O Extra é um Gênio!?

Capítulo 31

O Extra é um Gênio!?

A Grande Salinha fervia com música, risadas e cores girando no ar.

Marcus estava perto de uma das colunas decoradas, rindo enquanto Garron tentava—de maneira bem ruim—imitar um passo de valsa, quase tropeçando nos próprios botas.

"Você vai acabar machucando alguém assim," lazily Laziel comentou, encostado na parede, com os braços cruzados.

Clara deu uma risadinha atrás da mão, e Marcus riu entre dentes, balançando a cabeça.

Só mais uma noite.

Só mais uma comemoração.

Então aconteceu.

A música falhou.

O ar pareceu se rasgar com o grito.

Todos congelaram.

Marcus virou de repente, instintos ativados mais rápido que o raciocínio.

Do outro lado do salão—perto das mesas de bebida—um estudante do terceiro ano caiu, sangue espirrando pelo mármore polido.

Sobre ele—

Uma figura de máscara preta, espada na mão, corpo tenso e preparado para a próxima investida.

Por um instante, todo o salão ficou imóvel.

Então o caos explodiu.

Mais figuras mascaradas surgiram de entradas escondidas—paredes desabando enquanto feitiços explodiam para todos os lados, estudantes dispersos em todas as direções, gritos ecoando pelos altos tetos.

Os professores reagiram num piscar de olhos.

Escudos surgiram de repente.

Magia iluminou o salão enquanto tentavam proteger os civis.

A mão de Marcus foi até sua espada, com os dedos firmes segurando o cabo.

Ao seu redor, o mundo virou uma batalha.

'É agora.'

Ele podia ver Selene já se movendo perto da parede leste—disparando feitiços de congelamento abrangentes, pedaços de gelo atingindo os atacantes, desacelerando-os, ganhando preciosos segundos para os estudantes fugirem.

Ele viu também Elena—de pé, calmamente, perto de um grupo de primeiros anos aterrorizados, lançando barreiras e feitiços de corte, com seu cabelo prateado brilhando como um farol.

Nenhuma das duas fazia parte do seu grupo.

Mas estavam lutando assim mesmo.

Lutando pela escola.

Assim como ele faria.

Porque Marcus sabia, bem lá no fundo:

Que não ia correr naquela noite.

"Evacuem!" a voz de um professor gritou por cima do caos.

"Todos os estudantes para o pátio! Moverem-se! Agora!"

Mais professores apareceram, agrupando estudantes em pânico, formando barreiras protetoras para cobrir a retirada.

Feitiços rasgaram o ar—Círculo de Raios, Explosão de Inferno, Lança de Gelo—iluminando o salão como um campo de batalha.

As mesas decoradas foram viradas, velhas bandeiras agora queimadas ou rasgadas.

Marcus permaneceu firme.

Sua espada na mão.

Coração acelerado.

Garron agarrou seu ombro com força.

"Marcus, estão chamando para uma retirada completa," Garron falou com urgência na voz. "Precisamos ir."

Estudantes já corriam em direção às portas quebradas, tropeçando e se desesperando para escapar.

Mas os pés de Marcus continuaram fixos no chão.

Ele observou os atacantes mascarados se movendo.

Viu-os derrubando estudantes lentos demais.

Viu sangue no chão, ouviu o som molhado de lâminas atingindo carne.

Correr não iria resolver.

Correr não protegeria ninguém.

Ele apertou ainda mais a sua faca.

"Vou ficar," disse firmemente, com voz segura.

Clara, que havia começado a se virar com a multidão, congelou.

"O quê?"

"Vou ficar para lutar," Marcus repetiu, mais alto desta vez.

A decisão já tinha sido tomada em seu coração.

Não podia abandonar as pessoas que estavam atrás dele.

Não iria.

Garron hesitou, olhando para Laziel—que apenas deu de ombros, aquele sorriso preguiçoso ainda no rosto.

"Você sabe que estou dentro," Laziel disse.

"Não ia deixar você levar toda a glória," Garron resmungou, estalando os dedos.

Clara mordeu o lábio.

O medo atravessou seu rosto.

