
Capítulo 61
O Extra é um Gênio!?
O céu acima do Desfiladeiro de Varn pairava carregado de nuvens — escuro e imóvel, como blocos de pedra pressionados uns contra os outros. Não havia luz da lua, estrelas, apenas uma névoa doentia que apagava até o suave brilho das luzes de mana que se agarravam ao musgo da encosta do penhasco.
O vento não assobiava. Ele rugia.
Passava por entre fendas estreitas entre as cristas de pedra, puxando o capuz de Noel com mãos secas e empoeiradas. O ar cheirava a terra úmida, resíduo de mana e ao leve ferro do sangue seco.
Ele estava na base de um desfiladeiro estreito — uns vinte metros de largura, talvez cinco de profundidade, com paredes inclinadas que subiam como dentes afiados. Um dos lugares mais isolados do Hollow. Nenhum monstro aqui esta noite. Só rocha, pó e o cheiro de uma violência antiga.
Perfeito.
Noel saiu do capuz, deixando-o cair sobre uma laje de pedra plana atrás dele. Rolou os ombros uma, duas vezes, afrouxando a rigidez na coluna.
O frio logo o atingiu, envolvendo sua pele como um aviso. Ele não se importou.
Sua camisa grudava às costas após a caminhada anterior. Os luvas ainda estavam úmidas de suor. Ele limpou as mãos nas coxas, depois puxou atrás das costas e desenganchou a espada.
Canino do Ressentido.
A lâmina permanecia imóvel. Aço opaco, empunhadura simples, sem ornamentos. Mas ela vibrava levemente contra sua pele — uma ressonância, não um som. Como se soubesse o que ele prestes a fazer. Como se tivesse esperado.
Ele deu um passo à frente.
A pedra sob seus sapatos era irregular — rachaduras espalhadas por impactos antigos, queimadas de magia de fogo que queimaram ali há semanas. Sua própria magia. Suas próprias lutas.
O terreno carregava suas marcas.
Ele girou a espada uma vez na mão.
A empunhadura se encaixou como se pertencesse ali. Pesada, mas equilibrada. Conhecida.
Então ela surgiu.
Não houve ruído, nem brilho, nem faísca. Apenas silêncio.
Apenas ali — a sombra.
Ela ficava a dez metros de distância, na extremidade do desfiladeiro. Humanoide, sem rosto, quase invisível, a não ser que você soubesse procurar por ela. Seus contornos se fundiam ao ar como fumaça que se recusa a subir.
Ela não se moveu.
Noel assumiu uma postura.
Pé esquerdo à frente. Joelhos levemente flexionados. Lâmina inclinada ao longo do corpo.
A respiração desacelerou.
O vento uivou novamente pelo desfiladeiro, levantando terra solta e poeira antiga, formando espirais breves ao redor dos pés dele.
Ele estreitou os olhos.
"Beleza. Vamos lá."
O vento recuou por um momento.
O silêncio se instalou como um aviso.
Então, a sombra se moveu.
Os olhos de Noel fixaram-se na sua forma. O movimento foi preciso — absurdamente suave. Ela ajustou a postura com equilíbrio absoluto, empunhou uma lâmina invisível em um movimento fluido, pivotou no calcanhar, e desfez um arco de corpo inteiro que terminou com um passo reverso.
Não houve movimento desperdiçado. Nenhuma ostentação.
Apenas eficiência.
Noel abaixou sua postura.
"Beleza, seu filha da puta. Vamos ver o que você quer de mim."
Ele inspirou uma vez, levantou a Canino do Ressentido e tentou replicar o movimento.
Passo.
Torção.
Corte.
E ele exagerou na rotação.
A lâmina arrastou um pouco atrás do pivô, o calcanhar escorregou, e o ponto de impacto da strike imaginária ficou muito alto.
Ele rangeu os dentes e tentou de novo.
A sombra permaneceu ali, perfeitamente parada, como se estivesse assistindo.
"É, entendi. Você é melhor."
"Parabéns. Agora mostra de novo."
A sombra se moveu.
A mesma sequência.
A mesma velocidade.
Os olhos de Noel seguiram o movimento.
Ele tentou novamente.
Mais próximo, mas ainda errado. O peso dele mudou cedo demais, e o impulso desviou a trajetória.
Resmungou baixinho.
"Isso seria muito mais fácil se você, porra, falasse."
A sombra virou a cabeça sem rosto em sua direção.
Não com agressividade.
Nem com escárnio.
Apenas... observando.
Como se estivesse esperando ele entender algo que ainda não tinha percebido.
Noel exalou abruptamente.
Suor escorria pelas costas.
Ele reequipou sua postura de novo, queixo cerrado.
"Beleza. Não fala. Só mostra de novo."
O vento levantou poeira e cinza antiga pelo rock.
E a sombra se moveu outra vez.
Continuou grudando nos sapatos de Noel.
Suor grudava em tudo mais.
Ele repetiu o movimento dezesseis vezes.
Cada vez, o mesmo resultado.
Errado.
Passo inicial muito amplo. Pivotação rígida. Muita tensão na empunhadura. Seus pés estavam firmes — pelos padrões normais. Seu controle era bom — pelos padrões da academia.
Mas isso?
Isso era diferente.
"Que se dane essa postura."
Ele expirou pelo nariz com força.
Repetiu.
De novo.
De novo.
De novo.
A cada tentativa, um pouco melhor. Uma polegada mais limpa. Uma correção mais precisa. Sua respiração ficou pesada, o vapor escorrendo sob a pele sob o frio da noite.
Suor escorria do queixo, molhando a pedra rachada abaixo.
Suas mãos tremiam, mas ele apertou com força.
"Você não vai ganhar essa, sombra. Eu vou gravar cada passo nos meus ossos, se for preciso."
Ele deu um passo, virou — o impulso se quebrou cedo demais, a lâmina escorregou para baixo.
O calcanhar raspou na rocha. Faíscas voaram. Ele tropeçou dois passos para trás, espada na mão.
"Porra."
A sombra não se moveu.
Apenas permaneceu lá.
Parada.
Observando.
Noel levantou a lâmina e apontou na direção da figura.
"Nada? Nem uma piscada? Um tremor? Algo?"
Nada.
O vento preencheu o espaço onde uma voz poderia estar.
Noel deixou a ponta da espada no chão e se curvou, mãos nos joelhos, o peito subindo e descendo.
"Não é só a forma. Você está escondendo algo na sua movimentação."
"O quê? Ritmo, pressão, timing talvez? Não sei, não consigo enxergar porra nenhuma."
Ele olhou para cima de novo.
A sombra se moveu. Mesma sequência.
Precisamente a mesma.
Como um loop de reprodução que não se importa com quantas vezes ele falhou.
As mãos de Noel tremeram levemente.
Não por medo.
Por esforço.
"Practica leva à perfeição, ou diziam no meu antigo mundo."
Ele respirou fundo.
Então voltou à posição.
De novo.
De novo.
De novo.
Cada vez um pouco melhor. Um milímetro mais limpo. Uma correção mais justa. A respiração dele ficou pesada, o vapor saindo da pele sob o frio da noite.
Suor escorria do queixo, atingindo a pedra rachada abaixo.
As mãos tremiam, mas ele segurou mais forte.
"Você não vai ganhar essa, sombra. Eu vou gravar cada passo nos meus ossos, se for preciso."
Ele deu um passo, virou — o impulso se quebrou cedo demais, a lâmina escorregou para baixo.
O calcanhar raspou na rocha. Faíscas voaram. Ele tropeçou dois passos para trás, espada na mão.
"Porra."
A sombra não se moveu.
Apenas ali, parada.
Silenciosa.
Observando.
Noel levantou a espada, apontando na direção dela.
"Nada? Nem uma piscada? Um tremor? Algo?"
Nada.
O vento preencheu o silêncio, como se uma voz estivesse ali, esperando para falar.
Noel colocou a ponta da espada no chão, e se curvou, mãos nos joelhos, o peito sob forte esforço.
"Não é só a postura. Você está escondendo alguma coisa na sua maneira de se mover."
"O quê? Timing, força, ritmo? Não consigo enxergar porra nenhuma."
Ele olhou para cima novamente.
A sombra mudou de posição. Mesma movimentação.
Exatamente a mesma.
Como se fosse um loop de vídeo que não se importasse com quantas vezes ele falhava.
