
Capítulo 416
O Extra é um Gênio!?
As ruínas tremeram como um ser vivo.
Fogo dourado ascendeu como uma lança, rasgando a névoa violeta que ainda preenchia o ar. O cheiro de fumaça, sangue e pedra derretida misturava-se em algo pesado — sufocante.
Bem acima, a Terceira Coluna flutuava entre destroços, sua aura pulsando violentamente. Arcos violetas de mana cintilavam ao seu redor, instáveis e crus. Seus olhos — antes afiados e compostos — estavam arregalados de incredulidade.
"Irmão…" ela sussurrou, a voz tremendo enquanto a palavra se perdia sob o rugido das pedras em colapso.
O eco da morte dele ainda pairava na mana ao redor, como um batimento fantasma. Ela conseguia sentir — o vazio onde sua presença antes existia. Pela primeira vez, seu poder vacilou. Os fragmentos de rocha orbitando-a desmoronaram-se, caindo lentamente ao chão.
Abaixo, Albrecht permanecia de pé, banhado em luz dourada, com uma mão segurando sua espada, a respiração desgovernada, mas firme. Olhou para cima em sua direção, expressão dura e indecifrável. A exaustão era evidente em sua postura, mas seus olhos ardiam com foco.
Adiante, sobre o chão queimado, Noel limpou sangue do queixo e ergueu o olhar. "Ela sabe," ele murmurou.
Selene seguiu seu olhar. "E ela está perdendo o controle."
Aura da Terceira Coluna disparou — a dor se transformando em fúria. O brilho violeta explodiu para fora, distorcendo a própria gravidade. Fragmentos de mármore quebrado levantaram-se ao ar, puxados à sua órbita como se toda a ruína estivesse girando ao seu redor.
"Ela não está apenas zangada," Noir rosnou, com o pelo eriçado. "Ela está instável."
Noel fez uma expressão dura. "Então vamos acabar com isso antes que ela leve tudo com ela."
Avançou, a Lâmina do Revenant acendendo em suas mãos. Chamas se enrolaram ao redor da lâmina, negras e vermelhas ao mesmo tempo.
"Tempestade de Impacto!"
Relâmpagos estouraram sob seus pés enquanto ele se lançava para cima em direção a ela. Selene acompanhou imediatamente, sua varinha ganhando vida enquanto formava apoios de gelo no ar. Noir desapareceu na sombra, reaparecendo atrás de Noel como uma silhueta escura e maciça.
O ar se rasgou ao separar-se enquanto Noel ascendeu, com relâmpagos atrás dele. A onda de choque de seu movimento cortou fumaça e destroços, dispersando fragmentos de pedra derretida no rastro.
A Terceira Coluna reagiu tarde demais.
Seus olhos, ainda molhados de lágrimas que silvaram ao vapor no calor, a traçaram com atraso. A graça com que antes lutava — a precisão que a tornava temida — tinha se ido.
Ela se moveu, mas seu ritmo foi quebrado.
Cada golpe mais pesado, descompensado — poder sem controle. Sua aura pulsava de forma errática, a gravidade mudando em rajadas descontroladas que prensavam e levantavam aleatoriamente.
Noel se aproximou, a Lâmina do Revenant brilhando na direção dela. "Arco de Fogo!"
Uma onda de chamas rasgou para cima. A Coluna desviou de forma desajeitada, mas o contra-ataque chegou tarde demais — Noel já estava ao seu flanco. Ele balançou uma vez, a lâmina roçando seu lado, queimando através da armadura rasgada.
A scream que veio após não foi fúria. Foi angústia.
"Irmão…" A palavra se desfez, levada pelo ar que se colapsava.
Selene apareceu atrás de Noel, pousando suavemente em uma plataforma de gelo. "Empurrão Glacial!"
Uma lança de gelo disparou para cima, perfurando a tempestade violeta. O impacto rachou a camada de gravidade ao redor da Coluna, estabilizando brevemente o ar.
Noir surgiu das sombras sob ela, grande e levemente violeta devido à mana refletida. Suas garras rasgaram o destroço ao redor do campo de batalha, cada golpe destruindo outro fragmento do foco do inimigo.
A Terceira Coluna rodou, a voz tremendo. "Vou acabar com todos vocês!"
