
Capítulo 3
Extra da Webnovel: Reencarnado com uma Habilidade de Cópia
O corredor nunca se recuperou completamente após a derrota de Octave.
A fumaça rarefazia. O calor diminuía. Os estudantes ajustavam suas roupas e fingiam estar indiferentes.
Mas o silêncio tinha mudado.
Antes, era nervoso.
Agora, era obediente.
Ninguém se mexia rapidamente demais. Ninguém sussurrava acima de um suspiro. Até os pequenos lampejos de magia acidental sumiram.
O medo havia se consolidado na estrutura.
Fifith aplaudiu uma vez.
O som cortou o corredor com precisão.
"Início do teste de capacidade física. Fiquem onde estão. Movam-se apenas quando eu chamar seu nome."
Sem discurso motivacional.
Sem palavras de incentivos.
Apenas comando.
Os estudantes assentiram compulsivamente, como se todos tivessem assinado um contrato invisível para sobreviver aos próximos dez minutos.
"Talia State."
Uma garota de cabelo preto curto e mãos pálidas avançou. Sua postura era excessivamente reta.
A porta de metal se abriu.
Ela desapareceu lá dentro.
Fechou-se com um estrondo.
A espera se alongou o suficiente para fazer todos imaginarem o pior.
Então—
Uma tela enorme desceu do teto.
[Talia State — 80 pontos de atributos]
[Grau: Avançado]
Uma onda de sussurros percorreu a multidão.
Oitenta era uma pontuação boa.
Respeitável.
Não assustadora.
Era possível aceitar oitenta.
A tela desapareceu.
Então—
"Dreyden Stella."
Meu nome não ecoou com força.
Não precisava.
Todos os nervos do meu corpo reagiram do mesmo jeito.
Fui em frente, sentindo centenas de olhos me acompanhando. Não curiosos—avaliando.
Dentro da câmara, o ar parecia mais frio.
Mais controlado.
No centro, havia um pedestal de pedra. Uma impressão de mão luminosa brilhava na sua superfície.
Fifith nem me olhou.
"Coloque a sua mão no painel."
Apinguei-me e pressionei a palma da mão contra o painel.
A pedra vibrava.
Bzzzt—
A energia subiu pelo meu braço como um relâmpago frio.
Ela percorria meus canais, meu núcleo, minha circulação.
Por um instante, questionou se poderia ver além de tudo.
Não só os atributos.
Meus pensamentos.
Meu medo.
Depois, a tela atrás de nós se iluminou.
[Dreyden Stella — 100 pontos de atributos]
[Grau: Elite]
O ar parou.
Não foi silêncio.
Foi suspensão.
Alguém lá fora sussurrou: "O que…?"
Eu não me mexi.
100 indicava distribuição de atributos perfeita.
Significava genética equilibrada.
Potencial.
Fifith lentamente ergueu a cabeça.
Seus olhos focaram no meu nome.
Não na minha pontuação.
No meu nome.
"Você," ele disse com calma. "É relacionado ao John Stella?"
Pronto. Era o verdadeiro teste.
John Stella.
Esper de alto nível. Líder do clã. Ícone público.
Aquele homem que apagou Dreyden quando tinha dez anos.
Minha garganta se fechou.
"Não."
A palavra soou cortante.
Verdade mesmo.
Ele me estudou por tempo demais.
Calculando semelhanças.
Altura. Estrutura óssea. Postura.
Consegui resistir a encolher.
Eventualmente, ele gemeu e puxou uma alavanca.
Um portal de luz branca giratória se abriu atrás dele.
"Entre."
Sem elogios.
Sem reconhecimento do grau de Elite.
Claro que não.
Não era admiração.
Era suspeita.
Avancei.
E caminhei em direção à luz.
O mundo se dissolveu como páginas sendo arrancadas de um livro.
O som retornou primeiro.
"Huh? Chegou cedo."
"Sortudo. Quem chega primeiro ganha parâmetros limpos."
Quando minha visão se ajustou, estava numa câmara maior. Mais controlada. Mais oficial.
Dois examinadores me encararam.
Um homem mais velho, com olhos cansados.
E uma mulher de cabelo rosa vibrante e sorriso gentil, que parecia quase intencional.
"Bem-vindo ao Triângulo, Dreyden," ela disse com calor. "Você passou da primeira fase. Está na Área de Testes de Elite."
A palavra agora soava diferente.
Elite.
Potencial.
Expectativa.
O examinador mais velho apontou para um saco de areia reforçado.
"Mostre sua habilidade. Com potência total. Faça o que puder."
Não era sobre controle.
