Extra da Webnovel: Reencarnado com uma Habilidade de Cópia

Capítulo 16

Extra da Webnovel: Reencarnado com uma Habilidade de Cópia

Após toda confusão com a Superinteligência, meus planos mudaram.

Antes disso, eu estava esperando.

Esperando Maya dominar completamente sua habilidade para que pudéssemos subir juntos.

Esperando o momento certo.

Esperando pela sincronização.

Eu tinha adaptado meu ritmo ao dela.

Planejava ao redor dela.

Confiava nela.

"Vou diminuir o ritmo. Deixar ela alcançar. Depois, seguimos juntos," eu dizia a mim mesmo várias vezes.

No meu cabeça, soava nobre.

Parecia inteligente.

Mas não era nenhuma das duas coisas.

Depois de quase queimar meu próprio cérebro com a Superinteligência, algo feio emergiu — algo que eu não queria admitir.

Eu vinha me limitando.

Não porque confiava demais nela.

Mas porque, inconscientemente, precisava de alguém ao meu lado antes de estar realmente pronto para avançar.

Isso era fraqueza.

Minha sobrevivência neste mundo seria decidida pela minha força.

Não pela de Maya.

Não pela de Lucas.

Nem de ninguém.

Se eu ficasse para trás, não importava o quão forte fossem meus aliados.

Eles não poderiam me salvar.

"Tsc… como foi que eu mesmo me convenci que aquilo estava tudo bem?"

O problema não era desconfiança.

Era conforto.

Eu vinha escondendo meu crescimento sob estratégia.

Mas esconder-se para sempre é só uma versão mais lenta de morrer.

Claro, subir mais alto significava atrair atenção. Mais olhares. Mais hostilidade.

Mas permanecer estagnado era pior.

Eu podia lidar com a atenção.

Sentir-se indefeso? Não.

Me alonguei, as articulações estalando suavemente enquanto a tensão finalmente saía dos ombros.

"Droga… ficar na cama o dia todo realmente dá um nó na cabeça," murmurei.

"Não há lugar como casa."

…Isso foi generoso.

Passei exatamente um dia no meu apartamento antes de ser arremessado para outro mundo.

Isso conta como lar?

Abraçei os braços bem abertos e caí de costas.

Pum.

A colchona absorveu a maior parte do impacto, mas o som foi estranhamente satisfatório.

Por um instante, apenas olhei para o teto.

Depois, peguei meu celular.

O portal oficial do Triângulo carregou rapidamente. Claro que eles tinham um sistema de classificação digital completo. Claro que monitoravam tudo.

Este lugar funciona como um laboratório militar disfarçado de escola.

Depois de fazer o login, abri o quadro de classificação.

Lucas.

Estável como sempre.

Intocado.

Riven, Dhara, Raisel — todos subindo. Todos consolidando suas posições.

Agora, entre os 10 primeiros.

Impressionante.

Previsível.

"Certo… quem será o primeiro?"

O mecanismo do Desafio Inicial era ridículo quando realmente se pensava nele.

Sua primeira partida oficial de classificação permitia desafiar qualquer um.

Rank 1.

Rank 5.

Até mesmo da classe S.

Exatamente por isso que tinha impedido Maya de usar o dela.

Arriscar seu primeiro desafio de forma irresponsável era suicídio.

"Top 10 é irritante… Top 20, então, mais ainda…"

Tecnicamente, nada te impedía.

Até onde ia, muita coisa dificultava.

A política do "Revolta dos Baixos" —

Um acordo silencioso entre instrutores para evitar disputas de orgulho prematuras demais. Muitos estudantes se destruíam tentando entrar cedo demais no grupo dos elites.

Desmoralizados.

Quebrados.

Às vezes, para sempre.

"Top 30… acho que é por aí,"

O suficiente para ser importante.

Baixo o bastante para evitar caos desnecessário.

Rolei a tela até encontrar um nome que parecesse limpo.

Dustin Trew — Rank 30.

Seis lutas. Seis vitórias.

Bom.

Consistente.

Não muito chamativo.