Mas, ainda assim, ela pegou sua adaga curta e se aproximou de Marcus.

"Você é um idiota," ela falou baixinho. "Mas... somos todos idiotas juntos."

Marcus sorriu de forma sombria.

Depois virou-se para encarar a maré de inimigos que avançava.

Não sozinho.

Nunca sozinho.

Marcus não esperou por sinal.

Ele partiu em disparada rumo ao grupo mais próximo de atacantes mascarados, com a espada reluzindo sob a luz caótica.

Garron gritou atrás dele, correndo como uma força de impacto, enquanto Laziel se movia com mais fluidez, tecendo feitiços com gestos precisos.

Clara ficou grudada ao lado de Marcus, sua lâmina pronta para interceptar qualquer ataque que escapasse.

O confronto foi imediato e brutal.

O primeiro inimigo mascarado atacou, balançando baixo.

Marcus girou o corpo, desferiu um golpe forte, e sentiu a vibração subir até os braços ao cravar a lâmina na carne.

O homem caiu com um rosnado.

Outro veio, com adagas brilhando, mas Clara já estava lá, desviando o primeiro golpe e chutando o invasor no estômago.

'Foque. Um de cada vez.'

Garron agarrou uma figura mascarada pelo colarinho e a jogou como um boneco de pano numa pilha de cadeiras quebradas, limpo pela força bruta.

Laziel murmurou algo sob a respiração—"Lança de Chamas".

Uma coluna de fogo ardente surgiu de sua palma, perfurando o ombro de um inimigo que avançava por trás de Garron.

Marcus se movimentava continuamente, alternando entre ataque e defesa, protegendo Clara, cuidando dos pontos cegos de Garron, coordenando instintivamente com Laziel para suporte à distância.

Era uma bagunça.

Era sanguinolento.

Mas funcionava.

Perto dali, viu vislumbres de Selene no campo de batalha—pedaços de gelo explodindo de suas mãos, aprisionando grupos de inimigos em espessas placas de gelo que se despedaçavam ao receber o próximo feitiço.

Outro lado, Elena lutava perto de uma coluna caída, protegendo um grupo de estudantes mais novos e assustados, cortando qualquer atacante que chegasse perto com precisão fria e eficiente.

Eles não eram do seu grupo.

Mas, naquela noite?

Todos lutavam pelo mesmo motivo.

A Escola Imperial Vaelterra estava sangrando.

E eles não iriam deixá-la cair.

'Vamos lá. Vamos lá.'

Marcus apertou ainda mais a gripada na espada.

Eles resistiriam.

Não importando o que acontecesse.

Ele escutou outro golpe selvagem e deslizou para baixo, cortando em arco e empurrando o inimigo de volta para a fumaça e o caos.

Ele não parou de se mover.

Não parou de pensar.

Cada segundo importava.

Cada movimento era sobrevivência.

Ele se abaixou diante de um ataque de Cortador de Vento e empurrou Clara para fora do caminho de um raio selvagem, rangendo os dentes enquanto o calor queimava o ar ao lado deles.

Então—

Por entre a fumaça e feitiços brilhantes, Marcus viu algo estranho perto do lado mais afastado do Grande Salão.

Uma figura correndo pelo piso de mármore quebrado.

Noel.

Marcus piscou, completamente pega de surpresa por um instante.

Noel parecia machucado—molhado, sujo, sangue escorrendo pelo queixo—mas vivo.

Segurando algo próximo do peito, correndo com uma urgência obsessiva.

Marcus viu-o romper as linhas de defesa e correr em direção ao Diretor Aldros.

Mesmo daqui, através do barulho e da confusão, Marcus podia perceber que aquilo não era uma aproximação casual.

Era sério.

Urgente.

Os dois trocaram algumas palavras rápidas e rápidas—mans os longe para Marcus ouvir.

Então, de repente, Aldros levantou as mãos ao alto, seus dedos se movendo em um borrão.

Mana encheu o salão, grosso e sufocante por um momento.

Marcus cambaleou um pouco sob a pressão.

Então ouviu.

"Gêmeos Gêmeos!"

