O Extra é um Gênio!?

Capítulo 367

O Extra é um Gênio!?

O vento levou as palavras de Vaelora ao silêncio. Por um momento, Noel não disse nada. Primeiro Marcus. Depois Sylvette. Sua irmã subindo mais alto do que ele.

Os olhos de Selene ficaram fixos nele, com uma expressão calma, mas questionadora. Ela conseguia perceber a mudança na postura dele, a tempestade que ele se recusava a mostrar.

Finalmente, Noel quebrou o silêncio. "Vamos seguir em frente." Seu tom era monótono, inflexível.

Vaelora apenas acenou com a cabeça de forma seca, enquanto Albrecht cruzou os braços, sem se impressionar. A presença deles permaneceu por mais um instante, antes de se voltarem e partir, deixando a crista para trás.

Depois que se foram, Selene falou suavemente, quase testando. "Você não precisa provar nada. Nós sobrevivemos. Isso já é mais do que suficiente."

Noel balançou a cabeça, com o maxilar tenso. "Não. Estou aqui não só para sobreviver. Quero vencer isso." Segurou firmemente a Presa do Resquício até as knuckles ficarem brancas. "Se todos estão nos observando, vou fazer questão de eles não me olharem com desprezo — nem a nós."

Selene o estudou silenciosamente, com um olhar difícil de decifrar. Depois, inclinou levemente a cabeça. "Então, vamos cobrir mais terreno. Vou caçar sozinha."

Noel olhou para ela, surpreso com a sugestão, mas a voz dela permaneceu fria e firme. "É mais rápido assim. Você quer vencer, não é?"

Ele expirou, sorrindo de leve apesar da tensão. "Certo. Só não regressa."

Sem dizer mais uma palavra, Selene se virou e marchou por uma encosta estreita, sua varinha brilhando levemente sob a luz. Noel a observou por um momento, depois seguiu na direção oposta, sombras se enrolando lentamente aos seus pés.

Os caminhos da montanha eram estreitos e íngremes, mas Selene se movia como se o terreno próprio se curvasse ao seu comando. Seus passos leves, a expressão aguda, a varinha de cristal congelado brilhando discretamente na mão. Sozinha, ela podia respirar — sem o olhar de sua mãe, sem as palavras de Noel pressionando suas defesas.

As primeiras feras atacaram rápido: cães escamados com espinhas jagged, suas garras rasgando a pedra. Os olhos de Selene mal se moveram enquanto ela levantava a varinha. "Investida Glacial".

Uma lança de gelo disparou à frente, perfurando o cão líder completamente. Os outros avançaram, mas ela torceu o pulso, convocando outra. Cada movimento era preciso, eficiente — uma besta caída a cada golpe.

Sangue vaporava contra o ar congelado, enquanto um grito estridente ecoava acima. Um bando de criaturas aladas mergulhou, garras brilhantes como facas. Os lábios de Selene se abriram um pouco, sua voz calma. "Explosão de Ponto Zero."

Uma esfera de gravidade surgiu acima, puxando as criaturas para dentro antes de colapsar numa implosão violenta. As asas se partiram como gravetos secos, os corpos espalhando-se ao chão em montes retorcidos.

O vale voltou ao silêncio, pedaços de geada e penas rasgadas flotando pelo ar. Selene abaixou a varinha, respiração calma e controlada. Não havia movimento inútil, hesitação — apenas controle, preciso e impiedoso.

Ela afastou um fio de cabelo solto do rosto, com uma expressão difícil de entender. "...Quer vencer, é?" ela sussurrou, as palavras levadas pelo vento.

Pareciam estranhas ao saírem de seus lábios — sinceras demais. Ela sacudiu a cabeça e se aprofundou ainda mais nas encostas gélidas. 'Então, vou provar também. Não vou deixá-lo em pé por minha causa. Serei forte o suficiente para estar ao seu lado.'

A montanha engoliu sua figura, deixando apenas os ecos de feras quebradas para trás.

A floresta se tornou uma clareira irregular, e Noel parou. O próprio ar parecia mais pesado, vibrando com mana metálica.

Das sombras, surgiram dez feras. Eram enormes — como lobos criados com golems de ferro. Seus couros brilhavam como aço martelado, garras negras como obsidiana, olhos vermelhos ardentes. Cada passo fazia as pedras tremerem, a formação deles, surpreendentemente compacta para monstros selvagens.

Os lábios de Noel se curvaram para cima, afiados e famintos. "Perfeito. Se eles estão observando... vamos dar um espetáculo."

