Extra da Webnovel: Reencarnado com uma Habilidade de Cópia

Capítulo 12

Extra da Webnovel: Reencarnado com uma Habilidade de Cópia

Academia Triângulo, Turma A1. Sexta-feira.

Fiquei olhando para o quadro, fingindo acompanhar a aula.

O tema de hoje era teoria da energia mágica — densidade do núcleo, eficiência de circulação, conversão de capacidade.

Um dos poucos assuntos que eu não conseguia fingir completamente.

O sistema de desafios públicos tinha aberto há dois dias. O painel de classificação estava ativo. Os nomes mudavam o tempo todo.

Lucas conquistou a sétima posição no geral.

Sete.

Logo abaixo dos monstros de Classe S.

E eu?

Não tinha lutado nenhuma vez.

Não porque tivesse medo.

Porque, assim que revelasse de verdade como minha habilidade funcionava, as pessoas começariam a fazer perguntas.

Qual é o gatilho?

Por que não vimos antes?

Qual é o limite?

A curiosidade era muito mais perigosa do que a hostilidade.

Eu não estava preparado para esse questionamento.

Ao meu redor, a turma de Classe A ainda discutia mesmo na metade da aula.

Lucas estava cercado de novo.

Sussurros. Perguntas. Convites. Testes sutis.

E, de alguma forma, ele respondia a tudo sem perder uma só linha da explicação do professor.

"Protagonista conveniente..."

Eu murmurei internamente.

Ele olhava uma página e lembrava de tudo para sempre.

Memória sem esforço.

Percepção abençoada pelo roteiro.

Minha mão apertou um pouco a caneta.

Ser especial deve ser cansativo.

"Certo," disse o professor. "Encerramos por hoje."

No instante em que ele saiu, metade da turma se aproximou de Lucas.

A outra metade fingiu que não percebia.

Eu saí silenciosamente.

Nível E

Já faz dois dias.

Dois dias desde a última vez que vi Maya.

Intencionalmente, dei espaço para ela.

Não queria que criasse dependência.

Não queria que orbitasse ao meu redor.

Mas agora—

algo parecia errado.

Desci em direção ao Nível E.

O ar mudava sutilmente quanto mais fundo se ia no prédio.

Menos polido.

Menos observado.

Mais… predatório.

Parei do lado de fora da sala E.

Se o bullying não tivesse parado—

Se acontecesse retaliação—

Empurrei a porta.

A primeira coisa que senti foi o cheiro.

Sabão barato.

Suor.

Ansiedade.

Os alunos perto da frente congelaram ao ver minha faixa na uniforme.

Ótimo.

Olhei a sala.

Um menino totalmente envolto em bandagens chamou minha atenção na hora.

Somente seus olhos e o nariz apareciam.

Blaze tinha feito seu trabalho de forma minuciosa.

Meu olhar continuou se movendo.

Fila um.

Fila dois.

Sem Maya.

Meu peito apertou.

Fila três—

Não.

Depois—

Fundo do salão.

Sorrisos.

Suaves, quase inseguros.

Uma ruiva cobrindo a boca enquanto ria discretamente.

Maya.

Abaixei a respiração lentamente.

A sensação de alívio foi mais intensa do que eu esperava.

Uma garota agarrada ao braço dela se inclinou ansiosa.

"Então, como é o dormitório da Classe A? É mesmo mais legal?"

"Sim, só você que viu!" comentou outra.

Maya mexia as pernas, visivelmente confusa.

"Devo responder… ou não…?"

Avancei até ela e sentei do lado oposto.

"Então você faz novas amizades e esquece de mim?"

Todas as cabeças viraram na nossa direção.

Maya pulou da cadeira.

"O-que você está fazendo aqui!?"

Amigas dela começaram a se afastar lentamente, com os olhos arregalados.

Eu levantei.

"Você não veio ontem. Fiquei preocupado."

As bochechas dela ficaram vermelhas na hora.

Atrás dela—

Sussurros.

"Eles estão juntos, com certeza—"

"Pombinhos—"

Maya ficou pálida.

Ela segurou a manga da minha camisa.

"Fora. Agora."

Ela me puxou para o corredor.