As mãos de Noel tremiam um pouco.
Não de medo.
De cansaço.
"Ensinar na minha antiga terra dizia que prática leva à perfeição."
Ele respirou fundo.
Reajustou a postura.
De novo.
Mais devagar desta vez.
A respiração se acalmou. A pegada ficou mais leve. Os joelhos afundaram um pouco mais na rocha, dando a base que faltava.
'Pare de forçar. Deixe a lâmina puxar.'
A sombra se moveu novamente.
Pivô limpo. Mesmo arco. O modo como os pés se deslocavam — não era músculo memorizado. Era instinto, nascido de uma repetição além da razão.
Noel observou.
E se moveu.
Passo.
Deslocamento.
Tração.
Girou limpo.
Só uma vez.
A lâmina seguiu o movimento, formando uma curva fluida, cortando o ar de uma maneira que não havia feito antes.
Sem tropeços. Sem escorregões. Sem exageros na correção.
Não era a postura completa.
Mas era uma parte limpa.
Ele congelou.
Piscar.
Depois olhou para sua postura. Sua posição. A forma como a lâmina pairava.
Equilíbrio perfeito.
E por um segundo, apenas um segundo —
Ele olhou para seus próprios braços como se não os reconhecesse.
"Caraca."
A sombra não reagiu.
Simplesmente resetou.
Noel não se importou.
Sorriu — largo. Sem fôlego. Rindo por dentro.
"Você viu isso ou não?"
Apontou a espada de volta para a sombra.
"Eu consegui. Você viu. Nem tente fingir."
Mas a sombra apenas ficou lá.
Silenciosa.
Distante.
Mas Noel não precisava de confirmação.
Não desta vez.
Estava sorrindo feito um lunático, o peito ainda subindo e descendo de adrenalina.
"Um passo, seu filho da puta. Eu aceito."
"Você não é invencível. Vou despedaçar seu ritmo frame a frame."
Ele recuou para a posição novamente.
Sem hesitar.
Sem reclamar.
Apenas a adrenalina em suas veias.
A sombra se moveu de novo.
Sem descanso.
Sem pausa.
Sem reconhecimento do progresso.
Apenas uma nova sequência.
Carregou o peso no pé de trás, virou o corpo superior numa rotação apertada, e desfez um golpe diagonal que terminou com um passo giratório atrás de um alvo invisível.
Mais rápido e mais compacto.
Movimentação de pés complexa, com mudas sutis de impulso.
O sorriso de Noel desapareceu — mas só por um segundo.
"Vai se catar."
Ele fincou os pés e tentou espelhar.
Primeiro passo: pesado demais.
Segunda: escorregou no ângulo.
Giro — desequilibrou-se. O golpe, amplo demais.
Quase deixou a espada cair.
Mandou um palavrão, se corrigiu e expirou com força pelos dentes cerrados.
"Então, vamo lá."
Reajustou a postura.
De novo.
De novo.
De novo.
Cada tentativa um pouco melhor. Um milímetro mais limpo. Uma correção mais precisa. A respiração ficou pesada, o vapor saindo sob a pele na friagem da noite.
Suor escorria do queixo, atingindo a pedra rachada abaixo.
As mãos tremiam, mas ele segurou mais forte.
"Você não vai ganhar essa, sombra. Vou marcar cada passo nos meus ossos, se for preciso."
Ele deu um passo, virou — o impulso se quebrou cedo demais, a lâmina escorregou para baixo.
O calcanhar raspou na pedra. Faíscas voaram. Ele tropeçou duas passadas para trás, espada na mão.
"Porra."
A sombra não se moveu.
Ficou ali, imóvel.
Parada.
Observando.
Noel ergueu a lâmina e apontou na direção da figura.
"Nada? Nem uma piscada? Um tremor? Algo?"
Nada.
O vento preencheu o vazio onde uma voz poderia estar.
Noel colocou a ponta da espada no chão e se curvou, mãos nos joelhos, o peito subindo e descendo.
"Não é só a postura. Você está escondendo algo na sua movimentação."
"O quê? Ritmo, pressão, timing? Não consigo enxergar porra nenhuma."
Ele olhou para cima novamente.
A sombra se moveu. Mesma sequência.
Exatamente a mesma.
Como um loop de gravação que não importava quantas vezes ele falhasse.
As mãos de Noel tremeram levemente.
Não de medo.
De esforço.
"Dizia que prática leva à perfeição na minha antiga terra."
Ele respirou fundo.
Reajustou a postura novamente.
Mais devagar.
A respiração ficou controlada. A pegada ficou mais leve. Os joelhos afundaram mais na rocha, dando a base que faltava.
'Para de forçar. Deixa a lâmina puxar.'
A sombra se moveu de novo.
Pivot limpo. Mesmo arco. O modo como os pés se deslocavam — não era músculo memorizado. Era instinto, nascido da repetição além da razão.
Noel observou.
E se moveu.
Passo.
Deslocamento.
Tração.
Girou limpo.
Somente uma vez.
A lâmina seguiu o movimento com uma curva fluida, cortando o ar de uma maneira que não tinha feito antes.
Sem resistência. Sem tropeçar. Sem exageros.
Não era a postura completa.
Mas era uma parte limpa.
Ele congelou.
Piscar.
Depois olhou para sua postura. Sua posição. A forma como a lâmina pairava.
Equilíbrio perfeito.
E por um segundo, só um segundo —
Ele olhou para seus próprios braços como se não os reconhecesse.
"Caramba."
A sombra não reagiu.
Ela simplesmente resetou.
Noel não se importou.
Sorriu — largo. Sem fôlego. Meio rindo de si mesmo.
"Você viu aquilo, porra?"
Apontou a espada de novo para a sombra.
"Consegui. Você viu. Nem tente fingir que não."
Mas a sombra apenas permaneceu ali, parada, silenciosa, distante.
Porém, Noel não precisava de validação.
Não desta vez.
Estava sorrindo feito um louco, o peito ainda subindo e descendo com adrenalina.
"Um passo, seu filho da puta. Eu aceito."
"Você não é invencível. Vou despedaçar seu ritmo quadro a quadro."
Recolocou-se na posição novamente.
Sem hesitar.
Sem reclamar.
Apenas a adrenalina correndo nas veias.
A sombra se moveu de novo.
Sem descanso.
Sem pausa.
Sem reconhecimento do progresso.
Apenas uma nova sequência.
Carregou peso no pé de trás, girou o corpo num movimento apertado, e desfez um golpe diagonal que terminou com um passo giratório atrás de um alvo invisível.
Mais rápido e mais compacto.
Movimentos complexos de pés, com mudanças sutis de impulso.
O sorriso de Noel desapareceu — mas só por um segundo.
"Vai a porra."
Fincou os pés e tentou replicar.
Primeiro passo: pesado demais.
Segundo: escorregou no ângulo.
Giro — desequilibrou-se. O golpe, amplo demais.
Quase deixou a espada cair.
Mandou um palavrão, se corrigiu e expirou com força pelos dentes cerrados.
"Vamos ver então."
Reajustou.
Mais uma vez.
De novo.
De novo.
Cada tentativa, um pouco melhor. Um centímetro mais limpo. Uma correção mais precisa. A respiração ficou pesada, o vapor saindo sob a pele na friagem da noite.
Suor escorria do queixo, atingindo a pedra rachada abaixo.
Suas mãos tremiam, mas ele segurou com força.
"Você não vai ganhar essa, sombra. Vou marcar cada passo nos meus ossos, se for preciso."
Ele deu um passo, virou — o impulso quebrou cedo demais, a lâmina escorregou para baixo.
O calcanhar raspou na pedra. Faíscas voaram. Ele tropeçou duas passadas para trás, espada na mão.
"Porra."
A sombra não se moveu.
Ficou ali, imóvel.
Parada.
Observando.
Noel levantou a espada e apontou na direção dela.
"Nada? Nem uma piscada? Um tremor? Algo?"
Nada.
O vento preencheu o silêncio, como se estivesse esperando por uma voz.
Noel colocou a ponta da espada no chão, se curvou, mãos nos joelhos, o peito subindo e descendo.
"Não é só a postura. Você está escondendo algo na sua maneira de se mover."
"O quê? Ritmo, pressão, timing? Eu não consigo enxergar porra nenhuma."
Ele olhou para cima novamente.
A sombra se moveu. Mesma sequência.
Exatamente a mesma.
