Se adapta sem destabilizar os sistemas locais. Isso é raro."

"É ilegal?"

"Não," respondeu o homem. "Mas é disruptivo."

Estava aí.

Dreyden recuou um pouco. "Você me chamou aqui para dizer isso?"

O homem cruzou as mãos. "Nós o convidamos porque estamos decidindo qual papel você desempenha."

"Em que?"

"No futuro do Triângulo."

Dreyden pensou cuidadosamente na resposta.

"Papéis são atribuídos às pessoas que aceitam," ele finalmente disse. "Eu ainda não."

O homem o estudou abertamente agora—menos avaliação, mais curiosidade.

"Você poderia," disse ele. "Tem o perfil."

Dreyden sorriu levemente. "Isso costuma ser um sinal de aviso."

O silêncio se estendeu entre eles—não hostil, mas cortante.

Finalmente, o homem falou novamente.

"Pressão revela intenção," disse ele. "Estamos simplesmente aplicando força suficiente para ver o que se move."

"E se eu não fizer?" Dreyden perguntou.

O homem deu de ombros. "Então aprendemos outra coisa."

A reunião terminou sem conclusão.

Isso os incomodou mais do que a ele.


Maya observou os fios de probabilidade se estreitarem ao redor da posição de Dreyden como dedos se fechando.

Eles não estavam tentando matá-lo.

Nem mesmo tentando controlá-lo por enquanto.

Estavam tentando classificá-lo.

E isso era pior.

Classificação vinha antes do contenimento.

Ela rapidamente tomou sua decisão.

Não emocionalmente.

Estratégicamente.

Se a Supervisão queria definir o tabuleiro, ela mudaria o tabuleiro.

Focou em um nó de recurso—nível médio, confiante demais, estruturalmente importante, mas não insubstituível. Um empurrão. Uma redirecionada.

Sem explosões.

Sem alertas.

Apenas ausência.

Quando uma remessa de relíquias de nível 2 desapareceu sem resíduos ou perturbações, enviou uma mensagem mais clara do que um sabotagem jamais poderia.

Alguém agia sem atrito.

Alguém entendia o sistema bem o suficiente para remover massa sem gerar força.

A Supervisão entrou em pânico silenciosamente.

Facções congelaram.

Maximus Sagaza riu.


Dreyden soube disso naquela noite.

Leu o relatório duas vezes.

Depois, fechou a interface e permaneceu em silêncio.

"Ela está escalando," murmurou.

Não de forma imprudente.

De forma elegante.

E isso indicava que algo tinha mudado.

Ele se ajustou imediatamente.

Rotas de treinamento foram randomizadas.

O gasto de informações, interrompido.

Contatos, compartilhados de forma limitada.

Se Maya estivesse removendo pontos de referência—

Então ele deixaria de ser um deles.

Lucas percebeu a mudança em poucas horas.

"Você está recuando," disse no corredor. "Por quê?"

Dreyden olhou nos olhos dele. "Porque algo acabou de cruzar uma linha."

Lucas engoliu em seco. "Algo bom ou algo ruim?"

Dreyden refletiu.

"…Necessário," disse.

Nessa noite, sozinho, ficou na sala de treinamento após o toque de recolher, com os punhos descansando ao lado do corpo.

Pressão agora tinha dentes.

Não só os dele.

Os dela.

Du variáveis independentes se movendo livremente em um sistema fechado.

O Triângulo não sabia lidar com isso.

E Dreyden Stella—

Pela primeira vez—

Não reagia.

Estava escolhendo.

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