O Extra é um Gênio!?

Capítulo 265

O Extra é um Gênio!?

O anão foi o primeiro a se mover. Seus botas rasgaram fissuras no chão da arena ao avançar com toda força, quase distorcendo o ar ao seu redor.

"Tch—" Noel mal teve tempo de levantar a lâmina de Revenant Fang em um guarda diagonal.

CLANG!

O impacto fez suas mãos tremerem, e o anão já se preparava para um segundo golpe. Noel apertou ainda mais sua empunhadura. "Sobressurge de Ignição!"

Chamas ganharam vida ao longo da lâmina preta, irradiando calor numa onda cortante. O próximo choque fez faíscas e brasas voarem entre eles.

Noel virou sua postura, recuando de lado e girando em um arco apertado. "Arco de Fogo!"

Uma lua crescente de mana flamejante se desprendeu da sua lâmina, cortando em direção ao anão. O guerreiro aprimorado se abaixou rapidamente, o arco passando raspando pelo ombro dele e queimando o chão atrás de si.

Noel imediatamente seguiu com um movimento rápido da esquerda. "Glacialis!"

Um fragmento de gelo condensado avançou em zigue-zague, assobiando pelo ar. Os reflexos do anão eram quase sobrenaturais—ele desviou de última hora, o gelo se espalhando em pedaços inofensivos contra a wall da arena.

'Muito rápido...' Noel deu um passo atrás rapidamente, mantendo a distância.

O anão respondeu com uma carga selvagem, seus golpes menos precisos que antes, mas muito mais potentes. Cada golpe era capaz de esmagar ossos. Noel desvia dos golpes, faíscas saltando entre eles enquanto o calor de Ignição se encontrava com o metal frio da arma do anão.

Outro golpe mais baixo veio; Noel pulou para trás, sentindo a lâmina passar a poucos centímetros do seu joelho.

'O ritmo dele é errático... se eu interpretar errado uma única vez, acabou.'

A multidão vibrava com as trocas rápidas, mas o foco de Noel estava fixo no brilho anormal nos olhos do adversário. O que quer que estivesse impulsionando-o, não era apenas orgulho pelo torneio.

O anão rosnou, avançando novamente, e Noel abaixou ainda mais a postura, já formando seu próximo movimento na cabeça.

'Se não consigo igualar sua velocidade, vou ter que controlar o ritmo por mim mesmo.'

O anão voltou com força, seus botas batendo no piso com cada passo. Noel piscou os dedos e bateu a palma na direção do chão. "Muralha de Gelo!"

Uma parede de gelo serrilhado surgiu entre eles, a temperatura da arena despencando instantaneamente. O anão nem hesitou—abaixou o ombro e se chocou contra ela, rachaduras se espalharam rapidamente por toda a barreira congelada.

Noel aproveitou o momento para se reposicionar, circulando em volta dela. "Espeto de Gelo!"

Pontas de gelo rasgaram do chão numa explosão em forma de leque, forçando o anão a desviar ou a atravessá-las com força. Dois espinhos atingiram sua perna e ombro, fazendo linhas finas de sangue, mas ele mal piscou.

'Mesmo com os golpes, sua impulsão quase não diminui. Esse reforçado... está mantendo ele em overdrive.'

Noel levantou dois dedos, concentrando relâmpagos em um ponto fino como uma lâmina. "Agulha de Voltagem!"

Um faísca cegante cruzou o espaço entre eles, perfurando na hora o ombro do anão. O impacto fez o homem estremecer violentamente, seu braço tremendo com a descarga elétrica.

Noel avançou para aproveitar a abertura, Revenant Fang voando em direção ao ponto fraco—mas o anão pegou a lâmina na parte plana do machado, travando-os em uma disputa de força bruta.

O cheiro de ozônio e aço queimado preencheu o ar enquanto os dois avançavam um contra o outro, músculos tensos.

"R… corre..." a voz do anão tremeu, quase um sussurro. "…Por favor… corre… eu não… quero..." A face dele contorceu-se de dor, olhos arregalados de pânico mesmo enquanto seu corpo se empenhava em seguir em frente.

O rosto de Noel se franziu. 'Que diabos? Ele... está implorando pra eu fugir? Mas o corpo dele—ele ainda está atacando com tudo.'

Os músculos do anão se contraíram, sua arma pressionando com mais força, como se outro comando estivesse movendo-o.

'Torwan. Isto não é só um reforçado normal... ele fez algo mais com ele.'

De repente, Noel soltou a pressão, recuando para romper o bloqueio. Raios começaram a dançar pelos seus braços, concentrando-se na beira de Revenant Fang.

