O Extra é um Gênio!?

Capítulo 291

O Extra é um Gênio!?

À nossa frente, as ruas estavam cheias de gente—milhares de anões, humanos, elfos e demônios saíam da arena após a grande final. Era caos.

A luz fria do sistema pulsava mais uma vez diante de seus olhos:

[Limite de tempo: 12 minutos e 15 segundos.]

Os segundosConsumiam sua mente.

"Noel Thorne!" alguém gritou da multidão. Outros repetitions, cantando seu nome, estendiam a mão como se quisessem tocar o campeão que acabara de lutar na final. Os gritos eram ensurdecedores, mas para Noel eles eram apenas obstáculos.

Ele empurrou seu caminho para frente, batendo o ombro por entre os corpos aglomerados. "Partem!" Sua voz foi engolida pelo rugido das massas.

Selene avançava silenciosamente ao seu lado. Com um movimento de pulso, ondas gravitacionais sutis se deslocaram para fora, alterando o fluxo da multidão o suficiente para abrir um caminho sem levantar suspeitas. Pessoas tropeçavam de lado, xingando, mas nenhum delas percebia o que as impulsionava.

Ainda assim, o progresso era lento. Para cada passo adiante, três figuras bloqueavam o caminho. O suor escorria pela têmpora de Noel, o cronômetro do sistema brilhava mais intensamente na sua visão.

[Limite de tempo: 11 minutos e 57 segundos.]

Uma onda de espectadores passou por eles, celebrando, agitavam bandeiras, ainda embriagados pelo espetáculo da final. Alguns tentaram puxar Noel, rindo, gritando para que levantasse a mão. Ele os ignorou, com os dentes cerrados, empurrando cada vez mais forte.

Os arcos colossais de pedra da arena se aproximavam, brilhando com runas, e o fluxo de pessoas se espalhava para fora como água de uma represa que quebrou.

O coração de Noel pulsava forte em sintonia com a contagem regressiva.

Cada segundo perdido aqui poderia ser o último de Nicolas.

Finalmente, o fluxo de corpos diminuiu ao atravessarem os portões e entrarem no interior da arena. O rugido da multidão lá fora suavizou até virar um murmúrio distante, substituído pelo eco oco de botas batendo no piso de pedra. Os corredores, antes cheios de movimento, agora estavam quase vazios—sem mais estudantes gritando, sem mais funcionários circulando livremente. O torneio tinha acabado, e o acesso a esses corredores já estava restrito.

Os olhos de Noel se moveram de um lado para outro. Ele sabia exatamente onde era o escritório de Nicolas; havia visitado o local várias vezes ao longo do torneio. Não havia dúvidas, nenhuma hesitação—apenas o tique incessante na sua visão.

[Limite de tempo: 11 minutos e 21 segundos.]

Dois guardas anões viraram a esquina à frente, cruzando lanças para bloquear o caminho. "Acesso restrito. Proibido entrar."

"Não temos tempo para isso," Noel sussurrou, já avançando.

Selene levantou sua varinha com um movimento rápido. Gravidade ficou mais densa num instante, pressionando os dois guardas ao chão. Eles grunhiram, lutando, mas nada de sério aconteceu. Quando perceberam o que havia acontecido, Noel e Selene já tinham passado por eles, correndo pelo corredor.

O eco de seus passos preenchia o silêncio. A grandiosidade das paredes rúnicas, as bandeiras de todas as academias ainda penduradas, tudo se embolava na visão de Noel. O único que importava era o cronômetro brilhante.

[Limite de tempo: 11 minutos e 3 segundos.]

Selene corria ao seu lado, tão calma quanto sempre, embora seus olhos fixassem o rosto de Noel uma vez, como se avaliasse o peso de sua urgência. Ele não diminuiu o ritmo.

O corredor se abriu para passagens mais internas, reservadas a diretores. O escritório de Nicolas não estava longe agora. Cada passo parecia reaver segundos preciosos do abraço da inevitabilidade.

O trecho curvou bruscamente, iluminado por cristais de mana que cintilavam com um brilho pálido. As botas de Noel atingiam o chão de pedra, Selene silenciosa ao seu lado. Eles contornaram a curva—

—e quase se chocaram com alguém saindo de uma porta lateral.

"Ei!" Roberto cambaleou para trás, ainda secando as mãos com um pano. Seu cabelo preto curto estava úmido, o uniforme pouco ajustado, parecendo que tinha acabado de sair dos banhos. Seus olhos se arregalaram ao ver Noel avançando em sua direção. "Calma, calma. Você acha que vai me atropelar também, campeão?"

Noel não diminuiu a velocidade. Agarrou o ombro de Roberto, seu aperto firme. "Chame todo mundo. Agora. Nicolas. Escritório."

Roberto piscou, surpreso com as palavras duras. "Hã? O que está acontecendo? Você parece que vai—"

"Só faz o que eu mando." A voz de Noel foi cortante, os olhos ardendo com uma mistura de medo e determinação.

Roberto abriu a boca, prestes a fazer uma brincadeira, mas parou. Já tinha visto Noel sério antes, mas não assim. Ainda assim, velhos hábitos morrem difíceis. "Tudo bem, tudo bem. Mas depois você me explica direito. Melhor ainda se for com comida envolvida."

Ele se soltou, sorrindo de leve apesar da tensão, e disse: "Cara, você vive me arrastando pra confusão. Beleza. Vou chamar eles."

Sem mais palavras, Roberto partiu em corrida na direção oposta, já gritando por outros pelo corredor.

Noel exalou uma vez, forçando-se a seguir em frente. Selene o olhou brevemente, com expressão impossível de ler, e acelerou ao seu lado.

A luz fria do sistema pulsou novamente:

[Limite de tempo: 10 minutos e 31 segundos.]

O escritório estava ali perto. Velocidade demais para atrasos.

O corredor estreitou, as paredes iluminadas por runas se fechando ao redor deles. O coração de Noel batia forte contra o peito enquanto o cronômetro pulsava novamente.

[Limite de tempo: 10 minutos e 02 segundos.]

Ele chegou à porta final, respirando com dificuldade, a Garrasca Espectro já quase desenhada. Selene elevou sua varinha ao seu lado, com olhos cianos frios e firmes. Noel empurrou a porta com força, preparando-se para o pior.

O que os recebeu foi exatamente o oposto.

Dentro, o escritório estava silencioso, com uma luz quente vindo de lustres de cristal nas paredes. O aroma de grãos de café assado pairava no ar. No centro, uma mesa de madeira polida, com quatro cadeiras ao redor, ordenadas com cuidado.

Nicolas von Aldros sentado de forma relaxada, em uma dessas cadeiras, segurando uma folha de papel em mãos. Ele observava a página com uma calma meticulosa, os lábios se movendo discretamente, como revisando linhas. Ao seu lado, uma xícara de porcelana de café ainda soltando vapor delicadamente.

Noel permaneceu imóvel na porta, Selene ao seu lado. Ambos, exaustos de tanto correr, com o rosto suado e a urgência transparecendo em cada movimento. E, no entanto, o homem que vieram resgatar parecia alheio ao mundo lá fora, como se nada existisse além daquela sala.

Nicolas ergueu os olhos finalmente, seus olhos vermelhos frios e inflexíveis. Dobrou o papel com cuidado e colocou-o de lado.

"Noel. Selene." Sua voz não continha surpresa, nem urgência—apenas o peso calmo do reconhecimento.

A luz do cronômetro impregnava mais forte a visão de Noel, indiferente à serenidade da cena.

[Limite de tempo: 9 minutos e 47 segundos.]

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