Era sobre impressão.
Avancei em direção ao saco.
Minha mão formigava.
Fire Fists (Punhos de Fogo).
Nunca usados.
Minha força era doze.
Resistência, quinze.
Energia mágica, trinta.
Era suficiente.
Provavelmente.
Fechei os olhos.
Repeti mentalmente o padrão de circulação de Octave.
Núcleo → ombro → antebraço → compressão → ignição.
Não eram as chamas o que importava.
Era o fluxo.
Respirei fundo.
Recolhi energia.
Ela acelerou demais.
FWOOM—
Fogo explodiu violentamente ao redor do meu braço.
Exagerado demais.
Ansioso demais.
A dor subiu até o cotovelo.
A minha pele gritava de calor.
"Droga—"
Forcei a compressão.
Forcei a forma.
Segurei tudo junto, ao invés de deixar explodir para fora.
Estocada.
BANG.
O saco de areia se quebrou de trás para frente com tanta força que toda a base escorregou pelo piso reforçado.
O cômodo tremeu.
Silêncio subsequente.
A leitura digital ao lado do saco piscou rapidamente.
Números subindo.
Mais rápido.
Mais alto.
Até se estabilizar em:
165.983
Aquele número não significava nada pra mim.
Mas o rosto dos examinadores mudou instantaneamente.
Choque.
O homem mais velho piscou duas vezes, como se o sistema tivesse travado.
A examinadora de cabelo rosa endireitou-se lentamente.
"Isso é… incomumente alto."
Meu braço fraquejou.
Caí de joelhos, com fumaça saindo levemente da manga.
Fire Fists, com meu controle atual, era uma irresponsabilidade.
Eu tinha puxado demais.
"Relaxe," ela disse, ajoelhando-se ao meu lado, com um sorriso gentil.
Uma luz verde envolveu sua palma.
"Chama-se Short Time", ela explicou suavemente. "Um pequeno retrocesso localizado."
Aquecimento se dispersou.
A pele se refez.
A dor desapareceu como se nunca tivesse existido.
Olhei para o antebraço.
"…Obrigada."
Ela sorriu de leve.
"Agora é você quem revela sua habilidade."
Forçativamente, me levantei.
"Sério?"
Ela me examinou por um segundo além do necessário.
Depois riu suavemente. "Não. Mas a maioria dos estudantes faz."
Não respondi.
O examinador mais velho anotou algo no tablet.
"Atribuição confirmada. Classe A1."
As palavras pesaram mais que os números.
Classe A1.
Território principal.
Perto dos heróis.
Predadores no topo da hierarquia.
"Dirija-se ao ajuste de uniformes."
Andei pela porta lateral.
A sala de trocas estava silenciosa.
Vesti o uniforme cinza—com uma listras dourada grossa no peito.
O crachá digital ativou imediatamente.
Dreyden — 165.983 pts
Como uma manchete.
Olhei para o reflexo.
A face que me encarava era afiada.
Controle total.
Não assustado.
O que era estranho.
Porque eu estava.
A porta se abriu.
Um garoto de cabelo vermelho entrou, emitindo uma energia casual.
"E aí. Liam Strayford. Classe B."
Ele estendeu a mão com confiança.
Agarrando-a.
"Dreyden. Classe A."
Olhos dele se fixaram na minha placa.
"Caramba. Isso é insano."
Eu dei de ombros. "Rodei na sorte."
Ele riu. "Sorte nunca faz números assim."
Antes que pudesse responder, a porta se abriu novamente.
Entrou Dhara Silvius.
Cabelos brancos.
Postura perfeita.
A calma que não era insegurança—era um privilégio conquistado cedo.
Ela não nos olhou.
Não precisou.
Logo atrás dela veio Riven Dogers, com o uniforme dobrado sobre o braço, olhos afiados e amigáveis.
Liam acenou. Dhara o ignorou completamente.
Riven fez uma reverência educada.
E aquela calma no ambiente?
Era real.
Hierarquia tinha presença aqui.
Você podia sentir.
Alguns minutos depois, o examinador voltou.
"Estudantes. Formem fila."
Obedecemos.
Porque, em algum momento durante aquele teste—
Deixamos de ser apenas candidatos.
A porta à frente se abriu de novo.
Corrido brilhante além.
Estruturado.
Esperando.
Avancei com os outros.
Assim que cruzamos aquele limiar—
Não éramos convidados.
Éramos parte da máquina.
E máquinas não se importam se você se sente corajoso.
Importa apenas o quão útil você é.
Discrementei sutilmente minha manga.
Classe A1.
Vamos ver quanto tempo aguento.