O Extra é um Gênio!?

Capítulo 227

O Extra é um Gênio!?

Os ecos da arena desapareciam ao fundo enquanto Noel e Balthor saíam por um dos túneis laterais. O rugido distante da multidão ainda permanecia, um lembrete de que o torneio estava longe do fim. As lutas continuavam—a de Anastasia, e depois de Charlotte ou Elena.

Noel deu uma olhada rápida para trás.

Ele queria assistir a elas.

Mas algo mais já tinha capturado sua atenção.

[Nova Missão: Encontrar o 5º Pilar e lidar com ele.]

Recompensa: ???

Limite de tempo: 25 dias.

A mensagem pulsava suavemente no canto de sua visão antes de desaparecer.

Um som de tique-taque suave ecoava em sua cabeça—sutil, mas constante.

Ele exalou lentamente.

"Agora que penso melhor… não diz 'matar' o 5º Pilar. Só… lidar com ele."

"Não é como os outros…"

Ele ajustou a alça da sua espada e continuou caminhando ao lado de Balthor pelas largas ruas de pedra de Tharvaldur. A cidade ainda tinha vida, mesmo a essa hora. Poste de lampos brilhavam com uma luz maná suave, lançando tons acolhedores sobre paredes e arcos bem cuidados. N Determine as lojas estavam fechadas, mas tavernas ainda fervilhavam, e a pedra sob seus pés permanecia quente, acumulando o calor do dia.

"Bem… farei o que precisar."

Balthor caminhava na frente, com as mãos atrás das costas, cantarolando uma velha melodia anã.

O cronômetro da missão começava a correr.

O tempo de Noel também estava se esgotando.


O caminho à frente se curvava por uma rua principal larga, com paredes talhadas diretamente na pedra da montanha. O ar tinha um leve cheiro de ferro e pão assado. Lanternas mágicas flutuavam em fileiras organizadas acima deles, emitindo uma luz suave enquanto a cidade se ajustava ao ritmo noturno.

Balthor caminhava com passo firme, claramente curtindo cada passo.

"Essa cidade me traz boas lembranças," disse ele, com as mãos cruzadas atrás das costas. "Como te falei, nasci aqui. Quando as minas eram mais profundas e as ruas ainda não eram tão polidas."

Noel olhou ao redor. "Parece que cresceu bastante."

"Em alguns aspectos, demais," resmungou Balthor. "Construções novas, lojas novas. Metade das antigas já foi embora. Algumas coisas melhoraram, outras pioraram. Até o rei mudou. Pensei que aquele último reinasse pra sempre—oitenta anos no trono e, de repente, morreu de repente."

"Oitenta?" Noel levantou uma sobrancelha. "Isso… é um tempo razoável."

"Para humanos, talvez," respondeu Balthor, fazendo uma expressão de sorriso de canto. "Esperávamos outra ou duas décadas mais dele. Que pena. Este novo rei só faz dez anos que ocupa o trono. Ainda cheira a polimento de mármore e cerimônia."

Noel inclinou a cabeça. "E como funciona? Os anões votam? Como um conselho ou algo assim?"

Balthor soltou uma risada forte. "Democracia? Meu Deus, não. Igual à linha imperial de Valor. É passado de geração em geração. Mas o último rei morreu sem herdeiros. Então os clãs tiveram que escolher alguém. Pelo que escutei, a votação foi um caos. Demorou semanas."

"Hm," comentou Noel, olhando para frente. "Achei que os anões iam só competir por força ou… se bater com machados até alguém desistir."

Balthor lançou um olhar de lado para ele. "Esse tipo de história idiota é coisa de humano que nunca encontrou um verdadeiro anão."

Noel levantou a mão, fingindo rendição. "Ei, estou só dizendo o que imagino. Vocês têm fama de gostar de balançar martelos."

"É, e humanos têm reputação de falar besteiras bem alto."

Caminharam em silêncio por alguns segundos até Noel olhar ao redor novamente.

"…Então… quão longe fica esse lugar?"

Balthor não respondeu de imediato.

"Estamos próximos," murmurou. "Se ainda estiver aberto. Faz cinquenta anos que não passo por aqui."

