Extra da Webnovel: Reencarnado com uma Habilidade de Cópia

Capítulo 19

Extra da Webnovel: Reencarnado com uma Habilidade de Cópia

[Piso do Dormitório]

"Está feito."

As palavras escaparam de mim antes que eu pudesse segurar.

Depois de horas sentando quieto, circulando até sentir meu corpo como uma máquina, minhas reservas finalmente se recomporam — cheias, estáveis, minhas novamente.

rolei os ombros, senti uma leve dor nas costas, então peguei meu telefone.

Ainda sem resposta da Maya.

Hoje era o dia.

A primeira vez que ela ativaria sua habilidade.

Abraçei meu status por impulso — parte de tranquilidade, parte de obsessão.

Nome: Dreyden Stella

Raça: Humano

Força: 22

Resistência: 27

Agilidade: 25

Inteligência: 32

Percepção: 37

Energia Mágica: 233

===== Habilidades =====

Biblioteca Celestial {0}

Uma vasta biblioteca metafísica que armazena livros de habilidades. O usuário pode assimilar e reproduzir qualquer livro de habilidade copiado de outros indivíduos, adquirindo suas capacidades.

Livros armazenados:

Olhos da Verdade {1}

Punhos de Fogo {7}

Ação e Reação {0}

Inteligência Aprimorada {7}

=================

Não foi ruim.

Ainda não tinha levado meu núcleo novo ao limite, mas isso já era suficiente para lutar por um tempo — mesmo enquanto executava duas habilidades ao mesmo tempo. Algumas semanas atrás, o velho eu não teria suportado metade disso sem desabar.

E Maya… Maya era o motivo de o ritmo ter ficado absurdo.

Porque no instante em que ela ativava sua habilidade, tudo mudava.

Xia Qinqiu.

A primeira identidade que ela assimilou.

Uma cultivadora dos Céus Superiores. Uma existência de Reinos de Santos. Qi tão denso que transformava o ar ao redor dela em uma pressão sufocante.

No romance, Xia Qinqiu não era apenas uma fonte de poder — ela era um ponto de virada. Maya não apenas adquiriu técnicas como a Palma da Fada de Gelo. Ela ganhou direção. Uma clareza impiedosa que a forçava a parar de apenas sobreviver e começar a subir.

Se isso tivesse acontecido cedo...

Minha transferência para a Classe S não pareceria mais um sonho suicida.


Uma batida interrompeu minha espiral de pensamentos.

A porta se abriu sem esperar.

Maya entrou e a fechou atrás de si como se estivesse nos isolando dentro de uma bolha.

"Você realmente evoluiu seu núcleo?" ela perguntou, com o olhar afiado.

"Fiz isso." Levantei a mão.

A energia metafísica irrompeu ao seu redor, formando uma camada de força que reluzia como um calor disperso.

"Não tão rápido quanto você," admiti, "mas cheguei lá."

A expressão de Maya suavizou. "Parabéns."

Depois, ela hesitou — tempo suficiente para eu notar.

"Ainda preciso de um pouco mais de energia mágica para ativar," ela disse, "mas… tenho algo para te mostrar primeiro."

"Ah?" Inclinei-me para frente. "Mostre-me."

"Ative os Olhos da Verdade," ela pediu. Houve uma faísca na voz dela. Uma empolgação que ela tentava conter. "Fiz algumas alterações na circulação."

Levantei uma sobrancelha e o fiz.

Uma luz azul se espalhou diante dos meus olhos. O mundo ganhou nitidez, fluidez e densidade, cada respiração no ambiente visível como correntes sutis.

Maya respirou fundo — e começou a circulitar.

No começo, parecia normal.

Depois, não mais.

Ela não se aprofundava naquela concentração rígida e profunda que todos precisavam para manter o laço estável. Ela fazia isso enquanto estava casualmente sentada diante de mim, ombros relaxados, olhar atento.

Como se não estivesse equilibrando uma lâmina na ponta do dedo.

"…Ah," murmurei antes que pudesse me controlar.

Sorriso de Maya se alargou. "Certo?"

Observei os caminhos. Os canais. O tempo. A estabilização.

"Está estável," eu disse lentamente, "mas a eficiência caiu. Você está perdendo quantidade."

"Sim," ela confirmou, completamente indiferente. "Preciso fazer ajustes."