Atrás, alguém chamou:

"Até mais, pombinhos!"

Silêncio.

Maya soltou meu braço como se estivesse queimando.

"Você é louco!?!" ela sussurrou, andando de um lado para o outro. "Acabei de tirar o boato de que eu dormi com você!"

Parpadeei.

"…O quê?"

"Passei dois dias tentando enterrar isso!" ela continuou, visivelmente frustrada. "E agora todo mundo vai recomeçar porque você apareceu assim—"

Eu esperei.

Ela percebeu que eu não reagia.

"...Você terminou?" perguntei.

Ela ficou sem ar.

"…Sim."

"Eu resolvi a origem. Os boatos não vão se multiplicar."

Ela parou por um instante.

Processando.

Depois, aproximei-me mais.

"Mas me responde uma coisa."

Os ombros dela ficaram tensos.

"Você tem vergonha de mim?"

Seus olhos se arregalaram instantaneamente.

Eu dei um passo bem perto, a ponto de ela ter que olhar para cima.

Ela engoliu em seco.

"N-não! Eu só—"

Suas costas encostaram levemente na parede.

Todo o rosto dela ficou vermelho.

Eu dei um passo para trás deliberadamente.

O desafio foi atingido.

A atenção voltou ao normal.

"Como está o treinamento?" perguntei.

Ela se endireitou rapidamente.

"Agora estou com 110 de energia mágica."

Pisquei.

"Não. Com sua velocidade de circulação, você já deveria ter passado disso em um dia."

A confiança dela vacilou.

Então ela levantou a mão.

Uma luz azul-marinho profunda se formou ao redor dos dedos.

Minha respiração ficou presa.

"…Energia metafísica."

Ela assentiu com orgulho.

"Evoluí meu núcleo."

Silêncio.

A primeira evolução de núcleo normalmente exige saturar completamente sua capacidade.

Comprimir.

Reformar.

A maioria dos estudantes atinge esse limite por volta de 600 de energia mágica.

Maya fez isso com pouco mais de cem.

Isso não era normal.

Era herança.

Poder que entendia a si próprio.

O brilho dela desapareceu, voltando à pele.

"É por isso que você não veio?" perguntei.

"Sim," ela admitiu. "Senti que estava perto do limite. Não queria interromper a evolução."

Suspirei.

"Da próxima vez, me avise. Pensei que alguém tivesse retaliado."

Ela parecia realmente culpada.

"…Desculpe. Esqueci como funciona esse negócio de alguém se preocupar com você."

Isso me deixou mais impressionado do que a própria evolução do núcleo.

Ela não estava sendo estratégica.

Estava sendo honesta.

"Certo," disse eu de leve. "Agora vamos acelerar."

Ela inclinou a cabeça.

"Acelerar o quê?"

"Tudo."

"Primeira pergunta — quantos méritos você tem?"

Ela verificou sua identidade.

"510."

Ótimo.

"Você não os desperdiçou."

Mostrei os meus.

"1.600."

Os olhos dela se arregalaram um pouco.

"São 2.110 no total."

"…Precisa dos meus méritos?" ela perguntou.

"Sim," admiti. "Por enquanto."

"Você pode ficar com eles."

Sem hesitar.

Sem barganha.

Apenas confiança.

Estiquei o olhar por um segundo.

"Você é imprudente."

Ela sorriu levemente.

"Talvez."

Puxei seu cartão.

Depois entrelacei meus dedos com os dela e puxei suavemente.

"Já que estamos alinhados— vamos."

Ela fez um som de surpresa.

"Espera—pra onde vamos!?"

Ela olhou para trás uma vez.

Seus novos amigos estavam espiando pela porta da sala.

Sussurrando.

Rindo baixinho.

Maya suspirou em derrota.

"Primeiro," eu disse, "a loja de méritos."

Ela engoliu em seco.

"E depois?"

Sorri.

"Depois saímos do Triângulo."

Os olhos dela se arregalaram.

"Sair? Você é louco!?"

"Relaxa," eu disse.

"A gente só vai além do campus."

Pausa.

"Ilegalmente."

Ela me encarou.

E, pela primeira vez desde que a conheci—

Em vez de medo—

Ela parecia animada.

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