O Extra é um Gênio!?

Capítulo 407

O Extra é um Gênio!?

O estrondo aumentava até se tornar um batimento vivo, ecoando pelas paredes de pedra. O chão vibrava sob as botas de Noel enquanto poeira caía do teto em finas e nervosas correntes.

Então—silêncio.

Um zumbido baixo o seguiu, agudo e metálico, como aço vibrando no ar. Da escuridão, um leve brilho avermelhado traçou o contorno de uma lâmina. O dono deu um passo à frente.

O Quarto Pilar surgiu do túnel. Sua mão repousava na empunhadura de uma arma diferente de tudo que Noel já tinha visto—uma espada preta como breu, veia por veia com rachaduras rubras, pulsando com mana instável. O zumbido que emitia era quase vivo, reverberando contra a Presa do Renascido nas mãos de Noel.

No exato momento em que as energias de suas armas se encontraram, a câmara se deformou—a pressão de mana subiu tão repentinamente que Selene recuou meio passo. A chama dourada de Albrecht intensificou-se, enfrentando a névoa rubra como o amanhecer contra nuvens vermelhas de sangue.

Noel respirou fundo, com a voz calma mesmo diante da tensão. "Aí está."

O Pilar não disse nada. Simplesmente inclinou a cabeça, estudando-os como insetos, antes de fincar sua espada no chão.

As paredes começaram a mover-se.

Das sombras rastejaram dezenas—não, centenas—de feras. Seus centros brilhavam sob a pele como lanternas: Garras da Peste com garras derretidas, Devastadores de Magma cuspindo magma de seus maxilares, e Incursões Eclipse que se dividiam em névoa negra ao se aproximarem.

A varinha de Selene reluziu com luz congelada. "Ele trouxe um exército."

Albrecht levantou sua lâmina. "Então vamos atravessá-lo."

Os olhos de Noel fixaram-se na lâmina do Pilar uma última vez antes de avançar de impulso.

"Arco de Fogo!"

Um crescente ardente se abriu na primeira onda—então o caos se instaurou, aço, gelo e fogo colidindo contra a maré avermelhada enquanto começava a guerra.

O confronto foi instantâneo—a união de aço e mana formando uma tempestade de luz e som.

Noel correu pelo estreito espaço como um relâmpago, sua Presa do Renascido cortando monstros em arcos flamejantes.

"Súbito de Ignição!"

Chamas envolveram sua espada enquanto ele girava, o calor queimando o ar. Um Garra da Peste avançou—ele reagiu ao ataque, entrando no movimento e cortando seu braço limpo, o rosnado da criatura se silenciou enquanto o próximo golpe cortava seu pescoço.

Uma notificação piscou em um canto de sua visão:

[Você eliminou Garra da Peste (Ascendente – Comum). +0,10%]

Ele não parou para ler.

Do outro lado da câmara, Selene movia-se com precisão gelada, cada movimento da sua varinha enviando morte.

"Prisão Gravitacional!"

O ar se deformou—a gravidade se curvou. Uma dúzia de Devastadores de Magma colapsou no meio da carga, presos ao chão derretido.

"Investida Glacial!"

Um arpão de mana congelada brotou da sua varinha, perfurando três monstros de uma só vez. Seus cascos derretidos cristalizaram antes de se transformar em poeira.

Vapor subiu onde fogo e gelo se encontraram, cobrindo a caverna com uma névoa espessa.

As chamas douradas de Albrecht cortavam através da névoa, seus movimentos precisos e rápidos—cada golpe carregava o peso de décadas. Um golpe atravessou quatro bestas, a onda de choque sozinha rachando a pedra sob seus pés.

O coração de Noel pulsava forte, mas seu foco se aguçava.

'São inesgotáveis', pensou, defendendo um golpe que quase rasgou suas roupas.

"Corrente Relâmpago!"

Raios de eletricidade saltaram de sua lâmina, ricocheteando de um monstro para outro, explodindo centros e queimando carne.

Selene voltou a estar ao seu lado, seu gelo se chocando com seu relâmpago em flashes de azul e branco. Ela não precisava falar—o ritmo deles era perfeito, seus ataques fluindo juntos como instinto.

