Extra da Webnovel: Reencarnado com uma Habilidade de Cópia

Capítulo 20

Extra da Webnovel: Reencarnado com uma Habilidade de Cópia

"Maya! Maya!"

Dreyden mal pensou — ele simplesmente se moveu.

Graças ao seu recente aumento em atributos físicos, ele alcançou Maya no corredor antes que ela pudesse correr mais longe. Envolveu seus braços por trás dela e a segurou firmemente.

"I-isso… não pode ser real… não pode!"

Ela sussurrou para si mesma, a voz tremendo, ignorando completamente os estudantes que começavam a se reunir ao redor.

Eles olhavam, sussurrando.

Uma garota de cabelo vermelho chorando e lutando nos braços de um estudante de Classe A — era uma cena que atraía atenção rapidamente.

Os olhos de Dreyden passaram por eles uma vez, depois mudaram o aperto, girando Maya para que ele pudesse levantá-la em um colo de noiva. Ela se contorcia fracamente, perdida no pânico.

Um estudante não aguentou ficar parado.

Vendo uma garota bonita sendo levada embora, claramente desesperada, ele se espremeu pela pequena multidão e abriu os braços amplamente.

"Ei! O que você acha que está fazendo? Pode soltar a garota!"

De seu ângulo, ele mal conseguia ver o rosto de Dreyden — só Maya em seus braços.

Dreyden inclinou ligeiramente a cabeça.

A temperatura do corredor aumentou.

Suas pupilas piscavam suavemente ao ativar os Olhos da Verdade, não para analisar — mas para intimidar.

"Desapareça", falou com tom neutro.

O garoto ficou congelado.

Seus olhos caíram, por um segundo, na pequena placa do uniforme de Dreyden — nome e patente.

A garganta dele se moveu em um engasgo difícil.

Sem dizer mais uma palavra, ele se afastou.

A multidão se abriu atrás dele, ninguém ousando bloquear o caminho enquanto Dreyden seguia pelo corredor com Maya nos braços.

Como eles poderiam?

Eles estavam apavorados.

Enquanto seus pés o guiavam pelo instinto, a mente de Dreyden girava.

Ele não tinha ideia exata do que tinha acontecido na habilidade de Maya, mas tinha uma suspeita.

Ela descobriu algo.

Algo sobre esse mundo.

Ou sobre o destino de Lucas como "protagonista".

As inúmeras variações — personagens fanfics, eventos alterados, novas pessoas — já tinham distorcido o roteiro original. Seja qual fosse a identidade que Maya acabara de assimilar… não era mais Xia Qinqiu.

Preciso acalmá-la e obter toda a história...

Chegando ao seu quarto, abriu a porta com o ombro e a fechou atrás de si.

Clique.

Trancou-a.

Sabia que uma fechadura simples não impediria um Esper forte. Mas, neste momento, não se tratava de segurança.

Era impedir que ela fugisse de novo.

Virando-se, viu Maya tremendo na cama, com os braços ao redor de si mesma, como se o mundo pudesse desmoronar a qualquer momento.

"Maya," chamou, ajoelhando na frente dela e pegando suavemente suas mãos trêmulas. "Ei. Olha pra mim."

"Isso não é real," ela sussurrou. "Você… você não é real!"

Ela puxou as mãos de volta e as pressionou contra o seu rosto, como se tentasse provar que estava certa apenas pelo toque.

Um alivio passou por suas feições quando sentiu seu calor, sua pele, seu hálito.

Ele apertou a mão esquerda dela e colocou a bochecha contra ela.

"Tô aqui. Você consegue sentir? Como pode isso não ser real?"

"Você não deveria existir…" A voz dela quebrou. "Por que isso está acontecendo? Por que está acontecendo!?"

"Maya, escuta—"

"Como isso não pode ser real!?"

Lágrimas se acumularam nos cantos dos olhos dela, transbordando.

"Maya—"

"Eu não sou real!?"

A voz dela subiu mais uma oitava, quebrada pelo desespero.

"Maya!"

"Meu futuro… já está decidido? Que vida é essa!?"

Dreyden fechou o punho direito, as unhas cravando na palma da mão.

"Maya…" Sua voz saiu baixa, áspera.

"Por que ele teve que matar toda a minha família!?" ela gritou, olhos selvagens. "Só para se divertir!?"

"Maya… por favor, escuta o que estou dizendo!"

Ela parecia não ouvi-lo de jeito nenhum.

Ela olhou ao redor do quarto novamente, respirando rápido demais, depois fixou os olhos nele.

"Você é real. Você existe." Ela jogou-se nele e o abraçou forte, os dedos enroscados na camisa dele. "Você tem que ser real… Não sei o que faria se—"

"Eu sou real," interrompeu Dreyden, abraçando ela de volta com firmeza.

