Extra da Webnovel: Reencarnado com uma Habilidade de Cópia

Capítulo 40

Extra da Webnovel: Reencarnado com uma Habilidade de Cópia

A Triangle anunciou o exame de masmorra como sempre fazia.

Tranquilamente.

Formalmente.

Como se nada nunca tivesse dado errado antes.

Dreyden leu o aviso uma vez, depois o fechou.

AVALIAÇÃO MENSAL CONJUNTA DA MASMORRA

PARTICIPANTES: CLASSE A & SELECIONADOS DA CLASSE B

OBJETIVO: COMPLETAR A FASE DOIS

PONTO DE VÍTIMA: ACEITÁVEL

Aceitável.

Essa palavra sempre aparecia nos avisos da Triangle.

Não era para alertar os estudantes.

Era para alertar a administração.

Ele não reagiu externamente. Nunca mais o fazia. Mas algo dentro dele mudou — não era tensão, não era ansiedade.

Alinhamento.

Era cedo demais.

O exame de masmorra não deveria importar ainda. Na trajetória original, era um campo de provas, não um ponto de fratura. Um lugar onde as classificações se rearranjavam e os egos se despedaçavam.

Não onde os sistemas colapsavam.

O que significava uma de duas coisas:

Ou a linha do tempo tinha acelerado.

Ou alguém a tinha impulsionado.

Nenhuma das opções era boa.

Preparação Sem Ilusão

A sala de preparação fervilhava na manhã seguinte.

Estudantes verificavam equipamentos. Instrutores gritavam lembretes que já tinham dado centenas de vezes antes. Representantes de facções pairavam como abutres, sussurrando ofertas e advertências em igual medida.

Dreyden ignorou todos eles.

Ele ajustou as luvas, verificou o encaixe de seus socos de lata, e confirmou sua rota interna.

Nenhum Punho de Fogo, salvo se necessário.

Olhos da Verdade só em rajadas.

A Biblioteca Celestial inativa, a menos que a situação se tornasse patológica.

Ele não estava aqui para impressionar.

Estava aqui para sobreviver a um sistema que prosperava ao levar variáveis ao limite.

"Ainda não gosta de grupos?" perguntou Lucas, parando ao seu lado.

Dreyden olhou de lado.

Lucas parecia calmo, mas seus olhos traíam tensão — sutil, tensa. Mana zumbia sob sua pele, instável de uma maneira que não era vista há meses.

"Não," respondeu Dreyden. "Mas eu os entendo."

Lucas pigarreou. "Isso é pior."

Foram designados a uma equipe de cinco pessoas.

Dois da Classe A, três do topo da Classe B.

Nenhum deles falava muito.

Isso, por si só, já dizia muito.

Todos aqui sabiam o que eram.

Ativos.

Sujeitos a testes.

Descartáveis, se necessário.

Descida

A porta da masmorra se abriu com um som como se um tecido fosse rasgado.

Não alto.

Desconcertante.

A realidade se curvou para dentro, a geometria se dobrando em algo que não obedecia mais à lógica superficial. O interior tinha um brilho fraco de azul, névoa se formando ao longo de caminhos de pedra rachados que não existiam há instantes.

"Essa masmorra não é estável," murmurou uma das estudantes de Classe B.

A instrutora que supervisionava o início ignorou-a.

"Avancem," disse ela, de modo seco.

A porta os engoliu.

Dentro, o ar tinha um gosto estranho.

Dreyden percebeu imediatamente — não era tóxico, nem mágico, mas desequilibrado. A densidade oscilava em microrupturas, como se a própria masmorra estivesse ajustando os parâmetros em tempo real.

Ambiente adaptável.

Cheio de adaptação.

Isso não era padrão para uma avaliação mensal.

Ele escaneou o entorno discretamente, sem ativar nada de ostentoso.

Corredores de pedra se ramificavam em ângulos não euclideanos. Fontes de luz mudavam ao serem observadas diretamente. O chão respondia de modo sutil ao peso que recebia.

Lucas diminuiu o passo ao seu lado.

"Você sente isso?" perguntou Lucas, em voz baixa.

"Sim."

Lucas hesitou. "O perfil de sorte dessa masmorra é… incoerente."

Isto chamou a atenção de Dreyden.

"De que jeito?" perguntou.

"Tudo branco," disse Lucas em tom baixo. "Mas sem aglomeração. É camadas. Como resultados sobrepostos."

Isso não agradou Dreyden.

Branco não era mais incerteza.

Era ruído.

A Primeira Falha

A primeira onda veio rápida.