Mas, no meio da carnificina, Noel sentiu novamente aquela pressão. A mesma pulsação de poder de antes.

Seu olhar se ergueu rapidamente.

O Quarto Pilar não tinha se movido. Ele permanecia parado entre o caos, espada descansando ao seu lado—observando-os, como se testasse por quanto tempo eles aguentariam.

Noel avançou com passos rápidos, suas botas escorregando na pedra queimada, a respiração firme e os olhos vivos de foco. A Presa do Renascido brilhava intensamente, sua lâmina amaldiçoada soltando sibilos enquanto cortava o ar carregado de mana.

Um Devastador de Magma pulou de um lado—suas mandíbulas como uma fornalha de vermelho derretido.

"Gletiali!"

Um espeto de gelo explodiu da palma de Noel, perforando a garganta do monstro em pleno ar. O calor derreteu o gelo em segundos, mas a fera já estava morta antes de atingir o chão.

Outro avançou. Noel se abaixou, escorregando por baixo do golpe, sua lâmina traçando um crescente para cima.

"Arco de Fogo!"

A onda de fogo cortou dois monstros de uma só vez, incendiando seu sangue derretido. Seus cadáveres iluminaram o campo de batalha como estrelas morrendo.

Selene apareceu ao seu lado num piscar de olhos, sua varinha erguida, gelo girando ao redor do braço.

"Estouro Zero!"

Uma esfera de gravidade formou-se, negra e reluzente, puxando tudo para seu centro. Devastadores, Saltadores, até mesmo os destroços da última explosão de Noel foram sugados para dentro. Um segundo depois, a esfera colapsou—a implosão seguida por uma congelação instantânea, transformando tudo em cristal antes de explodi-lo com um estrondo ensurdecedor.

A névoa de gelo evaporado encheu o ar, densa e fria. Dentro dela, o relâmpago de Noel trepidava—contornos fantasmas de sua lâmina visíveis apenas na hora do impacto.

"Quebra-Tormenta!"

Um trovão ouviu-se, sacudindo o chão enquanto Noel desaparecia, reaparecendo a poucos metros à frente. A Presa do Renascido cortou três bestas Crimson Juggerbeasts ao meio com um golpe eletrizado, faíscas cruzando as paredes da caverna.

[Você eliminou 3 Crimson Juggerbeasts (Adepto – Elite). +0,15%]

"Réquiem de Queda de Gelo!" A voz de Selene soou atrás dele.

O mundo virou branco.

Uma onda de frio absoluto se espalhou, congelando o campo de batalha num instante. As criaturas derretidas no rugido, seu fogo apagado pela geada avassaladora. Microagulhas de gelo giravam como neve transformada em lâminas, cortando qualquer um que ousasse se mover.

Noel levantou o braço para proteger os olhos, um sorriso se abrindo nos cantos dos lábios.

'Ela é assustadora quando fica séria.'

Quando a nevasca se acalmou, o silêncio voltou—apenas o chiado da mana e o estalo dos corpos congelados sob seus calçados.

Albrecht avançou lentamente pela névoa, chamas se enrolando em sua espada como um serpente dourada. Ele não aparentava estar cansado. Nada próximo disso.

Uma pulsação de mana vermelha percorreu a câmara.

Então—silêncio.

Todos os monstros pararam de rosnar, como se obedecessem a um único comando não falado. Seus centros brilhantes piscavam uma, duas vezes… e então reacendiam em uníssono, mais brilhantes, mais violentos.

Do lado mais distante, o Quarto Pilar se moveu.

Um passo—pum. O chão rachou sob sua bota.

Outro passo—e o zumbido de sua espada intensificou-se, as veias rubras ao longo de sua lâmina preta ardiam como magma vivo.

De repente, ele estava ali, na frente de Albrecht, suas lâminas colidindo num clarão dourado e vermelho.

A colisão enviou ondas de choque atravessando as paredes da caverna.

Noel e Selene foram jogados para trás por alguns metros, mal conseguindo manter a posição enquanto calor e pressão explodiam para fora.