A primeira avançou, mais rápida do que sua aparência sugere. Noel se abaixou, sombras se enrolando ao redor. "Passo das Sombras". Ele desapareceu, reaparecendo logo atrás, a Presa do Resquício acesa. "Rajada de Ignição". Chamas rugiram ao longo da lâmina amaldiçoada, cortando a pele blindada do inimigo. A besta uivou, colapsando com uma rajada de metal derretido.

As demais rugiram, avançando em uníssono. Noel pisou forte, deixando um sigilo brilhante no chão. "Armadilha de Fagulha".

O chão explodiu numa coluna de fogo, forçando duas a se dispersarem, mas não antes de suas fachadas blindadas ficarem negras.

Uma terceira ergueu a cabeça enquanto o solo se partia — picos de metal brotaram para cima, agudos e jagged. Noel amaldiçoou, desviando-se com dificuldade, seu casaco rasgado por um ataque quase imperceptível. Ele girou o pulso. "Aço-Volta!" Um relâmpago estalou, atravessando seu crânio, retorcendo seu corpo antes de ele cair.

Ainda assim, restavam oito.

Eles o cercaram, garras arranhando a pedra, seus rosnados vibrando no peito dele. O sorriso de Noel se ampliou. 'Bom. Pode me pressionar mais.'

Ele levantou a mão. "Raio de Corrente!"

Relâmpagos rasgaram o ar, atingindo uma besta e saltando para outras duas. O cheiro de pelo queimado encheu a clareira.

Porém, elas se adaptaram — uma delas jogou as garras contra o chão, levantando um escudo de placas de metal improvisado na frente do grupo. Outra lançou estilhaços jagged como flechas, forçando Noel a rolar para evitar.

Ele pousou de joelhos, a Presa do Resquício brilhando com fogo, enquanto o gelo já girava na mão oposta. Sangue escorria de um corte superficial na face.

Surrounded by nine, Noel riu baixo. "Nada mal. Mas ainda não é suficiente."

As nove feras restantes avançaram, com peles de aço brilhando à luz do fogo. Seus rosnados sacudiam as árvores, as garras cavando sulcos na terra enquanto se fechavam ao redor dele.

Noel se endireitou, a Presa do Resquício vibrando com fogo. Faíscas acenderam seus olhos. "Vamos lá então."

Elas atacaram simultaneamente.

Uma avançou, com a boca aberta, dentes a mostra. Noel girou, cravando Picos de Gelo no chão — cristais jagged dispararam para cima, perfurando a fera no meio de sua carga. Outro pulou por cima dos picos, mas Noel girou o pulso, a palma em chamas. "Lança-chamas". Uma torrente de fogo o engoliu no ar, o cheiro de carne queimada se espalhou enquanto a fera caiu sem vida no chão.

Ficaram sete.

Dois atacaram juntos — um por trás, outro na frente. Noel sumiu na sombra. "Passo das Sombras". Reapareceu acima deles, arcos de relâmpagos cruzando seu corpo. "Rompedor de Tempestade!"

Transformou-se numa faixa de eletricidade cegante, rasgando os dois em um único instante. Seus corpos se contorceram enquanto o cheiro de ozônio enchia a clareira.

Cinco.

Mas, novamente, eles se adaptaram. Os sobreviventes baterraram suas garras no chão, com picos de metal jagged surgindo por toda parte. Noel rangeu os dentes, desviando de um quase acerto. Um pico rasou seu ombro quente, umedecendo sua manga de sangue.

Sua expressão não vacilou. 'Perto. Mas perto não é o bastante.'

Ele fincou a Presa do Resquício na terra. Sombras se espalharam, engolindo toda a luz. Sua voz veio baixa, como um rosnado. "Cisalhamento da Eclíptica."

A clareira escureceu, a curva da lâmina se dividindo em afterimages de puro vazio. O golpe avançou, apagando instantaneamente três feras. Suas peles blindadas se desintegraram como se fossem devoradas pela noite, deixando apenas escombros vazios caindo em silêncio.

Restavam duas — rosnando, desesperadas. Noel avançou, a Presa do Resquício rugindo sob Rajada de Ignição. Um golpe cortou a primeira da omoplata ao quadril. A última avançou de forma selvagem, arranhando seu peito, mas Noel atravessou a garganta dela com a lâmina, fogo saindo ao redor, enquanto ela caía inerte.

O silêncio tomou conta. O chão fumegava, cheio de cadáveres carbonizados, congelados ou destruídos. Noel permaneceu no centro, com o peito arfando, sangue escorrendo pelos ferimentos, mas com um sorriso afiado como sempre.

Acima, o leve zumbido de um drone cortou o silêncio. Seu olho vermelho brilhava, gravando cada segundo.

O sistema pulsou na sua visão:

[Você matou Elite – Adepto (10). +1,50%]

[Progresso do Núcleo Atual: 30,73% – Núcleo de Mana: Ascendente]

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