Como um looping que não se importava com quantas vezes ele falhava.
As mãos de Noel tremeram ligeiramente.
Não de medo.
De esforço.
"Dizia que prática leva à perfeição na minha antiga terra."
Ele respirou fundo.
Reajustou a postura novamente.
Mais devagar.
A respiração se acalmou. A pegada ficou mais leve. Os joelhos afundaram mais na pedra, formando a base que faltava.
'Para de forçar. Deixa a lâmina puxar.'
A sombra se moveu de novo.
Pivô limpo. Mesmo arco. O modo como os pés se deslocavam — não era memória muscular. Era instinto, nascido da repetição além da lógica.
Noel observou.
E se moveu.
Passo.
Deslocamento.
Tração.
Girou limpo.
Só uma vez.
A lâmina seguiu o movimento com uma curva fluida, cortando o ar de uma forma que não tinha feito antes.
Sem resistência. Sem tropeçar. Sem exagerar na correção.
Não era a postura toda.
Mas era uma parte limpa.
Ele travou.
Piscou.
Depois olhou para sua postura. Sua posição. A forma como a lâmina pairava.
Equilíbrio perfeito.
E, por um instante, só um instante —
Ele olhou para seus próprios braços como se não os reconhecesse.
"Que porra."
A sombra não reagiu.
Ela simplesmente resetou.
Noel não se importou.
Sorriu — largo. Sem fôlego. Meio rindo de si mesmo.
"Você viu isso?"
Apontou a espada novamente para a sombra.
"Peguei. Você viu. Nem tente fingir que não."
No entanto, a sombra apenas ficou lá, parada, silenciosa, distante.
Mas Noel não precisava de aprovação.
Nem desta vez.
Ele estava sorrindo feito um louco, o peito ainda subindo e descendo de tanta adrenalina.
"Um passo, seu filho da puta. Eu vou."
"Você não é invencível. Vou rasgar seu ritmo em um por um quadro."
Ele voltou à posição.
Sem hesitar.
Sem reclamar.
Apenas a fome de combate nas veias.
A sombra se moveu outra vez.
Sem descanso.
Sem pausa.
Sem reconhecer progresso.
Apenas uma nova sequência.
Carregou peso no pé de trás, girou o corpo na rotação rápida, e lançou um golpe diagonal que terminou com uma passada giratória atrás de um alvo invisível.
Mais rápido, mais compacto.
Movimentos complexos com pés e mudanças sutis de impulso.
O sorriso de Noel desapareceu — mas só por um instante.
"Vai se enfiar na porra."
Fincou os pés e tentou replicar.
Primeiro passo: pesado demais.
Segundo: escorregou no ângulo.
A rotação — fora de equilíbrio. O golpe, largo demais.
Quase deixou a espada cair.
Mandou um palavrão, se corrigiu, expirou com força.
"Então, vamo lá."
Reajustou novamente.
De novo.
De novo.
De novo.
Cada tentativa, um pouco melhor. Uma milha mais limpa. Uma correção mais firme. A respiração arfava, vapor saindo da pele na noite fria.
Suor escorria do queixo, atingindo a pedra rachada.
Suas mãos tremiam, mas ele segurou com força.
"Você não vai ganhar essa, sombra. Eu vou gravar cada passo nos meus ossos, se for preciso."
Ele deu outro passo, virou — o impulso quebrou cedo demais, a lâmina escorregou para baixo.
O calcanhar rasparam na pedra. Faíscas voaram. Ele tropeçou duas passadas para trás, espada na mão.
"Porra."
A sombra permaneceu ali, imóvel.
Parada.
Observando.
Noel levantou a espada e apontou na direção da figura.
"Nada? Nem uma piscada? Um tremor? Algo?"
Nada.
O vento encheu o silêncio, como se uma voz estivesse aguardando o momento certo.
Noel colocou a ponta da espada no chão, se curvou, mãos nos joelhos, o peito a pulsar forte.
"Não é só a postura. Você está escondendo algo na sua maneira de se mover."
"O quê? Ritmo, pressão, timing? Mas eu não consigo ver nada."
Ele olhou para cima novamente.
A sombra mudou de posição. Mesma sequência.
Exatamente a mesma.
Como um looping de vídeo que não ligava para quantas vezes ele falhasse.
As mãos de Noel tremeram um pouco.
Não de medo.
De esforço.
"Dizem que prática leva à perfeição na minha antiga terra."
Ele respirou fundo.
Reajustou a postura mais uma vez.
Mais devagar.
A respiração se estabilizou. A pegada ficou mais leve. Os joelhos afundaram na rocha, formando uma base sólida.
'Para de forçar. Deixa a lâmina puxar.'
A sombra se moveu de novo.
Pivô limpo. Mesmo arco. O modo como os pés se deslocavam — não era músculo memorizado. Era instinto, uma repetição que ia além da lógica.
Noel assistiu.
E se moveu.
Passo.
Deslocamento.
Tração.
Girou limpo.
Só uma vez.
A lâmina seguiu o movimento com uma curva fluida, cortando o ar de uma forma que antes não tinha feito.
Sem resistência. Sem tropeços. Sem exageros na correção.
Não era o movimento completo.
Mas era uma parte pura.
Ele parou.
Piscou.
Depois olhou para sua postura, sua posição, o jeito que a lâmina pairava.
Equilíbrio perfeito.
E por um instante, só um segundo —
Ele olhou para seus braços como se não os reconhecesse.
"Caralho."
A sombra não reagiu.
Ela apenas resetou.
Noel não se importou.
Sorriu — largo. Sem fôlego. Meio rindo de si mesmo.
"Você viu isso ou não?"
Apontou a espada de novo para a sombra.
"Peguei. Você viu. Nem tente fingir que não."
A sombra, no entanto, permanecia ali, parada, silenciosa, distante.
Porém, Noel não precisava de validação.
Nem desta vez.
Ele estava sorrindo como um doido, o peito ainda subindo e descendo, cheio de adrenalina.
"Um passo, seu filho da puta. Eu aceito."
"Você não é invencível. Eu vou destruir seu ritmo quadro a quadro."
Ele voltou à posição.
Sem hesitar.
Sem reclamar.
Apenas com a fome de lutar pulsando nas veias.
A sombra se moveu outra vez.
Sem descanso.
Sem pausa.
Sem reconhecer progresso.
Apenas uma nova sequência.
Carregou peso no pé de trás, torceu o corpo numa rotação fechada, e desfez um golpe diagonal que terminou com um passo giratório atrás de um alvo invisível.
Mais rápido, mais compacto.
Movimentos de pés complexos, com mudanças sutis de impulso.
O sorriso de Noel desapareceu — mas só por um instante.
"Vai enfiar a porra."
Plantou os pés e tentou fazer igual.
Primeiro passo: pesado demais.
Segundo: escorregou no ângulo.
Giro — desequilibrou. O golpe, largo demais.
Quase deixou a espada cair.
Mandou um palavrão, se corrigiu e expirou forte.
"Então, vamo lá."
Reajustou a postura mais uma vez.
De novo.
De novo.
De novo.
Cada tentativa, um pouco melhor. Um milímetro mais limpo. Uma correção mais firme. A respiração ficou pesada, vapor saindo sob a pele na noite fria.
Suor escorria do queixo, atingindo a pedra rachada abaixo.
Suas mãos tremiam, mas ele segurou com força.
"Você não vai ganhar essa, sombra. Vou marcar cada passo nos meus ossos, se for preciso."
Ele deu outro passo, virou — o impulso quebrou cedo demais, a lâmina escorregou para baixo.
O calcanhar raspou na pedra. Faíscas voaram. Ele tropeçou duas passadas para trás, espada na mão.
"Porra."
A sombra permaneceu ali, imóvel.
Parada.
Observando.
Noel ergueu a espada e apontou na direção dela.
"Nada? Nem uma piscada? Um tremor? Algo?"
Nada.
O vento encheu o silêncio, esperando uma resposta.
Noel colocou a ponta da espada no chão, se curvou, mãos nos joelhos, respirando fundo.
"Não é só a postura. Você está escondendo algo na sua movimentação."
"O quê? Ritmo, pressão, timing? Mas eu não enxergo nada."
Ele olhou para cima novamente.
A sombra mudou de lugar. Mesma sequência.
Exatamente igual.
Como um looping de vídeo que não se importava com quantas vezes ele falhava.
