O Extra é um Gênio!?

Capítulo 132

O Extra é um Gênio!?

Marcus acordou como faz todas as manhãs—cheio de disposição e energia.

Neste momento, ele estava a bordo de um navio a caminho do continente de Elarith.

Com um movimento rápido, pulou da cama.

Sua cabine era pequena e simples—apenas uma cama e uma cômoda, nada mais.

Para usar o banheiro, ele precisava ir ao banho público, exatamente para lá que estava indo agora.

'Faltam dois meses de férias. Vou aproveitar ao máximo—com as pessoas que mais me importo. Depois do banho, vou procurar Laziel, Garron e Clara. Preciso agradecê-los novamente pelo convite para o jantar ontem.'

Marcus chegou ao banho comunitário.

Entrou na seção masculina—que já estava bem cheia.

Mas isso não o incomodou. Na verdade, fez ele sorrir.

Marcus gostava de estar perto de pessoas. Quanto mais, melhor.

Enquanto esfregava suas costas, começou uma conversa leve com um homem mais velho próximo—falando de forma fácil, como se fossem velhos conhecidos.

Depois de terminar o banho, voltou para sua cabine e se vestiu.

'Certo—hora de ir ver os outros.'

Na manhã de hoje, eles tinham planejado comer em um dos cafés ao ar livre no deque superior do navio.

Quando Marcus chegou, viu a mesa deles imediatamente.

Estava Garron, exibindo seus bíceps com orgulho na frente de um Laziel bastante indiferente.

'Laziel parece ter se recuperado bem.'

Após o incidente com Lereus, Laziel ficou deprimido por várias semanas.

Mesmo tendo agido sob efeito de magia de sangue, isso pesou bastante nele. Mas agora… ele parecia bem melhor.

E sentado perto, estava Clara.

Para Marcus, ela era a garota mais bonita do mundo.

'Em breve… vou me confessar para ela.'

Marcus se dirigiu à mesa com seu sorriso habitual.

"Bom dia!!"

As saudações retornaram uma após a outra.

"Bom dia," disse Garron.

"Oi," acrescentou Laziel.

"Bom dia, Marcus. Você dormiu bem?" perguntou Clara, sorrindo.

"Sim, sim—dormi ótimo," respondeu Marcus com alegria.

Depois de alguns minutos conversando de forma casual, foi Laziel—como sempre, quem mais usava a cabeça no grupo—quem finalmente falou, com curiosidade na voz.

"Então, Marcus… vai nos contar por que estamos indo para a Capital Sagrada?"

Marcus sorriu.

"Certo, escutem bem."

Os outros se inclinarem, interessados.

"(Eu) conheci a Santa," começou Marcus. "Ela é uma garota muito doce e gentil. Perguntou se poderíamos ajudar com uma missão na capital. Disse que alguns estudantes da Academia Imperial de Valor seriam ideais para isso—e eu concordei."

Garron exibiu os músculos com orgulho. "É um trabalho que precisa de força? Eu sou perfeito para isso."

Clara suspirou suavemente. "Não é nada estranho, né, Marcus? Você sempre aceita as coisas com facilidade."

Marcus riu.

"De jeito nenhum. Ela só quer que ensinemos um pouco de magia para algumas crianças de um orfanato. E também passar alguns dias cuidando delas. Ela disse que gostaria que fôssemos exemplos para elas—dando algo para elas almejarem."

Clara sorriu com ternura.

"Muito nobre da sua parte, Marcus."

Laziel assentiu. "De fato é um gesto muito gentil."

Garron sorriu, animado. "Bom… posso brincar com elas, jogá-las no ar e pegar de volta, né?"

Clara franziu a testa.

"Seria melhor você não fazer isso, Garron. Você assustaria as crianças—e aí elas não quereriam estudar na academia."

Laziel acrescentou, sorrindo de canto.

"Exatamente. Uma hora, elas podem ficar apavoradas com a academia se um gorila começar a jogá-las pra cima."

Marcus riu, gostando da brincadeira amigável e da companhia dos seus amigos mais próximos.

Enquanto continuavam conversando, foi Clara quem trouxe o próximo assunto:

"Vocês ouviram falar da doença que estava se espalhando no norte do continente?" perguntou ela. "Graças a Deus, o território da minha família fica no sudeste—não chegou até a gente."

Garron piscou.

"Nunca tinha ouvido falar disso…"

Laziel sorriu.

"Claro que não. O dia que você ficar por dentro das notícias, será um milagre. Aqui em casa, falaram bastante sobre isso. Mas dizem que já foi controlado—Iskandar parece ter resolvido o problema antes que piorasse."

Marcus assentiu.

"É verdade. Clara e eu ouvimos falar quando o pai dela nos contou. Disseram que parecia uma praga—se espalhou rápido e afetou muita gente. Febres mortais, pele ficando vermelha com manchas. Felizmente, Iskandar conseguiu interrompê-la rapidamente."

Garron suspirou.

"Pois é… graças a Deus."

Clara sorriu de leve.

"Marcus queria subir lá para ajudar. Tive que segurá-lo—ele fica ansioso demais. Não tínhamos muito o que fazer mesmo… ainda estamos no segundo ano. Os adultos não nos deixariam participar."

Marcus deu de ombros.

"Verdade… mas não poderia ficar de braços cruzados enquanto as pessoas sofriam."

Clara murmurou suavemente, quase para si mesma.

"Sei… é isso que gosto em você."

Marcus piscou.

"Hã? Você falou algo, Clara? Não peguei bem."

Agora corada, Clara fez um gesto com as mãos.

"Não, nada! Vamos mudar de assunto. Estamos quase chegando na cidade, né?"

Laziel olhou para um relógio próximo.

"Mais quatro dias."

Garron sorriu.

"Ei, Marcus—topa uma luta? Ouvi dizer que tem área de treinamento no navio."

Marcus piscou surpreso.

"Hã? Sério? Não é meio loucura ter uma área de treinamento num navio?"

Laziel balançou a cabeça.

"Faz bastante sentido. Esse navio pertence à família Estermont—é a embarcação oficial deles. Eles sempre viajam com ela."

Clara inclinou a cabeça.

"Mas… não vimos Elyra nem a família dela em lugar nenhum, né?"

Laziel franziu levemente o rosto.

"Não… essa é a parte estranha."

Marcus riu.

"Para de pensar demais. Vamos direto ao área de treinamento."

O grupo seguiu pelos andares superiores do navio, seguindo as placas até chegar a uma porta reforçada, com detalhes elegantes ao redor do marco.

Laziel foi quem abriu primeiro.

Dentro, a sala era surpreendentemente espaçosa—grande o suficiente para vários combatentes treinarem ao mesmo tempo.

Pilares mágicos reforçados estavam ao longo das paredes, absorvendo mana dispersa. O chão tinha círculos de combate desbotados.

No centro da sala—

Nãoel.

Ele estava sozinho, com a Arsena de Revenant na mão. A lâmina negra reluzia fracamente enquanto ele se movia com movimentos suaves e precisos—totalmente concentrado no seu treino.

O grupo parou na entrada.

Marcus piscou surpreso.

"Nãoel?"

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