
Capítulo 178
O Extra é um Gênio!?
"Reservou o lugar inteiro?" Elena perguntou ao se acomodar.
"Precisamos conversar sobre Noel."
"Não," Elyra respondeu com um sorriso providencial, "você só foi lenta demais. Se tivesse confessado antes, ele teria aceitado você na hora."
"Você acha?" Elena questionou, incerta.
"Tenho certeza," Elyra assentiu. "Penso que ele hesitou comigo por causa de uma promessa que fez. Queria ter certeza de que a cumpriria primeiro. E, depois que cumpriu… ele ficou ainda mais importante pra mim."
"Ah… certo," Elena murmurou, com os olhos arregalados. "Esqueci disso. Você enviou uma carta naquele dia, não foi?"
"Você devia se apressar, sabia."
"Para pegar aquela flor?" Elena perguntou, depois deu uma pausa. "Espere… quer dizer—"
"Talvez," Elyra respondeu. "Duvido que ele passou todo aquele tempo perambulando sem objetivo. Noel é imprudente, mas não idiota. E Selene… ela não é do tipo que perde tempo sem motivo."
"…Ela não?"
"Não. O verdadeiro problema é ela."
"A Santa," Elyra respondeu, com os olhos levemente estreitados. "Charlotte."
"Verdade," Elyra disse. "Mas às vezes, isso não basta."
"Como assim?"
"Então, o que devo fazer?"
"NO QUARTO DELE! AGORA!"
O grito ecoou pelo restaurante — mas ninguém veio correndo.
As ruas de Valon estavam quietas sob o brilho pálido das lanternas encantadas. Os canais refletiam o céu noturno, estrelas dançando na água a cada ondulação. As lojas tinham fechado, a cidade se entrara em seu silêncio noturno — exceto pelos passos resolutos de duas figuras caminhando lado a lado.
Os saltos batiam contra as ruas de pedra lisa, os vestidos balançando suavemente a cada passo. As bochechas de Elena ainda estavam rubras, seja pelo vinho, pelos nervos ou pelos dois. Elyra parecia completamente composta — além do sorriso divertido que escapava dos cantos da boca.
"Ainda tem certeza disso?" ela perguntou suavemente.
"Não tem mais volta agora," Elena respondeu, olhando para frente com foco.
"Hm. Para registro, estou impressionada. Não achei que você fosse capaz."
"Eu também não," Elena murmurou. "Mas se eu não fizer agora… vou ficar adiando. Cansei de esperar."
As portas da academia surgiram à frente. Os guardas as deixaram passar com quase nenhuma olhada — ambas eram bem conhecidas, afinal.
E em algum lugar acima delas, em um dos quartos silenciosos, iluminados pela lua…