As mãos de Noel tremiam um pouco.
Não por medo.
Pela fadiga.
"Diz que a prática leva à perfeição na minha antiga terra."
Ele respirou fundo.
Reajustou a postura novamente.
Mais devagar.
A respiração estabilizou. A pegada ficou mais leve. Os joelhos afundaram na rocha, formando uma base sólida.
'Para de forçar. Deixa a lâmina puxar.'
A sombra se moveu outra vez.
Pivô limpo. Mesmo arco. Os pés se deslocando — não era memória muscular. Era instinto, uma repetição que desafia a lógica.
Noel assistiu.
E se moveu.
Passo.
Deslocamento.
Tração.
Girou limpo.
Somente uma vez.
A lâmina seguiu o movimento com uma curva fluida, cortando o ar de modo diferente de tudo antes.
Sem resistência. Sem tropeços. Sem exageros.
Não era toda a postura.
Mas era uma parte perfeita.
Ele travou.
Piscou.
Depois olhou para sua postura, sua posição, como a lâmina pairava.
Equilíbrio perfeito.
E por um segundo, só um segundo —
Fechou os olhos e olhou fixamente para seus braços, como se não os reconhecesse.
"Que porra."
A sombra não reagiu.
Ela apenas reiniciou.
Noel não se importou.
Sorriu — largo. Sem fôlego. Meio rindo de si mesmo.
"Você viu isso? Eu consegui."
Apontou a espada de novo para a sombra.
"Eu peguei. Você viu. Não tenta disfarçar."
Mas a sombra ficou ali, quieta, silenciosa, distante.
Porém, Noel não precisava de validação.
Não desta vez.
Estava sorrindo como um louco, o peito ainda a subir e descer, dominado pela adrenalina.
"Um passo, seu filho da puta. Eu aceito."
"Você não é invencível. Vou detonar seu ritmo frame a frame."
Ele recuou para a postura novamente.
Sem hesitar.
Sem reclamar.
Apenas com a sede de lutar.
A sombra se moveu de novo.
Sem descanso.
Sem pausa.
Sem reconhecer qualquer avanço.
Apenas uma nova sequência.
Transferiu peso para o pé de trás, torceu o corpo rapidamente, e fez um ataque diagonal, finalizando com um passo giratório atrás de um alvo invisível.
Mais rápido, mais compacto.
Movimentos de pés complexos, com mudanças sutis de impulso.
O sorriso de Noel sumiu — mas só por um segundo.
"Vai se mandar pra porra."
Fincou os pés e tentou fazer igual.
Primeiro passo: pesado demais.
Segunda: escorregou no ângulo.
Giro — desequilibrou. O golpe, largo demais.
Quase deixou a espada cair.
Mandou um palavrão, se corrigiu e expirou com força.
"Então, vamo lá."
Reajustou.
Mais uma vez.
De novo.
De novo.
Cada tentativa um pouco melhor. Uma pontinha mais limpa. Uma correção mais precisa. A respiração virou um suspiro pesado, vapor saindo sob a pele na noite fria.
Suor escorria do queixo, molhando a pedra rachada.
As mãos tremiam, mas ele apertou mais forte.
"Você não vai ganhar essa, sombra. Eu vou gravar cada passo nos meus ossos, se precisar."
Ele deu mais um passo, virou — o impulso quebrou cedo demais, a lâmina escorregou para baixo.
O calcanhar raspou na pedra. Faíscas voaram. Ele tropeçou duas passadas para trás, espada na mão.
"Porra."
A sombra permaneceu ali, imóvel.
Parada.
Observando.
Noel ergueu a espada e apontou na direção dela.
"Nada? Nem uma piscada? Um tremor? Algo?"
Nada.
O vento encheu o silêncio, como se uma voz estivesse à espera de uma resposta.
Noel colocou a ponta da espada no chão, se curvou, mãos nos joelhos, respirando fundo.
"Não é só posture. Você está escondendo algo na sua movimentação."
"O quê? Ritmo, força, timing? Mas não consigo enxergar porra nenhuma."
Ele olhou para cima de novo.
A sombra mudou de lugar. A mesma sequência.
Exatamente igual.
Como um loop de vídeo que não se importa com quantas vezes ele falhasse.
As mãos de Noel tremeram um pouco.
Não de medo.
Pela exaustão.
"Minha antiga Terra dizia que prática faz mestre."
Ele respirou fundo.
Reajustou a postura mais uma vez.
Mais devagar.
A respiração estabilizou. A pegada ficou mais leve. Os joelhos afundaram na pedra, formando uma base sólida.
'Para de forçar. Deixa a lâmina puxar.'
A sombra de moveu outra vez.
Pivot limpo. Mesmo arco. Os pés mudando de lugar — não era memorização muscular. Era instinto, a repetição que vai além da lógica.
Noel assistiu.
E se moveu.
Passo.
Deslocamento.
Tração.
Girou limpo.
Só uma vez.
A lâmina seguiu o movimento com uma curva fluida, cortando o ar de uma forma diferente de tudo antes.
Sem hesitação. Sem tropeçar. Sem exagerar na correção.
Não era toda postura.
Mas era uma parte limpa.
Ele parou.
Piscou.
Depois olhou para sua postura, sua posição, o modo que a lâmina ficava suspensa.
Equilíbrio perfeito.
E por um instante, só um instante —
Ele olhou para seus braços como se não os reconhecesse.
"Caramba."
A sombra não reagiu.
Ela apenas resetou.
Noel não se importou.
Sorriu — largo. Sem fôlego. Meio rindo de si mesmo.
"Você viu isso? Eu consegui."
Apontou a espada para a sombra de novo.
"Eu consegui. Você viu. Nem tente fingir que não."
Mas a sombra só ficou lá.
Parada. Silenciosa. Distante.
Porém, Noel não precisava de validação.
Não desta vez.
Ele estava sorrindo feito um doido, o peito ainda subindo e descendo, tomado por adrenalina.
"Um passo, seu filho da puta. Eu consigo."
"Você não é invencível. Eu vou rasgar seu ritmo em cada frame."
Ele voltou à posição.
Sem hesitar.
Sem reclamar.
Apenas sangue nos olhos.
A sombra se moveu de novo.
Sem descanso.
Sem pausa.
Sem reconhecer progresso.
Apenas uma nova sequência.
Transferiu peso para o pé de trás, torceu o corpo e fez um ataque diagonal que terminou em um passo giratório atrás de um alvo invisível.
Mais veloz e mais compacto.
Movimentos de pés habilidosos, com mudanças sutis de impulso.
O sorriso de Noel sumiu — mas só por um segundo.
"Vaza, porra."
Plantou os pés e tentou fazer igual.
Primeiro passo: pesado demais.
Segundo: escorregou no ângulo.
Giro — desequilibrou. O golpe, largo demais.
Quase caiu com a espada.
Mandou um palavrão, se corrigiu e expirou com força.
"Vamos ver então."
Reajustou.
De novo.
De novo.
De novo.
Cada tentativa, um pouco melhor. Um pouco mais limpo. Uma correção mais firme. A respiração pesada, vapor saindo sob a pele na noite fria.
Seu suor escorria do queixo na pedra rachada.
Suas mãos tremiam, mas ele segurou forte.
"Você não vai ganhar essa, sombra. Vou marcar cada passo nos meus ossos, se precisar."
Deu mais um passo, virou — o impulso quebrou cedo demais, a lâmina escorregou para baixo.
Calcanhar raspou na pedra. Faíscas voaram. Ele tropeçou duas passadas para trás, espada na mão.
"Porra."
A sombra ficou ali, imóvel.
Parada.
Observando.
Noel levantou a espada, apontando para ela.
"Nada? Nem uma piscada? Um tremor? Algo?"
Nada.
O vento encheu o silêncio, como se aguardasse uma resposta.
Noel colocou a ponta da espada no chão, se curvou, mãos nos joelhos, respirando fundo.
"Não é só postura. Você está escondendo algo na sua movimentação."
"O quê? Ritmo, força, timing? Mas não consigo enxergar porra nenhuma."
Ele olhou para cima de novo.
A sombra mudou de posição. A mesma sequência.
Exatamente igual.
Como um loop de vídeo que não importa quantas vezes ele tivesse falhado.
As mãos de Noel tremiam levemente.
Não por medo.
Pela fadiga.
"Minha antiga terra dizia que prática leva à perfeição."
