O Extra é um Gênio!?

Capítulo 395

O Extra é um Gênio!?

O jardim ainda estava silencioso. Apenas o sussurro suave da mana em resfriamento permanecia no ar, enrolando-se pelos sebes destruídas e pelos trechos de terra queimada.

Noel se deitou na grama, sua respiração se acalmando enquanto a noite o envolvia. Revenant Fang repousava ao seu lado, sua superfície negra ainda levemente quente, refletindo a luz pálida da lua.

Do lado oposto, Noir estava reclinada em sua pequeno formato, a cauda tremendo suavemente, seus olhos violeta o observando atentamente.

'Você deveria descansar, pai', ela murmurou, sua voz suave dentro da sua mente.

Noel exalou, o olhar fixo no céu escuro acima. "Vou descansar quando souber o que realmente está acontecendo aqui."

Por um momento, nenhum deles falou. O caos de minutos atrás parecia irreal agora—apenas o murmúrio tranquilo da noite e o leve farfalhar das folhas ao vento. A respiração de Noir desacelerou até se igualar à dele, e depois de um tempo, ela se aproximou, apoiando a cabeça contra sua perna.

Os olhos de Noel fecharam parcialmente. Seu corpo clamava por descanso, mas a mente se recusava a parar. Imagens do Quarto Pilar—silencioso, preciso, desumana—apagaram-se por trás de suas pálpebras. Cada golpe, cada movimento calculado.

Ele se recostou, um braço apoiado no joelho. A temperatura de Noir era um grounding—uma pequena lembrança de que nem tudo pelo que lutava estava perdido em sangue e dever.

"Só mais alguns minutos", ele murmurou finalmente, com um tom suave, porém cansado.

Noise soltou um suspiro fraco, divertido. 'Isso é o que você sempre diz antes de dormir horas a fio.'

Os lábios de Noel se curvaram na menor expressão de sorriso. "Não se preocupe, vou só manter meus olhos fechados por um tempo. Precisamos voltar para o jantar."

O jardim voltou ao silêncio enquanto ele se encostava na árvore atrás de si. Sua mão permaneceu solta sobre a empunhadura de Revenant Fang, mesmo com os olhos finalmente fechando.

A lua brilhava alta, observando em silêncio enquanto os dois—homem e sombra—descansavam lado a lado após a batalha.

O jardim ficou quieto novamente—apenas o zumbido distante da mana e o leve Estalar do ar em resfriamento.

Noel sentou-se ao lado da base de uma árvore, de olhos fechados, Revenant Fang descansando ao seu lado. Noir estava encolhida próximo às suas pernas, a cauda distraidamente balançando sobre a grama. Nenhum deles dormia; apenas permaneciam imóveis, respirando em ritmo, recuperando forças.

'Pai', a voz de Noir tocou suavemente seus pensamentos, firme porém constante. 'Você quer saber o que eu vi enquanto a seguia?'

Noel não se mexeu. 'Fale.'

'Mirelle se encontrou com duas pessoas no jardim—ambos parecem jovens, talvez na sua idade. A mana deles… era estranha. Como se não pertencesse aqui. Controlada, mas retorcida. Eram os mesmos de antes.'

'Os Pilares,' Noel pensou com seriedade.

'Elas disseram que, quando a próxima horda chegar, seu pai morre defendendo a barreira. Depois ela vai assumir a família. Ela não questionou—só sorriu e concordou.'

A mandíbula de Noel se fechou firmemente. 'Então é isso que ela quer. Usar o caos para se tornar Matriarca.'

A cauda de Noir agitava-se nervosamente. 'Depois disso, eles perceberam algo. Acho que me perceberam também. O homem olhou bem na minha direção, e… eu corri. Não tive tempo de rastrear eles antes de você aparecer.'

'Você fez a coisa certa,' Noel segurou com firmeza. 'Se eles tivessem te pegado, eu poderia ter perdido você de novo.'

Noir se apertou contra sua perna. 'Mas agora eu não sei onde eles estão. Ainda consigo lembrar do cheiro, no entanto… metálico, frio, como cinza.'

'Já é o suficiente,' disse Noel, com o tom firme. 'Vamos usar isso depois. Por enquanto, descanso.'

Noir deu um suspiro fraco de concordância, a cauda tocando suavemente a grama. 'Você não está bravo?'