A espada de Albrecht brilhava como um mini sol, o fogo ao redor densa o bastante para distorcer o ar. Seus movimentos eram calmos, exatos—cada golpe meticulosamente sincronizado, sem desperdício de movimento.

O Pilar contra-atacava com uma elegância feroz, sua lâmina preta cortando o fogo dourado e deixando rastros de energia carmesim que sibilavam contra as chamas. Faíscas e brasas choviam como chuvas de meteoros.

Selene gritou acima do rugido: "Mantenham os outros longe deles!"

"Vamos lá!" respondeu Noel, girando a Presa do Renascido em empunhadura invertida. "Súbito de Ignição!"

Sua lâmina reacendeu, as chamas subindo pelo braço enquanto ele avançava para o enxame que os cercava.

Selene estendeu a varinha. "Coroa de Permafrost!"

Um anel de gelo se expandiu ao redor dela, retardando os movimentos dos monstros, seus corpos ficando lentos e frágeis. O fogo de Noel cortava através deles, cada golpe explodindo corpos congelados em jorros de vapor, luz e calor.

Mas, mesmo lutando, os olhos de Noel se voltaram para seu pai.

Ele nunca tinha visto Albrecht Thorne assim—uma fornalha em carne viva, sua aura dominando o campo. Cada golpe carregava o peso de um veterano forjado na guerra.

No entanto, o Pilar concentrou-se nele.

A espada preta movia-se rápido demais para acompanhar, arcos rubros cortando a chama dourada. Quando suas armas se encontraram, a caverna gemeu—a colisão de seus centros enviando ondas que quebraram pedras e fizeram ondas de mana atravessar o ar.

Noel cerrava a mandíbula, desviando um monstro que avançava.

'Essa espada… está se alimentando de mana. Ele está canalizando a energia dos monstros através dela.'

Albrecht avançou, as chamas crescendo. "Você não passará!"

Os olhos rubros do Pilar se estreitaram. Ele defendeu uma vez, torceu sua lâmina e sussurrou algo que Noel não conseguiu ouvir— então uma onda de mana vermelha explodiu, obrigando até Albrecht a recuar alguns passos.

Noel se estabilizou ao lado de Selene.

Os monstros ao redor estavam poucos agora, mas o ar tremia, instável.

Selene murmurou: "Aquele… não está lutando para vencer."

O aperto de Noel no Revenant Fang se apertou.

"Eu sei," ele disse, com o olhar fixo no duelo à frente. "Ele está esperando por algo."

A noite fora da mansão explodiu em caos.

Das colinas além da propriedade, dezenas—não, centenas—de monstros avançaram, seus uivos sacudindo o ar enquanto a luz vermelha se espalhava pelos campos.

Charlotte colocou a mão na janela, olhos dourados arregalados. "Eles também estão aqui…"

Elyra fez uma expressão severa imediatamente. "Então eles dividiram suas forças."

Elena virou-se para o pátio, onde soldados de Thorne já formavam linhas defensivas. "Precisamos ajudá-los."

Mas antes que alguma pudesse se mover, uma onda repentina de mana percorreu a noite—espessa, pesada, sufocante. Não vinha em direção à mansão. Estava abaixo dela, lá embaixo—no profundo subterrâneo.

Noir, agachada perto da janela em sua forma menor, congelou. O pelo eriçou, os olhos brilhando violeta enquanto sentia—como um batimento pulsando pelo solo.

'Aquela energia… é igual à de antes,' pensou, coçando o rabo.

Elyra percebeu. "Noir? O que aconteceu?"

A loba virou-se para elas, sua voz ecoando na mente.

'Os monstros aqui de cima—são distrações. O verdadeiro… o forte—está indo direto para o Papai.'

Os olhos de Elena se arregalaram. "Noel—"

'Vocês três cuidem deste lado,' interrompeu Noir com tom firme e autoritário pela primeira vez. 'Os soldados precisam de vocês. Eu vou ajudar ele.'

Charlotte franziu a testa. "Sozinha? É perigoso—"

'Ele está exausto,' respondeu Noir, já se desfazendo em sombra. 'Se eu não for agora, vai ser tarde demais.'

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