O Extra é um Gênio!?

Capítulo 34

O Extra é um Gênio!?

"Tem mais uma coisa", ele disse. "A academia vai fechar."

"De vez?" perguntou, meio brincando, meio esperançoso.

"Não. Temporariamente, por um mês."

"Uma pausa, né?" murmurou.

"Considere como um período de recuperação necessário", disse Aldros. "Reparos, reorganização, apoio psicológico. Daqui a dois dias, as portas vão se fechar."

"Tenho certeza de que a sua querida família já foi avisada?"

"Enviamos uma mensagem ao seu pai, o Lorde Albrecht Thorne. Ele espera seu retorno nos próximos dias."

'Ótimo. O papai sabe que estou vivo.'

'Como pude esquecer das pessoas que tentaram me remover de forma conveniente? Não foi meu pai, mas minhas mães favoritas do mundo.'

"Seu transporte será providenciado", continuou Aldros. "Você partirá junto com outros estudantes que estão retornando às suas casas."

"Também houve uma cerimônia há dois dias," ele disse.

"Deixa eu adivinhar", brincou. "Troféus de participação para todo mundo?"

"Nem tanto. Apenas aqueles que enfrentaram diretamente os terroristas foram reconhecidos."

"Uma medalha formal foi entregue a cada um. Pessoalmente, pela Princesa Imperial Seraphina de Valor."

'Claro.'

'Uma princesa fodona. Porque não aproveitar todos os clichês de fantasia ao mesmo tempo?'

'Deixe eu adivinhar: linda, poderosa, totalmente fora da minha liga e destinada a ser importante.'

"Deve ter sido uma festa e tanto," murmurou em voz alta.

"Você perdeu," disse Aldros simplesmente. "Mas, considerando seu estado na época, ninguém esperava sua presença."

"Pois é. Nem sou muito de apertar mãos e curvar-se perante a realeza, no fim das contas."

"O reconhecimento foi justo", disse Aldros. "A academia sobreviveu por causa daqueles que se mantiveram firmes."

"Você fez mais do que nunca foi pedido de você, Thorne", disse Aldros, com voz baixa, mas firme.

"Descanse e cure-se. Use essa pausa com sabedoria."

"Vou tentar não iniciar outra guerra nos próximos trinta dias", disse secamente.

"Tudo bem, herói", ela disse secos, "vamos ver se você consegue caminhar sem cair de cara no chão."

"Você realmente sabe como inspirar confiança", murmurou.

"Fica quieto e alonga", retrucou a enfermeira, mas sem muita força na voz.

"Toque seus pés," ela ordenou.

"Tecnicamente, toquei", disse entre os dentes cerrados.

"Tecnicamente patético", ela murmurou, anotando na prancheta.

"Teste de magia. Apenas feitiços básicos. Vamos ver se você não fritou seu núcleo como um idiota."

"Bom", disse a enfermeira, ainda anotando.

"Agora, vento."

"Você está liberado", ela disse, batendo a prancheta na cama. "Mas se voltar aqui semana que vem, vou cobrar aluguel."

"Fechado", disse Noel, sorrindo enquanto vestia a jaqueta fornecida pela academia.

'Falta uma coisa.'

"...Oi," falou simplesmente.

'Que diabos está acontecendo agora?'

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