Ele respirou fundo.
Reajustou a postura mais uma vez.
Mais devagar.
A respiração se acalmou. A pegada ficou mais leve. Os joelhos afundaram na pedra, formando uma base sólida.
'Para de forçar. Deixa a lâmina puxar.'
A sombra se moveu de novo.
Pivô limpo. Mesmo arco. Os pés mudando de lugar — não era memorização muscular. Era instinto, uma repetição que desafia a lógica.
Noel assistiu.
E se moveu.
Passo.
Deslocamento.
Tração.
Girou limpo.
Somente uma vez.
A lâmina seguiu o movimento com uma curva fluida, cortando o ar de modo diferente de tudo antes.
Sem resistência. Sem tropeços. Sem exageros.
Não era toda a postura.
Mas era uma parte pura.
Ele travou.
Piscou.
Depois olhou para sua postura, sua posição, como a lâmina ficava suspensa.
Equilíbrio perfeito.
E, por um instante, só um instante —
Ele olhou para seus braços como se não os reconhecesse.
"Caramba."
A sombra não reagiu.
Ela apenas resetou.
Noel não se importou.
Sorriu — largo. Sem fôlego. Meio rindo de si mesmo.
"Você viu? Eu consegui."
Apontou a espada de novo na direção da sombra.
"Eu consegui. Você viu. Nem tente negar."
Mas a sombra apenas permaneceu ali, parada, silenciosa, distante.
Porém, Noel não precisava de validação.
Não desta vez.
Ele estava sorrindo feito um louco, o peito ainda subindo e descendo, cheio de adrenalina.
"Um passo, seu filho da puta. Eu vou."
"Você não é invencível. Eu vou rasgar seu ritmo dia e noite, quadro por quadro."
Ele voltou à posição.
Sem hesitar.
Sem reclamar.
Cheio de agressividade.
A sombra se moveu de novo.
Sem descanso.
Sem pausa.
Sem dar atenção ao progresso.
Somente uma nova sequência.
Carregou peso no pé de trás, girou o corpo numa rotação fechada, e lançou um golpe diagonal que terminou com um passo giratório atrás de um alvo invisível.
Mais rápido, mais compacto.
Movimentos de pés habilidosos, com mudanças sutis de impulso.
O sorriso de Noel sumiu — mas só por um instante.
"Vai se mandar pra porra."
Fincou os pés e tentou fazer igual.
Primeiro passo: pesado demais.
Segundo: escorregou no ângulo.
Giro — fora de equilíbrio. O golpe, largo demais.
Quase deixou a espada cair.
Mandou um palavrão, se corrigiu e expirou forte.
"Então, vamo lá."
Reajustou.
Mais uma vez.
De novo.
De novo.
Cada tentativa um pouco melhor. Uma milha mais limpa. Uma correção mais precisa. A respiração pesada, vapor saindo sob a pele na noite fria.
Suor escorria do queixo, atingindo a pedra rachada abaixo.
Suas mãos tremiam, mas ele segurou com força.
"Você não vai ganhar essa, sombra. Eu vou marcar cada passo nos meus ossos, se for preciso."
Ele deu mais um passo, virou — o impulso quebrou cedo demais, a lâmina escorregou para baixo.
O calcanhar raspou na pedra. Faíscas voaram. Ele tropeçou duas passadas para trás, espada na mão.
"Porra."
A sombra ficou ali, imóvel.
Parada.
Observando.
Noel ergueu a espada, apontando na direção da figura.
"Nada? Nem uma piscada? Um tremor? Algo?"
Nada.
O vento encheu o silêncio, esperando uma resposta.
Noel colocou a ponta da espada no chão, se curvou, mãos nos joelhos, respirando fundo.
"Não é só postura. Você está escondendo algo na sua movimentação."
"O quê? Ritmo, força, timing? Mas eu não enxergo nada."
Ele olhou para cima de novo.
A sombra se moveu. Mesma sequência.
Exatamente igual.
Como um loop de vídeo que não se importa com quantas vezes ele falhava.
As mãos de Noel tremiam um pouco.
Não por medo.
De esforço.
"Dizia que a prática leva à perfeição na minha antiga terra."
Ele respirou fundo.
Reajustou a postura mais uma vez.
Mais devagar.
A respiração estabilizou. A pegada ficou mais leve. Os joelhos afundaram na pedra, formando uma base sólida.
'Para de forçar. Deixa a lâmina puxar.'
A sombra se moveu de novo.
Pivô limpo. Mesmo arco. Os pés mudando de lugar — não era memorização muscular. Era instinto, a repetição que desafia a lógica.
Noel assistiu.
E se moveu.
Passo.
Deslocamento.
Tração.
Girou limpo.
Somente uma vez.
A lâmina seguiu o movimento com uma curva fluida, cortando o ar de modo diferente de tudo antes.
Sem resistência. Sem tropeços. Sem exagerar na correção.
Não era toda a postura.
Mas era uma parte limpa.
Ele congelou.
Piscou.
Depois olhou para a sua postura. Sua posição. Como a lâmina permanecia suspensa.
Perfeito equilíbrio.
E por um segundo, só um segundo —
Ele olhou para seus braços como se não os reconhecesse.
"Caramba."
A sombra não reagiu.
Ela apenas resetou.
Noel não se importou.
Sorriu — largo. Sem fôlego. Meio rindo de si mesmo.
"Você viu? Consegui."
Apontou a espada para ela novamente.
"Peguei. Você viu. Nem tente fingir que não."
Mas a sombra apenas permaneceu ali, silenciosa, quieta, distante.
Porém, Noel não precisava de validação.
Não desta vez.
Estava sorrindo feito um louco, o peito ainda subindo e descendo, tomado por adrenalina.
"Um passo, seu filho da puta. Eu aceito."
"Você não é invencível. Vou destruir seu ritmo quadro a quadro."
Ele voltou à posição.
Sem hesitar.
Sem reclamar.
Cheio de determinação.
A sombra se moveu novamente.
Sem descanso.
Sem pausa.
Sem reconhecer progresso.
Apenas uma nova sequência.
Carregou peso no pé de trás, girou o corpo, e lançou um golpe diagonal que terminou com um passo giratório atrás de um alvo invisível.
Mais rápido, mais compacto.
Movimentos complexos de pés, com mudanças sutis de impulso.
O sorriso de Noel sumiu — mas só por um segundo.
"Vai enfiar na porra."
Plantou os pés e tentou espelhar.
Primeiro passo: pesado demais.
Segundo: escorregou no ângulo.
A rotação — desequilibrou. O golpe, amplo demais.
Quase deixou a espada cair.
Mandou um palavrão, se corrigiu e expirou forte.
"Então, vamo lá."
Reajustou.
De novo.
De novo.
De novo.
Cada tentativa um pouco melhor. Uma milha mais limpa. Uma correção mais precisa. A respiração pesada, vapor escapando sob a pele na noite fria.
Suor escorria do queixo na pedra rachada.
Suas mãos tremiam, mas ele segurou com força.
"Você não vai ganhar essa, sombra. Eu vou deixar cada passo gravado nos meus ossos, se for preciso."
Deu mais um passo, virou — o impulso quebrou cedo demais, a lâmina escorregou para baixo.
Calcanhar raspou na pedra. Faíscas voaram. Ele tropeçou duas passadas para trás, espada na mão.
"Porra."
A sombra permaneceu ali, imóvel.
Parada.
Observando.
Noel ergueu a espada, apontando na direção dela.
"Nada? Nem uma piscada? Um tremor? Algo?"
Nada.
O vento encheu o silêncio, esperando uma resposta.
Noel colocou a ponta da espada no chão, se curvou, mãos nos joelhos, respirando fundo.
"Não é só postura. Você está escondendo algo na sua movimentação."
"O quê? Ritmo, força, timing? Mas eu não enxergo nada."
Ele olhou para cima novamente.
A sombra se moveu. Mesma sequência.
Exatamente igual.
Como um loop de vídeo que não se importa com quantas vezes ele falhava.
As mãos de Noel tremeram um pouco.
Não de medo.
Pela fadiga.
"Minha antiga terra dizia que prática leva à perfeição."
Ele respirou fundo.
Reajustou a postura mais uma vez.
Mais devagar.
A respiração voltou ao controle. A pegada ficou mais leve. Os joelhos se enterraram mais na rocha, firmando uma base sólida.