Ela lançou a mão — uma explosão de gravidade distorcida espiralou para fora, atingindo paredes, puxando pedra, fogo e corpos em todas as direções.
Noel cerrava os dentes, apoiando os pés em uma lasca de rocha flutuante. "Véu de Resfriamento!"
Um leve brilho de gelo a envolver, estabilizando seu equilíbrio. Agora conseguia vê-la claramente — seu brilho violeta enfraquecendo, sua respiração curta e irregular.
A voz de Selene veio pelo chiado da mana. "Ela está perdendo o controle, Noel. Está se queimando por dentro."
Gruada de Noir soou baixa. "Então vamos fazer ela valer a pena."
Os três avançaram juntos novamente, atravessando o campo de gravidade em colapso — fogo, gelo e sombra convergindo contra a mulher que mal podia sustentar seu próprio poder.
A cada golpe, ela ficava mais lenta. Cada contra-ataque, mais fraco.
Ela não lutava mais para vencer.
Ela lutava para não morrer do mesmo jeito que seu irmão.
E mesmo enquanto seu corpo brilhava com luz instável, ela continuava sussurrando a mesma palavra — "Irmão…" — como uma maldição que não conseguia soltar.
O campo de batalha tornara-se uma tempestade sem ritmo.
O poder da Terceira Coluna pautava-se em rajadas caóticas, puxando blocos inteiros de pedra para cima antes de esmagá-los em pó. Sua respiração era agitada e errática; sangue escorria do nariz, brilhando suavemente violetado ao evaporar-se no calor.
Albrecht moveu-se primeiro.
Ele apareceu atrás dela num clarão dourado, a espada já levantada. "Divisão Solar!"
A curva de fogo cortou através do campo de gravidade distorcido como o sol atravessando nuvens, dispersando fragmentos de mana em todas as direções. O impacto lançou a Coluna para baixo, direto na direção de Noel e Selene.
Noel estava preparado. "Muralha de Gelo!" A voz de Selene veio logo atrás dele — um eco perfeito.
A parede de gelo subiu do chão, parando a queda por um instante — tempo suficiente para Noel saltar por cima dela. Seus botins bateram na superfície congelada, fogo explodindo de seu corpo enquanto descia numa espiral ardente. "Sobrepressão de Ignição!"
Ele bateu no centro da parede, as chamas atravessando o gelo e colidindo contra a Coluna abaixo.
A explosão enviou ondas de vapor e luz por toda câmara, fazendo tremer cada coluna restante.
Noir emergiu das sombras da nuvem de fumaça, sua forma gigante mais uma vez. "Fenda de Umbra!"
Escuridão se espalhou como um oceano vivo, engolindo os destroços que caíam antes que pudessem atingir Albrecht ou Selene.
A Terceira Coluna lutou para se endireitar, ofegante, com sua aura violeta tremendo. "Pare…"
Ela lançou a mão — uma rajada de gravidade distorcida spiraleou para fora, atingindo as paredes, puxando pedra, fogo e corpos em todas as direções.
Noel rangeu os dentes, apoiando os pés em uma laje de rocha flutuante. "Véu de Resfriamento!"
Um leve brilho de gelo a envolveu, estabilizando seu equilíbrio. Agora ela podia vê-la claramente — seu brilho violeta diminuindo, suas respirações curtas e irregulares.
A voz de Selene veio pelo chiado da energia. "Ela está perdendo o juízo, Noel. Está se queimando por dentro."
Gruada de Noir soou baixa. "Então vamos fazer ela valer a pena."
Os três avançaram novamente, atravessando o campo de gravidade em colapso — fogo, gelo e sombra convergindo contra a mulher que mal podia sustentar seu próprio poder.
Cada golpe a tornava mais lenta. Cada contra-ataque, mais fraco.
Ela não lutava mais para vencer.
Ela lutava para não morrer como o irmão.
E, mesmo enquanto seu corpo brilhava com luz instável, ela continuava sussurrando aquela mesma palavra — "Irmão…" — como uma maldição que não conseguia libertar.
O campo de batalha tornara-se uma tempestade sem ritmo.
O poder da Terceira Coluna espalhava rajadas caóticas, puxando pedaços inteiros de pedra para cima antes de destruí-los em poeira. Sua respiração era rápida e descontrolada; sangue escorria do nariz, brilhando suavemente violeta enquanto evaporava no calor.