"Lucas!!" ela de repente exclamou, retraindo-se como se algo tivesse acabado de clicar. "Ele deve saber, Eu—Eu tenho que—"

Ela começou a falar sem parar, as palavras se atropelando, ignorando tudo que ele dizia.

Cada tentativa frustrada de acalmá-la torcia algo no seu peito.

Isso não está funcionando…

Ele pegou as duas mãos dela novamente e puxou-a para perto.

"Maya!"

Sem resposta.

"Escuta o que eu digo!"

Ela continuava murmurando, mais para si mesma do que para ele.

Vendo que nada do que dizia passava, Dreyden cerrou os dentes, puxou-a para ele —

E a beijou.

"Você consegue me mostrar o status da sua habilidade?"

Depois que consegui acalmá-la, o silêncio tomou conta do quarto como um cobertor pesado.

Sim.

Admito.

Não era o método mais racional.

Mas, ei, isso funciona em filmes. Por que não tentar?

Depois de um tempo, sua respiração voltou ao normal. Seus olhos ficaram mais claros. Ela voltou a si—em sua maior parte.

Mas havia uma diferença evidente.

A presença dela parecia um pouco deslocada.

Sua personalidade tinha mudado em poucos graus.

"Claro," ela disse, assentindo enquanto abria seu status e tornava sua habilidade visível para mim.

===== Habilidades =====

[Manipulação da Realidade: Identidade {10}]

Uma ramificação da habilidade original de Realidade. Capaz de assimilar a identidade de qualquer pessoa em qualquer universo. O usuário adquire as memórias e habilidades da identidade assimilada.

Perfectas Identidades Assimiladas:

Wendy McGust (100%)

Do Universo 0. Wendy é uma garota de 17 anos que adora ler webnovels. Isolada devido à morte dos pais, encontrou refúgio na sua história favorita: O Santo e o Espadachim.

===== Status =====

Fiquei boquiaberto.

Assimilar uma identidade deveria ser um processo longo e gradual.

Mas para essa nova identidade, Maya já tinha atingido 100%.

"Wendy McGust…" murmurei.

Seus olhos se voltaram para mim quando pronunciei o nome.

Depois de conversar por um tempo e fazer perguntas cuidadosas, formulei uma teoria.

Agora eu precisava de confirmação.

Puxei as mãos dela e me aproximei um pouco, olhando nos olhos dela.

Suas bochechas ficaram um pouco vermelhas com a proximidade repentina.

"Maya," perguntei baixinho, "o nome 'A Dança do Poder' tem algum significado pra você?"

Os olhos dela se arregalaram.

A boca caiu aberta.

"-H-como você…"

É.

Isso confirmou tudo.

Wendy McGust provavelmente era alguém como eu.

Uma leitora de A Dança do Poder.

Antes, as coisas já estavam complicadas.

Agora, ficaram piores.

Maya já não era apenas uma personagem com uma habilidade poderosa.

Ela tinha consciência.

Sabia que o mundo era baseado em um webnovel.

Para piorar — ela achava que esse era exatamente o mundo do romance, não apenas uma inspiração.

"Então é verdade," ela disse de repente.

Sua voz me surpreendeu — não trêmula, não hysterica.

Apenas… pesada.

"Este mundo é realmente apenas um romance?"

"Sim e não," respondi com um suspiro, jogando-me de costas na cama e olhando para o teto. "Primeiro, acalme-se. Eu vou explicar."

"Então você é como eu?" ela perguntou. "Mas como você descobriu?"

"Encontrei um telefone," falei. "Com duas centenas de capítulos de um romance chamado A Dança do Poder, em um aplicativo de anotações."

Maya franziu a testa, pensando.

Com toda a experiência de leitura da Wendy agora misturada na personalidade dela, ela claramente tinha uma ideia de onde aquilo ia dar.

Dreyden também é importante nesta versão…

Ela se lembrou de uma história que Wendy leu uma vez — onde o protagonista lê um romance no celular, e então esse romance se torna realidade.

Após um breve silêncio, ela massageou as têmporas.

"E por que não me falou antes?"

"Olha como você reagiu agora," eu disse, me sentando novamente. "Você realmente acha que me acreditaria se eu dissesse? Ou pior — que lidaria bem com isso?"

Maya acalmou-se.

Ele não estava errado.

"É… muita coisa," ela admitiu suavemente.

Depois de um momento, ela baixou o olhar para as mãos e perguntou:

"Então… você me ajudou porque já sabia sobre minha habilidade?"

uma tristeza apareceu no rosto dela enquanto olhava para os dedos, em vez de olhar para minha face.

Respirei fundo.

Já temi essa pergunta antes.

"Em parte, sim," respondi honestamente. "No começo, porque eu sabia o quão importante sua habilidade seria."

Ela estremeceu um pouco — mas eu continuei.

"Mas eu me apeguei a você no instante em que te vi chorar na minha cama. Porque você era exatamente como eu."