'Para de forçar. Deixa a lâmina puxar.'
A sombra se moveu de novo.
Pivô limpo. Mesmo arco. Os pés mudando de lugar — não era memorização muscular. Era instinto, repetição que desafia a lógica.
Noel assistiu.
E se moveu.
Passo.
Deslocamento.
Tração.
Girou limpo.
Uma única vez.
A lâmina seguiu o movimento com uma curva fluida, cortando o ar de uma forma que não tinha feito antes.
Sem resistência. Sem tropeços. Sem exageros.
Não era toda a postura.
Mas era uma parte limpa.
Ele parou.
Piscou.
Depois olhou para sua postura, sua posição, a forma como a lâmina pairava.
Equilíbrio perfeito.
E, por um instante, só um instante —
Ele olhou para seus braços como se não os reconhecesse.
"Caralho."
A sombra não reagiu.
Ela apenas resetou.
Noel não se importou.
Sorriu — largo. Sem fôlego. Meio rindo de si mesmo.
"Você viu? Consegui."
Apontou a espada novamente.
"Peguei. Você viu. Nem tente fingir que não."
Sentiu que a sombra apenas ficou lá, calada, distante.
Contudo, Noel não precisava de validação.
Não desta vez.
Estava sorrindo como um louco, o peito subindo e descendo, dominado pela adrenalina.
"Um passo, seu filho da puta. Eu vou."
"Você não é invencível. Vou rasgar seu ritmo pedaço por pedaço."
Ele voltou à postura.
Sem hesitar.
Sem reclamar.
Apenas com a sede de lutar.
A sombra se moveu outra vez.
Sem descanso.
Sem pausa.
Sem reconhecimento do progresso.
Apenas uma sequência nova.
Carregou peso no pé de trás, torceu o corpo, e desferiu um golpe diagonal que acabou com um passo giratório atrás de um alvo invisível.
Mais rápido, mais compacto.
Movimentos de pés habilidosos, com mudanças sutis de impulso.
O sorriso de Noel desapareceu — só por um instante.
"Vaza, porra."
Plantou os pés e tentou fazer do mesmo jeito.
Primeiro passo: pesado demais.
Segundo: escorregou ao tentar o ângulo.
Giro — fora de equilíbrio. O golpe, amplo demais.
Quase deixou a espada escapar.
Caiu na besteira, se corrigiu, respirou forte.
"Vamos lá."
Reajustou.
De novo.
Mais uma vez.
Mais uma vez.
Cada tentativa melhor, um pouco mais limpa. Uma correção mais firme. A respiração pesada, vapor saindo sob a pele na noite fria.
Suor escorria do queixo, atingindo a pedra rachada.
As mãos tremiam, mas ele apertou com força.
"Você não vai ganhar essa, sombra. Vou marcar cada passo nos meus ossos, se precisar."
Deu outro passo, virou — o impulso quebrou cedo, a lâmina escorregou para baixo.
Calcanhar raspou na pedra. Faíscas voaram. Ele tropeçou duas passadas para trás, espada na mão.
"Porra."
A sombra permaneceu lá, imóvel.
Parada.
Observando.
Noel ergueu a espada, apontando na direção dela.
"Nada? Nem uma piscada? Um tremor? Algo?"
Nada.
O vento encheu o silêncio, esperando uma resposta.
Noel colocou a ponta da espada no chão, se curvou, mãos nos joelhos, respirando fundo.
"Não é só postura. Você está escondendo algo na sua movimentação."
"O quê? Ritmo, força, timing? Mas eu não enxergo nada."
Ele olhou para cima de novo.
A sombra se moveu. Mesma sequência.
Exatamente igual.
Como um loop de vídeo que não importa quantas vezes ele falhasse.
As mãos de Noel tremeram um pouco.
Não de medo.
Pela exaustão.
"Minha antiga terra dizia que prática leva à perfeição."
Ele respirou fundo.
Reajustou a postura mais uma vez.
Mais devagar.
A respiração se estabilizou. A pegada ficou mais leve. Os joelhos afundaram na rocha, formando uma base sólida.
'Para de forçar. Deixa a lâmina puxar.'
A sombra se moveu de novo.
Pivô limpo. Mesmo arco. Os pés mudando de lugar — não era memória muscular. Era instinto, uma repetição que desafia a lógica.
Noel assistiu.
E se moveu.
Passo.
Deslocamento.
Tração.
Girou limpo.
Uma única vez.
A lâmina seguiu o movimento com uma curva fluida, cortando o ar de um modo diferente de tudo antes.
Sem resistência. Sem tropeços. Sem exageros.
Não era toda a postura.
Mas era uma parte limpa.
Ele travou.
Piscou.
Depois olhou para sua postura, sua posição, como a lâmina ficava suspensa.
Equilíbrio perfeito.
E, por um instante, só um instante —
Ele olhou para seus braços, como se não os reconhecesse.
"Que porra."
A sombra não reagiu.
Ela apenas resetou.
Noel não se importou.
Sorriu — largo. Sem fôlego. Meio rindo de si mesmo.
"Viu isso? Consegui."
Apontou a espada de novo na direção da sombra.
"Peguei. Você viu. Nem tente disfarçar."
Porém, a sombra apenas permaneceu ali, parada, silenciosa, distante.
Mas Noel não precisava de validação.
Nem desta vez.
Ele estava sorrindo como um louco, o peito ainda subindo e descendo de adrenalina.
"Um passo, seu filho da puta. Eu consigo."
"Você não é invencível. Eu vou rasgar seu ritmo quadro a quadro."
Ele voltou à posição.
Sem hesitar.
Sem reclamar.
Cheio de sede de luta.
A sombra se moveu de novo.
Sem descanso.
Sem pausa.
Sem reconhecimento do progresso.
Apenas uma nova sequência.
Transferiu peso ao pé de trás, girou o corpo, e lançou um golpe diagonal que terminou com um passo giratório atrás de um alvo invisível.
Mais rápido, mais compacto.
Movimentos intricados de pés, com mudanças sutis de impulso.
O sorriso de Noel desapareceu — mas só por um instante.
"Vaza, porra."
Fincou os pés e tentou fazer igual.
Primeiro passo: pesado demais.
Segundo: escorregou no ângulo.
A rotação — desequilibrou. O golpe, largo demais.
Quase deixou a espada escapar.
Caiu na besteira, se corrigiu, respirou forte.
"Vamos lá."
Reajustou.
Mais uma vez.
De novo.
De novo.
Cada tentativa, um pouco melhor. Mais limpo. Mais preciso. A respiração pesada, vapor saindo sob a pele na noite fria.
Suor escorrendo do queixo, atingindo a pedra rachada abaixo.
Suas mãos tremiam, mas ele segurou firme.
"Você não vai ganhar essa, sombra. Vou deixar cada passo marcado nos meus ossos, se precisar."
Deu mais um passo, virou — o impulso quebrou cedo demais, a lâmina escorregou para baixo.
Calcanhar raspou na pedra. Faíscas voaram. Ele tropeçou duas passadas para trás, espada na mão.
"Porra."
A sombra permaneceu lá, imóvel.
Parada.
Observando.
Noel ergueu a espada, apontando na direção dela.
"Nada? Nem uma piscada? Um tremor? Algo?"
Nada.
O vento encheu o silêncio, esperando uma resposta.
Noel colocou a ponta da espada no chão, se curvou, mãos nos joelhos, respirando fundo.
"Não é só postura. Você está escondendo algo na sua movimentação."
"O quê? Ritmo, força, timing? Mas eu não consigo ver porra nenhuma."
Ele olhou para cima novamente.
A sombra se moveu. Mesma sequência.
Exatamente igual.
Como um ciclo de vídeo que não se importa com quantas vezes ele falhasse.
As mãos de Noel tremiam um pouco.
Não de medo.
Pela fadiga.
"Dizia que prática leva à perfeição."
Ele respirou fundo.
Reajustou a postura mais uma vez.
Mais devagar.
A respiração se estabilizou. A pegada ficou mais leve. Os joelhos afundaram na rocha, formando uma base sólida.
'Para de forçar. Deixa a lâmina puxar.'
A sombra se moveu novamente.
Pivô limpo. Mesmo arco. Os pés mudando de lugar — não era memória muscular. Era instinto, repetição que desafia a lógica.
Noel assistiu.
E se moveu.
Passo.