Bichos de nível médio — escamados, com seis patas, inteligência rudimentar, mas agressividade aumentada. Saíram de uma passagem lateral sem aviso, número desproporcional à suposta dificuldade da masmorra.

"Forma de ataque!" gritou alguém.

Já era tarde.

Dreyden se moveu antes que as ordens se consolidassem.

Ele não avançou correndo.

Ele cortou.

Posicionando-se onde três vetores de ataque convergiam, redirecionou o impulso, usando o peso de uma criatura para colapsar a aproximação de outra. Energia mínima. Interferência máxima.

Lucas seguiu instintivamente, a lâmina reluzindo, a mana se formando em coerência justamente no momento do impacto.

Juntos, estabilizaram o corredor.

Mas Dreyden percebeu algo estranho.

Os monstros não estavam se adaptando.

Eram eles respondendo.

Como se reagissem a condições externas à lógica da masmorra.

Isto não deveria acontecer.

Blind Spot da Supervisão

Bem acima deles, numa sala que os estudantes nunca veriam, a supervisão da Triangle observava as leituras em constante flutuação.

"Por que a fase dois está respondendo como a fase três?" perguntou um analista.

"Recursão ambiental," respondeu outro. "Está… sobrepondo gatilhos."

"Isto não é possível sem entrada externa."

Silêncio seguiu-se.

Depois, um reconhecimento silencioso.

"Alguém está interferindo."

"De dentro?"

"Não," disse lentamente o analista mais velho. "De fora."

Mão de Maya (Indiretamente)

Maya não viu a masmorra.

Ela viu resultados se ramificando perigosamente próximos.

Chegando quase juntos.

Ela exalou, ajustando seu foco, sem tocar diretamente na masmorra — nunca diretamente.

Ela sutilmente provocou pequenas diferenças.

Um atraso aqui.

Uma desalinhamento ali.

Precisamente o suficiente para evitar uma convergência fatal.

Não salvação.

Correção.

Sua tela piscou.

AVISO: PROXIMIDADE AO EVENTO CENTRAL AUMENTANDO

Ela ignorou.

"Eles não podem perdê-lo aqui," ela sussurrou.

Ainda não.

Colapso sem aviso

A masmorra tremeu.

Não violentamente.

De modo sutil.

Um corredor adiante se deformou, dobrando-se como papel pressionado por uma força invisível. Uma das estudantes de Classe B tropeçou demais perto da borda.

O chão desapareceu.

Lucas tentou alcançá-lo—

Tarde demais.

Dreyden se moveu.

Não era teletransporte.

Nem um aprimoramento.

Ele colocou o pé onde o espaço se faria.

O homem caiu forte, mas vivo, com o ar deslocado.

Dreyden então sentiu.

O sistema resistindo a ele.

Não fisicamente.

Conceitualmente.

Como se a própria masmorra não aprovasse sua intervenção.

Isto era novo.

"Dreyden," disse Lucas agudamente. "Está reagindo a você."

"Sei."

Outro tremor percorreu a pedra.

Acima deles, alarmes finalmente começaram a soar.

Tarde demais.

Ponto de Escolha

Uma voz de instrutor surgiu pelo sistema de comunicação.

"Todas as equipes, preparem-se para retirada de emergência—"

O sinal desapareceu.

Substituído por estática.

Depois, silêncio.

Dreyden se endireitou.

Era isso.

Ainda não era o colapso.

Mas o momento antes dele.

Olhou para Lucas.

"Fique perto," disse. "E não confie nos seus readings."

Lucas engoliu em seco. "Tão ruim?"

"Sim."

A masmorra pulsou.

Algo antigo se moveu sob eles.

E em algum lugar profundo nos sistemas da Triangle, um erro se propagou sem controle pela primeira vez em décadas.

Falha de Encerramento

Maya sentiu quando desencadeou.

Não quebrou.

Alinhou-se.

Sua respiração ficou presa.

"Ah," ela murmurou.

Não era medo.

Reconhecimento.

O sistema não estava falhando.

Estava sendo forçado a escolher.

E escolhas sempre revelam intenção.

Dreyden

Dreyden firmou os pés enquanto a passagem diante dele se dissolvia em espaço em camadas.

Não era ali que a história dizia que as coisas tinham dado errado.

O que significava que ali era exatamente onde daria.

Ele sorriu fracamente.

Não satisfeito.

Preparado.

"Vamos lá," murmurou. "Vamos ver o que quebrou primeiro."

A masmorra respondeu com um som baixo e ressonante.

Como uma risada.

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