Se a súplica do anão fosse sincera, não havia como acabar sem desativá-lo completamente.

Sua postura mudou, o peso para a frente, ajustando a empunhadura na lâmina. Energia se coçava em suas pernas e peito, como uma mola comprimida.

A multidão silenciou, sentindo que algo estava por vir.

A voz de Noel foi baixa, mas incisiva. "Arrasa-tempo."

Um estrondo ensurdecedor rasgou o ar enquanto sua forma se borrava numa torrente de luz cegante. Ele atravessou a arena em menos de um instante, o impacto soando como um trovão quando Revenant Fang atingiu o lado do anão.

A força do golpe lançou o guerreiro menor pelo chão, batendo na parede mais distante. A armadura amassada e trincada, uma marca de queimadura profunda marcando seu flanco onde o relâmpago rasgara a superfície.

A multidão rugiu, alguns levantando-se assustados com a velocidade do ataque. Lá do alto, Torwan apenas se inclinou para trás na cadeira, um sorriso frio surgindo nos lábios.

Noel pousou suavemente, as últimas faíscas de eletricidade dissipando-se de seu corpo. Mantinha a guarda alta, atento a qualquer sinal de que a luta tinha acabado.

Porém, o anão começou a se erguer. Sua respiração era ofegante, seus movimentos trôpegos e quase controlados por uma marionete. A marca negra no pescoço pulsava intensamente, com veias saltadas sob a pele, como se seu corpo estivesse sendo forçado além de seus limites.

"P-por favor..." As palavras escaparam entre dentes cerrados, tremendo. Antes que Noel pudesse responder, o anão rugiu de repente—um som grotesco, gutural—e avançou de novo, fechando a distância mais rápido que antes.

'A velocidade dele... está aumentando?!'

Noel quase não conseguiu levantar Revenant Fang a tempo de bloquear, o impacto o jogando para trás vários passos. Faíscas saltaram enquanto a lâmina encontrava o machado numa chuva de golpes esmagadores, cada um com força suficiente para sacudir seus ossos.

Um golpe selvagem passou pelo guarda de Noel, raspando seu lado. A dor ardia intensamente, mas ele se virou a tempo de evitar o próximo golpe.

A distância entre eles se fechou novamente, e Noel se viu sendo empurrado para a borda da arena. Um erro aqui seria fatal.

O próximo golpe do anão atingiu seu lado com força brutal, fazendo seus ossos estremecerem. Um som de sininho soou—o dispositivo de proteção ativou automaticamente, uma medida de segurança para evitar ferimentos graves.

A pedra de cristal nele brilhava em vermelho. Segundo as regras do torneio, aquilo era o fim. Noel estava eliminado.

A multidão murmurava confusa, esperando que o anunciante declarasse o resultado.

Porém, o anão não parou.

Avançou de novo, com o machado cortando um arco selvagem pelo ar. Os olhos de Noel se estreitaram. "Ei—a luta acabou!" ele gritou, recuando.

Não havia sinal de que o anão o ouvisse. Apenas aquele mesmo foco ardente, estranho e desumano.

Lá do alto, a voz do narrador cortou com urgência. "P-arre! A luta! Guardas, contenham o concorrente!"

Dois guardas correram até a entrada da arena—mas colidiram contra a barreira de proteção ainda ativa. Os feitiços que impediam magias de atingirem a plateia continuavam selados, e eles não conseguiam entrar nem sair.

"O quê? Por que não desativaram?!" gritou um deles, batendo na parede de mana que brilha intensamente.

Dentro, Noel sentiu a tensão no ar mudar. Aquilo já não era mais um duelo autorizado—era uma tentativa de execução.

O anão avançou, e Noel desviou por um fio de cabelo, faíscas saltando enquanto o machado cavava fundo no piso de pedra onde ele tinha estado momentos antes.

"P… por favor..." a voz do anão voltou, soterrada sob o rosnado na garganta, "corra… eu… não posso..."

Noel rangeu os dentes. 'Fod*-se.'

Os gritos da multidão se transformaram em uma mistura de berros e vozes de pânico, a atmosfera carregada de medo.

O anão veio de novo, implacável. Noel recuou, com postura firme, Revenant Fang abaixada ao lado, mana fluindo por seu corpo, o ar ao redor girando com calor e faíscas.

'Tudo bem. Se estou lutando pela minha vida.'

Chamas se enrolaram em seus braços, relâmpagos cruzando entre seus dedos, e a temperatura ao seu redor disparou.

"Certo..." a voz de Noel foi baixa, fria. "…vamos acabar com isso."

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