Ele abriu um olho, com um rastro de sorriso no rosto. 'Bravo? Você fez melhor do que eu poderia pedir. Manteve a cabeça no lugar e ficou viva—isso é o que importa.'

O vento soprou ao redor deles, carregando o aroma de chuva e fumaça.

Eles não se mexeram, apenas ficaram ali em silêncio, duas sombras sob a luz da lua—pai e filha, se preparando para a tempestade que viria.

De entre as sebes, uma voz familiar chamou—quieta, mas carregada de preocupação.

"Noel?"

Ele virou levemente a cabeça, observando Elyra entrando na luz da lua. Seu cabelo trançado reluziu levemente prateado sob o brilho, e seus olhos cinzentos atentos fixaram nas duas figuras sentadas sob a árvore.

Ela cruzou os braços. "O que você está fazendo aqui fora? Você desapareceu tanto tempo que até a Serina começou a achar que você caiu numa lagoa."

Noel piscou uma vez, depois suspirou. "Posso te perguntar a mesma coisa. O que você está fazendo aqui?"

Elyra exalou pelo nariz, com um tom meio sério. "Minha intuição disse que algo estava errado. E, conhecendo você, eu tava certa." Ela se aproximou, parando ao lado deles. "Quando vocês não voltaram do banheiro, achei que não era pela razão usual."

Noel deu uma risada cansada. "Acho que sou previsível demais."

Nossoiro de Noir levantou a cabeça, os olhos brilhando levemente violeta. "Ola, Elyra."

Elyra piscou, surpresa, depois sorriu suavemente. "Oi, Noir. Você fala mais e mais a cada dia, hein?"

"Algo assim," Noel comentou, afastando a grama da manga.

Ela trocou olhares entre os dois, sua expressão brincalhona desaparecendo. "Então? O que aconteceu?"

Noel hesitou, trocando um olhar com Noir. "Você realmente quer saber?"

Elyra assentiu. "Se é coisa suficiente para te fazer sair escondido do jantar, então sim—quero saber."

Noel recostou-se na árvore, exalando lentamente. "Então preste atenção."

Elyra ouviu em silêncio, sua expressão ficando mais sombria a cada palavra de Noel. A confiança habitual em seus olhos cinzentos se transformou em aço ao ele terminar.

"Deixe-me entender uma coisa," ela disse finalmente. "Você enfrentou o Quarto Pilar sozinho, bem no meio da sua própria propriedade… enquanto Mirelle se encontrava com eles?"

Noel confirmou com cabeça. "Sim. Noir a seguiu depois que ela saiu do jantar. Ela a encontrou conversando com duas pessoas—Pilares, sem dúvida. Eles perceberam ela antes que pudesse escapar, então tive que intervir."

Elyra franziu a testa, cruzando os braços. "Ainda bem que você está de pé, seu idiota."

"Já passei por coisas bem piores," Noel respondeu com um encolher de ombros, embora a leve contusão sob o maxilar dissesse o contrário.

A voz de Noir ressoou calmamente na cabeça de ambos, cansada. 'Eles eram rápidos, mas o pai foi mais rápido.'

Elyra lhe lançou um pequeno sorriso. "Não duvido nada." Então, sua expressão ficou séria novamente. "Você precisa contar ao seu pai. Agora. Se eles têm alguma jogada, o próximo ataque da horda pode ser uma armadilha."

Noel olhou fixamente para o chão por um momento, refletido nas manchas de luz no metal negro de Revenant Fang. "Sim… eu sei."

Elyra colocou a mão no ombro dele, apertando gentilmente. "Então vamos antes que alguém decida agir antes."

Ele olhou para ela, cansado, mas grato. "Tem certeza disso?"

Ela sorriu de leve. "Se eu não for com você, provavelmente minimizaria tudo ou daria um soco em alguém na metade da explicação."

Noel soltou uma risada silenciosa. "Justo."

Juntos, levantaram-se, Noir seguindo silenciosamente ao lado deles, sua pequena forma se fundindo de volta à sombra de Noel.

Os dois entraram pelo corredor em direção à luz tênue e às vozes do salão de jantar. Quando a porta apareceu, Noel exalou mais uma vez, controlando o tom da voz.

"Tudo bem," ele murmurou. "Hora de acabar com o jantar."

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