
Capítulo 25
Extra da Webnovel: Reencarnado com uma Habilidade de Cópia
As convocações chegavam sem cerimônia.
Sem aviso. Sem alerta. Sem senso de urgência.
Apenas uma notificação silenciosa piscando na interface do estudante Dreyden enquanto ele saía do salão de treinamento, com o brilho fraco suficiente para que qualquer um passando por ali não percebesse.
REQUISIÇÃO DE AVALIAÇÃO LOCALIZAÇÃO: Ala Administrativa – Seção E PRIORIDADE: Padrão
Padrão.
Essa única palavra deixava-o mais inquieto do que qualquer alerta de etiqueta vermelha já poderia.
No Triângulo, qualquer coisa realmente perigosa nunca era rotulada assim. Emergências gritavam. Ameaças vinham envoltas de urgência e protocolo. Mas avaliações? Essas eram silenciosas. Precisam. Não tinham intenção de assustar a presa antes de mensurá-la.
Ele não atrasou.
Retardar significava hesitar. Hesitar significava medo. O medo trazia suposições.
E suposições eram como as pessoas aqui decidiam onde te colocavam na hierarquia.
A Ala Administrativa ficava afastada do campus principal, com uma arquitetura extremamente diferente do restante do Triângulo. Onde os campos de treinamento estavam marcados por impactos e pedra queimada, esse lugar era impecável—corredores brancos lisos, iluminação perfeita, painéis de vidro polidos a ponto de refletirem rostos um pouco demais.
Dreyden caminhava sozinho.
Sem escolta. Sem guarda. Sem supervisão visível.
Isso não significava que ele não estivesse sendo observado.
O silêncio aqui não era vazio.
Era cuidado.
Um tipo de silêncio projetado para pressionar as pessoas a preenchê-lo—falar rápido demais, explicar de mais, confessar sem que fosse perguntado. Seus passos ecoaram uma vez pelo corredor, depois desapareceram completamente, engolidos por materiais escolhidos especificamente para apagar o som.
Este não era um lugar para estudantes.
Era um lugar para conclusões.
Em duas curvas, ele sentiu.
Não hostilidade. Não intenção de matar.
Atenção.
Não era magia. Nenhuma aura pressionava-o. Seus instintos não gritavam perigo. Em vez disso, parecia estar de pé em uma balança enquanto mãos invisíveis ajustavam os pesos—testando equilíbrio, limites, resposta.
Ele parou diante de uma porta marcada apenas por um símbolo: um triângulo cortado por uma linha horizontal.
Sem palavras. Sem avisos.
A porta deslizou silenciosamente para o lado.
Dentro, estavam três pessoas.
Nenhuma vestia uniforme de instrutor. Nenhuma exibia insígnias ou marcadores de patente.
Isso, por si só, dizia mais do que as apresentações poderiam.
Um homem na casa dos quarenta anos, com cabelo grisalho como ferro, sentava-se ao centro, postura ereta, mãos cuidadosamente colocadas sobre a mesa. Seus olhos eram afiados, mas impassíveis, do tipo que registram mais do que reagem.
À sua esquerda, uma mulher, mais jovem, de pele escura, com expressão neutra. Uma das mãos descansava levemente sobre um tablet, com dedos que tatoadamente batiam de tempos em tempos—não nervosos, mas rítmicos.
O terceiro indivíduo sentava-se um pouco separado.
Velho. Relaxado. Quase desconectado.
No entanto, Dreyden sentia seu olhar antes mesmo de conscientemente percebê-lo—olhos suaves, dispersos, que não deixavam passar nada.
"Dreyden Stella," disse o homem de cabelo grisalho.
Não uma pergunta.
"Por favor, sente-se."
Dreyden obedeceu.
Sem restrições ao redor dos pulsos. Sem barreiras que zuniam à sua volta. Sem pressão que fechava o ambiente.
A ausência disso era intencional.
"Isto não é uma audiência disciplinar," disse a mulher calmamente, como se lesse seus pensamentos. "Você não está sob acusação."
"Ótimo," respondeu Dreyden.
Um sorriso de apreciação passou por ela antes de desaparecer.
"Estamos aqui para avaliar anomalias," continuou o homem de cabelo cinza. "E você se encaixa."
Era isso.
Dreyden manteve-se em silêncio.