Noel suspirou e continuou andando. "Isso dá confiança."

A estrada se estreitou ao desviarem do caminho principal. O teto do túnel à frente abaixou consideravelmente, e o espaço ficou mais apertado. A pedra escureceu—menos polida, mais desgastada.

Noel olhou com ceticismo para o beco baixo.

"Ainda estamos na cidade?" perguntou, agachando-se instintivamente. "Parece que estamos entrando numa mina."

"Relaxa," disse Balthor sem olhar para trás. "Os tetos não são feitos para humanos magricelos. E, além disso—estamos quase lá."

Depois de alguns passos, Balthor parou em frente a uma escada antiga que descia ao subterrâneo. Uma placa de madeira desbotada pendia torta acima dela, com a letra quase ilegível. Todo o estabelecimento tinha aparência de esquecido pelo tempo.

Noel franziu a testa. "É aqui?"

Balthor ignorou o tom. "Se ele ainda estiver por perto… sim."

Noel olhou para a tinta desgastada e a porta rangente. "Tem certeza de que não sonhou esse lugar em alguma outra geração?"

"Para de besteira e me acompanha."

Desceram as escadas. A porta ao fundo parecia ainda mais comum—moldura de pedra simples, sem janelas.

Balthor bateu uma vez e entrou sem esperar.

Noel seguiu—e parou frio assim que entrou.

O interior nada tinha a ver com o exterior.

Lá dentro, o piso era revestido com mármore branco polido, reluzindo sob uma luz de cristal quente. O cheiro no ar lembrava sândalo e algo picante. Estantes de tecidos alinhavam-se nas paredes ao longe, com cores e texturas que Noel não reconhecia completamente. Uma melodia instrumental suave tocava ao fundo, sutil e refinada.

"…Ok," murmurou Noel. "Isso aqui… não é o que eu esperava."

Balthor olhou para trás com um sorriso. "Surpreso, garoto?"

"Sim," admitiu Noel, piscando. "Um pouco."

Ele caminhou lentamente pelo primeiro corredor, olhando uma capa azul escura com bordado prateado. Parecia cara.

Muito cara.

"Melhor não tocar em nada," sussurrou para si mesmo.

Balthor riu por trás dele. "Não se preocupa. Noriel não morde."

Um suave tilintar ecoou quando uma porta lateral se abriu atrás do balcão.

Um anão saiu com postura treinada, ajustando as punhos do terno preto sob medida. Tinha cabelos grisalhos penteados para trás, barba aparada, e usava um monocle vermelho sobre um olho. Tudo nele exalava profissionalismo—até que seus olhos pousaram em Balthor.

Ele parou abruptamente.

Depois piscou, espantado.

Então soltou uma risada alta, incredula.

"Pois é que eu nunca pensei…"

"Que você sairia das rachaduras de pedra," completou Balthor, sorrindo.

Noriel cruzou os braços, de braços abertos.

"Nem me diga… achei que você tivesse morrido em uma briga de taberna ou enterrado em dívidas. E agora aparece aqui como se nada tivesse acontecido?"

Os dois se cumprimentaram com o toque de antebraços e puxaram um ao outro numa espécie de chute de ombro, que quase parecia um abraço.

"Você tá pior do que eu lembro," disse Noriel, dando um passo pra trás.

"E você ainda fala demais pra um alfaiate," retrucou Balthor.

Noel observava com diversão modesta a conversa.

Noriel finalmente se virou para ele, com um olhar atento atrás do monocle.

"Esse é o humano?"

"Ele é o que precisamos," confirmou Balthor. "Precisa de algo afiado. Estamos indo pra um lugar importante."

Noriel avaliou Noel de cima abaixo—botas, cinto, postura, expressão.

"Hmm." Ajustou o monocle. "Certo. Dá pra trabalhar com isso."

Estendeu a mão.

"Noriel Stoneweave. Mestre alfaiate, especialista em encantamentos e trabalhador de milagres de vez em quando. Bem-vindo à Iron Thread."

Noel apertou a mão dele, com firmeza, mas com cuidado. "Noel."

"Nome bom," disse Noriel. "Agora vamos te colocar numa roupa que não pareça 'estudante com segredos'."

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