
Capítulo 395
O Extra é um Gênio!?
"Agulha de Voltagem!"
As palavras saíram dos lábios de Noel como um comando para a própria tempestade. Um feixe de relâmpago cortou a noite, atingindo a figura ilusória que perseguia Noir. Ela explodiu no impacto—mas o que veio a seguir foi apenas fumaça, não sangue.
Os olhos de Noel se estreitaram, Revenant Fang já erguido. "Um faro?'
Da névoa que pairava, um homem deu um passo à frente—jovem, talvez na sua idade. Sua expressão era vazia, quase sem vida, mas a mana que emanava dele era antiga e sufocante.
Noir pousou ao lado de Noel, seus olhos violetas ardiam intensamente. "Papai… é ele. Um dos gêmeos.'
O aperto de Noel no Revenant Fang se apertou. "Então, finalmente decidiram se mostrar."
O homem permaneceu em silêncio. Desembainhou sua própria arma—a lâmina negra como a noite, veios de fissuras vermelhas tênues, zumbindo com uma mana instável.
O ar tremeu. Por um instante, apenas os dois se encararam—a calmaria antes da tempestade.
Então ambos se movimentaram.
As lâminas colidiram em uma explosão de faíscas. Noel torceu o pulso, canalizando mana para sua arma. "Impulso de Ignição!"
Revenant Fang explodiu em chamas, rasgando para frente em um arco flamejante. O estranho defendeu-se sem hesitar, o encontro do fogo e da energia corrompida iluminando o jardim.
"Ele é rápido", avisou Noir, com a cauda levantada. "Os movimentos dele estão estranhos… parece que ele não está pensando direito."
"Eu notei", pensou Noel, mudando a postura. "Círcule-o—vai por trás se ele avançar."
"Entendido."
Noir avançou para o lado, fundindo-se às sombras enquanto Noel avançava. "Arco de Fogo!" A onda curva de chamas rasgou o ar, forçando o homem a desviar de lado—só que Noir apareceu por trás dele com um rosnado, suas garras brilhando com mana negra.
O homem desviou seu golpe facilmente, torcendo e chutando Noir para o lado. Ela caiu suavemente, sem ferimentos, mas cautelosa.
Noel exalou lentamente, os olhos se estreitando. "Sei… mas isso não importa. Se ele sangrar—ele pode ser parado."
Ele levantou novamente o Revenant Fang, as chamas lambendo ainda sua lâmina amaldiçoada.
Metal encontrou metal repetidamente, o som de cada choque cortando a noite. Faíscas saltavam entre Revenant Fang e a lâmina negra, seus golpes rápidos ao ponto de confundirem movimento.
A respiração de Noel se manteve firme, os olhos fixos em cada movimento do homem. Ele se movia como uma máquina—sem hesitação, sem emoção—cada golpe limpo, eficiente, feito para matar.
"Ele está lendo seu ritmo, pai", avisou Noir, com a voz aguda na sua cabeça. "Ele está se ajustando após cada golpe."
"Percebi", pensou Noel, mudando de posição ao sentir uma nova estocada roçar seu ombro. O calor queimava por debaixo da jaqueta. "Continue a rodear—vá por trás se ele avançar."
"Feito."
Noir correu para o lado, fundindo-se às sombras enquanto Noel avançava. "Arco de Fogo!" A onda de chamas curva atravessou o ar, forçando o homem a desviar—só que Noir surgiu por trás com um rosnado, suas garras brilhando com mana negra.
O homem defendeu seu golpe com facilidade, torcendo o corpo e chutando-a de lado. Ela caiu de forma suave, sem ferimentos, mas em alerta.
Noel respirou fundo, os olhos se estreitando ainda mais. "Sei que ele é forte. Mas não é invencível. Se sangrar, é possível parar."
Ele ergueu novamente o Revenant Fang, as chamas lambendo a lâmina amaldiçoada.
Metal contra metal mais uma vez, o som de cada confronto rasgando a noite. Faíscas ardentes, espelhando a intensidade do combate, tanto do lado de Noel quanto do Pillar.
A respiração de Noel se acalmou, seus olhos fixos em cada movimento do homem, cada involuntário tremor. Ele se movia como uma máquina—sem hesitar, sem emoção—cada ataque limpo, preciso, mortal.
"Ele está acompanhando seu ritmo, pai", avisou Noir, com voz cortante na sua mente. "Ele está se ajustando a cada golpe."
"Consigo perceber", pensou Noel, dando um passo de lado enquanto uma nova estocada raspou seu ombro. O calor da espada queimou sua jaqueta, deixando um rastro incandescente. "Mas ele não é imprevisível—ele repete padrões."
Ele contra-atacou na baixa, a lâmina cortando em direção às pernas do homem. O Pilar se virou com destreza, defendendo com precisão brutal e levando seu cotovelo em direção à têmpora de Noel. Noel abaixou a cabeça, usando o impulso para girar e lançar um golpe por cima.
Metal gritou. Revenant Fang foi novamente interceptada contra a lâmina negra, ambas travadas numa disputa mortal.
A força do homem era surreal. Os braços de Noel tremiam sob o peso dela. "Ele é mais forte", disse Noir, em tom baixo. "Não dá para vencer na força bruta."
"Não era minha intenção", respondeu Noel. Com um movimento rápido, chutou o joelho do homem. O golpe pegou—por pouco—mas quebrou o impasse por um instante.
Ambos recuaram, circulando um ao outro. O ar frio deixava sua respiração visível.
"Ele é rápido, mas não está acostumado a se adaptar na luta. Tente enganá-lo."
"Já estou à sua frente."