Levantei-me, coloquei as biqueiras de aço na bolsa de itens e saí do dormitório.

A cantina estava mais barulhenta do que o usual. A energia mudava toda vez que as classificações se movimentavam.

Formavam-se "zonas" invisíveis como sempre.

Grupos de turma.

Mesas de facções.

Círculos de status.

Abri o perfil de Dustin e escaneei a sala.

Cabelo branco.

Construção como uma parede.

Classe A2.

Lá estava.

Em menos de um minuto, o encontrei.

Ele estava rindo com alguns amigos.

"…Três desafios no mesmo dia. Você está ferrado," brincou um deles.

"Foi o que deu perder pro moleque da Classe B," acrescentou outro.

Dustin deu uma rede de ombros preguiçosamente, mastigando uma batata como se nada o perturbasse.

Avancei até a mesa.

"Dustin."

Ele levantou o olhar.

Seu olhar ficou por um momento no meu crachá.

Reconhecimento.

Leve irritação.

"Desafio você para uma partida oficial de classificação."

Ele me olhou de cima a baixo lentamente.

"Não quero."

Justo.

Entreguei minha carteira de estudante.

"Não importa. Primeiro Desafio."

Sua expressão mudou instantaneamente.

A mesa tremeu quando ele se levantou.

"Seu—tudo bem. Vamos lutar," ele falou ríspido. "Vou te matar."

Quase ri.

Previsível.

Emocional.

Fácil de manipular.

"Veremos."

Você nunca entra numa luta com raiva.

Ele já tinha perdido a batalha mental.

Enquanto isso — Lucas

"Ei, Lucas."

"Vai logo."

"É sobre Dreyden."

Lucas parou.

Isso chamou sua atenção.

"E sobre ele?"

Arlo sorriu.

"Quando as classificações abriram, ele nem lutou. Aí do nada usou seu primeiro desafio, venceu Dustin. Agora, já está na terceira partida."

Lucas franziu a testa levemente.

Dustin… ele mal se lembrava do nome.

Rank 30 ou algo perto disso.

Não era da sua conta.

"E aí?"

"Ele já está indo para o top 20."

Lucas recostou-se.

"É uma partida de classificação. Essa é a ideia."

Arlo suspirou. "Você é chato."

Lucas ignorou-o, mas, por dentro, algo se mexia.

Porque toda vez que olhava para Dreyden com Pontos de Sorte…

Via branco.

Não vermelho.

Não amarelo.

Não dourado.

Branco.

Indefinido.

Quando convidou Dreyden para sua facção, a cor virou azul.

Neutro.

E isso o incomodava mais do que qualquer vermelho já havia feito.

"Você deveria assistir," a voz dentro dele sussurrou.

Lucas ficou quieto.

"Você não se importa com os estudantes."

"Esse é diferente."

Silêncio.

Isso deixou Lucas mais inquieto do que qualquer coisa.

"Quer que eu vá assim tão a fim?"

"Sim."

"…Vai me treinar?"

"Sim."

Lucas apertou o punho na maçaneta da porta.

Por que Dreyden?

Por que se interessar agora?

Era ameaça?

Oportunidade?

Ou algo pior?

"Vou ver por mim mesmo," decidiu Lucas.

Arena

Quando entrei na arena, a multidão havia triplicado.

Parece que as notícias se espalharam rápido quando alguém encadeava partidas seguidas.

Primeira luta: nervos.

Segunda: barulho.

Terceira?

Expectativa.

Julien ficou na minha frente.

Poder nível 6.

Clonagem.

Cada cópia dispersando sua energia mágica mais fina.

Efetivo no começo.

Desastroso se mal gerenciado.

Balanceei os ombros uma vez e adotei uma postura relaxada.

"Espero que esteja pronto," Julien zombou. "Você só consegue derrotar fraquinhos."

Inclinei um pouco a cabeça.

Ele fala demais.

"Depois de tudo," eu disse de leve, "você é bem fraco."

Ele perde a calma instantaneamente.

Bom.

O árbitro avançou.

"Prontos—"

Sua mão caiu.

"Comecem!"

Comentários