O nome do feitiço soou como um tiro pelo campo de batalha.

Uma explosão de luz branca ofuscante surgiu ao redor de Aldros, fazendo até os atacantes estremecerem de reflexo.

Quando a luz se dissipou—

O diretor Aldros tinha se dividido em dois.

Dois versões idênticas dele, menores, um pouco menos intensas, mas ainda carregadas de autoridade.

Um Aldros virou-se em direção aos Jardins.

O outro, em direção à Biblioteca.

E Noel?

Noel foi atrás de uma dessas versões, desaparecendo na confusão, sumindo da visão de Marcus.

Marcus rangeu os dentes.

Ele não sabia exatamente o que estava acontecendo.

Mas, se Noel estava envolvido, não era pouco.

E agora—

Agora, com o diretor desaparecido?

A maré da batalha virou.

Pelo menos, do outro lado do salão, próximo aos destroços do palco da orquestra—

Caldus avançou.

Assim que o diretor Aldros e Noel sumiram na confusão, o clima do Grande Salão mudou.

Marcus sentiu—como se a pressão tivesse caído, como se o escudo acima de suas cabeças tivesse se rompido.

Pelas ruínas do piso, Caldus avançou.

Seu manto escuro estava rasgado, com as bordas queimadas e a respiração ofegante.

Um braço pendia um pouco mais baixo que o outro, tremendo levemente de cansaço.

Mas os olhos dele—

Frio.

Avesso ao bem.

Fervendo de ódio.

Segurando uma única varinha preta, com rastros tênues de mana piscando na ponta como brasas fugidias tentando reascender.

'Ele está enfraquecido.'

'Muito.'

Marcus podia sentir.

Caldus tinha passado boa parte da noite exausto de lutar contra Aldros—troca de golpes, troca de feitiços.

Mesmo sob efeito de drogas, mesmo tomado pela fúria, tinha sangrado por cada centímetro conquistado.

E agora, sem Aldros aqui para contê-lo—

Ele tinha força suficiente para causar dano sério.

Os professores restantes se moveram automaticamente, formando uma espécie de perímetro ao redor dele.

Marcus e seu grupo—Garron, Laziel, Clara—ajustaram sua formação sem hesitar, ao lado dos magos mais velhos.

Selene, do outro lado do salão, conjurou mais uma parede de gelo com um gesto preciso, bloqueando a retaguarda para impedir que mais atacantes infiltrassem.

Caldus endireitou-se devagar, sangue escorrendo de uma ferida no lado.

Levou a varinha ao alto.

Faíscas saltaram na ponta.

"Você devia ter fugido," ele arfou, com a voz áspera, quase oco. "Tinha chance de sobreviver."

Marcus levantou sua espada.

Enfrentou o olhar de Caldus sem recuar.

"Não nos interessa," disse Marcus.

Sem dramas.

Sem fingimentos.

Apenas a verdade.

A última batalha daquela noite tinha começado.

E eles não iriam recuar.

Caldus movido primeiro.

Um movimento rápido da varinha—

"Lança de Mana!"

Um bufê de energia comprimida rasgou o ar em direção a ele.

Marcus evitou por pouco, sentindo o calor queimando sua bochecha enquanto passava ao lado.

Garron gritou e avançou, empunhando sua espada gigante em um arco largo.

Caldus virou sua varinha de lado, lançando "Reversão de Força!"

Uma onda invisível atingiu o peito de Garron, fazendo o gigante tropeçar para trás—mas não cair.

Laziel, com movimentos de cobra, murmurou sob a respiração—"Lança de Chamas".

Uma coluna de fogo ardente saiu de sua palma, perfurando o ombro de um inimigo que avançava por trás de Garron.

Marcus se moveu constantemente, alternando entre ataque e defesa, protegendo Clara, cuidando dos pontos cegos de Garron, coordenando instintivamente com Laziel para suporte à distância.

Era uma confusão.

Era sangue na arena.

Mas dava certo.

Perto dali, viu vislumbres de Selene na batalha—pedaços de gelo explodindo de suas mãos, prendendo grupos de inimigos em manchas grossas de gelo que se despedaçavam com a próxima magia.