"Sua taxa de crescimento," disse o homem, "é estatisticamente irregular. Seus registros de combate indicam comportamento adaptativo além das curvas de aprendizagem esperadas. Seu consumo de energia não condiz com sua produção registrada."
A batida no tablet ficou mais deliberada.
"Você não luta como alguém que está descobrindo seu poder," acrescentou a mulher. "Você luta como alguém que está aprimorando-o."
A implicação não era suspeita.
Era calibração.
Não estavam tentando expô-lo. Não tentavam encurralá-lo.
Estavam tentando determinar até que ponto a pressão poderia suportar antes de revelar sua forma.
Dreyden olhou para ela com firmeza. "Isso é crime?"
"Não," disse a figura idosa finalmente.
Sua voz era fina—mas firme.
"Mas é um padrão."
Dreyden fez uma mudança sutil na cadeira.
"Que tipo de padrão?" perguntou.
"O que precede uma divergência," respondeu o ancião. "A maioria dos estudantes cresce para cima. Você cresce… de lado."
O homem grisalho se inclinou um pouco para frente. "Fale-nos sobre sua habilidade."
Era aqui.
Dreyden deixou passar um momento antes de responder—não hesitação, mas cálculo.
"Possuo uma habilidade voltada para o combate," disse cuidadosamente. "Ela reage a estímulos externos."
"Isso é vago," disse a mulher.
"É preciso."
Silêncio se seguiu.
O homem de cabelos grisalhos o estudou por alguns segundos, depois assentiu uma vez. "Cauteloso. Conta pontos."
Ele apontou para o tablet. "Documentamos pelo menos três metodologias distintas em seus enfrentamentos. Nenhuma entra em contradição com a outra. Essa coerência interna é rara."
"E desestabilizadora," acrescentou o ancião de forma leve. "Versatilidade quebra a estrutura."
Nesse momento, Dreyden sentiu.
Não ameaça. Não suspeita.
Expectativa.
"Não pedimos que revele sua habilidade," disse a mulher. "Ainda."
Ainda.
"Perguntamos aonde pretende chegar," continuou o homem. "Seu percurso atual coloca você no caminho para avaliação Classe S em menos de seis meses."
Isso foi mais rápido do que ele imaginava.
Não tinha percebido que a distância havia se fechado tanto.
"Treino," respondeu Dreyden. "Melhoro."
"Isso descreve comportamento," disse o ancião. "Não direção."
Aquietação se prolongou.
Quando Dreyden finalmente falou, sua voz foi firme.
"Pretendo sobreviver."
A mulher parou de bater.
O homem grisalho exalou lentamente, quase divertido. "Honesto."
"Prático," corrigiu o ancião. "E incompleto."
Ele recostou-se, cruzando as mãos sobre o estômago.
"O Triângulo existe para cultivar armas," disse calmamente. "Não sobreviventes."
Os olhos de Dreyden se afiaram.
"Não estou interessado em ser uma arma."
Por uma primeira vez, algo mudou na sala.
O ancião sorriu.
"Isso," ele disse suavemente, "é exatamente por isso que você nos preocupa."
A reunião terminou tão silenciosa quanto começou.
Sem ameaças. Sem avisos. Sem garantias.
Apenas uma última declaração enquanto Dreyden se levantava para sair.
"Você está sendo monitorado," disse a mulher. "Não restringido."
"Por enquanto," acrescentou o homem.
A porta deslizou fechando atrás dele.
Dreyden ficou na corredor por um momento a mais do que o necessário.
Depois, deixou escapar um suspiro.
Assim começou.
No campus, a transformação foi imediata.
Conversa morreu ao seu passo. Estudantes se abriram mais ao seu lado.
O medo não gritou.
Ele se ajustou.
Naquela noite, sozinho em seu quarto, Dreyden sentou-se na beira da cama, olhando para o vazio.
O Triângulo nunca foi cego.
Estava esperando.
Esperando para ver do que ele se tornaria antes de decidir como tratá-lo.
Ele abriu sua interface— patente, méritos, histórico de combate—depois fechou de novo.
"Tudo bem," murmurou.
"Se você está assistindo..."
Um sorriso leve e sem humor surgiu em seus lábios.
"…então vou fazer questão de você aprender algo que valha a pena lembrar."