Seus olhos se levantaram, surpresa.

"Sozinha," eu disse simplesmente.

"Me vi em você. E isso me fez querer ajudar ainda mais. Quanto mais tempo passávamos juntos, mais entendia o quanto você é especial — com ou sem habilidade."

Pus as mãos nos ombros dela e a puxei para um abraço.

"Se quiser," eu disse quieto, "posso me afastar. Posso parar de te envolver. Mas saiba disso — não farei isso porque quero."

Uma sensação de calor se espalhou pelas minhas costas.

As lágrimas de Maya se misturaram à minha camisa.

"Eu… acho que não conseguiria me afastar de você de vontade," ela sussurrou, afastando-se para enxugar o rosto. "Até pensei em te deixar à primeira oportunidade."

Sorri.

"Ficaria desapontado se não tivesse pensadо nisso."

"Seu idiota," ela murmurou, empurrando as bochechas para fora. "Agora você me deve um favor."

"Sim, senhora," respondi imediatamente. "Prometo que não vou recusar."

Ao vê-la sorrir novamente, não pude deixar de sorrir de volta.

Os olhos dela por um instante baixaram até meus lábios e logo se levantaram, a face vermelha.

"Você está pensando no beijo?" brinquei, com um sorriso de lado.

"Seu idiota!"

Ela pegou uma almofada e jogou na minha cara.

"Por que me beijou?! Tinha várias outras maneiras de me acalmar!"

"O importante é que funcionou," eu disse, devolvendo a almofada. "Não finja que não gostou, ruiva."

"No seu sonho!" ela retrucou, cruzando os braços e virando-se de lado, com as orelhas vermelhas.

"Tá, tá. Não vou fazer de novo," falei, levantando as mãos em sinal de rendição, quando ela me encarou como um tomate bravo. "Vamos falar de coisas importantes agora."

Pus-me a sentar ao lado dela. Ela se virou, vendo a seriedade no meu rosto, e se endireitou.

"Quantos capítulos essa Wendy leu?"

"Que pergunta é essa?" Maya levantou uma sobrancelha. "Ela leu todos."

"…Então," perguntei, com a garganta meio seca, "Lucas consegue um final feliz?"

Ela percebia a ansiedade na minha voz.

Para Wendy, A Dança do Poder tinha sido um romance que deixou marca.

Nas suas próprias palavras, era "o pior final que ela já leu".

A história começou forte e manteve-se assim. O autor lidou muito bem com construção de mundo, personagens, tensão—tudo—de forma impecável.

Mas no arco final, sua incapacidade de lidar com finais se tornou dolorosamente evidente.

"Na verdade, não," Maya disse finalmente, a expressão se escurecendo enquanto as linhas do romance vinham à tona na memória dela. "O autor mata todo mundo no final. Lucas, Raisel, Alice…" Ela engoliu seco, a mão indo inconscientemente ao abdômen. "…Até eu."

Ela se lembrava vividamente.

A descrição da própria morte dela.

A lança da vida, atravessando seu estômago até o crânio, destruindo-a.

Fiquei em silêncio.

Eu tinha lido só alguns arcos. Não sabia quantos capítulos tinha ao todo ou como realmente terminava.

Mas, de qualquer jeito, um final ruim não combinava.

Pensei que o autor não fosse tão maluco assim.

Pelo visto, eu estava enganado.

"O autor chegou a explicar isso?"

"Disse que era incapaz de escrever um final feliz satisfatório que combinasse com o resto da história," disse Maya, a voz sem emoção. "Então, fez o oposto."

Ela soltou uma risada sem humor.

"Pois é. Porque ele tinha medo de escrever um final feliz ruim, matou todos nós. Que piada."

Um gosto amargo subiu na minha garganta.

Pulsei do lado da cama e comecei a caminhar de um lado para o outro.

Talvez… seja por isso que estou aqui.

Por que alguém queria um final diferente.

Eu não sabia.

Se antes as coisas estavam nebulosas, agora, pelo menos, tinha uma direção vaga.

Essa direção… era Maya.

"Maya," eu disse, pegando meu telefone e abrindo um novo grupo de conversa só com ela. "Escreva tudo. Tudo que você lembra do romance. Não deixe nada de fora."

Com instintos de leitora, ela entendeu na hora.

Ela começou a digitar rapidinho, os dedos voando pelo teclado digital.

Fiquei ali, assistindo a garota de cabelo vermelho se concentrar, linha após linha de spoilers e detalhes entrando na conversa.

Ainda não sabia se essa mudança — Maya adquirindo a consciência de Wendy — seria boa ou ruim para ela.

Mas uma coisa era certa:

Meus planos tinham que mudar.

De forma radical.

"A programação da Liga das Sombras ficou menor…" murmurei, testando o novo método de circulação passiva de Maya enquanto retomava o treino de controle de magia.

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