De outro lado, Elena lutava perto de uma coluna desmoronada, protegendo um grupo de estudantes mais novos, cortando qualquer atacante que chegasse perto com precisão fria e eficiente.

Eles não faziam parte do grupo de Marcus.

Mas, naquela noite?

Todos lutavam pelo mesmo motivo.

A Escola Imperial Vaelterra estava sangrando.

E eles não iriam deixá-la cair.

'Vamos lá. Vamos lá.'

Marcus apertou ainda mais a sua gripada na espada.

Resistiriam.

Não importando o que acontecesse.

Ele desviou de mais um ataque selvagem, deslizando para baixo, cortando em arco e empurrando o inimigo de volta para a fumaça e o caos.

Ele não parou de se mover.

Não parou de pensar.

Cada segundo tinha peso.

Cada movimento era questão de sobrevivência.

Ele se curvou diante de um golpe de Cortador de Vento e empurrou Clara para fora do alcance de um relâmpago selvagem, rangendo os dentes enquanto o calor queimava o ar ao lado deles.

E então—

Pela fumaça e pelos feitiços acesos, Marcus viu algo estranho na extremidade oposta do Grande Salão.

Uma figura correndo pelo chão de mármore quebrado.

Noel.

Marcus piscou, completamente tomado de surpresa por um instante.

Noel parecia machucado—molhado, sujo, sangue manchando seu queixo—mas vivo.

Segurando algo bem perto do peito, correndo com uma urgência quase obsessiva.

Marcus viu-o passar pelas linhas de defesa e correr direto até o Diretor Aldros.

Mesmo dali, pelo barulho e confusão, Marcus percebeu que aquilo não era uma aproximação casual.

Era sério.

Urgente.

Os dois trocaram algumas palavras rápidas—mãos rápidas e precisas, longe demais para Marcus puder ouvir.

Então, de repente, Aldros levantou as mãos ao alto, com os dedos em movimento rápido.

A mana encheu o salão, espessa e sufocante por um instante.

Marcus cambaleou um pouco sob a pressão.

Então ele ouviu.

"Gêmeos Gêmeos!"

O nome do feitiço soou como um tiro pelo campo de batalha.

Uma explosão de luz branca cegante atingiu Aldros, fazendo até os atacantes recuarem de reflexo.

Quando a luz dissipou—

O diretor Aldros tinha se dividido em dois.

Dois cópias idênticas dele, menores, um pouco menos intensas, mas ainda queimando com autoridade.

Um Aldros virou-se em direção aos Jardins.

O outro, para a Biblioteca.

E Noel?

Noel correu atrás de uma dessas versões, desaparecendo na confusão, sumindo da visão de Marcus.

Marcus rangeu os dentes.

Ele não entendia exatamente o que estava acontecendo.

Mas, se Noel estava envolvido, não era coisa pequena.

E agora—

Agora, com o diretor sumido?

A maré da batalha mudou.

Porque, do outro lado do salão, perto das ruínas do palco da orquestra—

Caldus avançou.

Assim que o diretor Aldros e Noel desapareceram na confusão, o clima do Grande Salão mudou.

Marcus sentiu—como se a pressão tivesse desaparecido, como se o escudo acima de suas cabeças tivesse se partido.

Pelas marcas do chão, Caldus deu um passo adiante.

Seu manto escuro estava rasgado, queimado nas bordas, sua respiração pesada.

Um braço pendia um pouco mais baixo, tremendo de cansaço.

Mas os olhos dele—

Frio.

Agudo.

Cremendo de ódio.

Na mão direita, ele segurava uma só varinha preta, com rastros de mana tremeluzindo na ponta como brasas morrendo, tentando reacender.

'Ele está enfraquecido.'

'Muito.'

Marcus podia sentir.

Caldus passou a noite quase que lutando corpo a corpo com Aldros—troca de golpes, troca de feitiços.

Mesmo sob efeito de drogas, ou louco de raiva, tinha sangrado por cada centímetro conquistado.

E agora, sem Aldros para contê-lo—

Ele tinha força suficiente para causar dano fatal.