Ela se inclinou um pouco para frente, com os olhos brilhando. "Mas ainda é uma grande conquista, né?"

"Grande" era pouco.

Normalmente, circulação exigia atenção total. Um pensamento fora do lugar e o ritmo travava. Por isso, quando treinava, ficava em silêncio — não porque queria ignorar as pessoas, mas porque falar era como jogar malabarismo enquanto corre.

Maya acabara de eliminar essa limitação.

Ela tornou seu controle multitarefa.

Cancelando os Olhos da Verdade, esfreguei a testa, como se fosse resetar meu cérebro.

"Começa a ficar injusto," murmurei.

Maya riu suavemente. Não com orgulho, apenas… satisfeita.

Então ela se endireitou, como se lembrasse do motivo da visita.

"Certo," ela disse, e a leveza na voz desapareceu, substituída por algo mais firme. "Agora vou recuperar o último pedaço."

Assenti, com um sorriso no rosto. "Boa. Estou ansioso para ver sua habilidade."

"Sim, senhor," ela respondeu — brincando demais para as palavras serem sérias — e fechou os olhos, trocando da circulação passiva para o controle total em alta velocidade.

O fluxo de energia dela acelerou.

Meus lábios se abriram levemente.

Ridículo.

Queria ver aquilo. Queria entender o domínio por trás da habilidade dela.

E queria saber algo que não tinha dito em voz alta desde que adquiri a Biblioteca Celestial.

Será que posso copiar uma habilidade Original?

Se eu pudesse copiar a da Maya…

Não era só força. Era possibilidade. Identidade entre universos. Habilidades entre mundos.

Um deus.

Um primordial.

Um conceito feito carne.

forcei a ideia para baixo.

Não agora.

Sentei-me diante dela e esperei.

Silêncio.

Até—

Ela abriu os olhos.

"Você está pronto?" perguntei.

As mãos de Maya se arregalaram na coberta como se os dedos tentassem escapar dos próprios nervos.

"Honestamente?" ela disse. "Não."

Depois engoliu em seco e, mesmo assim, olhou direto para mim.

"Mas vou fazer."

Algo na expressão dela se fechou, não com medo de dor — mas com medo de falhar.

E eu entendi muito bem.

Ela começou a confiar em mim.

O que significava que ela tinha começado a depender de mim.

E a dependência, mesmo que parecesse calorosa, sempre trazia medo.

Se ela quebrasse…

Se decepcionasse…

Eu ainda ficaria?

Não deixei que esse pensamento permanecesse muito tempo nos olhos dela.

Estendi a mão, apertando a dela uma vez.

"O que acontecer, estou aqui," disse em voz baixa.

Maya encarou nossas mãos como se duvidasse, depois assentiu.

Ela se levantou.

"Status."

===== Status =====

Nome: Maya Serenidade

Raça: Humana

Força: 17

Resistência: 19

Agilidade: 13

Inteligência: 30

Percepção: 87

Energia Mágica: 751

===== Habilidades =====

Manipulação da Realidade: Identidade {10}

Um desdobramento da habilidade Realidade Original. Permite ao usuário assimilar a identidade de qualquer indivíduo em qualquer universo. O usuário adquire as memórias e habilidades da identidade assimilada.

ID Atual: Nenhum

=================

Meu estômago virou.

Mesmo sabendo que ela era anormal, ver isso em números parecia surreal.

Maya olhava para a tela como se estivesse tentando memorizar seu último momento de certeza.

Então sussurrou, quase para si mesma, "Tudo bem."

Virou-se para mim.

"Estou pronta."

Observei-a como se estivesse vendo uma porta se abrir para algo que só tinha lido.

"Vou começar."

Ela começou a circulação.

E algo no ambiente mudou, nada a ver com calor ou pressão.

O poder dela engrossou — como se o ar estivesse se tornando xarope.

Então—

Seus pés levantaram.

Devagar.

A gravidade simplesmente… esqueceu de existir.

Maya subiu, suspensa como uma marionete sem fios.

Seus olhos se arregalaram.

Um fio vermelho fino emergiu do topo da cabeça dela, esticando-se para o vazio, como se tivesse atravessado o teto e continuasse indo além.

Ela me olhou—

E ficou congelada.

Porque o mesmo fio vermelho saiu da minha cabeça também.

As paredes do quarto se desprenderam.

Não se partiam — se desenrolavam, segmento por segmento, colapsando para fora como painéis sendo removidos de um cenário.

