
Capítulo 13
Extra da Webnovel: Reencarnado com uma Habilidade de Cópia
—Uau—! Eu não sabia que o Triângulo ficava em Rio Laranja…
A voz da Maya carregava uma surpresa inocente que não tinha lugar em um lugar como aquele.
Ela se encostou na parede de vidro do terminal de transporte, olhando para o horizonte da cidade além. Rio Laranja se estendia até o horizonte — rodovias sobrepostas, setores industriais baixos, edifícios de vidro refletindo uma luz poluída.
Parecia tranquilo.
Não era.
—O Triângulo não fica em Rio Laranja — corrijo calmamente. — É só um distrito secundário. Por isso cobram dez méritos pelo transporte.
Maya piscou, depois franziu o cenho.
—...Ah.
Enquanto ela admirava o horizonte, eu lutava pela minha vida contra o mapa da cidade.
'Quem foi que criou essa porcaria?'
Rio Laranja estava dividido em distritos numerados — zonas comerciais, corredores residenciais, bairros de fronteira.
E uma seção especial.
Distrito 13.
O distrito não oficial.
Território do submundo.
Perfeito.
Olhei de relance para Maya.
—Você já esteve aqui antes?
Ela assentiu.
—Algumas vezes.
—Ótimo. Então, segure minha liderança.
Distrito 13
Quanto mais caminhávamos para longe do centro de transporte, mais a cidade mudava.
O calçamento limpo e branco virava asfalto rachado.
As vitrines polidas se transformavam em janelas grades.
Câmeras de segurança viravam cascas quebradas penduradas em postes tortos.
O ar ficava mais pesado.
A luz mais fraca.
Os dedos de Maya tremeram levemente.
—O Distrito 13 é perigoso — ela sussurrou.
—Está sob controle — respondi.
Perigo implica caos.
Isso não era caos.
Era organizado.
O que o tornava explorável.
Entramos em uma viela estreita, sombreada por prédios inclinados. Cheiro de umidade. Tubulações enferrujadas. Sacos de lixo vazando nas calhas.
Maya parou de andar.
Sem dizer uma palavra, ela meteu a mão na jaqueta e tirou uma máscara branca com detalhes em rosa e azul bem suaves. Cobria tudo, menos os olhos.
Sua postura mudou instantaneamente.
—Rosa — ela falou baixo.
—Terceiro Céu Negro. Céu Nublado.
Coloquei minha própria máscara.
Preta fosca.
Finas veias vermelhas como linhas finas cruzando-a.
—Dragão — respondi.
—Primeiro Céu Negro. Céu Tempestuoso.
A respiração dela se acalmou.
Estava nervosa.
Mas estava fingindo muito bem.
Ótimo.
A Porta
Andamos até que a viela virou uma rua sem saída.
Na maioria das pessoas, aí teria acabado.
Perderiam a porta de madeira pequena embutida na parede de concreto.
Envelhecida.
Sem marca.
Quase envergonhada por existir.
Bati na porta.
Pingo. Pingo. Pingo… pingo.
Pausa.
A placa escorregou para abrir.
Olhos frios olharam para fora.
—O que você quer?
—Leia meu destino.
A placa se fechou.
O cadeado clicou.
A porta se abriu.
Entramos.
Liga das Sombras
A escada interna era estreita.
Escura.
Mas limpa.
Isso me disse tudo que eu precisava saber.
Eles se importavam com hierarquia.
O que significava que temiam ser substituídos.
No topo da escada, luzes se espalhavam por uma sala de recepção luxuosa.
Sofás de veludo.
Mesas de vidro.
Painéis de madeira polida.
Organizações do submundo sempre exageravam na decoração. Queriam uma legitimidade que nunca obteriam.
Sentado atrás de uma mesa grande, um homem pesado com cabelo preto e uma tatuagem de coração pequeno sob o olho.
Maximus Sagaza.
Atributos físicos quase no pico.
Energia mágica patética.
Habilidade de ocultação poderosa.
Futuro líder de facção no Arc 102.
Ele se levantou imediatamente.
—Posso ver?
Sem saudação.
Sem introdução.
Apenas fome.
Entreguei a ele o manual encadernado em preto.
Suas mãos tremeram ao folheá-lo.
Controle de magia intermediário.
Real.
Ele soube ao ver logo de cara.
—Nunca ouvi falar de você — ele falou lentamente. — Posso saber seus nomes?
Entivei minha cabeça levemente.
—Sou Dragão.
Fiz um gesto.
—E esta é Rose. Representamos os Céus Negros.
—...Nunca ouvi falar.
—Você não teria — eu respondi.
—Opera no Domínio sem Lei.
Isso pegou nele.
O Domínio sem Lei.
O país das máfias.