Albrecht foi o primeiro a mover-se.
Ele apareceu atrás dela num clarão dourado, sua espada já levantada. "Divisão Solar!"
O arco de fogo cortou através do campo de gravidade distorcido como se fosse luz solar rompendo nuvens, dispersando fragmentos de mana em todas as direções. O impacto lançou a Coluna para baixo, direto em direção a Noel e Selene.
Noel estava preparado. "Parede de Gelo!"
A voz de Selene veio em resposta ao seu — um eco perfeito.
A parede de gelo surgiu do chão, parando a queda por um instante — tempo suficiente para Noel saltar por cima dela. Seus botas bateram na superfície congelada, fogo explodindo de seu corpo enquanto ele descia numa espiral ardente. "Pico de Ignição!"
Ele se chocou com o centro da parede, as chamas atravessando o gelo e colidindo contra a Coluna lá embaixo.
A explosão enviou ondas de vapor e luz por toda a câmara, fazendo tremer cada coluna remanescente.
Noir saiu das sombras da fumaça, seu corpo enorme mais uma vez. "Abismo de Umbra!"
A escuridão se espalhou como um oceano vivo, engolindo os destroços que caíam antes que atingissem Albrecht ou Selene.
A Terceira Coluna lutou para se erguer, ofegante, sua aura violeta tremendo. "Pare…" ela sussurrou. "Você não entende… Nós—"
Albrecht cortou-a. Sua voz soou como trovão. "Você teve sua chance de parar."
Ele desapareceu em chamas. Instantaneamente, reapareceu atrás dela — sua espada acesa enquanto avançava. O golpe acertou suas costas, fazendo-a girar pelo ar.
Selene esticou sua varinha. "Explosão de Ponto Zero!"
A gravidade se comprimiu ao redor da mulher no meio do giro, congelando-a no lugar — presa, suspensa, seu corpo convulsionando sob pressão invisível.
A voz de Noel se elevou no meio do ruído. "Arco de Fogo!"
A ferida de chama rasgou o ar congelado, atingindo o lado da Coluna presa.
Quando o fogo se dissipou, sua armadura tinha derretido completamente. Ela caiu de joelhos, mal conseguindo levantar a cabeça.
Albrecht aterrissou ao lado de Noel, chamas douradas ondulando sobre seus ombros. Sua respiração era pesada, seu tom calmo. "Acabe com isso."
A Terceira Coluna olhou para cima, os olhos tremendo entre ódio e tristeza. "Você não sabe o que vem aí," ela sussurrou, a voz pequena — quebrada. "Você não consegue impedir."
Noel não hesitou. "Vamos tentar mesmo assim."
A Terceira Coluna ajoelhou-se no meio do aposento destruído, suas respirações irregulares, a iluminação violeta ao redor tremendo como uma vela à beira de apagar.
Todo o resto — paredes caindo, magma escorrendo, gemidos de pedra quebrada — mergulhou no silêncio.
Noel avançou lentamente, Revenant Fang na mão, a lâmina ainda emitindo um leve brilho preto e vermelho. Ele podia sentir a mana dela — frágil, desfiando-se, quase se esgotando.
Por um momento, hesitou. O ódio em seus olhos tinha desaparecido, substituído por algo vazio. Algo humano.
O olhar dela passou além dele, sem foco, em direção ao outro lado do campo de batalha — para onde as cinzas do irmão dela já se transformaram em pó há tempos.
“Irmão...” ela sussurrou novamente, a palavra se fragmentando em estática.
Sua mão tremia enquanto levantava a arma — não para atacar, mas para segurá-la próxima, como se ainda tivesse algum significado. A lâmina tremeu em seu punho, mana vermelha vazando pelas fissuras em sua palma.
Noel se moveu. Um único golpe. Limpo.
A ferida atravessou o peito dela, a aresta negra de Revenant Fang traçando um arco silencioso na pouca luz.
Ela gementou — o som quase um suspiro. Sua espada escorregou de mãos, caindo no chão.
Sangue violeta — luminoso, quase bonito — escorreu por sua frente enquanto ela caiu totalmente de joelhos. Seu corpo estremeceu, sua aura se fragmentando em partículas que subiram como vaga-lumes desvanecendo.