Meu corpo não desfez.

Ele se fragmentou em incontáveis estilhaços de luz vermelha, todos puxados para o meu fio.

E o mundo—nosso quarto, o dormitório, o Triângulo—desapareceu.

Somente a escuridão permanecia.

Escuridão—

E fios vermelhos.

Incontáveis, estendendo-se pelo vazio como uma teia de aranha sobre o infinito.

Maya flutuava ali, presa pela própria fibra. Sentia uma dor surda se formando no topo do crânio, como um ponto de pressão sendo torcido.

Ela olhou para cima.

Seu fio tremeu.

Então começou a chicotear violentamente — como se estivesse buscando algo.

Whoosh. Whoosh.

A ponta se desprendeu de sua cabeça e disparou, tecendo entre os fios, deslizando entre as vidas como se estivesse farejando um cheiro.

O tempo perdeu sentido.

Maya não sabia se passaram segundos ou horas.

Tudo que ela sabia era a sensação—

Se ela estendesse sua vontade, poderia tocar em outros fios.

Não apenas identidades.

Realidade.

Esse lugar não era só parte da habilidade dela.

Era o domínio da habilidade dela.

E essa percepção deveria parecer uma vitória.

Ao invés disso, parecia estar diante de um portão trancado do tamanho do céu.

Ela não conseguia destrancá-lo.

Ela se esforçava, tentava alcançar mais, tentar forçar entendimento—

Mas era como tentar segurar água com as mãos vazias.

A frustração queimava no peito dela.

Tanta força.

Tão perto.

Completamente fora de alcance.

A consciência dela vacilou.

O vazio ficou turvo.

A escuridão começou a se reconstruir em formas, linhas se dobrando de volta para uma sala que ela ainda não reconhecia.

Seus olhos começaram a fechar—

Então ela viu.

Um fio que não era vermelho.

Branco.

Entrelaçado com um rosa suave.

Ele rasgou o vazio em direção a ela numa velocidade assustadora.

E então—

Preto.

Afirst, o entorpecimento retornou.

A mesma sensação de impotência que havia sentido na primeira vez que entrou no Triângulo.

Depois, o som entrou aos poucos.

Uma voz.

"Maya… você está bem?"

E então veio a enxurrada.

Memórias.

Não as dela.

Uma vida.

Um nome.

Uma existência forçada em sua mente como uma onda sobre uma represa rachada.

"AAAAARGH!"

Ela gritou.

A dor era grande demais para ser física. Como se seu cérebro estivesse se abrindo para que algo mais pudesse entrar.

Da minha perspectiva, nada aconteceu.

Ela ficou lá.

Alguns segundos passaram.

Depois, ela gritou como se estivesse morrendo.

"Maya!" Corri para frente, o pânico crescendo. "Maya—o que está acontecendo?!"

Ela desabou, lágrimas rolando pelo rosto. Agarrando seus ombros, tentei segurá-la.

Ela afastou minhas mãos com força, como se meu toque queimesse.

Pupilas tremiam.

Ela me olhava como se nunca tivesse me visto antes.

Como se eu estivesse errado.

Como se eu não devesse existir.

"Isso é mentira..." ela sussurrou, agarrando a cabeça. "É mentira… é mentira…"

Com o olhar fixo no ambiente—móveis, cama, roupas—como se estivesse verificando se o mundo condizia com algo que tinha na cabeça.

Depois, ela voltou a olhar para mim.

A expressão dela se torceu.

"Q–quem é você?!" ela exigiu. "Você não existe—"

A voz dela quebrou no meio da frase. Ela balançou a cabeça com força, como se pudesse sacudir o caos com as mãos.

Então ela girou, abriu a porta de uma corrida e desapareceu pelo corredor.

"Maya—!"

Estendi a mão, mas ela já tinha ido.

Permaneci no chão, olhando para a porta aberta.

O ar parecia vazio demais sem ela.

E na minha cabeça, uma frase se repetia com uma certeza doentia — porque eu entendi na hora.

Porque só uma coisa faria alguém reagir assim.

A última frase que ela disse enquanto corria:

"Esse mundo não é real?! Preciso achar o Lucas e confirmar!"

Não me mexi.

Por um longo momento, não consegui.

Porque sabia exatamente o que aquilo significava.

De algum jeito—

Maya descobriu.

Comentários