Um lugar sem nações.
Sem controle unificado.
Sem consequências previsíveis.
Os olhos dele se aguçaram.
Agora ele estava cauteloso.
—Por que vocês estão aqui?
—Para vender — respondi simplesmente.
—E o preço?
Recostei-me casualmente.
—Você.
A Oferta
Silêncio.
A perna dele parou de balançar.
—Desculpe?
—A Heaven Negra pretende estabelecer uma filial dentro dos territórios humanos — disse calmamente.
—Você provou que consegue controlar o Distrito 13.
Ele bateu as mãos na mesa com força.
A madeira fez um amassado.
—Não recebo ordens de sombras — ele rosnou.
Osguardas entraram quase imediatamente.
Dez homens.
Armados.
Disciplinados.
Maya não pensou duas vezes.
Ela simplesmente levantou a mão.
Energia metafísica azul se condensou na ponta de seus dedos em uma lâmina fina.
O ar ficou tenso.
Maximus congelou.
A respiração dele ficou ofegante.
Ele podia sentir isso.
Não era magia comum.
Era refinada.
Controlada.
Perigosa.
—Relaxe — eu disse, colocando a mão sobre o pulso de Rose.
—Não o mate.
Ela abaixou a mão obedientemente.
A lâmina se dissolveu.
A tensão não.
—Seus atributos físicos estão quase no limite humano — continuei.
—Mas sem controle de magia, você atingiu um platô.
Os olhos dele se voltaram para o manual.
Insisti.
—Unifique o submundo de Rio Laranja em trinta dias.
—Impressionante — eu disse suavemente. — Você passou.
—E se eu recusar?
Inclinei-me para frente.
Deixei minha magia circular na medida certa.
Aquecimento preencheu a sala.
Não violento.
Não explosivo.
Só o suficiente para lembrar que poderíamos escalar instantaneamente.
—Você perdeu o direito de recusar — aproximei-me suavemente.
—No momento em que pronunciei o nome da sua família.
Os guardas ficaram tensos.
Maximus cerrava a mandíbula.
Ele puxou um cigarro com mãos firmes.
—Acenda.
Fiz um estalo com os dedos.
Uma pequena chama.
Controle perfeito.
Seus olhos a seguiram com atenção.
Ele inspirou.
Exalou.
Pensando.
Calculando.
—E o que eu ganho em troca?
—Você se tornará o Oitavo Céu Negro.
Isso o confundiu mais do que a própria ameaça.
—E que prestígio isso me dará?
Levantei-me.
—Conquiste.
Rose ficou ao meu lado.
—Trinta dias — eu disse.
—Se não conseguir, o Distrito 13 fica com outra pessoa.
Partimos sem esperar pela aceitação.
Porque poder não se negocia.
Se assume.
No Caminho de Volta
O Distrito 13 desapareceu atrás de nós.
As luzes da cidade voltaram.
O barulho voltou.
A normalidade voltou.
Maya finalmente falou.
—Black Heavens existe?
Sorri suavemente.
—Agora, sim.
Ela caminhou em silêncio por alguns segundos.
Então—
—Confio em você.
Isso me pegou mais do que eu esperava.
Ela apertou minha mão suavemente.
—Você realmente deu controle de magia para ele?
—Não.
—Variação?
—Sim.
Ela me estudou.
—Como?
Não respondi.
Porque a resposta não era algo que eu pudesse explicar com segurança.
Estou copiando o que você fez no romance.
A ironia não passou despercebida.
Na linha do tempo original, Maya se arrependia de ter vendido controle de magia.
Aqui?
Engendramos dependência.
—Ele vai conseguir?
—Sim — eu disse.
Pois lembrei de uma linha específica do romance:
"Nem mesmo o esper mais poderoso do mundo, classificado em 29º lugar, conseguiria penetrar seu ocultamento."
Linhas de sangue originais não eram frágeis.
Eram pacientes.
Caminhávamos de volta em direção à filial do Triângulo.
Para a academia.
Para a versão da história que eu estava ativamente reescrevendo.
O submundo começaria a se mover dentro de uma semana.
Guerrilhas nos distritos.
Consolidação de facções.
Mudança de recursos.
Tudo fora da influência oficial do Triângulo.
E quando o arco do Domínio sem Lei finalmente chegasse…
Não estaríamos infiltrando nele.
Já possuiríamos parte dele.
Ajustei minha máscara antes de tirá-la na entrada da filial.
—Deixe o futuro para depois — eu disse silenciosamente.
—Por agora, vamos nos preparar.
Maya concordou com um aceno.
A linha do horizonte brilhava atrás de nós.
E em algum lugar do Distrito 13,
Maximus Sagaza decidia se se tornaria um rei —
ou um cadáver.