Dessa vez, o Pilar avançou primeiro, a lâmina cortando para baixo em um arco brutal. Noel desviou, pegando a ponta da lâmina no Revenant Fang e empurrando-a de lado, girando o corpo para atacar o flanco exposto.
O homem agarrou seu pulso no meio do movimento e enfiou o joelho no abdômen de Noel, fazendo-o escorregar para trás na terra.
"Pai!" A voz de Noir atingiu sua mente.
"Tô bem." Noel se recompôs, limpando o sangue da boca com o dorso da mão. "Ele não é uma fera sem cérebro. Está me testando."
Noir mostrou os dentes. "Então, coloque ele à prova também."
Noel sorriu de leve, levantando mais uma vez o Revenant Fang. "Você escolheu o oponente errado para treinar."
Novamente, eles se confundiram—fúria silenciosa, sombras chocando-se sob a luz da lua, cada golpe mais pesado que o anterior.
O ritmo do combate mudou.
O que antes parecia caos começou a ganhar forma—fluido, preciso, assustadoramente coordenado.
Noel e Noir se moviam como um só.
O Pilar balançou sua lâmina para baixo, mirando o lado de Noel, mas Noir já estava lá—sua pequena silhueta saindo das sombras, interceptando com uma rajada de névoa negra que o forçou a desviar. No instante em que seu equilíbrio vacilou, Noel entrou, a lâmina varrendo para cima, sua investida roçando as costelas do homem e rasgando parte do sobretudo.
Do Pilar não saiu som algum. Apenas seus olhos piscaram—aviso, confusão.
Ele atacou novamente, agora numa finta diagonal que teria pego a maioria desprevenida. Noel se abaixou instintivamente, sabendo que Noir atacaria exatamente naquele momento. Ela emergiu por trás do inimigo, com garras cortando o ar enquanto Noel girava, seus movimentos perfeitos, sem precisar de palavras.
Os dois se lançaram contra ele por lados opostos—um humano e sua sombra. Faíscas voltaram a saltar enquanto ele bloqueava ambos, a pressão fazendo a terra abaixo deles rachar.
Pela primeira vez, o Pilar hesitou.
Seus ataques perderam o ritmo impecável. Ele começou a ajustar a pegada entre os golpes, os olhos indo de Noel a Noir, como se estivesse inseguro sobre quem se moveria primeiro.
As botas de Noel escorregaram na terra; ele retomou a postura, o peito arfando. "O que há de errado?" Seu tom era calmo, frio. "Não está acostumado a lutar contra dois que pensam igual?"
O Pilar não respondeu. Apenas uma pulsação de mana corrompida emanou dele, distorcendo o ar ao redor.
Por fim, Noir circulou mais amplo, com os olhos brilhando violetas na escuridão. “Papai,” sua voz ecoou na sua mente, suave e certeira. “À esquerda. Eu vou por seu ponto cego.”
"Vai."
O Pilar avançou, mas seu golpe encontrou apenas uma imagem fantasma. Noel deslizou para seu flanco, bloqueando por baixo enquanto Noir emergia do chão atrás dele, atacando como uma quimera. Sincronização perfeita—cada esquiva, cada golpe alimentando o próximo.
Pela primeira vez, o Quarto Pilar vacilou—sua guarda cambaleando diante da precisão de dois seres movendo-se como uma só alma dividida em duas.
Seus lâminas se encontraram uma última vez—um ringue que rasgou o ar.
Noel avançou, Revenant Fang incendiando-se com fogo vermelho, sua força imparável. Noir saltou de sua sombra, um traço violeta rasgando a névoa. O Pilar agarrou ambos os golpes—por pouco. Seus botins cavaram fundo na terra, criando uma trincheira profunda enquanto recuava.
Ele olhou entre eles, aquela mesma calma sem vida nos olhos—mas agora, algo diferente. Uma centelha de incerteza.
O postura de Noel não vacilou. "Você é bom", disse, com a voz baixa, firme. "Mas ainda não o suficiente."
Noir rosnou, sombras se entrelaçando ao redor de suas patas como fumaça. 'Ele está desacelerando, pai. Podemos acabar com isso.'
Noel assentiu uma vez. Eles avançaram juntos, armas e presas brilhando sob a luz tênue da lua. Mas no momento em que se moveram, a mana do Pilar pulsou—uma vez, aguda e pesada.
Uma explosão de névoa negra irrompeu, preenchendo o jardim de uma só vez. Noel protegeu os olhos, o calor e a pressão o atingindo. Ele empurrou Revenant Fang através da fumaça, mas encontrou apenas o vazio.
Quando o vapor se dissipou, o espaço à sua frente estava vazio.
Noir apareceu ao seu lado, sua forma baixando defensivamente. "Ele foi embora."
Noel escaneou a área, a respiração controlada. O cheiro de cinza e sangue permanecia no ar da noite. "Tch. Sabia que ele fazia algo assim."
Ele abaixou Revenant Fang, suas chamas diminuindo, o metal ainda brilhando fracamente com o calor. Noir esfregou a cabeça contra seu braço, preocupada.
—Ele era forte… mas não invencível.
Noel assentiu brevemente. "Sim. E agora ele sabe que também não somos."
Por um instante, permaneceu em silêncio, olhando para a trilha de mana se dissipando no céu escuro. Sua mente corria—não de medo, mas de cálculo.
"Quarto Pilar confirmado… o terceiro deve estar perto também."
A cauda de Noir balançou suavemente. 'E agora, pai?'
Ele exalou pelo nariz. "Agora…" Ele guardou o Revenant Fang com um clique silencioso. "Nos preparamos para a luta de verdade."