
Capítulo 278
O Extra é um Gênio!?
Noel e Elena caminharam pelo corredor tranquilo do hotel até chegar ao quarto onde Charlotte estava hospedada. Redna abriu a porta para eles, com uma expressão tranquila, mas firme. Lá dentro, Charlotte descansava na cama.
O Véu Santo não estava ativo desta vez — sua aparência verdadeira era visível. Seus longos cabelos cor-de-rosa escorriam sobre o travesseiro, e seus olhos dourados piscavam lentamente enquanto ela se levantava com esforço. Ainda parecia exausta, mas inconfundivelmente ela mesma.
Redna olhou para Noel e Elena. "Deixarei vocês três um tempo. Ela precisa de companhia mais do que de guardas neste momento." Sem esperar resposta, saiu e fechou a porta suavemente atrás de si.
O silêncio voltou a tomar conta do ambiente. Charlotte sorriu de leve, apesar do cansaço. "Vocês vieram…"
Noel deu um passo à frente, puxando uma cadeira próxima à cama, enquanto Elena permanecia ao seu lado. "É claro, desculpe a demora," respondeu simplesmente.
Noel se sentou na cadeira ao lado de Charlotte. Elena ficou perto, com as mãos repousando suavemente na frente e observando os dois com olhos tranquilos.
Charlotte inclinou a cabeça, seu longo cabelo cor-de-rosa caindo de um lado. Mesmo cansada, seu sorriso carregava aquela abertura de sempre. "Então? Como estou? Parecendo alguém que envelheceu dez anos de uma noite para a outra?"
Noel levantou uma sobrancelha. "Mais parece alguém que se esforçou demais. Você nem deveria estar se mexendo agora."
Charlotte deu uma risadinha suave, fechando os olhos por um momento. "Diz isso quem nunca descansa. Não finja que é diferente."
Elena falou com voz delicada, mas firme. "Redna tem cuidado de você. Todos sabem o que você fez. Eles agradecem."
Charlotte abriu novamente seus olhos dourados, olhando para Elena. "E você? Conseguiu descansar? Parece que também está esgotada."
Elena piscou, surpresa com a sinceridade, e depois assentiu lentamente. "Um pouco. O suficiente pra dar conta."
A atenção de Charlotte voltou para Noel, agora mais calorosa. "E você? Pelo menos conseguiu dormir?"
Noel recostou-se levemente na cadeira, cruzando os braços. "Tentei. Foi difícil desligar depois de tudo que aconteceu. Mas consegui, no final."
O sorriso de Charlotte aumentou um pouco, de forma brincalhona. "Ótimo. Não quero que meu namorado desmaie antes do fim do torneio, entende?
Noel soltou um suspiro baixo, balançando a cabeça levemente. "Sempre tão direto…"
Charlotte deu um sorriso brincalhão. "Prefere que eu minta?"
"Gosto do jeito que você é."
Charlotte se apoiou de volta nos travesseiros, com os olhos半 cerrados, mas ainda brilhando levemente. "Não vou mentir… foi difícil. Usar tanto poder, várias vezes, parecia rasgar meu próprio corpo. Mas quando vi as marcas desaparecerem na pele deles, o alívio no rosto deles…"
Ela soltou um pequeno suspiro. "Valeu cada segundo."
Noel inclinou-se um pouco para frente, apoiando os cotovelos nos joelhos. "Ainda assim, não deveria se esforçar assim. Você não consegue salvar ninguém se desmaiar."
Charlotte deu uma risadinha suave, com os olhos dourados fixos nele. "Quem fala é você. Se alguém se joga demais, é você, Noel."
Elena assentiu silenciosamente, com as mãos juntas na frente. "Ela tem razão. Cada um de nós ajuda de uma forma. Você luta, eu ajudo, Charlotte abençoa. O peso é dividido. Você não precisa carregar tudo sozinho."
Noel olhou de um para o outro, e por um momento, seu rosto suavizou. "Obrigado, mas não gosto de ver vocês duas se destruírem assim."
O sorriso de Charlotte se abriu um pouco mais, mas de forma gentil, sem brincadeira desta vez. "Isso é porque você se importa com a gente. Mas cuidar também não significa nos impedir de fazer o que devemos, pelo menos comigo, que sou a Santa. Nós escolhemos isso, Noel."
Elena se aproximou da cama, sua voz calma. "E vamos continuar escolhendo. Porque estamos com você."
Charlotte olhou para ela, depois voltou a olhar para Noel. "Viu? Você está preso conosco, não importa o que aconteça."
Noel soltou uma risada silenciosa, balançando a cabeça. "…Acho que há destinos piores."
As duas meninas sorriram com isso, e por um momento, o peso da exaustão na sala pareceu aliviar um pouco.
A visita se estendeu além do previsto, com uma conversa tranquila preenchendo o quarto. Finalmente, Noel se levantou da cadeira, ajeitando as dobras da roupa. Olhou para Charlotte, que estava apoiada nos travesseiros, com o cabelo cor-de- rosa caindo sobre os ombros.
"Deve descansar," disse firmness. "Não se force agora. Deixe que Redna cuide das coisas até você estar forte de novo."
Charlotte inclinou a cabeça, com um sorriso suave. "Não se preocupe tanto. Não planejo correr uma maratona tão cedo."
"Esse não é o ponto," respondeu Noel cruzando os braços. "Já fez mais do que suficiente."
Charlotte deu uma risadinha. "Engraçado, vindo de você. Se alguém ignora limites, é o Noel Thorne. Preciso te lembrar quantas vezes você desmaiou na nossa frente?"
Elena cobriu a boca com a mão, segurando uma risada. "Ela não está errada."
Noel suspirou, balançando a cabeça. "Você também, Elena?"
Os olhos dourados de Charlotte brilhavam, provocativos. "Viu? Não sou só eu que digo. Você precisa de nós, assim como nós precisamos de você."
Elena se aproximou, com tom gentil. "Apenas descanse, Charlotte. Nós cuidaremos do resto por agora. Você já fez algo que ninguém mais poderia."
O sorriso de Charlotte suavizou. "Obrigada. A vocês duas."
Noel caminhou até a porta, parando por um último instante. "Durma bem. Amanhã será um dia longo."
"Estarei aqui," disse Charlotte com uma preguiça na voz. "Vai torcer pelo seu anão bêbado. Ele vai precisar."
Elena riu suavemente. "Até logo."
Noel acenou mais uma vez, entrando no corredor ao lado de Elena, enquanto os sons abafados do hotel despertando os envolviam ao redor. A coroação de Balthor mudaria tudo.
Ao saírem do hotel, o ar fresco da manhã tocou o rosto de Noel. Ele ajustou o capa, estreitando os olhos ao ouvir, ao longe, o som de sinos ecoando pelas ruas de Tharvaldur.
Elena caminhava ao seu lado, com o cabelo longo refletindo a luz. "Você acha que Balthor realmente está pronto para isso?"
Noel deu uma respiração lenta. "Pronto ou não, chegou a hora dele. Que o bigode ruivo traga toda a sorte."