Os professores sobreviventes se moveram automaticamente, formando um perímetro ao redor dele.

Marcus e seu grupo—Garron, Laziel, Clara—ajustaram suas posições quase instinctivamente, ao lado dos magos mais velhos.

Selene, mais ao fundo, conjurou mais uma parede de gelo com um gesto preciso, bloqueando a retaguarda para impedir qualquer avanço dos inimigos.

Caldus respirou fundo, com sangue escorrendo de uma ferida no lado.

Levou a varinha ao alto.

Faíscas piscavam na ponta.

"Você devia ter fugido," ele falou rouco, quase sem força. "Tinha chance de viver."

Marcus levantou sua espada.

Enfrentou o olhar de Caldus sem vacilar.

"A gente não quer briga," disse Marcus.

Sem enrolação.

Sem se exibir.

Apenas a verdade.

A última batalha daquela noite tinha começado.

E eles não iriam recuar.

Caldus moveu primeiro.

Um movimento rápido da varinha—

"Lança de Mana!"

Uma lança de energia comprimida rasgou o ar na direção dele.

Marcus quase não evitou a tempo, sentindo o calor queimar sua bochecha ao passar.

Garron gritou e avançou, empunhando sua espada gigante em um arco largo.

Caldus virou sua varinha de lado, lançando "Reversão de Força!"

Uma onda invisível atingiu o peito de Garron, fazendo o guerreiro grande cambalear, mas não cair.

Laziel, com movimentos de cobra, murmurou sob a respiração—"Corrente de Laços".

Correntões dourados de mana dispararam em direção a Caldus—mas a magia foi cortada pelo próprio feitiço do inimigo, que soltou a varinha de repente, quebrando as amarras antes que elas se apertassem.

Clara e Marcus se moveram ao mesmo tempo, lado a lado.

Marcus fez uma finta para baixo.

Clara atacou por cima.

Caldus virou-se com esforço, mais devagar agora, cada esquiva custando energia que ele não tinha mais para gastar.

'Ele está desmoronando,' pensou Marcus.

Os professores lançaram feitiços em ondas—Estilhaços de Gelo, Flechas Flamejantes, Muros de Pressão—atacando Caldus de todos os lados.

Caldus lutava como uma fera encurralada.

Feitiços saíam disparados descontrolados, brutos, sem foco, acertando tudo ao redor.

Marcus avançou, coordenando com Clara e Garron num ritmo perfeito, treinado.

Golpe.

Desviar.

Atacar.

Cada segundo que pressionava, suas defesas se esfarelavam mais.

Selene lançava gelo de longe, desacelerando ainda mais o movimento de Caldus.

Ele não conseguia bloquear tudo.

Não evitar tudo.

E, finalmente—

Marcus vira seu momento de atacar.

Ele avançou baixinho, a espada reluzindo em um arco brutal—

Caldus gritou ao sentir a lâmina cortar fundo seu lado esquerdo, sangue espirrando pelo mármore quebrado.

A varinha balançou na mão dele.

A luz ao redor se apagou.

Marcus apertou os dentes e levantou sua espada para o golpe final—

mas Caldus rosnou, segurando a ferida sangrando, obrigando seu corpo machucado a obedecer.

Ele empurrou a varinha para o alto e gritou uma palavra que Marcus não ouviu.

A mana ao seu redor virou agitada de repente.

Se fechou.

Colapsou para dentro.

Magia de teletransporte.

Um turbilhão de mana caótica se abriu sob os pés de Caldus.

Marcus avançou, estendendo a mão—

Mas o feitiço disparou antes que pudesse acertar o alvo.

Caldus desapareceu numa rajada de luz azul, deixando só o cheiro de mana queimada e o eco da sua maldição no ar.

Silêncio tomou conta do Grande Salão.

Decepcionado.

Mas vivo.

Marcus abaixou lentamente a espada.

Respirando com dificuldade.

Estudantes feridos e professores machucados olhavam para ele—para todos nós—com olhos cansados e arregalados.

A maré tinha sido vencida.

A escola tinha sobrevivido.

E, naquela noite—

Marcus era o herói.

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