Mas ela não olhou para Noel.
Seus olhos estavam fixos no lugar onde seu irmão tinha caído.
Lentamente, dolorosamente, ela arrastou-se pelo chão quebrado — cada movimento deixando rastros de luz ao seu redor.
Noel observava, imóvel, com o peito pesado.
A mulher chegou ao local onde ainda permaneciam brasas vermelhas — a única marca restante da Quarta Coluna. Ela tocou o chão, os dedos tremendo, apoiando a testa na pedra queimada.
"Espere por mim…" ela respirou, a voz mais suave que o vento. "A gente vai cuidar um do outro. Sempre."
A sua mão se estendeu às cegas, procurando por algo que não estava ali — e então parou.
As luzes se apagaram nos olhos dela. Seu corpo se inclinou de lado, desmoronando suavemente ao lado do local onde seu irmão tinha morrido. Os dois brilhos — vermelho e violeta — entrelaçaram-se por um breve, fugaz segundo antes de desaparecerem completamente.
Albrecht baixou sua espada. As chamas ao seu redor diminuíram.
Selene não disse nada — os olhos brilhando enquanto abaixava a varinha. Noir, em sua forma menor, dissolveu-se em sombra, deixando apenas silêncio para trás.
Noel permaneceu parado, o peso do que haviam feito prensando contra seu peito.
O corpo da Terceira Coluna virou pó, dispersando-se no ar quente — deixando apenas um leve brilho onde ela e seu irmão haviam caído.
Terminou.
O campo de batalha finalmente silenciou.
As chamas haviam se reduzido a brasas, e o único som restante era o crepitar lento da pedra derretida esfriando sob seus pés. O ar estava carregado de cinzas, pesado com o gostinho de mana.
Noel ficou de pé no centro da ruína, Revenant Fang ainda na mão, sua ponta escura pingando uma luz tênue preta e vermelha antes de desaparecer.
Ao seu lado, Selene ajoelhou ao lado de Albrecht, as mãos brilhando em um azul tênue enquanto selava os cortes em seu braço. Noir repousava atrás deles, com a cabeça sobre as patas, os olhos meio fechados, mas vigilantes.
Aquele texto familiar piscou novamente antes de retornar ao foco.
[Você matou a Terceira Coluna.]
[Missão: Impedir a Queda da Casa Thorne.]
[Recompensa: A Verdade.]
[Hã?! Ainda não terminou a missão! Parabéns por cuidar das Colunas, mas fique atento! Quando você concluir o serviço, eu lhe entregarei a Verdade. Boa sorte!]
Noel piscou uma vez, com expressão vazia. "...Sério isso?"
A janela piscou duas vezes, como se o sistema estivesse rindo. Depois desapareceu completamente.
'Ótimo,' pensou amargamente.
Ele fixou o olhar nas letras fading no ar diante dele até que se desintegraram em nada.
'Duas Colunas mortas,' pensou, as palavras ficarem frias em sua mente. 'A mansão ainda está de pé. Pai está vivo. A família está segura… então por que ainda não acabou?'
Seu olhar se dirigiu ao extremo do salão, onde o cristal permanecia intocado. Não brilhava mais — mas também não tinha desaparecido.
Ele guardou lentamente Revenant Fang na bainha, o metal raspando contra a branca com um gemido cansado. "...Não," sussurrou para si mesmo. "Ainda não acabou."
Selene olhou para ele, com expressão preocupada. "O que foi?"
Noel não respondeu. Seus olhos continuaram fixos no cristal, seu reflexo tênue dançando na luz dourada do fogo que se apagava.
'Ainda falta alguma coisa,' pensou. 'Algo que o sistema não me disse.'
Um tremor distante percorreu o chão — pequeno, quase imperceptível, mas suficiente para fazer poeira mover-se.
As costas de Noel ficaram tensas.
Aquela sensação incômoda no peito aprofundou-se, espalhando-se como um peso frio.
E então —
Longe das ruínas, o vento noturno varreu o pátio da mansão Thorne.
Três silhuetas cruzaram a ponte quebrada que levava às chamas no horizonte — Elena, Elyra e Charlotte.
As meninas defenderam a propriedade com perdas mínimas, e agora, com o amanhecer começando a surgir ao longe, seguiam a trilha da destruição em direção a Noel.