Deslocamento.
Tração.
Girou limpo.
Uma única vez.
A lâmina seguiu o movimento com uma curva fluida, cortando o ar de forma diferente de tudo antes.
Sem resistência. Sem tropeços. Sem exageros.
Não era toda a postura.
Mas era uma parte limpa.
Ele travou.
Piscou.
Depois olhou para sua postura, sua posição, a forma como a lâmina pairava.
Equilíbrio perfeito.
E, por um instante, só um instante —
Ele olhou para seus braços como se não os reconhecesse.
"Caramba."
A sombra não reagiu.
Ela apenas resetou.
Noel não se importou.
Sorriu — largo. Sem fôlego. Meio rindo de si mesmo.
"Você viu? Eu consegui."
Apontou a espada novamente.
"Peguei. Você viu. Nem tente fingir que não."
Porém, a sombra apenas ficou ali, parada, silenciosa, distante.
Mas Noel não precisava de validação.
Não desta vez.
Estava sorrindo feito um louco, o peito ainda subindo e descendo, cheio de adrenalina.
"Um passo, seu filho da puta. Eu tenho."
"Você não é invencível. Eu vou rasgar seu ritmo quadro a quadro."
Ele retornou à postura.
Sem hesitar.
Sem reclamar.
Com sede de combate.
A sombra se moveu outra vez.
Sem descanso.
Sem pausa.
Sem reconhecer progresso.
Apenas uma nova sequência.
Transferiu peso para o pé de trás, girou o corpo, e despejou um golpe diagonal que terminou com um passo giratório atrás de um alvo invisível.
Mais rápido, mais compacto.
Movimentos complexos, com mudanças sutis de impulso.
O sorriso desapareceu — mas só por um instante.
"Vai se mandar na porra."
Plantou os pés e tentou fazer igual.
Primeiro passo: pesado demais.
Segundo: escorregou no ângulo.
Giro — desequilibrou. Golpe largo.
Quase deixou cair a espada.
Mandou um palavrão, se corrigiu e respirou forte.
"Vamos lá."
Reajustou.
Mais uma vez.
De novo.
Mais uma vez.
Cada tentativa, um pouco melhor. Mais limpo. Mais preciso. A respiração pesada, vapor escapando na noite fria.
Suor do queixo, atingindo a pedra rachada.
Suas mãos tremiam, mas ele segurou firme.
"Você não vai ganhar essa, sombra. Eu vou deixar cada passo nos meus ossos, se for preciso."
Ele deu outro passo, virou — o impulso quebrou cedo, a lâmina escorregou para baixo.
Calcanhar raspou na pedra. Faíscas voaram. Ele tropeçou duas passadas para trás, espada na mão.
"Porra."
A sombra permaneceu ali, imóvel.
Parada.
Observando.
Noel levantou a espada, apontando para ela.
"Nada? Nem uma piscada? Um tremor? Algo?"
Nada.
O vento encheu o silêncio, aguardando uma resposta.
Noel colocou a ponta da espada no chão, se curvou, mãos nos joelhos, respirando fundo.
"Não é só postura. Você está escondendo algo na sua movimentação."
"O quê? Ritmo, força, timing? Mas eu não consigo enxergar nada."
Ele olhou para cima novamente.
A sombra se moveu, repetindo a mesma sequência.
Igualzinha.
Como um loop de vídeo que não se importa com suas falhas.
As mãos de Noel tremeram levemente.
Não por medo.
Pela fadiga.
"Dizem que prática leva à perfeição na minha antiga terra."
Ele respirou fundo.
Reajustou a postura mais uma vez.
Mais devagar.
A respiração estabilizou. A pegada ficou mais leve. Os joelhos afundaram na pedra, formando uma base firme.
'Para de forçar. Deixa a lâmina puxar.'
A sombra se moveu de novo.
Pivô limpo. Mesmo arco. Os pés se ajustando — não era memória muscular. Era instinto, repetição que vai além da lógica.
Noel pegou tudo na atenção.
E se moveu.
Passo.
Deslocamento.
Tração.
Girou limpo.
Uma única vez.
A curva fluida da lâmina cortou o ar de uma maneira diferente de antes.
Sem resistência. Sem tropeços. Sem exageros na correção.
Não era toda a postura.
Mas uma parte perfeita.
Ele travou e piscou uma vez.
Depois olhou para seu corpo. Sua postura. Como a lâmina ficava suspensa.
Equilíbrio perfeito.
E por um segundo, só um instante —
Ele olhou para seus braços, como se fosse estranho vê-los.
"Caramba."
A sombra não reagiu.
Simplesmente, resetou.
Noel não pensou duas vezes.
Sorriu — largo. Sem fôlego. Meio rindo de si mesmo.
"Viu? Eu consegui."
Apontou a espada na direção dela.
"Tá na hora de parar de brincar. Você viu, né? Não adianta fingir."
Mas a sombra só permaneceu ali, imóvel, silenciosa, à distância.
Porém, Noel não precisava de confirmação.
Nem desta vez.
Estava sorrindo como um louco, com o peito pulsando de adrenalina.
"Um passo, seu filho da puta. Eu aceito."
"Você não é invencível. Vou rasgar seu ritmo em cada frame."
Ele voltou para a postura mais uma vez, sem hesitar.
Sem reclamar.
Coração palpitando forte.
A sombra se moveu de novo.
Sem descanso.
Sem pausa.
Sem reconhecer progresso.
Apenas uma nova sequência.
Carregou peso no pé de trás, torceu o corpo, e lançou um ataque diagonal que concluiu com um passo giratório atrás de um alvo invisível.
Mais rápido, mais compacto.
Movimentos hábeis, com mudanças sutis.
O sorriso de Noel desapareceu — só por um instante.
"Vai se mandar na porra."
Plantou os pés e tentou fazer igual.
Primeiro passo: pesado demais.
Segundo: escorregou na tentativa de ângulo.
Giro — desequilibrou. Golpe largo.
Quase deixou cair a espada.
Mandou um palavrão, se corrigiu e respirou forte.
"Vamos lá."
Reajustou novamente.
Mais uma vez.
De novo.
Mais uma vez.
Cada tentativa, um passo mais limpo. Uma correção mais firme. A respiração pesada, vapor saindo sob a pele na noite fria.
Suor escorria do queixo na pedra rachada.
Suas mãos tremiam, mas ele segurou com força.
"Você não vai ganhar essa, sombra. Vou marcar cada passo nos meus ossos, se for preciso."
Deu um passo, virou — o impulso quebrou cedo demais, a lâmina escorregou para fora.
Calcanhar raspou na pedra. Faíscas voaram. Ele tropeçou duas passadas para trás, com a espada na mão.
"Porra."
A sombra permaneceu ali.
Parada.
Observando.
Noel ergueu a espada e apontou na direção dela.
"Nada? Nem uma piscada? Um tremor? Algo?"
Nada.
O vento encheu o silêncio, esperando uma resposta.
Noel colocou a ponta da espada no chão, se curvou, mãos nos joelhos, respirando fundo.
"Não é só postura. Você está escondendo algo na sua movimentação."
"O quê? Ritmo, força, timing? Mas eu não consigo ver nada."
Ele olhou para cima novamente.
A sombra se moveu, repetindo a mesma sequência.
Igualzinha.
Como um loop de vídeo que não se importa com as falhas.
As mãos de Noel tremiam um pouco.
Não por medo.
Pela fadiga.
"Minha antiga terra dizia que prática leva à perfeição."
Ele respirou fundo.
Reajustou a postura mais uma vez.
Mais devagar.
A respiração se acalmou. A pegada ficou mais leve. Os joelhos afundaram na rocha, formando uma base sólida.
'Para de forçar. Deixa a lâmina puxar.'
A sombra se moveu de novo.
Pivô limpo. Mesmo arco. Os pés mudando de lugar — não era memória muscular. Era instinto, uma repetição que desafia a lógica.
Noel assistiu.
E se moveu.
Passo.
Deslocamento.
Tração.
Girou limpo.
Uma vez só.
A curva da lâmina seguiu o movimento, cortando o ar de modo diferente antes.
Sem resistência. Sem tropeços. Sem exageros.
Não era toda a postura.
Mas uma parte pura.
Ele travou.
Piscou.
Depois olhou para sua postura, seu posicionamento, como a lâmina ficava suspensa.
Perfeito equilíbrio.
E por um segundo, só um segundo —
Ele olhou para seus braços, como se fosse vendo por outra pessoa.
"Que porra."
A sombra não reagiu.
Ela só resetou.
Noel não se importou.
Sorrindo — largo. Sem fôlego. Meio rindo de si mesmo.
"Você viu? Consegui."
Apontou a espada de novo para ela.
"Tá na hora de parar de brincar. Você viu, né? Não adianta fingir."
Mas a sombra só ficou ali, parada, silenciosa, longe.
Porém, Noel não precisava de confirmação.
Não desta vez.
Estava sorrindo loucamente, o peito ainda subindo e descendo, cheio de adrenalina.
"Um passo, seu filho da puta. Pode confiar."
"Você não é invencível. Vou rasgar seu ritmo, quadro por quadro."
Ele voltou à postura.
Sem hesitar.
Sem reclamar.
Com sangue nos olhos.
A sombra se moveu de novo.
Sem descanso.
Sem pausa.
Sem reconhecer progresso.
Apenas uma nova sequência.
Carregou peso no pé de trás, girou o corpo, e disparou um golpe diagonal que terminou com um passo giratório atrás de um alvo invisível.
Mais rápido, mais compacto.
Movimentos habilidosos de pés, mudanças sutis de impulso.
O sorriso de Noel sumiu — só por um instante.
"Vaza, porra."
Plantou os pés e tentou fazer igual.
Primeiro passo: pesado demais.
Segundo: escorregou ao tentar o ângulo.
Giro — fora de equilíbrio. Golpe largo.
Quase deixou a espada cair.
Mandou um palavrão, se corrigiu e respirou forte.
"Vamos lá."
Reajustou novamente.
Mais uma vez.
De novo.
Mais uma vez.
Cada tentativa, um pouco melhor. Mais limpo. Mais preciso. A respiração carregada, vapor saindo da pele na noite fria.
Suor do queixo, atingindo a pedra rachada.
Suas mãos tremiam, mas ele segurou forte.
"Você não vai ganhar essa, sombra. Eu vou deixar cada passo gravado nos meus ossos, se for preciso."
Deu mais um passo, virou — o impulso quebrou cedo, a lâmina escorregou para baixo.
Calcanhar raspa na pedra. Faíscas voaram. Ele tropeçou duas passadas para trás, com a espada na mão.
"Porra."
A sombra ficou ali, imóvel.
Parada.
Observando.
Noel levantou a espada, apontando para ela.
"Nada? Nem uma piscada? Um tremor? Algo?"
Nada.
O vento encheu o silêncio, esperando uma resposta.
Noel colocou a ponta da espada no chão, se curvou, mãos nos joelhos, respirando fundo.
"Não é só postura. Você está escondendo algo na sua movimentação."
"O quê? Ritmo, força, timing? Mas eu não consigo ver nada."
Ele olhou para cima novamente.
A sombra se moveu. Mesma sequência.
Exatamente igual.
Como um ciclo de vídeo que não importa quantas vezes ele tenha falhado.
As mãos de Noel tremiam um pouco.
Não de medo.
Pela fadiga.
"Minha antiga terra dizia que prática leva à perfeição."
Ele respirou fundo.
Reajustou a postura mais uma vez.
Mais devagar.
A respiração estabilizou. A pegada ficou mais leve. Os joelhos clicaram na rocha, formando uma base firme.
'Para de forçar. Deixa a lâmina puxar.'
A sombra se moveu de novo.
Pivô limpo. Mesmo arco. Os pés ajustados — não era memória muscular. Era instinto, repetição além da razão.
Noel observou.
E se moveu.
Passo.
Deslocamento.
Tração.
Girou limpo.
Uma única vez.
A curva da lâmina cortou o ar numa fluidez que antes não tinha mostrado.
Sem resistência. Sem tropeços. Sem exageros.
Não era a postura toda.
Mas era uma parte limpa.
Ele parou e piscou.
Depois olhou para a própria postura, o equilíbrio, como a lâmina flutuava quase que perfeitamente.
Equilíbrio perfeito.
E por um instante, só por um instante —
Ele olhou para seus braços, como se fosse ver de fora.
"Que porra."
A sombra não reagiu.
Ela só resetou.
Noel não se importou.
Sorriu — largo. Sem fôlego. Meio rindo de si mesmo.
"Viu? Consegui."
Apontou a espada novamente.
"Está na hora de parar de brincar. Você viu, né? Não adianta tentar disfarçar."
A sombra só ficou ali, parada, silenciosa, silenciosa.
Porém, Noel não precisava de validação.
Não desta hora.
Estava sorrindo feito um doido, o peito ainda a subir e descer de adrenalina.
"Um passo, seu filho da puta. Eu vou."
"Você não é invencível. Vou rasgar seu ritmo, quadro por quadro."
Reiniciou a postura.
Sem hesitar.
Sem reclamar.
Apenas com vontade de lutar, sangue nas veias.
A sombra se moveu outra vez.
Sem descanso.
Sem pausa.
Sem reconhecimento de progresso.
Somente uma nova sequência.
Transferiu peso ao pé de trás, torceu o corpo, e lançou um golpe diagonal que terminou com um passo giratório atrás de um alvo invisível.
Mais rápido, mais compacto.
Movimentos de pés complexos, mudanças sutis de impulso.
O sorriso de Noel desapareceu — só por um instante.
"Vaza, porra."
Plantou os pés e tentou fazer igual.
Primeiro passo: pesado demais.
Segundo: escorregou ao tentar o ângulo.
A rotação — desequilibrou. O golpe, amplo demais.
Quase deixou a espada cair.
Mandou um palavrão, se corrigiu, respirou forte.
"Vamos lá."
Reajustou.
Mais uma vez.
De novo.
De novo.
Cada tentativa, um pouco melhor. Mais limpo. Mais preciso. Pela noite fria, a respiração pesada, vapor saindo sob a pele.
Suor do queixo, tocando na pedra rachada.
Suas mãos tremiam, mas segurou forte.
"Você não vai ganhar essa, sombra. Eu vou deixar cada passo marcado nos meus ossos, se for preciso."
Deu mais um passo, virou — o impulso quebrou cedo, a lâmina escorregou para baixo.
Calcanhar tocou na pedra. Faíscas voaram. Ele tropeçou duas passadas para trás, com a espada na mão.
"Porra."
A sombra só ficou ali.
Parada.
Observando.
Noel ergueu a espada, apontando para ela.
"Nada? Nem uma piscada? Um tremor? Algo?"
Nada.
O vento preencheu o silêncio, esperando por uma resposta.
Noel colocou a ponta da espada no chão, se curvou, mãos nos joelhos, respirando fundo.
"Não é só postura. Você está escondendo algo na sua movimentação."
"O quê? Ritmo, força, timing? Mas eu não consigo enxergar nada."
Ele olhou para cima de novo.
A sombra se moveu. A mesma sequência.
Exatamente igual.
Como um looping que não importa quanto ele falhasse.
As mãos de Noel tremeram um pouco.
Não por medo.
Pela fadiga.
"Minha antiga terra dizia que prática leva ao mestre."
Ele respirou fundo.
Reajustou a postura de novo.
Mais devagar.
A respiração estabilizou. A pegada ficou mais leve. Os joelhos afundaram na pedra, formando uma base firme.
'Para de forçar. Deixa a lâmina puxar.'
A sombra se moveu outra vez.
Pivô limpo. Mesmo arco. Os pés mudados de lugar — não era memória muscular. Era instinto, repetição além da lógica.
Noel assistiu.
E se moveu.
Passo.
Deslocamento.
Tração.
Girou limpo.
Uma única vez.
A curva da lâmina cortou o ar numa fluidez diferente de tudo antes.
Sem resistência. Sem tropeços. Sem exageros.
Não era toda a postura.
Mas era uma parte limpa.
Ele travou.
Piscou.
Depois olhou para sua postura, sua posição, o modo que a lâmina ficava suspensa.
Equilíbrio perfeito.
E, por um instante —
Ele olhou para seus braços, como se não os reconhecesse.
"Caramba."
A sombra não reagiu.
Ela só resetou.
Noel não se importou.
Sorriu — largo. Sem fôlego. Meio rindo de si mesmo.
"Viu? Eu consegui."
Apontou a espada na direção da sombra.
"Vai lá, seu filho da puta. Pode vir."
"Eu tenho."